Era uma vez : O Livro da Vida
7 Amigos, ajuda e um novo aliado
Notas iniciais
– Pode voltar a bordo de seu barco, marujo... — Falou Graham afiando sua adaga assim que viu Gancho aparecer na biblioteca. Ele estava sentado uma poltrona gigante de pele à meia luz o que era meio sinistro.
– Como? — Perguntou o pirata erguendo uma sobrancelha.
– Decidimos que pode ir embora... — Completou Emma encostando ao lado do caçador com uma xícara em mãos. -Está livre e pode continuar com sua vida ...
– Sinto muito, mas seguirei nessa jornada com vocês, meus amigos...
– Você não é meu amigo... — Graham estava com ciúmes mas tentava não transparecer. Ele levantou -se apontando a adaga para o pirata com os dentes serrados.
– Mas sou da moça e acredito que mais um cavalheiro para protege -la não será falta de precaução... — Ele tirou o florete e apontou para Graham como num desafio de esgrima.
–O pirata está certo, por mais estúpido que pareça... — Disse Pinocchio chegando com um pergaminho em mãos e assustada com a cena – Se matem fora daqui. Voltando ao assunto, vocês precisarão de cautela para seguir.
August abriu o velho papel sobre a mesa de centro e revelou um mapa da estrada que iriam seguir dali alguns minutos. Todos se reuniram entorno do pequeno móvel para observar. Até mesmo Graham e Gancho que estavam querendo se matar deram uma trégua momentânea. No pergaminho, vários desenhos coloridos enfeitava, gravuras o deixavam bem chamativo. Havia algum escritos que numa passada rápida de olhos de Emma, identificou como feitiços.
– Emma contou sobre a casa Vovó e eu sei que ela fica bem aqui... — Ela apontou num ponto afastado. — É perto da fronteira do caminho para Oz e não é um lugar muito amigável... Tem muitos macacos -voadores nessa região além de ter ser aberto o suficiente para que a rainha má te veja do castelo.
– Teremos que seguir se quisermos achar o Livro. — Emma olhou para os meninos que acenaram com a cabeça.
– Bem, boa sorte... — Disse enrolando o papel e dando -o para a loira. — Vou dar alguns suprimentos e emprestar alguns cavalos.
Dito e feito. Eles se despediram de August, e caíram a estrada, seguindo para a casa da Vovó. Era engraçado andar com os dois homens que havia se apaixonado em Storybrooke e que disputavam sua atenção a cada passo, contando histórias dos perigos que haviam passado o que estava mais pra história de pescador. As vezes, os ânimos ficavam exaltados mas a moça os apaziguava.
A um certo ponto da trilha, tudo ficou em silêncio. Os pássaros pararam de cantar e um som de algo se arrastando pela grama pode ser ouvido bem próximo. Pegaram as espadas e ficaram apostos caso o perigo resolvesse ataca -los.
Uma flecha apareceu fincada numa bétula ao lado deles. Eles desceram dos cavalos com muito cuidado. Outra flecha foi atirada e parou ao lado do Graham fazendo o pobre cavalo empinar e disparar pela direção contrária.
– Me passem todos os seus pertences – uma voz feminina disse. Emma virou -se e deu de cara com uma Branca de Neve irada apontando -lhe uma flecha para a cabeça.
– Por favor, só estamos indo para casa e... — Disse Emma. Branca serrou a face e deixou o arco cair no chão lamacento.
– Princesa Léia!! — Gritou a ladra correndo para abraçá -la. Rumple a havia mandado com o feitiço camuflagem. Era irônico cruzar de novo com sua linha do tempo.
– Olá... — Respondeu Emma estática sendo esmagada pelos braços da mãe. — Quanto tempo...
– Vejo que Graham estava te escoltando... E quem é esse outro moço?- Gancho não havia sido afetado pelo feitiço talvez por que ele esse não veio do futuro.- Acho que já te vi antes...
– Sinto muito, senhorita, não te conheço... Sou o Killian Jones, milady à seu serviço... — Ele a beijou as costas da delicada mão de Branca dando o sorriso galanteador.
– Já faz um bom tempo que nós nos vimos pela ultima vez... E o que estão fazendo na estrada do norte? É um lugar perigoso... — Ela ignorou -o e voltou a falar com Emma.
– Estamos indo para a casa da Vovó... — Disse a loira.
– Sabia que existe um caminho mais fácil e bem menos perigoso ? — A dupla se entreolhou revoltados quando voltassem a estadia de Pinócchio ele iria ver uma coisa caso se vissem de novo. O caçador voltou e parou ao lado deles. — Venham comigo...
Eles voltaram a se embrenhar em meio das arvores coníferas. À frente iam os homens como se fossem guardas, e as moças iam atrás conversando dividindo o outro animal. Branca contou que ela e Encantado estavam cada dia mais próximos e que ele a esperava na cabana. Ela perguntou para a loira onde estava Charles e a Salvadora encurtou a história dizendo que ele resolveu ficar em casa.
Em poucos minutos chegaram a uma minúscula choupana rodeada com trepadeiras floridas. Ela desceu do animal de Emma e foi até as baias pedindo para que a esperassem. Eles viram ela entrar no pequeno estábulo, beijar David e falar conversar algo.
A ladra voltou com seu príncipe Encantado segurando sua mão esquerda e na mão direita, umas cordas traziam um enorme Manga larga negro que talvez tivesse uns dois metros de altura e era manchado de branco. Ele saudou Emma e os garotos (ficando com uma impressão de que já deveria ter ouvido o nome do homem de casaco de couro) e se despediu de Branca.
A todo vapor, eles cruzaram o toda a floresta e chegaram em segundos na parte norte da Terra Encantada. Na estrada, havia começado a nevar, mas vila já estava inteira branca e fria como um iceberg. Pessoas carregando cestos com lenha apareceram.
– A casa da vovó é ali... — Apontou Branca com um sorriso. — Não posso ir mais para frente. Existem espiões para a Rainha Má e se me virem irei parar no calabouço, de novo. Desejo boa sorte a todos.
Ela deu meia volta e sumiu na floresta. Ao lado direito, uma hospedaria com fumaça cheirando a cozido fez atiçar o apetite e curiosos entraram no estabelecimento.
Uma longa mesa estava no hall de entrada. Vários homens e minotauros estavam sentados em torno do banquete que estava posto, cantando músicas que nunca tinham ouvido antes. Emma quis cair fora dali, com medo daquelas criaturas mitológicas, mas Graham a agarrou pelos ombros, dizendo que morreriam de fome se não jantassem . Os olhos azuis de Gancho brilharam ao reconhecer aqueles seres barulhentos e sussurrou um trecho da canção.
O caçador tentava acalmar a loira que porém observava atenta Gancho ir até um grupo que estava a rir. Ele saudou um que ela que não pode ver o rosto e depois de trocarem palavras voltou. Havia um pequeno rato com um penacho vermelho preso com um anel a sua orelha que histério ria de uma provável piada que haviam feito.
Gancho voltou a entrada, contando que aquelas pessoas deixaram compartilhar do jantar. Ele pôs os braços em torno da dupla ainda com uma mistura de medo e vergonha e os puxou para mais perto daqueles homens e animais estranhos. A Salvadora sentiu tremores ao ver quer de perto, os minotauros eram mais aterrorizantes.
– Graham e Léia, ou sei lá qual seja o seu nome verdadeiro – Anunciou o pirata empolgado demais para ficar bravo por ela ter mentido. — Quero que conheçam o quem fui visitar. Vos apresento o Rei de Nárnia, Senhor de Cair Paravel e Imperador das Ilhas Solitárias dentre outros títulos, Caspian X, o Navegador. — Eles deram a volta e Emma ela pode ver seu rosto.
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