Era uma vez Habsburgo
16 O Belo Escravo nos Aposentos do Príncipe Guerreiro
Lydia não se sentia bem ainda, ela estava constantemente fatigada, o bebê chutava muito e não a deixava descansar. Jackson não conseguia mais ver o sofrimento da garota e Cora já não sabia mais o que fazer.
– Eu não tenho experiência com bebês, Jackson. — Cora sibilou irritada.
– Você conhece todas as ervas, nada pode ajudar?
– A não ser que eu provoque um novo apagão na Lydia, nada vai mudar o incomodo.
– Tudo bem, me arruma um pouco de óleo de banho e água quente?
– Aqui. — em minutos Cora entregou o que foi pedido.
– Hey, posso? — Jackson colocou a cabeça para dentro do quarto da ruiva.
– Não sou uma boa companhia hoje. — ela murmurou ofegante.
– Eu posso ajudar.
– Tirando essa coisa de dentro de mim? — Jackson riu e sentou na beirada da cama.
– Não precisamos de tanto. Eu tiraria o manto, o óleo pode estragá-lo.
– Demos um beijo e já quer me ver nua?
– Eu posso fazer melhor do que isso se quiser levá-la para cama.
– Eu não esperaria nada menos que isso. — Lydia se despiu e virada de frente para o loiro o encarou. — Como você me quer? — Jackson engoliu em seco, suas bochechas estavam coradas como as de um adolescente, era fofo, Lydia tinha que admitir.
– Vire. — ele pediu enquanto untou as mãos com o óleo. — Minha avó foi parteira, ela sempre fazia massagens nas mulheres grávidas, eu a acompanhava quando pequeno, era difícil encontrar alguém que quisesse cuidar de mim.
– Sua avó passou o dom para você, suas mãos são ótimas. — Lydia gemeu indecente. — Isso é melhor que me levar para cama. — ela brincou.
– Eu não teria tanta certeza. — Jackson murmurou em seu ouvido, o tom divertido era o que conduzia toda a brincadeira.
Lydia se sentia melhor, a massagem nas costas e na barriga acalmou o bebê, os enjoos e o mau estar. Ela se sentia sonolenta e renovada, era bom se enrolar nos lençóis e receber um pouco de cafuné de Jackson, a fazia se sentir amada, especial.
– Você pensou sobre a minha proposta? — Lydia pediu com a voz baixa.
– Eu quero Eva e você, não tem o que pensar. — Jackson a encarou.
– Por que Eva? — Lydia correu os dedos pelos laços da camisa do loiro, desatando um a um.
– Era o nome da minha mãe. — Jackson segurou a mão da ruiva e a beijou. — É melhor você descansar.
– Você está me evitando? — ela correu a mão por dentro do tecido fino, causando arrepios no homem.
– Eu só quero fazer a coisa certa. — ele desviou o olhar. — Eu não sou Peter, não quero te usar.
– Você acha que pode estar me usando? — Lydia parou de tocá-lo.
– Não, mas eu não quero que isso seja um negócio, não barganhei Eva e você, quero lutar por isso, ter certeza de que é isso que você também quer.
– Quem garante que não é?
– Você pode estar me vendo como um príncipe encantado, mas eu sou estúpido Lyd, eu posso feri-la.
– Você não é Peter e se não vai me forçar a fazer nada que eu não queira, já é muito mais do que eu espero de você.
– Não quero te machucar emocionalmente, também.
– Eu quero isso, meu corpo quer, eu gosto de você.
– E se amanhã de manhã você não quiser mais?
– Não é assim que funciona, eu fiquei ao lado de Peter mesmo sabendo o que ele me fez, eu só pensei que fosse comigo, eu só dei um basta porque ele feriu outra pessoa.
– Você me amaria se eu machucasse apenas você e não outras pessoas?
– Não, eu aprendi que pessoas ruins não merecem segunda chance. Mas eu estou me apaixonando por você e sei que isso vai ser bom para nós.
– Então me dê um tempo, até Eva nascer.
– Você pode ficar até eu dormir?
– Claro.
Derek e Stiles estavam na cama, trocando beijos molhados de boca aberta, correndo as mãos pelos corpos, trazendo a si mesmos a sensação de conhecer o outro melhor, conseguir seu próprio prazer, assim como degustavam do prazer do outro.
– Eu te amo. — Stiles deixou escapar enquanto Derek corria o polega por uma de suas cicatrizes. — Eu não fiz isso antes, eu não… — o garoto engoliu em seco e fungou, Derek o encarou surpreso e arrastou o nariz pela curva de seu pescoço.
– Você não precisa esconder isso, chorar é bom no fim das contas. — Stiles afagou os cabelos do lobo e trocou de posição na cama, se aconchegando em seu peito.
– Como você quer fazer isso? — o príncipe secou os olhos e fungou mais uma vez.
– Adoro sua sutileza para evitar sentimentos.
– Não seja idiota.
– Eu também te amo. — Derek beliscou o lábio de Stiles.
– Derek. — Stiles o puxou para um beijo.
– Eu não sei, tudo bem? — Stiles riu e rolou para cima do lobisomem.
– Isso é um problema para você? — o garoto beijou o pescoço do mais velho, fazendo uma trilha até seu abdômen.
– Eu não sou o homem mais experiente de Habsburgo.
– Eu gosto disso, de saber que sou o primeiro.
– Você seria de qualquer forma, é o meu primeiro amor.
– Que clichê, Der. — Kate entrou no quarto batendo palmas.
Stiles pulou do colo de Derek e se cobriu, era instintivo lembrar de tudo que aquela mulher tinha feito, ele não queria se acovardar, mas não sabia como reprimir.
– O que você quer? Como entrou aqui? — Derek vestiu um de seus mantos e se colocou na defensiva.
– O que mais você acha que vim fazer aqui, Derek? Tomar a Cora, ou pensa que seu povo vai querer um rei fraco que se submete a um reles ex-escravo? Pensou mesmo que Stiles poderia ser totalmente livre? Eu o destruí, seu povo nunca respeitará suas ordens, não depois de descobrirem com quem dorme.
– Você está errada. — Stiles tinha algo maior que o ódio dentro de si.
– Estou? Sobrou alguma coisa para destruir queridinho?
– Derek é o rei e ele pode dormir com o escravo que ele quiser. — Derek tentou argumentar, mas Stiles se colocou na frente. — Não se lembra das festas que você promovia com o príncipe? — Stiles sorriu. — Os escravos que compartilhavam? Sinceramente, como você pensa que vai me intimidar Kate? Eu sei até onde vai a sua crueldade, é exatamente onde a autoridade do seu papai começa.
– Eu não tocaria no nome de Gerard, não sem saber que Kali escolheu um novo lado, um que não mate seu Consorte. — Kate estalou os dedos.
O quarto foi invadido por um exército e Kate voou para cima de Stiles, Derek tentou defendê-lo, mas foi atacado por guardas da Rainha Má e nada o impediria de se defender para poder ajudar seu companheiro em seguida. Stiles não era tão idiota, ele sabia lutar, poderia não ter feito esforços para entrar nas tropas ou ser um grande estrategista, mas ele sabia se defender e a fúria o cegava totalmente.
Kate não esperava ser acertada por um dos cinzeiros de pedra bem na cabeça e ficar tonta o suficiente para cair no chão. Suas unhas arranhavam cada centímetro de pele que ela conseguiu alcançar e nada a fez mais feliz do que sentir o sangue de Stiles se misturar as suas mãos, mas o garoto a imobilizou e algo dentro de si explodiu. Um golpe não pareceu o bastante, mas a sucessão deles na cabeça de Kate a matou e mesmo depois de morta, Stiles não conseguia parar, ele não tinha controle sobre isso, não sabia controlar seu surto raivoso ou o ataque de pânico, ele só conseguia repetir e sentir o sangue espirrar por todos os lados.
– Hey, está tudo bem. Acabou. — Derek o puxou e tirou o cinzeiro de suas mãos. Boyd, alguns guerreiros das tropas Hale e Erica também estavam no quarto.
– Majestade?
– Vocês devem sair agora. — Boyd obedeceu, o corpo de Kate também foi levado.
Stiles chorava compulsivamente, ele não sabia o que estava fazendo mais, não conseguia organizar seus pensamentos. Derek o embalou em seus braços e esperou, com palavras reconfortantes, que seu ataque desse uma trégua. Em meia hora o menino Stilinski estava dormindo.
– Ele está limpo e descansando no quarto que pertencia a Lydia, eu quero tudo limpo e todos esses corpos em uma carruagem para serem entregues nas terras dos Argent. — Erica assentiu e foi cumprir suas ordens. — Vernon, prepare as tropas, nós estamos aniquilando os Argent essa noite. — Boyd nem piscou, apenas o obedeceu.
Gerard Argent é pego de surpresa, ele não fazia ideia dos planos de sua filha, mas sabia que aquela noite era seu fim. As ordens eram claras, a cabeça de Gerard pertencia a Derek, Victória deveria ser entregue viva para cumprir sua pena na masmorra e o resto das tropas que não se rendessem, deveriam morrer.
Boyd não perdoou ninguém e Derek tinha um objetivo, ele só pararia quando tivesse o sangue daquele velho desgraçado nas mãos, caso contrário, ele morreria tentando. Não foi difícil fazer uma boa parte se render, poucos escolheram a morte e Gerard traído e abandonado, tentou fugir, sendo entregue por Victória em troca do perdão de sua filha.
Derek apenas o pegou e em uma morte suja e dolorosa o estraçalhou em sua forma de alfa. Era doloroso demais, mas Derek não se sentia bem depois do que tinha feito, a vingança não tinha compensado a dor que ele, sua família e Stiles tinham sofrido, a vingança era só uma ilusão. De volta, Derek se deparou com uma diligência da Coroa parada na frente de seu palácio e Stiles Stilinski entrando em uma delas, aparentemente de bom grado.
– Onde você está indo? — Derek o encarou, suas roupas retalhadas e sujas de sangue alarmaram Stiles.
– Me dêem um minuto. — os guardas de Maldônia o deixaram sair. — Você está bem? Gerard o feriu? — Derek olhou ao seu redor e então o olhar ferido e finalmente o entendimento caiu sobre si.
– Você está me deixando.
– Não, eu estou te protegendo, protegendo meu povo. — Stiles levou a mão ao rosto do lobisomem.
– Por quê? — Derek tinha os olhos repletos de lágrimas.
– Escute, Kali precisa saber o que está acontecendo, alguém humano que passe pelo detector lobisomem de mentiras dela. Eu sou seu escravo, é assim que me ofereci e é assim que vou me reportar. Por favor, Derek ninguém quer mais uma guerra ou viver sob o domínio daquela mulher, eu posso ajudar e eu vou voltar. Prometo.
– Eu te amo, por favor, Stiles. — Stiles apertou os olhos e encarou o lobisomem com um olhar determinado.
– Eu vou voltar, só me deixe tentar, tudo bem? Prometa que vai me esperar.
– Eu prometo. — Derek deixou as lágrimas caírem.
– Eu te amo. — Stiles o beijou.
Kali o esperava com uma mulher emcapuzada, Stiles achou estranho e fez menção à uma piada sobre vampiros, mas achou melhor ficar quieto, devido a falta de crédito com a Coroa Maldônica.
– Seja bem-vindo Príncipe Stilinski. — o garoto reverenciou a Rainha e a encarou.
– Eu perdi meus títulos majestade, mas agradeço o convite e o tratamento que recebi.
– Conheço sua história Stiles, não acho justa, mas eu a conheço.
– Nesse caso, me perdoe a impertinência.
– Não se preocupe querido, apenas entre e se acomode, em algumas horas o almoço estará pronto e depois você terá uma reunião comigo e Ennis, meu novo Consorte.
– Como quiser, majestade.
A sorte de Stiles nunca ter dormido de fato com Derek, era seu maior truque, mas Kali não parecia se importar com esse relacionamento. Suas perguntas eram focadas em Peter, na forma de governar dele e todo o estresse causado pelos Argent. A notícia da morte de Gerard e Kate pareceu um alívio para a mulher e Stiles explicou o que aconteceu a respeito da morte de Deucalion e finalmente entendeu que ele nunca foi marido de Kali, Ennis sim é seu rei e então novo Consorte por falta de confiança em outro qualquer.
– Eu tenho uma surpresa para você. — Kali comentou ao terminarem o interrogatório.
– O quê? — Stiles parecia surpreso.
– Claudia, venha cá. — o garoto gelou ao ouvir o nome e quase desmaiou ao ver a mulher que o seguiu o dia inteiro se desfazer do capuz e revelar-se sua mãe.
– Como? Você estava morta! Que brincadeira sem graça é essa? — Stiles se virou para a rainha. — Você não pode ter feito isso comigo esses anos todos! — ele gritou.
– Stiles. — Claudia tentou.
– Não! Você me abandonou!
– Nunca sua mãe faria isso, Stilisnki. — Kali rosnou. — Ela era minha criada, eu a salvei das mãos de Peter, das mãos do seu pai.
– O quê?
– Conte a ele Claudia, eu tenho outras coisas para resolver.
– Obrigado, senhora. — Kali saiu os deixando sozinhos.
Claudia tomou seu tempo explicando como John a entregou para Peter por causa de uma suspeita infundada de traição, o Hale mais velho se valeu disso para colocá-la como uma escrava qualquer, um exemplo que Gerard apoiou piamente, mas que Kali se intrometeu dando a entender que concordava, mas apenas a tirou de lá antes que qualquer coisa acontecesse, espalhou rumores de sofrimento e transformou Claudia em sua dama de companhia, sua criada, seu braço direito.
– Eu sou orgulhosa de você.
– Minha vida foi uma grande mentira.
– Não diga isso, seu pai foi bom, ele apenas agiu com o instinto.
– Ele a vendeu!
– Não foi culpa dele, Peter o envenenou.
– Peter está morto!
– E eu estou viva, nós estamos! Kali vai deixá-lo voltar, eu vou pedir e então ela vai me dar minha liberdade, eu tenho uma casa em uma cidade pequena perto daqui, Beacon Hills e vou morar lá, vá para lá Stiles, deixe tudo, saía de Habsburgo, nada de bom pode acontecer naquele lugar.
– Eu não vou deixar Derek.
– Você não precisa, se ele te faz bem, se ele o ama, vocês podem ficar comigo, eu não me importo.
– E se eu não quiser?
– Você pode voltar para Derek e fazer sua vida em um país como Habs, mas eu simplesmente nunca mais vou me comunicar com você, não posso voltar, não podem descobir que estou viva.
– Eu não vou contar, mas não posso prometer que venho. Ficarei onde Derek quiser.
– Sei que fará a coisa certa, meu menino.
– Senti sua falta. — Stiles a abraçou apertado, eles precisavam desse momento.
– Derek nós precisamos ajeitar a coroação. — Laura informou enquanto anotava vários detalhes para o seu casamento.
– Ainda não entendo como você e Chris se envolveram.
– Você não me ouviu? Precisamos falar sobre a coroação! — Derek bufou.
– Eu não quero ser Rei, nunca quis. — Laura revirou os olhos irritada.
– Quem mais vai subir naquele altar e se declarar rei? Que droga Derek, a Coroa é sua! — o lobisomem encarou a irmã e então teve uma grande ideia.
– Por que não unir os reinos? Você se casa com Chris, ambos assumem a Coroa, Allison é filha de Chris e está casada com Scott que é filho de Melissa que se casou com John que é pai do Stiles com quem eu pretendo passar o resto da minha vida.
– Muito romântico, mas não. Lydia está esperando um bebê de Peter e mesmo que ela se recuse a voltar, ainda temos Malia.
– Ela desapareceu.
– Eu estou aqui.
– Malia?
– Eu não quero a Coroa, na verdade nada do que me lembre Peter. Eu aceito ficar no meu rio e ter uma casa por perto, o resto é problema de vocês e só para constar, Lydia está grávida de Jackson, meu irmão que por sinal também é filho de Peter.
– Peter deixou herdeiros demais. — Laura revirou os olhos.
– Nenhum deles legítimo o suficiente, o trono é seu Derek, faça o que quiser com ele.
– Ótimo, agora ele vai me dar o trono.
– Você não quer?
– Cora quer conhecer o mundo, Derek. Eu só queria poder ajudar minha irmã a recuperar o que você tirou dela.
– Malia e Lydia fariam isso por ela, sei que sim.
– Tudo bem! Eu fico com a Coroa. Mas você convida Kali para o casamento e para a coroação. — Derek revirou os olhos, mas concordou.
Era noite de casamento e Stiles não tinha chegado ainda. Kali enviou uma carta explicando sua ausência e garantindo que logo o menino Stilinski estaria de volta, que ela apreciava a cortesia do Rei em emprestar seu companheiro. Derek gostou daquela palavra, da legitimação do que eles eram, uma benção velada da Rainha de Maldônia.
Laura estava linda quando subiu ao altar, Peter nunca poderia ter estado mais feliz, Allison exibia uma pequena barriga, assim como Erica tinha uma boa barriga marcando seu manto, Lydia segurava uma menininha linda nos braços, Eva era um amor e Jackson parecia fazer muito bem a ruiva. Cora parecia entretida com alguns rapazes da Corte e Derek se segurava para não fazer nada à respeito. Ele só queria não estar sozinho, não se sentir solitário.
– Procurando por mim? — Stiles tapou os olhos do lobisomem e Derek se virou o puxando para um abraço muito emocional, incomum. — Eu também senti sua falta. — o garoto o beijou rapidamente e deixou que Derek o inspecionasse.
– Você está bem? Pensei que não chegaria, eu tive medo e senti tanto sua falta… — Stiles o calou com um longo e apaixonado beijo.
– Eu quero te levar para um lugar.
– Ninguém vai sentir minha falta.
– Tenho muita coisa para te contar.
– Depois, eu já sei como quero fazer isso. — Derek puxou Stiles para o andar de cima, até entrar no quarto de hóspedes, onde o garoto costumava ficar quando dormia ali.
– Derek, nós não precisamos.
– Só se você não quiser. — Derek segurou o rosto de Stiles. — Eu não tenho mais por quê esperar. Eu te amo e quero isso, quero você de todas as maneiras que puder.
– Eu gosto desse Derek apaixonado. — Stiles o beijou e puxou seu manto. — Se livre disso.
Derek não tinha mais dúvidas de que Stiles era quem ele queria em sua vida, que era o homem pelo qual ele tinha se apaixonado, por quem ele matou e mataria de novo, por quem ele queria sorrir e chorar, dividir a cama e a vida.
– Você é lindo. — Stiles correu os lábios pelo peito de Derek, brincando com um mamilo de cada vez, os molhando com os lábios.
– Pare de dizer isso. — Derek estava corado, a barba feita recentemente o deixava pueril, jovem.
– Eu aprecio sua timidez, é algo que eu amo em você. — Stiles correu a língua pelo abdômen do lobo, contornando seu umbigo e o fazendo gemer.
– Isso não ajuda, sabia? — Derek riu, de alguma forma suas costelas eram sensíveis a cócegas.
– É bom ouvir o som da sua voz, você sabe é incrível poder fazer você sorrir.
– Stiles. — Derek resmungou e o puxou para a cama. — Você pretende me bajular até eu desistir disso?
– Eu não faria isso, apenas aproveite. — o garoto empurrou Derek novamente para a cama e separou suas coxas. — Eu quero saber se isso é bom, ok?
– Eu não vou fazer isso por você Stiles e eu agradeceria se você parecesse de me enrolar. — Stiles gargalhou e correu as mãos pelas coxas do lobisomem, massageando e brincando com cada zona erógena que ele podia encontrar.
Derek começou a gemer quando Stiles tocou suas bolas, era delicado, o garoto sabia o que estava fazendo, sabia como dar oportunidade para Derek descobrir o que era bom, até onde ele gostava. Os lábios do menino correram o comprimento do pau de Derek, molhando a glande com saliva, sugando o líquido salgado e ocre que purgava da ponta.
– Isso é bom. — Derek murmurou de olhos fechados, o corpo afundando no colchão e as mãos presas no lençol.
Stiles tomou um tempo brincando com o membro pesado e inchado de Derek, ele gostava dos sons que Derek fazia, gostava do cheiro do mais velho, do sabor. Seus dedos foram molhados no óleo e ele os correu pelo períneo de Derek, contornando sua entrada, brincando com as contrações musculares, o lobisomem não parecia tenso, ele apenas se deixou levar.
Derek sentiu Stiles pressionar sua entrada e tentou relaxar o máximo que pôde e descobrir até onde ele realmente queria ir com aquilo. Era estranho, a invasão, o desconforto, o prazer misturado a tantas coisas que o fazia quase pifar, mas a forma como Stiles fazia aquilo acontecer era bom, ele se sentia adorado, desejado, especial.
– Eu gosto disso, de você me tocando, de qualquer jeito. — Stiles sorriu e encarou Derek, o lobo o observava sorrindo e tentando se concentrar no prazer e no menino, era difícil.
– Eu adoro poder fazer isso por você, é prazeroso para mim também. — Stiles depositou um beijo na parte interna de sua coxa e introduziu lentamente um segundo dedo. — Isso ainda é bom? — ele perguntou enquanto tomava algum espaço dentro de Derek.
– Apertado, um pouco estranho, mas é bom. — Derek tinha o rosto corado, o pescoço tomado de uma coloração rosa e o peito subindo e descendo com a respiração irregular.
– Isso é tão bom. — Stiles voltou a beijar e lamber o membro de Derek, chupar suas bolas, uma de cada vez lentamente.
– Eu quero mais. — Derek pediu ofegante.
– Shh! Eu tenho você, vamos chegar lá. — o terceiro dedo foi um pouco mais difícil, Derek fez careta, mas tentou se manter aberto, relaxado e não se arrependeu ao ser acertado em sua próstata.
– Oh! — ele gritou, suas costas arquearam e Stiles teve certeza que estava no caminho certo. — Por favor… — eram palavras desconexas.
Um pouco mais de estimulação e Stiles se deixou sair, molhando seu membro com óleo e o encaixando na entrada do lobisomem, se curvando em sua direção e o beijando, mantendo o ocupado para não se retrair.
– Isso dói um pouco. — Derek murmurou entrebeijo.
– Já vai passar, é só até se acostumar. — o lobisomem apertou os olhos e respirou fundo.
– Você não tem que se mexer? — a risada nervosa de Derek, trouxe Stiles a um estágio de alerta.
– Eu vou, antes eu preciso te beijar. — Stiles flertou, era a única maneira de distrair que ele conhecia e pareceu funcionar, Derek não estava tão consciente da dor para interromper tudo.
– Isso é bom. — Derek murmurou com as mãos pressas ao redor de Stiles, o ajudando a estocar dentro de si mesmo lentamente.
– Você é apertado e quente, tem noção de como isso é bom? — Derek afundou o rosto no pescoço do garoto.
– Você tem que ser proibido de me dizer essas coisas.
– Verdades? — Stiles acertou a próstata de Derek novamente o fazendo gemer e impulsionar contra ele.
– Uh! — Derek exasperou e Stiles intensificou as estocadas.
Não levou muito mais tempo para que Derek explodisse em um orgásmo, a fricção entre seu membro e o abdômen de ambos, somado ao estímulo das estocadas o levaram rapidamente ao melhor orgasmo da sua vida. Stiles levou mais algumas estocadas para chegar ao orgasmo e Derek reclamou quando o garoto saiu de dentro dele.
– Eu estou com sono. — Derek murmurou enquanto Stiles andava pelo quarto. — Você não está cansado? — Stiles riu e se aproximou com toalhas úmidas.
– Sim, estou. Vamos fazê-lo limpo e dormir. — Stiles começou a limpá-lo com uma das toalhas e Derek estava dormindo um pouco antes dele terminar.
No dia seguinte Derek acordou com Stiles completamente em cima dele, o que os levou a uma manhã de sexo matinal e então ao café da manhã e uma longa conversa onde Stiles explicou cada coisa que aconteceu durante a viagem, era um pouco assustador imaginar como o garoto recebeu a notícia de que seu pai não era o que ele imaginava.
– Então você quer que moremos com sua mãe em Beacon Hills? — Derek perguntou deitado na cama, completamente nu e relaxado.
– Não precisamos ir, ela apenas fez uma proposta.
– É bom poder sair dessa cidade, não existe nada de bom para nós aqui e até onde sei, mesmo com a mudança nas leis, Laura tem razão, o povo não nos aceitaria.
– Isso é sua forma de me dizer sim? — Stiles deitou ao seu lado.
– Você queria um não?
– Eu estou feliz que queira conhecer minha mãe.
– Se ela não quiser arrancar minhas bolas, já estou no lucro.
– Eu não deixaria, gosto delas. — Stiles mordeu Derek.
– Engraçadinho. — eles passaram o resto da manhã juntos
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