Notas iniciais
Olá pessoas, td bem? Eu nem ia postar nada da Era para ser apenas um programa, mas era o final de semana de atualização dela e...poxa, ia atrasar pra caramba. Então eu dei uma corrida. Espero que vocês gostem do capítulo porque eu tentei fazer o melhor. Boa leitura

Eram vinte horas quando peguei a chave do carro da mesinha da sala e saí. Dizer que eu estava nervoso era bobagem — eu estava super nervoso.

Coloquei a chave a ignição e dei a partida. Era mais uma etapa vencida.

A primeira foi reservar a mesa num restaurante. Eu não queria que fosse um lugar muito chique, eu mesmo não me sentia confortável com isso e achava que o Eren também não fosse se sentir; também não queria que fosse um lugar simples demais para não parecer que eu não me importava.

“Mas que droga!!! Isso não é um encontro!” — pensei, saindo do estacionamento e ganhando a rua.

Na verdade, eu queria enganar a quem?

Passei a terça-feira inteira pesquisando lugares legais até encontrar um perfeito. Um restaurante intimista e moderninho que servia comida contemporânea.

Acordei no sábado bem cedo e limpei a casa toda. Às dezenove horas eu entrei no chuveiro e tomei um banho demorado, depois troquei de roupa quinze vezes até conseguir encontrar uma roupa que finalmente me agradasse.

Me olhei quinhentas vezes no espelho.

E no final acabei optando pela primeira roupa que eu havia posto: uma calça de sarja preta, camisa também preta com finas listras no mesmo tom e blazer na mesma cor.

Havia combinado de pegar o Eren na saída do metrô, era meio do caminho para os dois. Eu não queria ir buscá-lo em casa, se eu fosse estaria configurado que aquilo realmente era um encontro romântico. Fazia muitos anos que eu não tinha um encontro desses

Avistei-o de longe. Estava parado na saída do metrô, as mãos nos bolsos, olhava de um lado para o outro, provavelmente procurando pelo meu carro que eu havia descrito nas mensagens trocadas durante a semana. Parei o carro no meio fio e dei um toque discreto na buzina, ele me viu e entrou no carro.

_Boa noite — sorriu, puxando o cinto de segurança e prendendo-o.

_Boa noite — olhei mais detidamente para ele.

Estava muito bonito: calça jeans escura, blusa verde e uma jaqueta verde musgo. Acho que fiquei olhando mais tempo do que o necessário, porque logo Eren corou e ameaçou abaixar a cabeça mas ainda olhou para mim e sorriu.

Saí do meu torpor, sacudindo a cabeça.

_Vamos? — falei e pus o carro em movimento.

_Vamos. Para onde o senhor vai me levar?

Não entendia bem porque ele insistia em, mesmo já sabendo o meu nome, continuar a me chamar de senhor. É claro que eu era mais velho que ele mas isso não era motivo para tanto. De qualquer modo, eu gostava dele me chamando assim. Me dava uma sensação de poder e controle sobre ele. Ele podia me chamar do que quisesse, eu gostava da sua voz. Lembrei de como ele gemeu gostoso o meu nome nas vezes em que transamos e isso só serviu para fazer o meu membro pulsar nas minhas calças.

_Vamos num restaurante — respondi — o Purple dish, conhece?

Eren negou com a cabeça.

_Só de nome. É um restaurante da moda.

_É mesmo? — eu não podia ficar olhando para ele pois estava dirigindo mas de vez em quando eu o olhava, ele estava sempre me encarando com aquelas duas esmeraldas que eram os seus olhos.

_Sim.

Sorri satisfeito.

Chegamos no restaurante, entreguei as chaves do carro para o valet e entramos. Fomos recepcionados pela hostess e eu dei meu nome para ela que chamou a garçonete para nos levar até a mesa.

A moça nos mediu de cima à baixo, sorriu e nos levou até uma mesa discreta, num canto mais escuro. Acho que ela achou que nós fossemos um casal.

Sentamos e Eren olhava tudo, maravilhado.

_Eu nunca vim num lugar assim — comentou.

Olhei em volta: a decoração era minimalista, paredes revestidas com papel de parede preto e detalhes em branco, luminárias baixas sobre cada mesa, estas eram pequenas e redondas, cobertas pela toalha de mesa branca e longa, as cadeiras eram estofadas em preto.

_ Está gostando? — perguntei pegando o cardápio que a garçonete me entregava.

_Muito — respondeu sorrindo e pegou o outro cardápio estendido para ele.

Fizemos os nossos pedidos acompanhados de refrigerante. Eu adoraria pedir um vinho — a noite pedia um vinho — um tinto e encorpado, que envolvesse a minha língua e explodisse no meu cérebro — mas eu estava dirigindo então tive que me contentar com refrigerante mesmo. Talvez quando eu voltasse para casa eu tomasse uma ou duas taças para encerrar a noite.

Conversamos muito, sobre muitos assuntos, o que foi ótimo porque nenhuma das outras vezes em que estivemos juntos, conseguimos conversar.

_Então, como você entrou para essa vida? — perguntei numa curiosidade sem objetivo. Tomei mais um gole do refrigerante de limão.

_Bem, eu era vendedor numa loja, mas fui demitido. No começo fiquei tranquilo, procurava emprego mas não me preocupava muito; depois, quando o dinheiro começou a acabar e eu não conseguia arranjar emprego comecei a ficar meio desesperado.

Eren tomou dois goles da coca-cola com gelo e limão em copo longo.

_Então algum cafetão te chamou — completei o raciocínio dele.

Eren riu e tomou um último gole antes de depositar o copo ao lado do prato.

_Não. Não foi isso. Eu tinha um amigo da escola, não era bem um amigo, a gente brigava pra caramba, mas nada muito sério. Ele ficou sabendo pelo Armin que eu estava passando por maus momentos e veio falar comigo. Ele não era cafetão, era apenas outro garoto de programa.

Me surpreendi.

_Ele chegou como? Assim? Do nada?

_Ah não. Ele veio cheio de rodeios mas depois falou abertamente. Disse que o dinheiro entrava fácil mas o mais difícil era conseguir atender todo tipo de cliente e tal. Jean foi legal comigo, teve paciência para me explicar as coisas e foi me apresentando esse mundo.

Senti uma pontada aguda no peito quando imaginei esse tal de Jean “apresentando” Eren para o meio. E a pontada piorou quando me lembrei que Eren devia ter se deitado com muito outros.

“Quantos homens já tocaram esse corpo?”

“Quantos já o tiveram?”

“Será que ele gemia o nome de todos enquanto gozava?”

_Senhor? — ouvi ao longe — Senhor?

_Hã? — acordei do devaneio.

Eren tocava de leve a minha mão, sacundindo-a.

_O senhor está bem?

_Ah, sim. Estou — respondi e terminei o meu copo. Levantei a mão para a garçonete e ela trouxe mais um para mim. Sentia a garganta seca.

_O que aconteceu? O senhor ficou com uma expressão fechada... Olha, foi o senhor que tocou nesse assunto…

_Com quantos você já esteve? — a pergunta pulou da minha boca.

Pude ver o vermelho se espalhando pelo rosto e pescoço do Eren. Ele gaguejou e limpou a garganta.

_Esqueça. Você não precisa responder isso. Não é da minha conta — falei.

_Não, não. Tudo bem. Eu não contei, não sei exatamente. Uns dez? Doze? Algo assim. Eu só estou há poucos meses...

Ponderei, levando-se em conta que ele é um garoto de programa, doze não são muitos. Podia ser cinquenta, setenta, cem… sei lá.

A conversa foi interrompida quando os nossos pedidos chegaram. Eren estava profundamente corado, então ele apenas agradeceu a garçonete e pegou o talher.

_Eren? — chamei e ele olhou para mim.

Ergui o copo para um brinde.

_À você — sorri e ele ergueu o copo dele, sorrindo também — Parabéns.

_Obrigado! — Eren sorriu tímido.

Tocamos nossos copos delicadamente e tomamos um golinho.

_Sabe, você não precisa ficar envergonhado. É a sua vida, você teve os seus motivos para tomar essa decisão. Ninguém tem nada a ver com isso — falei.

Eren meneou a cabeça.

_O problema é que eu não tenho certeza se tomei a decisão correta.

_A gente nunca sabe. Até tomá-las e ver as consequências.

Ficamos em silêncio um tempo, apenas apreciando a comida de excelente qualidade. Eren comia rápido, mesmo eu vendo que ele tentava se portar elegantemente. Resolvi não falar nada, afinal o rapaz já estava tímido.

_O senhor tem razão. Eu não vou ficar nisso por muito tempo mesmo. Estou estudando.

_Isso é ótimo — falei, realmente feliz — Qual curso você faz? — perguntei me referindo ao curso da faculdade.

_Economia.

_Sério? Eu sou economista — falei levando o garfo até a boca.

_Que legal! É isso que eu quero ser! — exclamou animado.

Conversamos mais um pouco sobre a profissão e depois o assunto morreu.

_Levi… — ele falou, não como estivesse me chamando, mas como estivesse testando o nome na boca, olhei para ele — É um nome diferente. O senhor não é daqui, não é?

Limpei a boca com o guardanapo de tecido antes de falar.

_Eu nasci aqui mas meus pais eram franceses.

Eren arqueou as sobrancelhas e continuou.

_Eles moram aqui?

_Não. Eles já morreram; há muito tempo.

_Oh, sinto muito.

_Tudo bem. Sem problemas.

Fazia vinte anos que meus pais morreram, eu ainda era um adolescente. A dor da perda nunca foi embora mas com o tempo ela ameniza bastante.

Mais um período de silêncio. O qual resolvi quebrar, puxando assunto.

_E os seus pais?

Ele era mais jovem que eu. Devia ter os pais ainda.

_Morreram também. Quando eu era pouco mais que uma criança.

_Você não tem mais parente nenhum?

Eu sabia como era triste não ter parente, mas Eren respondeu entre uma garfada e outra.

_Tenho. Uma irmã de criação.

_E ela mora com você?

_Não. Mikasa está viajando pelo mundo com a namorada. Elas estão nesse momento em algum país da Europa, são mochileiras. Ela nem sabe o que eu faço para ganhar dinheiro.

_Mochileira? Quanta coragem das duas.

Eren sorriu e eu pude ver o quanto ele gostava da irmã.

_Mikasa é forte e corajosa. Acho que não tem medo de nada. E a Annie não fica atrás. São perfeitas uma para a outra.

Eu sorri. Realmente Eren admirava a moça.

_Que bom que ela encontrou alguém, não é? — comentei.

_Sim. Foi uma luta convencê-la que ela podia ir viajar, que eu ficaria bem. Ela é meio doida, quando estava aqui não me deixava fazer nada. Foi bom ela ir, para mim e para ela. Mikasa não podia ficar vivendo só para cuidar de mim.

“Irmã controladora, isso é um problema” — pensei.

_E o senhor? Tem algum parente?

Neguei com a cabeça e resolvi tirar a minha dúvida.

_Por que ainda me chama de senhor?

Eren havia terminado a comida e tomou o último gole do refrigerante. Sorriu corando.

_Ah. Antes eu não sabia o seu nome. E o senhor tem essa expressão fechada, séria… Parece alguém em que a gente deve chamar de senhor. Parece um comandante — comentou e ergueu os olhos para mim.

_Cabo — falei e terminei a bebida.

_Hã?

_Já fui cabo do exército.

_Mesmo??? — os olhos do Eren brilharam.

_Mesmo. Por quê?

Os olhos do Eren brilharam ainda mais e ele sorriu maliciosamente para mim, se transformando de um menino tímido em um sedutor.

_Tenho fetiche por gente do exército — falou, alterando a voz para um tom baixo e provocante.

Sorri de lado.

_Eren… — milhões de idéias explodiram na minha mente.

Ele se remexeu um pouco na cadeira e então eu senti a ponta do pé descalço dele subir pela minha perna. Roçando delicadamente.

Olhei para os lados, encabulado com a possibilidade de alguém ver ele fazendo isso. Ainda bem que a toalha da mesa era longa.

O pé dele chegou na minha coxa e Eren escorregou um pouco na cadeira, o pé tocou o meu membro.

_Eren! — falei alarmado.

Eren sorriu e massageou o meu membro com o pé.

_ O senhor não quer me levar para o seu apartamento? — propôs.

Meu pênis endureceu ante as infinitas possibilidades de prazer que poderíamos ter.

_Isso não é um programa — falei, ainda tentando ter algum juízo, mesmo com aquele pé me massageando.

“Como alguém tem tanto controle muscular assim?” — pensei. Um pouco de força à mais nos dedos e ele me faria gritar de dor. Mas Eren massageava gostosamente, pondo a força correta nos dedos.

_E quem falou em programa? Como o senhor mesmo diz: a gente podia foder, a noite inteira. O que acha?

Eren piscou aqueles grandes olhos verdes para mim. E o que eu vi foi desejo.

Não respondi à ele diretamente. Ergui a mão e sinalizei para a garçonete trazer a conta.

Se aquele garoto gostoso queria sexo comigo não seria eu a negá-lo.

Ele tirou o pé quando a garçonete se aproximou com a caderneta da conta.

_Vocês não vão querer sobremesa? — ofereceu.

Olhei para Eren que falou:

_Não, obrigado.

Ela se virou para mim.

_E o senhor? Não vai querer nada? Nem um café?

_Não. Estamos com um pouco de pressa — sorri para ela, depositei as notas de dinheiro na caderneta, a fechei e entreguei à ela.

_A gorjeta está inclusa — anunciei.

Ela agradeceu e nós saímos.

Já na rua, Eren se aproximou mais de mim e sua mão escorregou na minha. Entrelaçamos nosso dedos.

Isso era um perigo. Eren era lindo, era safado e doce ao mesmo tempo, era bom de cama… Eu poderia me apaixonar por ele. Poderia, mas não queria.

Entramos no carro, mas eu não consegui pôr o cinto de segurança, Eren se inclinou para mim e me puxou pela nuca. Nos beijamos em frente ao restaurante, com o valet olhando estupefato para nós.

A língua dele tocou nos meus lábios pedindo passagem que eu dei de primeira. Realmente, Eren beijava bem e o meu coração se acelerou.

Infelizmente tive que interromper o beijo para poder dirigir. Mas tudo bem, teria outros beijos e outras coisas tão deliciosas quanto ele quando nós chegarmos em casa.

Sorri para ele enquanto arrancava com o carro e ele me devolveu um sorriso pervertido.

Nunca corri tanto na minha vida, mas eram já era meio tarde da noite, cerca de vinte e três horas e as ruas estavam com menos movimento.

Eren pôs a mão na minha coxa e ficou ali alisando a minha perna, apertando, tinha hora que subia mais a mão, quase tocando o meu membro que já estava duro desde o restaurante, o que me deu certo trabalho para disfarçar.

Eu estava louco para ele me tocar, então, numa parada por causa do semáforo fechado eu segurei sua mão e a coloquei exatamente sobre o meu pênis; Eren apertou-o e nossos olhos de encontraram e se demoraram uns nos outros, apalpei-o — ele também estava duro. Mas antes que pudéssemos nos beijar, o semáforo abriu e eu tive que desviar a minha atenção para a rua.

Eren continuou me apalpando e, de algum modo, conseguiu abrir o meu zíper, escorreguei meu quadril para lhe dar maior acesso e ofeguei quando senti seus dedos frios na minha pele.

Não ia dar tempo. O tesão estava grande demais. Pensei em parar em alguma rua deserta mas era muito perigoso — não queria ser interrompido por um ladrão enquanto fodia aquela bunda redonda do Eren, pior ainda ser interrompido enquanto ele me fodia. Ainda estávamos longe da minha casa, então tive uma ideia.

Não precisaríamos necessariamente ir para casa. Afinal, para que servem os motéis?

Virei o carro na segunda transversal e ganhei a região onde havia vários motéis. Passei por vários, olhando para um... para outro... tentando escolher um que me parecesse bom, algum que as suítes fossem limpas o suficiente.

Percebi que as carícias pararam repentinamente mas achei que ele também estivesse escolhendo algum.

_Por que estamos aqui? — Eren perguntou.

_É mais perto que o meu apartamento. Nós podemos usar uma banheira.

“Adoro transar na banheira” — pensei.

Eren ficou tenso, retirou a mão da minha coxa e eu fiquei sem entender.

_O que foi? — perguntei.

_E-eu preferia ir para a sua casa — Eren respondeu e olhou para fora.

_Estamos longe. Você não está ansioso? — perguntei e deslizei minha mão pela sua coxa.

Ele assentiu com a cabeça e sorriu, mas foi um sorriso nervoso.

_Mas nós podíamos ir para lá — insistiu.

_Bobagem. Vou escolher um lugar ótimo para nós terminarmos o seu aniversário — falei e voltei a olhar para os lados.

Passou-se alguns minutos.

_Senhor? — Eren me chamou e eu olhei para ele, sua voz parecia tensa.

_Hum?

_Eu não posso ir para um motel.

Olhei melhor para ele.

“Será que é algum trauma?” — pensei, tem gente que trava se for em um lugar assim.

_Por que?

Passei a terceira marcha, embalando o carro numa velocidade maior — havia lembrado de um motel ótimo um pouco mais à frente.

_Eu não entro — respondeu.

_Não?! Oras, por quê?

Eren demorou um pouco olhando para mim e então soltou a bomba.

_Sou menor de idade. Estou fazendo dezesseis anos hoje.

_O QQUUUÊÊÊÊ????? — gritei.

Pisei no freio bruscamente mas o carro estava rápido demais e derrapou, perdi o controle da direção e fomos rumo ao muro de um dos motéis. Íamos bater com certeza, então eu puxei o freio de mão e virei o volante bruscamente. O carro deu um cavalo de pau e parou atravessado.

Bufei, nervoso e olhei para ele.

_O que você disse?

Quase tive pena, Eren estava agarrado no cinto de segurança, branco de susto, os olhos arregalados.

_Ee-eu tenho dezesseis anos.

Eu não tinha ouvido errado. Ele era um adolescente...bem que eu tinha achado ele muito novo mas acreditei que fosse desses jovens que ainda mantinham a aparência de adolescente mesmo na vida adulta.

O pior de tudo: eu tinha deixado um pivete de quinze anos foder a minha bunda. Tinha deixado e tinha gostado.

“Caralho!!!!” — passei as mãos no rosto, sem acreditar.

_A agência disse que você era maior de idade… — comentei patético.

_E o senhor acreditou?

Me senti mais patético ainda.

A adrenalina ainda corria à solta nas minhas veias — fruto do susto perante o quase acidente.

_Pensei que o senhor soubesse — comentou ainda assustado.

_Eu não sabia. Não sou pedófilo.

Ele meneou a cabeça.

_Não é como se eu fosse uma criança.

_É menor de idade.

Eren olhou para mim e nós ficamos nos encarando, então ele desviou os olhos para as mãos pousadas no colo.

A situação seria cômica se não fosse trágica ou vice-versa. Ambos descabelados pelo chacoalhão dos carro desgovernado, ambos assustados, Eren pálido e eu segurando com força o volante, com a calça aberta e o pênis mole para fora.

_Droga!! — exclamei frustrado.

_Olha, a minha idade faz tanta diferença assim? — Eren perguntou — Porque eu não me importo nem um pouco e estou muito afim de transar com o senhor.

Ainda encarei o rapaz ao meu lado por alguns minutos.

“A idade dele realmente fazia diferença para mim?” — pensei

_Ah, foda-se! — falei e dei a partida no carro. Acelerei até o último.

_Para onde nós vamos? — a voz dele estava trêmula.

Olhei rapidamente para ele e sorri.

_Para minha casa.

Eren sorriu e relaxou.

Em minutos ele estava com a mão no meu membro, me masturbando novamente.

Estava difícil manter a concentração com a mão dele me manipulando.

E tudo ficou pior quando ele puxou um braço meu, liberando espaço e se inclinou no meu colo. Não acreditei no que estava acontecendo: Eren lambeu a minha glande e começou a abocanhar o meu pênis pouco a pouco, engolindo-o.

Me inclinei para trás, escorregando o meu quadril para frente para dar mais acesso àquele garoto safado que me chupava com vontade.

_Ahhhh Eren — gemi fechando momentaneamente meus olhos para logo em seguida lembrar que eu ainda estava dirigindo.

Eren se ergueu um pouco, apenas o suficiente para que eu pudesse ver o seu rosto.

_Eu adoro chupar o senhor. É tão gostoso!

Empurrei sua cabeça para baixo de novo e ele voltou a me chupar.

Aquilo era incrível. Ele me sugava forte, fazendo barulho e gemendo baixinho. E por vezes eu esquecia que ainda estava na direção do veículo, perdido no prazer que aquela boca gulosa era capaz.

Não sei exatamente como consegui dirigir até em casa. Só sei que devo ter ganhado três ou quatro multas por excesso de velocidade.

Estacionei o carro na garagem e puxei a cabeça do Eren do meu colo pelos cabelos, ele a ergueu e eu beijei a boca de lábios inchados e vermelhos. Empurrei ele contra o banco do passageiro e parti para cima, montando nele enquanto nos beijávamos.

Eren subiu as mãos, apertou as minhas nádegas e subiu para as minhas costas. Puxou o meu blazer pelos meus braços e o tirou, fiz o mesmo com ele e puxei sua blusa para cima, ela parou logo acima do peito e eu me inclinei tomando um mamilo entre os lábios.

_HHmmm ahahhhh — Eren deixou o gemido escapar e eu voltei a minha atenção ao outro mamilo.

_Gostoso! — falei.

_Hmmm, o senhor também é — falou e começou a desabotoar a minha camisa.

Se continuássemos, íamos transar ali mesmo. Então eu abri a porta do seu lado e pulei para fora o arrastando comigo. Tentando ajeitar um pouco a minha camisa.

_Vem, vamos subir logo!

Assim que a porta do elevador se fechou, Eren me agarrou, me prensando contra a parede metálica da cabine. Tomou meus lábios novamente, segurou na minha cintura e me puxou para cima. Enrosquei minhas pernas em torno do seu quadril e friccionei meu traseiro contra o seu membro. Estava tão duro!

Ofeguei de prazer quando Eren começou a beijar o meu pescoço mas então o elevador parou no andar correto e abriu as portas. Não nos importamos se haveria alguém no andar, Eren saiu comigo no colo, eu ainda rebolava nele.

Bati com as minhas costas contra a porta do meu apartamento e nós esquecemos por um minuto que alguém teria que parar o que estava fazendo para abri-la. Eren pressionava seu quadril na minha bunda e, mesmo vestidos, o membro dele encaixava direitinho no vão entre as minhas nádegas, me excitando ainda mais.

_E-espera, deixa eu abrir a porta — falei, lutando contra as chaves que se enroscavam no bolso traseiro da minha calça.

Foi Eren que no fim conseguiu alcançá-la e me entregou. Ele então me pôs no chão e enquanto eu me concentrava em girá-la na fenda da fechadura, Eren se ocupada em apertar as minhas nádegas e morder a minha nuca, espalhando arrepios incontroláveis pelo meu corpo.

Finalmente a porta se abriu e Eren me empurrou para dentro, me virando e me beijando enquanto fechava a porta com o pé. Enrolei meus braços no seu pescoço e o arrastei para o sofá, ele caiu sobre mim e eu ofeguei quando senti o impacto do peso dele sobre o meu corpo.

As roupas foram tiradas rapidamente, ambos puxando as peças. Arranquei a blusa do Eren e a joguei no chão, espalmei minhas mãos no seu tronco e explorei seu tórax e abdome, apalpando os músculos sob a pele lisa.

Desafivelei seu cinto e abri a calça, louco para infiltrar minhas mãos e segurar o seu membro duro.

Eren mordia e lambia o meu pescoço, sugava a pele com força suficiente para me marcar. E eu gemia, esfregando a minha ereção na dele.

Puxei sua calça para baixo, junto com a boxer e segurei seu membro, comecei a mover a minha mão e Eren gemeu no meu pescoço.

_Levi — era a primeira vez que ele gemia o meu nome naquela noite. Aumentei a velocidade dos movimentos e Eren voltou a me beijar.

Beijou meus lábios, infiltrando a língua na minha boca. Movi meus lábios nos seus, e suguei a sua língua, puxando seus cabelos, me contorcendo embaixo dele.

Ele desceu, beijando o meu queixo e indo para o lado, beijou a minha orelha, mordiscou o lóbulo e contornou a cartilagem com a ponta da língua úmida e quente.

_Eren… — gemi baixinho, eu estava muito quente e tremia de tesão.

Assim como da outra vez, pareceu que Eren perdeu o controle quando me ouviu gemendo o nome dele. Interrompeu o que estava fazendo e olhou para mim, nunca havia visto seus olhos como hoje, algo brilhava ali, algo selvagem e incontrolável que fez meu ventre se retorcer.

Então Eren segurou a minha camisa e a puxou para lados opostos, estourando todos os botões. Não consegui nem falar nada, Eren atacou o meu peito, lambendo meus mamilos, mordiscando-os enquanto as mãos abriam a minha calça e a tiravam.

Ele beijou o meu corpo inteiro, deixando-me todo marcado, suas mãos me exploravam arrancando gemidos cada vez mais altos, até que Eren lambeu dois dedos. Deitou-se sobre mim e puxou uma das minhas pernas, enganchando-a alto no seu quadril.

Eren voltou a me beijar o que serviu também para abafar o gemido de prazer quando ele os empurrou dentro de mim. E enquanto me beijava, Eren movia-os dentro de mim, massageando, simulando um vai e vem gostoso, forçando-os fundo e tocando a minha próstata.

Eu não conseguia mais, não com ele tocando o meu ponto sensível. Perdi meu fôlego e solucei, consegui interromper o beijo e o abracei forte, escondendo o meu rosto no seu pescoço enquanto gemia vergonhosamente.

_Eren… — gemi mais uma vez e mordi seu ombro.

Deslizei minhas mãos pelas suas costas até chegar no traseiro e o puxei para mim, me esfregando dele e rebolando nos dedos de Eren.

Finalmente ele entendeu o que eu precisava. Ele retirou os dedos e substituiu pelo seu pênis, o qual foi empurrado delicadamente.

Mas eu estava queimando, não queria nada delicado, não depois dos dedos de Eren terem me devassado daquele jeito.

_Me fode forte, Eren — mandei, arranhando as suas costas e movendo meu traseiro contra o membro dele.

Eren foi brutal, numa estocada estava todo dentro de mim, senti seu quadril bater contra as minhas nádegas.

Eu gritei alto — de dor e prazer.

O incentivei a continuar a se mover e Eren assim o fez.

Rápido, forte,bruto e profundo.

Do jeito certo que me fazia perder a cabeça e gemer descontrolavelmente.

O arranhava e mordia e rebolava no seu membro, louco de prazer.

_Aahah aaahh hmmmg — gemia acompanhando os gemidos do Eren.

Ele segurou forte na minha cintura e eu podia sentir ele beijar o meu pescoço, seus dedos agora maltratavam meus mamilos enquanto seu quadril batia forte contra a minha bunda maltratando um outro lugar meu e me deixando doido.

_Eren… — gemi sentindo o seu membro pulsar dentro de mim, anunciando o orgasmo próximo.

Eu mesmo não estava longe.

_Mais forte — sussurrei, sôfrego.

_Leviiiii — Eren gemeu, enterrando os dentes na curva do meu pescoço e gozou dentro de mim.

Eu ainda não havia atingido o meu limite mas Eren não diminuiu o ritmo das estocadas, ao contrário, aumentou a velocidade e a intensidade delas me fazendo derramar o meu sêmen entre os nossos corpos em poucos movimentos.

_Hhhaaaaa nngngghhh — gemi me contorcendo.

Eren deitou-se sobre mim, soltando o seu peso.

O abracei, acariciando seus cabelos suados.

Ele beijou o meu peito, depois ergueu a cabeça e depositou um selinho nos meus lábios.

Descansamos abraçados, aguardando nossas respirações voltarem ao normal.

_Tenho uma coisa para você, Eren — falei e o empurrei para o lado, ele saiu de cima e de dentro de mim e eu senti seu sêmen começar a escorrer pelas minhas coxas.

_ O que é? — perguntou sentando-se com as pernas dobradas.

Consegui alcançar minha calça e retirei o cartão de dentro.

_Feliz aniversário — falei e entreguei o vale-presente de uma grande livraria.

Achei que seria o melhor presente, afinal eu não sabia do que ele gostava.

_Obrigado, Levi — Eren abriu um grande sorriso e abriu o envelope.

_Ahhh, que ótimo! Vou poder comprar um livro da escola que estou precisando.

Sorri feliz. É bom quando acertamos o presente.

Eren se levantou e eu vi o estrago que tínhamos feito no meu sofá. Nunca mais ele seria o mesmo depois de tanto esperma derramado no tecido negro.

_Obrigado!

_De nada.

Então ele me abraçou e me beijou. Um beijo tão gostoso, calmo e profundo. Eu poderia me viciar naquele beijo e naquele corpo.

Suas mãos voltaram a apalpar, lentas e firmes acendendo o meu desejo. E quando eu já estava duro, Eren se ajoelhou e abocanhou meu membro, voltando a me chupar. Afundei meus dedos nos seus cabelos e joguei minha cabeça para trás, fechando os meus olhos e aproveitando as sensações maravilhosas.

Ele chupava muito bem, alternando entre o meu pênis e meus testículos, ora deslizando a língua pela extensão, ora sugando.

_Senhor — as mãos de Eren, me manipulavam em conjunto com aquela boca divina.

_Hum?

_Podemos ir para o quarto? — pediu manhoso.

Sorri malicioso e me devolveu o mesmo sorriso.

_Agora mesmo — respondi e o puxei para cima.

Em minutos estávamos sobre a cama com Eren de quatro enquanto eu arremetia dentro dele.

Aquela foi uma longa noite. Só fomos dormir às seis da manhã, totalmente esgotados e felizes.

Notas finais
Gente, foi isso o que eu consegui fazer. Como vocês puderam ver, há a menção de vários outros personagens. São ganchos para se eu me decidir em prologar a fic, ter material. Caso contrário, acho que vai ter somente mais um. Então... até lá. Aguardo comentários. Eles me fazem feliz. Beijos