Erase This
7 Attack
Notas iniciais
AQUELES QUE NÃO COMENTAREM, QUANDO FOREM DORMIR E SE VIRAREM PARA A PAREDE, SEREI EU A PRESENÇA AS SUAS COSTAS!! E EU VOU FODER VOCÊS!! MUAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
u_u Sério, ou vocês se apresentam ou eu vou matar a CrazyShadows ~le ameaça com a espatula de manteiga~ e ai já era a Bellinha querida da nação. MUAHAHAHAHAHA
Boa leitura demonios do meu coração. *-*
I'll give up what I
Started and stop this, from end to beginning
A new day is coming, and I am finally free!
Acordei ainda tonta. Pude sentir um leve incomodo em meus dois braços, mas presumi ser dos cortes que havia feito. Ainda de olhos fechados me xinguei mentalmente por ter feito aquilo de novo, ainda mais tão profundo a ponto de desmaiar... Anabelle devia estar surtando na sala.
Foi quando percebi que a superfície a baixo de mim não era o duro chão do banheiro, era macia...
Ah droga...
Abri os olhos lentamente, sabendo que teria que encarar alguns olhares zangados. Com a cabeça deitada na cama hospitalar, Zacky ressonava como um bebe e um pouco mais atrás, sentado com uma expressão em branco, estava Brian me observando voltar à consciência.
Suspirei e encarei meu amigo de olhos castanhos, esperando ele começar a me julgar e falar que eu era uma completa idiota...
— Acho que você já pode começar... Ou prefere esperar o Zacky acordar? — perguntei em um fio de voz...
— Eu não vou falar nada pra você. Diferente dos seus pais que saíram pra conversar com o psiquiatra do hospital, eu não acho que você seja louca ou nada disso...
— Seria o primeiro... — comentei olhando meus pulsos, enfaixados com bandagens. Foi então que percebi a origem do incômodo, em um braço uma agulha mandava soro para o meu corpo e no outro, eu recebia sangue — O que aconteceu? Parar no hospital não estava nos meus planos...
— Bom gênio, acho que você exagerou um pouco e perdeu muito sangue... Acordei com Belle pulando em cima de mim, toda ensanguentada...
Fiz uma careta ao imaginar o desespero de Anabelle, ela era dramática demais às vezes... Arrastei minha mão até a cabeça de Zacky e fiquei fazendo cafuné em seu cabelo...
— Eu não quero preocupar ninguém, só queria parar de sentir um pouco... — me justifiquei mais para mim mesma do que para ele.
— Existem formas bem melhores de fazer isso do que se machucar deixar aqueles que gostam de você preocupados não é legal Mad... — comentou Zacky, mostrando que não estava dormindo como pensei — você tem noção do quão ruim é carregar alguém que você gosta, frio, todo sujo de sangue, se perguntando se esse alguém esta vivo ou morto? — me encarou meio zangado.
— Me desculpa Z... — murmurei cabisbaixa, mordendo os lábios enquanto solitárias lagrimas escorriam de meus olhos.
— Vai com calma Zacky, ela ainda tem que explicar o porquê de ter saído ontem da festa feito uma bala e de nos acordar hoje para um passeio no hospital... — comentou Brian se sentando na cama, ao meu lado esquerdo. – depois disso a gente pensa nas punições que a nossa emo girl vai ter que sofrer...
Olhei para Brian com o desespero estampado em meus olhos. Ele não queria mesmo que eu explicasse em voz alta o que tinha acontecido certo? Ele não estava pedindo que eu admitisse meus sentimentos em voz alta e falasse o quanto Matthew me afetava, estava?
— Ótima ideia Brian, — emendou Zacky, para o meu desespero — vamos começar por ontem, o que houve para você correr da festa daquele jeito? — continuou enquanto se sentava na beira da cama, a minha direita.
— Como se você tivesse visto, estava ocupado quase comendo aquela loira no meio da sala. — acusei tentando desviar o assunto.
— Isso não vem ao caso Madson, comece a falar — cortou Brian, prevendo minha intrusão.
Respirei fundo e olhei meus pulsos enfaixados. Mesmo que eu não quisesse, as imagens voltaram à linha mente, e o fluxo de lagrimas aumentou automaticamente. Zacky, notando o quanto aquilo me afetava, me puxou para me encostar em seu peito, com cuidado com os fios que estavam ligados a mim. Segurei seu braço com força e deixei que meus sentimentos aflorassem e se derramassem em sua camisa na forma de minhas lagrimas.
Não demorou muito e Brian começou a afagar meu cabelo, peguei sua mão e apertei contra meu peito, o puxando para perto de mim.
— O que foi que o Matt fez contigo hein pequena? — Zacky quebrou o silencio, murmurando contra o meu cabelo.
Apertei meu nariz contra seu peito, inalando a mistura de tabaco, álcool, suor e que um dia foi perfume. Virei meu rosto e observei o olhar carinhoso e acolhedor de Brian, tomando coragem para falar o que havia visto.
- Eu estava procurando o Jason, queria falar com ele, quando passei em frente ao quarto do Matt, e ele estava com a porta aberta, espiei para ver se encontrava alguém e o que acabei achando foi o Matt e a Valary transando na cama... – terminei de explicar o ocorrido voltando a chorar, apertando a mão de Brian e o braço de Zacky conta mim.
- Aquele idiota, eu vou socar ele por você Mad, não se preocupe. – me assegurou Zacky, enquanto me puxava para mais perto dele. Ri de leve ainda encostada nele, apesar de tudo, eu ainda não gostava da idéia de alguém socando Matthew.
- Vamos ser realistar Z... – argumentou Brian – isso talvez doa em você Madson, mas a realidade é que vocês dois não tem nada juntos, e ele é livre para foder com quem quiser baby... – a realidade de suas palavras era como livros sendo jogados em minha cabeça.
- Certo Brian, mas e a consideração pela Mad? Fica onde? No meio da camisinha usada? – retrucou Zacky que parecia realmente enfezado.
Levantei-me de seu abraço a contra gosto, limpei as lágrimas de meus olhos e respirei fundo. Eu não deixaria que aquilo causasse uma briga entre os garotos, e não deixaria que atrapalhasse – mais ainda – a minha vida.
- Zacky, está tudo bem... Brian tem razão. Eu que exagerei na reação, eu devia ter me controlado mais... Matt não tem culpa. – tentei sorrir para meu amigo de olhos claros, mas a mensagem saindo de seu olhar era clara, não tente me enganar.
Zacky abriu a boca para discutir a questão comigo, mas fui salva – ou não – por meus pais que entraram no quarto acompanhados de um médico e uma enfermeira. Minha mãe sorriu ao me ver acordada e meu pai parecia indeciso entre o sorriso e o olhar grave, para deixar claro que eu estava em apuros.
Suspirei e observei a enfermeira retirar as agulhas dos meus braços e sair do quarto acompanhada de meus amigos.
Eu já sabia o que vinha a seguir, avaliação psiquiatra... mamãe tirando do meu quarto qualquer objeto pontudo, papai indo me levar e buscar na escola, não poder ficar sozinha em casa, visita duas vezes por semana ao psicólogo e a eterna vigilância dentro de casa para ver se eu surtaria e tentaria me matar de novo...
Mas a diferença seria que eu não aceitaria ser tratada como um bebe, não aceitaria mais ser a criança.
Eu havia decretado que, junto ao sangue que havia saído de mim, a velha Madson – criança, meio menino, que era amiga dos garotos e se escondia por trás de camisetas de banda velhas – havia morrido. Eu seria diferente agora, e para começar, não aceitaria ser tratada como louca novamente.
I won't suffer, be broken, get tired, or wasted
Surrender to nothing
Notas finais
Bjsbjs
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