Notas iniciais
Oi gente! Estou oficialmente de volta, depois de todos os problemas consegui me recuperar :)
Apesar que é final de ano, e sabe, escola, provas finais, medo de reprovar, então ainda vou estar ocupada kkkkkkk
Enfim, boa leitura!

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Here we are

And your too drunk to hear a word I say

De certa forma Mad estava certa, pra falar a verdade ela estava totalmente certa, eu não podia parar minha vida. Eu não podia me condenar à solidão eterna, mesmo que aguentasse isso por alguns meses, sabia que com o tempo eu e eu mesma não seria mais suficiente... E digamos que o mínimo de álcool que eu tinha consumido havia me encorajado a próxima atitude.

Mirei bem Brian com os lábios na vadia, e decidida caminhei até os dois. Confesso que quando estava a menos de dois passos de distância minha consciência gritou pedindo que desistisse da ideia, porém o desejo foi mais forte e assim arranquei Michelle dele num puxão.

– Sua cota de vadia já deu por hoje! – dito isso a empurrei contra o balcão de bebidas, ela bateu com as costas, caindo no chão e logo estava sobre sua cintura.

– Sai de cima de mim pirralha! – gritou agudo e a segurei pela base dos cabelos levando sua cabeça para trás.

– Você vai aprender a não tocar no que é meu! – sussurrei sádica contra sua face e bati com sua cabeça no chão de madeira.

Seus olhos reviraram por um momento, mas a vagabunda era forte e não desmaiou, nada que uma sessão de socos e chutes não ajudasse. Ela usava as unhas felinas para me arranhar, mas minha adrenalina estava tão alta que eu acabava por não sentir seu ataque.

– Você quer se meter com os homens dos outros né vadia? – perguntei retoricamente com sua franja entre as mãos, ela chorava copiosamente.

Acertei-lhe com um tapa em uma de suas bochechas, enquanto praticamente arrancava a franja entre os dedos.

– Isso é por você ser uma vadia; — estapeei o lado esquerdo. – Isso é por você ter uma irmã tão vadia quanto você; — mais um tapa, só que do lado direito.

Puxei as madeixas do topo de sua cabeça, levantando e a trazendo junto comigo, porém deixando a de joelhos. Arremessei-a em direção ao chão, distribuindo chutes em sua barriga, mas a raiva ainda predominava e não contente a ergui de novo pela base de seus cabelos.

– E isso é por mim. – disse antes lhe acertar um soco no nariz.

Ela caiu para o lado, esgotada, praticamente desmaiada... Minha mão continha uma porção de sangue que eu não sabia ao certo se era meu ou dela, mas ao olhar em volta fora meu espanto, o bar inteiro observava a briga e Mad parecia a mais atônita de todos eles... Isso antes de eu olhar Brian, ele dividia olhares entre mim e a vadia jogada no chão, se ele fosse ajuda-la eu jurava que lhe arrancaria o couro também.

– UHUUUUUUL! ESSA É MINHA IRMÃ! – gritou Mad vindo ao meu lado e me abraçando enquanto o resto do bar gritava também. – Eu falei pra você pegar o Brian, não socar a cavala. – ri fraco em seu ouvido. – Vamos pra casa do Wendt , vem você também. – assenti muda deixando que ela me guiasse pela multidão que ainda gritava ensandecida pela minha vitória.

– Belle, nunca vi alguém bater como você! – exclamava Johnny pasmo e eu sorri passando o braço pelos ombros de Mad.

– Tá no sangue Jojo, não tem como evitar. – a morena me lançou um beijo antes de ser puxada pelo namorado.

– Eu acho que ela vai ter que fazer plástica por causa do nariz. – Zacky murmurava com a voz embolada enquanto eu ria feito louca.

– Pelo menos arruma aquele caroço que ela tem em cima... Queria ter arrancado uns dentes dela também, seria legal. – afirmei alcançando Jimmy que ria compulsivamente.

– Você é sádica, tenho medo de você. – pisquei para ele num gesto de segurança e ele sorriu. – Mas pera, de quem é esse sangue na tua mão? – foi só então que notei a mancha vermelha entre os dedos.

– Sangue da vaca loira, o máximo que ela me fez foi isso... – mostrei os braços arranhados, antes de arrancar a garrafa das mãos do grandão. – Preciso beber pra comemorar.

A verdade é que eu me sentia leve, era como se um peso tivesse saído de minhas costas, bater em Michelle tinha sido magnífico, não esperava nada melhor. E a cena dela caída no chão só não teria sido melhor porque ninguém tirou foto para eu pendurar em minha parede.

Chegamos logo à casa de Wendt, era colada ao bar do Johnny o que explicava porque aquele menino estava sempre alcoolizado, me lembrava meus 12 anos, lembrava luau, praia, duendes... Definitivamente eu sabia aproveitar a vida!

– Um brinde a Bellinha e toda sua massa muscular! – gritou Jimmy e todos ergueram suas garrafas, quer dizer, nem todos, Brian permaneceu imóvel em seu lugar me secando com os olhos.

– O guitarrista ali não para de te olhar, vai lá falar com ele idiota! – incentivou Mad e eu revirei os olhos.

– Depois do que eu fiz hoje pra namoradinha dele, ele deve tá me odiando... – murmurei um tanto deprimida, o pouco álcool que tinha consumida já tinha me alterado minimamente.

– Cara você sabe o que eu penso sobre isso né? – afirmei com a cabeça. – Ok, agora se me dá licença tenho assuntos a resolver com o gato ali. – ela apontou para Matt que a olhava desejosamente.

– Credo Madson. – resmunguei enquanto ela ria.

– Tá falando o que criança? Logo será você! – lhe mostrei o dedo do meio enquanto ela caminhava para o ogrão.

Brian estava começando a me assustar, além de beber uma cerveja atrás da outra e mistura-la com vodca ele continuava a me observar com aqueles olhos... Eu estava prestes a andar a até ele perguntar se eu estava “cagada” quando algum bêbado retardado resolveu sujar minha roupa derramando toda sua cerveja em cima de mim.

– Desculpa docinho... – murmurou com a voz embolada enquanto eu sumia de sua vista.

Achar um banheiro na casa de Wendt disponível era a tarefa mais difícil, no andar debaixo o banheiro de visitas estava ocupado, o do andar de cima no final do corredor também. Então me ocorreu que talvez os pais dele possuíssem uma suíte, vasculhei os quatro quartos até que entrei o bendito quarto do casal.

A roupa de cama estava impecável, o que me levava a pensar que Matthew e Mad ainda não tinham passado por aqui. Deixei os detalhes do quarto de lado e me apressei em entrar no banheiro, tranquei a porta atrás de mim e retirei a camiseta colocando-a debaixo da água. Por ser branca ficaria transparente, mas aqueles bêbados nem notariam, e se notassem eu chutava o saco deles.

Coloquei a cabeça debaixo da torneira também, deixando os cabelos molharem assim como a nuca... Aproveitei para lavar os pequenos cortes em meu braço, feitos pela unha da piranha. Chacoalhei o cabelo rapidamente e então abri a porta, pronta para sair e encarar a festa.

– Mas o que...? – minha voz quase falhou ao encontrar Brian ali, ele me observava atônito, ou melhor, observava a parte “transparente” de minha camiseta.

– Eu, eu... – ele também não tinha palavras. – Ok, eu vim saber o que te deu pra você atacar a Michelle daquele jeito no bar? – perguntou dirigindo os olhos aos meus e se aproximando, senti o cheiro da bebida exalar dele.

– Você sabe que eu não gosto da piranha... – respondi de forma natural, desviando de seu corpo e caminhando em direção à porta do quarto, porém ele me segurou pelo braço.

– Eu sei que não foi apenas isso Belle... Diga-me... – ele me instigava perfeitamente e eu estava praticamente entregue aos seus encantos.

– Solta meu braço Brian, você não tem nada a ver com isso! – exclamei tentando parecer convincente, porém minha respiração desregulada indicava o nervosismo.

– Tem certeza Ana? – perguntou de forma tentadora, aproximando seu rosto do meu enquanto me encurralava numa parede.

– Absoluta. – mas a palavra saiu mais feito um gemido, pois no mesmo minuto em que eu disse ele apertou minha cintura com uma das mãos.

– Então diga, diga que aquela briga não foi por ciúme... Diga e eu irei embora. – murmurava rouco ao pé de meu ouvido, trazendo meu corpo para perto do seu.

Meu peito subia e descia numa respiração descompassada, o calor de Brian passava feito ondas elétricas para meu corpo e quando vi minhas mãos já passeavam por seus ombros, explorando aquele pedaço por cima do tecido.

– Eu... – suspirei sentindo sua outra mão passear por minhas costas e agarrando um punhado de meus cabelos.

– Diga Anabelle. – pediu mais severo, inclinando minha cabeça para trás e tendo meu pescoço livre para seus beijos. – Por que você brigou com Michelle naquele bar? – perguntou com a voz grossa puxando meus cabelos rudemente e eu deixei um gemido escapar diante daquela situação.

O contato de minha pele molhada em seu corpo relativamente “quente” estava prestes a me levar ao mais alto ponto da excitação, era possível que mesmo sem mãos, e nem ao menos um beijo eu pudesse estar naquela situação?

– Eu não posso... – murmurei baixinho, fechando os olhos forte, e depois os abrindo novamente o encontrando me encarando.

– Diz o que você não pode... – incitou-me, assim que sua mão presa em meu cabelo passava para minha nuca e seu rosto chegava mais perto do meu, a milímetros de distância, quase que me testando.

– Me beija... – sussurrei baixo, quase num ruído, porém ele ouviu e se retesou com o pedido, como se estivesse surpreso.

E já que ele não tomava atitude, resolvi adiantar o processo juntando nossos lábios ansiosos por esse beijo. Brian pareceu surpreso inicialmente, mas depois passou a corresponder o beijo e pela primeira vez estávamos em sintonia. Suas mãos corriam por minhas costas enquanto eu puxava a base de seu cabelo, eu queria mais, mais... As borboletas em meu estômago doíam, e o nó na garganta aumentava, o puxei mais contra mim querendo fundir seu corpo no meu, suas mãos apertaram minha cintura como se tentasse se conter e então ele parou o beijo. Ofegante, desnorteado, colando a testa na minha.

– Não precisa me dizer nada? – perguntou tendo um sorriso perverso nos lábios, o puxei mais contra mim, deixando meus lábios próximos a sua orelha e sussurrando:

– Você é meu Brian Haner, apenas meu! – ele riu contra meu pescoço antes de mordê-lo selvagemente.

– E você é minha Anabelle? — perguntou me mirando com os olhos castanhos, sorri abertamente antes de tomar aqueles lábios.

Suas mãos infiltraram-se pelo tecido da camiseta que estava grudado em meu corpo, sem que eu percebesse já estava sem ela. Brian beijava-me lascivamente, meu corpo inteiro ardia em chamas e ao sentir uma de suas mãos apalpando meu seio esquerdo eu pude ter certeza que desfaleceria ali mesmo.

Ele me guiou pelo quarto e rapidamente estava sendo depositada sobre a cama, seu corpo sobre o meu fazia uma pressão boa, era como se ele pudesse sentir o que eu sentia e vice-versa.

Seus beijos passaram a trilhar fogosamente um rastro entre o vale de meus seios e num ato primitivo arqueei as costas e ele logo abria o fecho do sutiã, o jogando em algum lugar do quarto e pressionando os lábios em um de meus mamilos.

– Brian... – sussurrei quase num gemido, enquanto sua língua trabalhava avidamente e suas mãos ágeis abriam o zíper de minha calça, eu sabia que tinha que falar algo... ah sim, eu era virgem.

Ele desceu beijos molhados por minha barriga enquanto puxava minha calça para fora de meu corpo, logo arrancando sua calça também, pois sua camisa já estava jogada em um canto do quarto. Ainda me contemplando por alguns segundos, o moreno abaixou-se na altura de minha virilha e distribuiu beijos que iam de lá, até o interior de minha coxa.

De repente ele voltou atacando meus lábios vorazmente, então ele não era mais Brian, ele era Synyster o cara mais sombrio e quente que alguém poderia querer... Mas a cada vez que eu sentia sua intimidade colidir com a minha um tremor passava por meu corpo, ao mesmo tempo em que metade de mim implorava para que ele nos livrasse daqueles tecidos desnecessários, eu estava nervosa.

Sua mão desceu o caminho entre nós e eu soltei um grito agudo quando seu dedo repousou em meu centro, movimentos circulares eram feitos enquanto eu ofegava em sua nuca implorando para que não parasse. Sua outra mão agarrava meu seio ferozmente enquanto os lábios mordiam meu pescoço e maxilar, eu estava à beira do prazer mais intenso, a sensação se comparava a cair num precipício por esse sentimento que me inflamava, mas foi quando a dor mais aguda que eu poderia sentir atingiu-me em cheio... E eu gritei, mais uma vez, só que de dor.

Levantei a cabeça e pude ver o membro de Brian totalmente dentro de mim, a dor era alucinante e ele por talvez estar muito alcoolizado não soube distinguir meus gritos de dor que deveriam ser de prazer. Lágrimas vazavam de meus olhos, parecia que eu estava sendo esfaqueada, a cada estocada forte dele meus gritos de dores aumentava eu pensei que poderia desmaiar de tanto que doía, porém acabei desistindo de qualquer outro sentido deixando que ele me usasse o quanto quisesse. Ele grunhia, apertando a carne de meu corpo e me marcando com sua boca imunda, cada vez com movimentos mais fortes e intensos... Só notei que a tortura tinha acabado quando senti seu líquido ser despejado sobre minha barriga, eu queria vomitar em cima dele, mas limitei-me a deixar que o mesmo me trouxe-se para seu peito e pensasse que tudo estava bem.

Quando ouvi seu ronco e constatei que dormia, retirei seu braço de cima de mim e me joguei para fora da cama caindo de joelhos no chão e agarrando meu próprio corpo, chorando compulsivamente. Tudo doía... Minha intimidade ardia, e frustrada era pouco para meu estado, eu me sentia suja, violada, uma vadia comparada a que soquei no bar mais cedo, ou até pior.

Com a pouca força que me restava levantei-me do chão, encarando Brian na cama e sentindo um tremendo nojo dele, gotas de sangue manchavam o lençol só aumentando o nível de trauma daquela cena. Peguei minhas roupas num bolo e tranquei-me no banheiro a fim de me trocar, minha aparência era a mesma de tempo atrás, a diferença era como Eu me sentia, a sujeira que parecia estar entrelaçada aos poros de meu corpo.

Vesti-me com certa violência, eu queria me punir por tal ato, meu estômago se enjoava pelo cheiro que exalava do meu corpo, cheiro de sexo, suor acumulado em minha nuca... Não aguentei e acabei vomitando, debruçando no vaso e lamentando ao estado em que pude chegar.

Assim que sai daquele banheiro, passei correndo pelo quarto e pelo resto da casa eu queria deixar aquele momento para trás, queria fingir que foi apenas um pesadelo, mas não era...

Corria rápido, o mais rápido que podia, pensando que Brian poderia estar me perseguindo... Eu precisava ir embora daqui, precisava sumir das vistas dele, e a vergonha quando todos descobrissem? As lágrimas cobriam meu rosto e tudo que fiz ao chegar à porta de casa foi arremessar-me ao chão e terminar de chorar desconsolada sobre o tapete de boas – vindas.

Eu precisava de alguém para me ajudar, e por maior que fosse minha vergonha em contar para qualquer pessoa o que havia acontecido, eu precisava falar para Madson ela era minha irmã e poderia me ajudar na minha decisão.

Entrei pela porta dos fundos, a fim de fazer menos barulho e nas escadas usei as pontas dos pés para subir. Sabia que mamãe tinha sono pesado, porém não podia arriscar. No quarto de Mad nem bati para entrar, meti-me lá dentro sem medo de encontrar pessoas nuas ou praticando “o ato”.

– Belle? – perguntou Matt, ofegante, olhando por cima do ombro de minha irmã que estava sentada em seu colo.

– Ah, desculpe eu não quis interromper nada... – funguei tentando conter as lágrimas, minha noite tinha sido um lixo, mas eu não poderia privar minha irmã de ter a dela.

– Ana o que aconteceu? – perguntou a morena se virando para me encarar.

Mas nesse momento eu não aguentava mais nada, e com os joelhos fracos acabei deslizando de costas para porta e me deixando ali caída enquanto as lágrimas ocupavam todo meu rosto.

– Ana pelo amor de Deus, me diz o que aconteceu! – exclamava Mad já ao meu lado enquanto eu sentia o suporte de alguém mais forte me levantando e me colocando na cama, deveria ser Matt.

– Eu preciso ir pra casa do papai Mad, preciso sumir daqui, me ajuda, por favor! – apesar da voz chorosa a morena compreendeu tudo e me abraçou junto de si.

– Calma, vai ficar tudo bem... – dizia em meu ouvido.

– Não, não vai... Tudo dói, eu sou suja Mad, eu não mereço ser tratada como gente... – funguei me agarrando ao tecido de sua camiseta.

– Eu não posso fazer nada se você não me disser o que aconteceu. – murmurou naturalmente em meu ouvido, enquanto tirava os cabelos que se grudavam em minha face.

– Eu estraguei tudo Madson, só dá um jeito de eu me mudar pra casa do papai, por favor...

Ela não disse nada, apenas deixou que eu continuasse a chorar, molhando sua camiseta e perturbando seu sono da noite. Eu queria poder mudar tudo, queria voltar no tempo, mas depois do que tinha feito não tinha volta... E podre era elogio comparado ao que eu me sentia no momento.


And if I

I am through

Then it's all because of you

Just tonight

Notas finais
Espero que tenham gostado, vejo vocês nos reviews!
Beijos da Shadows ;*
p.s. saudades que eu tava de vocês meninas *-*
p.s² música da banda The Pretty Reckless, amo eternamente *-* kkkkk