Erase This
14 American Idiot
Notas iniciais
Roupa da Belle: http://www.polyvore.com/american_idiot/set?id=40071830
Boa Leitura!
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Gente to com uma fic nova, é do Slipknot, com o Corey, quem tiver interessado, aqui o link : https://www.fanfiction.com.br/historia/179195/Anna
Don't wanna be an American Idiot
Don't want a nation under the new media
Can you hear the sound of hysteria?
The subliminal mind Fuck America
“...as pessoas cansam de bancar as compreensivas”. A frase rodava em minha cabeça enquanto eu deslizava pelos azulejos do banheiro, caindo sentada no chão.
Olhei para o teto branco querendo deixar meus pensamentos da mesma forma, mas não adiantava nada adiantava...
Eu não queria sentir aquele nó na garganta vendo Mad e Matthew, não queria sentir aquelas borboletas no estômago com o sorriso do Brian... Eu nem tinha peitos direito, quanto mais maturidade para assumir qualquer sentimento.
De leve senti duas pequenas gotas molharem meu rosto.
Madson queria que eu crescesse certo? Então eu cresceria...
Pulei, levantando, arranquei as lágrimas de meu rosto e abri a porta do banheiro com força. Arrastei minha caixa de brinquedos até o centro e peguei as barbies nas prateleiras, junto com minhas duas bonecas preferidas... Até meu ursinho de pelúcia.
Fui até o quintal dos fundos com a caixa nas mãos e equilibrando todos os brinquedos em cima dela, e sem que mamãe percebesse tirei da lavanderia o álcool e a caixa de fósforos.
Joguei a maior quantidade de álcool possível em cima dos objetos e risquei um fósforo tocando fogo em tudo, risquei mais dois fósforos para ter certeza de que tudo seria queimado.
Sentei longe do fogo que queimava e observei lentamente toda minha infância desaparecer... Era isso que eles queriam, era isso que eles iriam ter.
Depois de um longo tempo de espera tudo se tornou cinza... Não sei como os vizinhos não notaram a fumaça que saia de meu quintal escondido, eu com certeza teria chamado os bombeiros...
Subi para o quarto, dando graças a Deus que aquele demônio da Mad não havia chegado... Joguei-me em minha cama e pensei em algo para fazer, acabar com meu tédio não era algo fácil. De repente eu me lembrei da praia, e logo a associei ao luau, talvez fosse bom agir como “crescida” pela primeira vez.
Do meu armário retirei um biquíni vermelho, vesti, por cima dele joguei um vestido branco tomara que caia, calcei meus chinelos brancos e no banheiro prendi minha franja em duas pequenas tranças para trás.
Peguei o lápis de olho da Mad e passei nos meus, notei que o verde de meus olhos ressaltou-se com o lápis, olhei no relógio do despertador ao lado de minha cama, era 18h já devia ter começado.
Sem pressa fui para a calçada de casa, ao longe vi a porta da garagem de Matthew entreaberta, deviam estar ensaiando ainda, mas eu não compareceria essa tarde... Segui para praia.
- Hei, qual o seu nome? – perguntou um garoto se sentando ao meu lado na areia.
- Anabelle. – respondi sem tirar os olhos do mar.
- O meu é Clark. – finalmente olhei para ele, seu sorriso era lindo combinado com o cabelo loiro platinado, e ele segurava o copo vermelho com uma bebida estranha nas mãos.
- Pode me chamar de Belle. – continuei, e voltei a olhar o mar... Atrás de mim, não muito distante um pessoal tentava acender a fogueira.
- Você mora por aqui? – encontrei meus olhos ao dele novamente.
- Moro sim, e você?
- Moro mais perto do centro. – sorri e me apoiei em minhas mãos curvando um pouco o tronco para trás.
- Legal. – murmurei desinteressada, e de repente uma legião de garotos sentou perto de nós.
- Quem é essa Clark? – perguntou o mais bonito de olhos azuis e pele bronzeada.
- Ana... Essa é a Belle. – apresentou-me – Belle esse é o Tim. – sorri para o garoto que se levantou, depositou um beijo em minha bochecha e sentou ao meu lado.
Os outros garotos riram entre si, mas não prestei muita atenção, desenrolamos em uma conversa até que de repente todos desapareceram restando apenas eu, Clark e Tim... Eles eram até que legais.
- Você não bebe?- perguntou o moreno me estendendo seu copo que tinha uma bebida indecifrável, por um momento pensei recusar... Mas então tomei o copo de suas mãos e terminei com a bebida.
- Acho que acabei de responder sua pergunta. – ri corando de leve e ele umedeceu os lábios pegando a bebida de Clark.
- Clark pega mais para nós.
Ele se foi e o silêncio predominou apenas nossos olhares continuavam fixados um no outro, senti a mão dele repousar sobre a minha e gentilmente acariciar meu braço. Arrepiei com seu toque e ele pareceu gostar disso, pois um sorriso formou-se em seus lábios.
- Trouxe mais! – exclamou o outro e fui obrigada a olhar para as bebidas, quebrando a atmosfera que havia se formado em sua ausência.
Ele tinha três garrafas de cerveja seguradas por seu braço contra o peito e mais uma garrafa de bebida incolor na outra mão, arranquei a bebida incolor e tirei o lacre tomando um grande gole e me arrependendo, pois a bebida queimou minha garganta.
- Ei vai com calma, vodca é bem forte... – murmurou Tim atrás de mim e arrancando a garrafa de minhas mãos.
- Passa a cerveja. – pedi para o outro e ele me passou uma já aberta, aceitei.
Nem uma hora tinha se passado e eu já estava completamente bêbada, uma sensação leve corria meu corpo eu tinha certeza de que poderia voar... Porque os garotos nunca me disseram que você pode ver duendes quando se fica bêbado? Até uma fada tinha pousado em meu joelho.
Raios rosa e azul disparavam pelo céu e com a ajuda de Clark e Tim consegui me levantar para caminharmos pela praia, fomos nos afastando da fogueira e de todo o pessoal do luau.
Quando minhas pernas já não aguentavam mais sustentar o peso de meu corpo cai na areia, não me importei em ter os cabelos sujos e a roupa amarrotada, até porque estava entretida com os vagalumes verdes que voavam em volta de nós.
De repente meu corpo foi coberto pelo de Tim e ele ergueu meu vestido com as mãos repousando elas em minha barriga, eu não sabia o que ele faria, mas a nostalgia que me atingia deixava-me despreocupada.
Seu rosto se aproximou do meu e ele colou sua boca na minha, fechei os olhos imaginando o que ele faria a seguir e então sua língua invadiu minha boca, fazendo uns movimentos estranhos... Aquilo era um beijo?
Comecei a aceitar a ideia de ter uma língua a mais em minha boca, mas ele levou as mãos um pouco para cima e apalpou meus seios que apontavam para nascer, aquele toque foi extremamente inconveniente e sem mais querer contato o joguei para meu lado.
Ele resmungou enquanto suas costas batiam contra a areia, abaixei meu vestido e apoiei-me em seus cotovelos, minha cabeça rodava e flashes piscavam em meus olhos, estava tão zonza que não percebi quando Tim tentou acertar-me com uma garrafa de vidro... Algo segurou seu pulso e pegou a garrafa de sua mão, atirando-a longe.
Brian pulou sobre o garoto e começou a enchê-lo de socos, ao longe vi Clark fugir correndo, arrastei-me para longe da briga ainda zonza...
- Belle fala comigo... – ouvi a voz dele fraca, ele me segurava em seus braços e apesar de ter lutado com o garoto não tinha nenhum arranhão em sua face.
- Hei... – enxerguei raios saírem dos olhos dele – Tem raios saindo dos seus olhos. – murmurei coma voz embargada pela bebida.
- Pelo visto aqueles idiotas não te deram apenas álcool. – ele disse baixinho e passou a mão em meus cabelos.
- Cadê o Tim? – perguntei apoiando-me nos cotovelos, avistei o corpo de um garoto jogado na areia, só podia ser ele – Não precisa responder. – voltei a apoiar minha cabeça em seu braço.
- Vou te levar para casa. – ele afirmou se levantando comigo nos braços.
- Não! Eu quero ficar, olha os duendes estão me chamando! – gritei pulando para fora de seu colo com a súbita energia que me atingiu e correndo para os pequenos duendes.
Eu queria tocá-los, mas antes que minha mão os tocasse o braço de Brian se prendeu em minha cintura e ele me arrastou para longe, novamente eu estava cansada.
Ele se sentou num tronco perto da fogueira e eu me juntei a ele, as pessoas riam, cantavam e tudo isso passava feito borrão em minha vista, era como se eu tivesse rodando em um carrossel. Levantei dançando no ritmo de uma música desconhecida observando Brian enfiar a cabeça entre as mãos.
- Vamos Bri... Deixa de ser careta! – o puxei para cima e peguei em suas mãos fazendo-o dançar também.
- Você precisa ir para casa. – ele afirmou parando e me encarando.
Comecei a rodar no lugar, pulando ao mesmo tempo, e acabei trançando as pernas e caindo sentada, apoiei-me no tronco e sentei nele. Uma náusea me atingiu e tive apenas tempo de virar a cabeça para trás, vomitando.
Depois disso preferi render-me aos pedidos de Brian e deixei que ele me levasse para casa em seus braços...
Welcome to a new kind of tension
All across the alienation
Where everything isn't meant to be ok
Television dreams of tomorrow
We're not the ones meant to follow
For that's enough to argue
Notas finais
Pra quem não viu lá em cima, aqui tá a roupa da belle:
http://www.polyvore.com/american_idiot/set?id=40071830
E aqui, minha fic nova:
https://www.fanfiction.com.br/historia/179195/Anna
Beeeijos pra vocês, e continuem comentando desse jeito, assim os capítulos vêm rápido!
p.s. música do green day!
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