Notas iniciais
Oiiii gente! Tudo bom com vocês? Seguintee, to postando essa hora 06 da matina, porque... Sei lá, acho que não vo te tempo depois, ou esquecer... Enfim! Esse é um capítulo que eu curto pra porra porque é o inicio de outra fase, não como se fosse uma outra temporada, mas uma fase nova sabe? Com acontecimentos diferentes... E para uma fase nova, temos capa nova também feita por mim, pq eu particularmente curto bastante essa "fase"!
Enjoy
p.s. queria agradecer a HallsDePimenta que fez uma recomendação pra fic, obrigada fofa!

I lie inside myself for hours
And watch my purple sky fly over me



Matthew... Matthew... Era tudo o que conseguia pensar quando senti o cheiro dele em minhas roupas, em meu cabelo, no travesseiro e no cobertor... Matthew por todo canto.


Abri os olhos identificando o quarto conhecido, procurei por seu corpo na cama, mas ele não estava lá e logo a realidade me atingiu... Claro que ele não estava lá, porque ele dormiria com a pirralha?


Saltei da cama e fui para o banheiro fazer minha higiene matinal. Precisava achar o casal de pombinhos era segunda-feira e a escola nos esperava...

Andei pelo corredor e foi de grande surpresa quando me deparei com a porta do quarto dos pais de Matthew aberta e jogados na cama aninhados um ao outro o casal do ano... Seria possível um aperto tão grande no peito? Eu queria arrancar meu coração com a mão e jogá-lo na cama de perfeitos lençóis brancos, mas tudo que fiz foi correr de volta para o quarto em que havia passado a noite.

Fechei a porta silenciosamente e cai de joelhos por trás dela, um nó gigante apertava minha garganta e eu sentia como se meus pulsos estivessem amarrados fortemente... De mãos atadas. Não podia gritar e não me permitia chorar, não ali no quarto vizinho.

Levantei com o pouco de força que me restava e me enfiei debaixo do chuveiro de roupa e tudo, queria tirar o cheiro impregnado de mim, acabar com qualquer resquício da colônia dele no meu corpo.

Esfreguei a bucha em minha pele deixando vergões vermelhos espalhados por todo o corpo e para terminar lancei um jato de água fria sobre mim, esfriando os pensamentos, acabando com a imaginação e desligando os sentimentos.

Sai do box e me sequei com a primeira toalha que vi pela frente, deixando a camiseta molhada que usava jogada em qualquer canto do banheiro... Livrei-me das roupas íntimas que ainda abrigavam meu corpo e fui até a mochila retirando roupas limpas de lá.

Dei uma olhada em mim mesma no espelho embaçado do banheiro, aproveitando o “bafo” escrevi com o dedo “Fuck You” na superfície espelhada e sorri saindo do local.

Recusava-me ir para a escola hoje, e mais ainda ter que aturar o casal apaixonado, seria possível sentir náuseas a cada beijo que eles davam? Da geladeira arranquei uma garrafa de cerveja, meu café da manhã, por mais amarga que fosse ainda não seria mais amarga do que eu me tornaria...

Sai despreocupada pela rua andando na calçada larga, por minutos andei sem rumo, apenas andando... Depois comecei a andar para a praia, com o pensamento de ir até a caverna que Brian havia me mostrado tempos atrás.

Chegando lá sentei no chão duro manchado pela fina areia, encostei a cabeça nas pedras atrás de mim, fechei os olhos e me concentrei no barulho das ondas por longos minutos... Poderia até ter encontrado a paz, se de repente o silêncio não fosse preenchido pela voz melosa daquela estranha conhecida.

Abri os olhos de súbito vendo corpos se moverem na vegetação em frente a caverna e ao invés de sair do lugar pulei para trás de uma grande pedra, escondendo-me...

– Nossa Bri... Que bicho te mordeu hoje? – perguntava Michelle enquanto Brian avançava com ela para dentro da caverna.

– Eu que vou te morder inteirinha hoje... – um gemido escapou dos lábios dela, meus músculos se congelaram quando ele se deitou sobre ela na superfície dura do chão da caverna.

Ele distribuía beijos molhados no pescoço dela e levou as mãos para a camiseta da garota arrancando com violência e expondo os seios nus da vadia que nem se dava o trabalho de usar sutiã...

Um ruído imperceptível para os ouvidos dos dois escapou de minha boca quando os lábios de Brian desceram para os seios delas e suas mãos arrancaram a calça da menina, tapei a boca com as mãos tentando mover minhas pernas e correr dali, mas eu não conseguia estava paralisada...

Quando os dois finalmente estavam nus senti lágrimas grossas delinearem meu rosto, e enfim consegui levantar, nas sombras da caverna me afastei da cena pornográfica, eu não era obrigada a ver ele a possuindo.

Passei pela vegetação sem me preocupar com o barulho dos galhos sendo esmagados por meus pés... A praia parecia enorme agora, tão grande quanto à dor que eu sentia, se meu peito se apertava mais cedo, agora estava se deteriorando em pedaços...

Corri pela extensão da praia por longos minutos até que meus pulmões doessem pela respiração falhada, cai na areia de joelhos e enfiei as mãos no monte fofo, fechei as mãos em punho e levantei... Não me permitiria ficar abalada.

Vi um quiosque no calçadão erguendo as portas e meus olhos se atraíram nas prateleiras recheadas de bebidas, fucei nos bolsos da calça velha, eu vivia esquecendo dinheiro em todos os lugares possíveis... Achei uma nota de vinte, daria para alguma coisa.

– Qual é bebida mais barata? – perguntei me debruçando no balcão e o homem de cabelos loiros presos num rabo me olhou.

– Bom dia... Você não é muito nova pra essas coisas? – mostrei a nota de vinte para ele que exibiu um sorriso grotesco e pegou três garrafas de bebidas diferentes nas mãos – Com esse dinheiro dá pra você comprar uma dessas três. – olhei para os rótulos e escolhi o que mais me agradava.

– Dê-me essa da direita... – apontei para ele que me deu a garrafa e ele me estendeu a mesma logo depois balançando a cabeça negativamente em lamentação.

Abri a garrafa e me sentei na guia da calçada, a bebida era horrível, descia queimando a garganta e provavelmente queimando tudo dentro de mim... E era exatamente isso que eu queria.

Com o líquido já na metade da garrafa eu já estava no estado mais bêbado possível, por incrível que pareça eu não era do tipo de bêbada que se lamentava, eu transformava minhas aflições em risadas e piadas de minha própria desgraça.

Levantei da guia cambaleando e segui o caminho pela rua, imaginando se a vista embaçada era algum problema na retina ou o efeito da bebida... Só parei de andar em frente a escola levando o último gole da garrafa na boca e jogando-a longe, fazendo com que a mesma estilhaçasse em cacos de vidro.

Pela primeira vez em anos não tinha seguranças na entrada da escola o que me permitiu avançar para dentro com facilidade... Andei pelos corredores passando os dedos pelos armários, parecia uma insana caminhando com olhar matador pelos corredores iluminados.

Cheguei em frente a sala de Mad e a vi olhar surpresa para mim do seu último lugar na carteira, sorri debochando dos seus olhos arregalados e acenei voltando a andar sem olhar para frente, o que fez com que eu trombasse naquele corpo desejado.

– Belle? – indagou baixinho e se eu não fosse tão indiferente poderia ter sentido meus pelos arrepiarem.

– Olá Matt. – o cumprimentei com um sorriso travesso nos lábios.

– Você está bêbada... – disse quase num sussurro segurando meu braço em sua mão.

– Vá pegar sua namorada pelo braço! – ralhei e me soltei dele voltando a andar e o deixando para trás.

Fui para o pátio e olhei para o céu poluído de nuvens cinza, odiava tempo nublado, mas especialmente hoje ele se encaixava com meus sentimentos... Totalmente nublados.

Com nenhuma alma viva perambulando por ali resolvi invadir a área dos drogados, não que fosse pedir uma erva ou qualquer coisa do tipo para eles, apenas precisava de companhias mesmo que silenciosas...

O lugar deles era atrás do pátio da escola, perto do estacionamento, precisei pular uma grade para chegar até lá... Encontrei duas garotas fumando um cigarro de maconha e um grupo de meninos aspirando cocaína, mas apenas um deles me chamou atenção, o único que não consumia drogas... O que vendia.

Cheguei até ele, ruivo forte e careca, extremamente atraente e com uma tatuagem de desenhos desconexos ocupando os músculos de seu braço esquerdo... Ele me olhou se perdendo no verde de meus olhos.

– Olá... – disse enquanto via um sorriso brincar em seu rosto.

– Vai querer o que gatinha? – eu não queria nada, podia ser bêbada, mas não drogada.

– Saber seu nome. – respondi com um sorriso nos lábios.

– Sam e o seu?

– Belle, Anabelle... – por um momento o silêncio nos envolveu.

– E você veio aqui para...? – perguntou arqueando uma das sobrancelhas.

– Para conversar. – respondi rindo.

– E porque justo comigo? – ele já estava começando a me irritar com tantas perguntas.

– Porque eu gostei de você... — sorri maliciosamente. “Porque eu tinha sorrido desse jeito?” indaguei mentalmente.

– Sendo assim, também gostei de você... – ele passou a mão na cabeça e se sentou num banco de madeira me convidando para sentar ao seu lado.

– Você estuda aqui?

– Se você chama de estudar não ir para a aula... Sim. – já tinha me afeiçoado por ele, ainda mais quando ele exibiu aquele sorriso com covinhas, as mesmas covinhas de Matt...

E então eu estava perdida, perdida na imensidão dos olhos castanhos que me lembravam Brian e encantada nas covinhas plagiadas de Matthew, Sam era a mistura perfeita dos dois... Um mistura completamente atraente... Uma mistura totalmente nova.


Don't say I'm out of touch
With this rampant chaos — your reality
I know well what lies beyond my sleeping refuge
The nightmare I built my own world to escape


Notas finais
E então quem gostou do cap? E quem estranho a atitude da Ana? Acho que vocês vão se surpreender com ela... Mas como eu disse é uma nova fase! Olhem a capa nova e me digam o que acharam e quais as expectativas para essa fase nova na vida das meninas!
Qualquer pergunta, ou xingamento, ou indignação, ou curiosidade é só ir na ask do nosso tumblr --> http://e-rasethis.tumblr.com
É pra ir mesmo, se não puxo o pé de vcs a noite! Espero vocês nos reviews e no tumblr!
Beeeijinhos da Shadows!