Era uma vez

6 Um amor proibido


Notas iniciais
Hey jujubinhas do meu coração s2 Sei que estou sumida, me desculpem, espero que ainda exista alguém para contar história... Me desculpem mesmo, eu travei na Cindy e pra sair desse bloqueio resolvi criar um capítulo médio da Anastácia com nosso querido Stewart ♥ Espero que o amor dos dois bata na portinha dos seus corações e me desculpem... O capítulo por enquanto não tem banner porque uma amiga ficou de fazer e estou no aguardo. Fé no pai que o banner sai... Boa leitura meu povo

Bebericou um pouco do chá de hortelã que havia em sua xícara, arqueou uma de suas sobrancelhas ao revistar o local e não encontrar Cinderella. Ao perceber que sua mãe buscava por sua " irmã ", Anastácia engoliu o seco, tinha dito à jovem que daria um jeito, mas pelo visto não havia escapatória.

— Onde está, Ella? — Cornélia perguntou com certa autoridade.

— Foi ao mercado, precisávamos de algumas coisas que já não temos mais em nossa dispensa. — sussurrou de cabeça baixa, nunca conseguia encarar sua mãe quando confrontada.

— Ótimo, quando chegar diga a Ella que arrume o celeiro. Aquele lugar está um caos.

Um sorriso brincou nos lábios rosados de Anastácia, se arrumasse o celeiro para Cinderella teria um tempo com Stewart.

— Outra coisa, estou indo ao vilarejo ver como andam nossas mercadorias, levarei Drizella, se precisar de algo chame por Ella. — ao dizer isto Cornélia apenas colocou sua xícara de lado e saiu do campo de visão da filha.

Já teve uma época na vida de Anastácia em que se importava de ser excluída por muitas vezes, mas não estar com sua família no agora significava paz.

Assim que a carruagem levou sua mãe e sua irmã a jovem de cabelo loiro escuro foi correndo para o celeiro. Arfou subtilmente ao ver o garoto de costas enquanto penteava a crina de um de seus cavalos.

— Stewart? — chamou pelo jovem com certa insegurança na voz, nunca havia sido gentil com ele por causa de sua mãe. O garoto se virou na direção da voz doce e calma e seu sorriso se desfez, pois apesar de bela, Anastácia em sua cabeça não possuía a doçura de sua voz, mas estava muito enganado.

— Olá, Anastácia. — seu tom era ríspido e frio fazendo com que ela se encolhesse.

— Você sabe que hoje é o aniversário da Cindy e como presente eu prometi ajudar ela com minha mãe para que ela tenha um dia maravilhoso. — sorriu ao ver a expressão séria sumir do rosto dele — Minha mãe quer que a Cindy limpe o celeiro quando voltar, então pensei que podia fazer isso por ela.

O loiro riu deixando Anastácia completamente sem graça, ao ver que a menina falava sério a encarou por segundos e revirou os olhos.

— Você não consegue nem tomar banho sem ajuda.

A garota o encarou perplexa afinal ele nunca lhe tratou de tal maneira.

— Então me ajude a limpar esse lugar!

A irritação era palpável na voz doce, stewart riu, mas logo concordou com um aceno de cabeça.

— Que fique claro que só eu toco em meus quadros. — ditou de forma séria indo buscar os materiais necessários para a limpeza.

Ao concordar viu Stweart tirar todos os cavalos e os amarrar embaixo de uma árvore da fazenda, enquanto o loiro fazia isto a menina viu um dos quadros dele ao canto do celeiro, ele havia pintado olhos azuis, bem parecidos com os dela.

— Você desenha bem. — sussurrou admirando a pintura.

Stweart corou com certa vergonha, por sorte ela não percebeu a semelhança. Sorriu desconcertando Anastácia.

— Se conseguir limpar a bocha sem ajuda ele é seu. — disse por fim vendo a loira sorrir.

— Sério? — havia empolgação em sua voz.

— Uhum.

Logo Anastácia pegou a flanela e a escova em mãos e começou a limpeza. Stewart tirou todo o excesso de feno do meio do celeiro e o empilhou ao canto. Sorriu ao ver o esforço da garota e por fim tudo estava devidamente em seu lugar.

Enquanto trazia de volta os cavalos para seus lugares, a jovem de cabelos loiros terminava de dar seu ultimo retoque. A bocha nunca esteve tão limpa, pena que era um lugar de por a comida dos cavalos e logo estaria sujo.

— Belo trabalho. — o garoto sorriu fechando o ultimo estábulo.

A menina corada olhou para seus pés e olhou para cima novamente tentando conseguir olhar para os olhos castanhos do menino.

— Obrigada. — agradeceu em um fio de voz, ele estava perto demais, quem sabe mais dois passos e ela sentiria a respiração ofegante dele contra seu rosto.

— Nunca pensei que fosse dizer isso, mas você mandou muito bem. — riu coçando a nuca sem jeito, teria que dar o braço a torcer. Talvez só tivesse julgado ela de forma errada, havia salvação para a família dela afinal.

— Você também. — sussurrou ainda com certo desconforto crescente ao pé da sua barriga. Quem sabe aquelas não fossem as famosas borboletas.

Um silêncio se instalou no local e ambos ficaram sem graça. Stewart olhou para o lado e viu o quadro com os olhos azuis. Ele se apaixonou naqueles olhos desde o dia em que seu pai o trouxe para trabalhar com ele. Azul era sua cor favorita por causa de Anastácia e ele nem fazia ideia de que seu amor era correspondido e possuía tanto receio de ser descoberto quanto ele o tinha.

— O quadro é seu. — ele disse com receio de quebrar toda a doçura que havia conquistado dela naquela manhã.

A menina foi em passos largos até a pintura e tocou com sutileza a pequena tela, sorriu ao ver cada detalhe do quadro e mordeu o lábio ao sentir a presença de Stewart atrás de si.

— Você... Nossa, que talento. — riu sem saber o que dizer.

O garoto acompanhou a risada da menina e chutou uma pequena pedra que havia ali.

— São seus. — ele sussurrou tentando ter coragem para dizer. — O que? — o olhou com certa dúvida. — Os olhos. São os seus. — deu os ombros soltando o ar que segurava em seu pulmão.

Anastácia o olhou perplexa, mas sorriu em seguida completamente apaixonada pelo garoto em sua frente.

— Eu nem sei o que dizer. — confidenciou ainda olhando para os olhos castanhos dele.

— Então não precisa dizer nada.

A menina concordou pegando o quadro para si e caminhando lentamente na esperança de que em algum momento daquele breve espaço de tempo um dos dois tomaria a coragem e confidenciaria algo que seria eternamente só deles, mas nada foi dito.

Ao ver a menina sair do celeiro Stewart socou uma das pilastras de madeira que seguravam o telhado e rosnou ao sentir a dor sobre sua mão. Se odiaria por um bom tempo por ser tão fraco em saber demonstrar sentimentos, mas também tinha o medo da rejeição, ela era filha de Cornélia e por mais doce que tenha sido com ele, deveria apenas ser passageiro.

A jovem loira guardou a pintura em seu quarto e desceu novamente dessa vez indo para o pomar, sabia que o garoto passava horas por ali pintando quando não tinha nada a ser feito. E foi ali que ela o encontrou, apenas sentado, sem pincéis, ou telas, apenas ele e um monte de maçãs enquanto ele conversava com um de seus cavalos. Ela conhecia aquele, era o seu favorito, colocou o nome dele de púrpura, pois seus olhos o lembravam o roxo.

— Preciso te dizer uma coisa. — a garota se apoiou em um dos pés de maçã tentando ter a coragem que teve de ir até ali quando ele se virou para olhá-la.

— Pode falar. — fixou seus olhos nos azuis dela tentando passar a confiança para ela.

Anastácia sorriu fracamente suspirando em seguida ao ver que ele mesmo prestando atenção nela ainda acariciava seu cavalo branco.

— Sei que todos esses anos eu nunca fui legal com você...

— É verdade. — riu brincalhão a interrompendo.

— Não me interrompa cocheiro. — a garota riu brincando com o nome que sempre o chamava quando pequena, era uma implicância dela, mas foi sua única forma de se defender do amor que começava a sentir por ele.

— Prossiga então, donzela. — brincou com o apelido que ela odiava a fazendo bufar.

— Eu sempre tive inveja da forma como trata a Cindy. — confidenciou olhando para baixo apertando sua unha contra sua mão pelo nervosismo — Nunca aceitei a forma com minha mãe trata as pessoas e eu não quero ser igual a ela, mas tenho medo, Stew.

Com essa confissão o garoto deu um passo a frente, queria conforta-lá, sentia uma necessidade enorme de ser alguém melhor para que ela tivesse todo apoio que precisava. Nunca esteve tão enganado quanto a alguém.

— Sempre fui tão idiota com você. — revirou os olhos tentando segurar as lágrimas que queriam rolar por seu rosto delicado.

— Esquece isso, Ana. — pegou nas mãos dela vendo que suas unhas já estavam lhe causando dor, o sangue escorria por sua mão.

— Eu só fazia isso por minha mãe ser quem ela é. Mania de poder, grandeza, eu não quero nada disso. Eu seria feliz com você, com tudo ou sem nada. — sussurrou olhando fixamente para os olhos abismados de Stewart enquanto ela tentava inutilmente segurar o choro.

— Eu também seria com você. — ele sussurrou a abraçando com certa devoção e carinho. — Não vou te obrigar a abrir mão da sua família ou de tudo o que tem por mim, não quero ser egoísta com você, Ana. Você merece o mundo e eu não tenho nada.

— Eu daria o mundo pro meu mundo ser você. — sorriu fraco entre o soluçar.

O garoto acariciou com delicadeza a bochecha levemente rosada de Anastácia e olhou por alguns segundos para os olhos azuis que tanto amou por anos em segredo, esperou que ela se afastasse ao seu toque, mas ela selou seu lábio ao dele e sorriu ao sentir o conforto que aquele beijo lhe trouxe.

Notas finais
Gostaram? Amaram? Odiaram? Eu prometo não abandonar a fic e tentar postar com mais frequência já que minhas aulas acabaram e eu tô tendo um ano de respiro ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.