Era apenas meu meio irmão.
8 O Fábio sabe dançar?
– Eles chegaram e meu pai já começou a falar um monte:
– A gente avisa que vai chegar e eles ficam ai transando no sofá. — Meu pai olhou com nojo pra gente, só porque estávamos deitados no mesmo sofá.
– Opa, opa.. Ninguém estava transando aqui não. — Fábio respondeu com raiva. — A gente divide o mesmo quarto, se você não bia que dormimos junto você raciocina muito mal.
– Mas, é claro que eu já sabia. — Meu pai respondeu sério.
– Então amor, é super normal está vendo? Agora podemos fazer a nossa viagem? — Ela o olhou.
– Viagem? — Eu perguntei confusa.
– Oba! As viagens começaram. — Fábio disse animado.
– Fábio, você nem pense em fazer dessa casa um lixo de novo! Marine daqui á pouco a gente fica sem casa. — Meu pai gritou.
– Filho, será que dessa vez dá pra não fazer festa em casa?
– Claro mãe. — Ele respondeu meio desanimado.
– Karoline, nós vamos viajar sim. É como se fosse uma segunda lua de mel nossa, mas já estamos na décima.
– E eu fico sob responsábilidade de quem?
– Do Fábio é claro. Você não sabe raciocinar menina? — Ela perguntou.
– É estou vendo que não é uma boa ideia. — Meu pai falou.
– Não, não meu amor. A gente não vai perder a viajem por causa dos mimos da Karoline.
– Você tem razão! Voltamos em breve, no máximo em um mês. Te ligarei minha filha. — Meu pai me abraçou e nos despedimos. Acabei colocando um musica na saa em volume normal e fiquei dançando até Fábio falar:
– Deixa eu te ensinar como é que se dança. — A musica que estava passando era All Around The World do Justin Bieber e sinceramente o Fábio dançava igualzinho ao Justin. Eu literalmente pirei quando vi ele dançando, Fábio dançava tão perfeitamente que até a empregada parou para olhar ele dançando. Quando ele se aproximou de mim e continuou dançando, então… Foi a perdição de vez. A musica acabou, então ele finalizou a dança, colocou a mão na minha nuca e perguntou:
– Aprendeu como é que se dança?
– Parabéns Fábio, fazia tempo que eu não te via dançar. — A empregada acabou interrompendo um pouco o momento.
– Ah você está ai? — Ele perguntou a olhando um pouco sem jeito.
– Como assim o Fábio dança? — Perguntei confusa.
– Ah, não é nada Karol… — Ele disse.
– O Fábio era o Justin Bieber da escola. Como você acha que ele conseguiu tantas meninas ao redor dele? Além da beleza impecável, ele arrazava nos festivais de danças que tinham na escola. Era perdição das garotas, pode perguntar a qualquer menina da sua escola. Só que o que me impressiona é que ele nunca gostou de ficar dançando pras meninas, tipo namoradas dele. Teve uma que, espera eu vou lembrar o nome dela. A Camily, nossa ela era tão apaixonada pelo Fábio dançando e ele não dançava pra ela. — A empregada se empolgou falando e o Fábio ficou todo sem jeito. Logo ela se despediu da gente e nós ficamos a sós.
– Então quer dizer que você dançava e nunca me falou nada bonito? — Perguntei sorrindo.
– Eu tenho que ter minhas cartas na manga. Não era pra você saber. — Ele pegou em minha cintura sorrindo.
– Eu quero ver você dançando no festival lá da escola.
– Mais nem morto. Com todas aquelas doidas em cima de mim? Não mesmo. — Ele riu.
– Ah Fábio, por favor. — Fiz biquinho.
– Ok, com uma condição. — Ele me deu um selinho.
– Qual?
– Você vai junto comigo. Já reparou nos clipes do Justin? — Ele sorriu.
– Você só pode estar ficando maluco. — Respondi.
– Eu já te disse as condições.
– Fábio, você reparou que eu não sei dançar?
– Isso eu posso te ensinar. — Ele me virou de costas e agarrou minha cintura.
– Isso é uma loucura. — Falei ao sentir.
– Ok. — Ele soltou minha cintura.
– Tá bom, eu faço. Quero te ver dançar. — Falei sorrindo. Ao ouvir ele já ligou pros amigos deles e em dez minutos já tinha sete meninos em casa.
– Isso vai ser tipo agora? — Perguntei olhando todos.
– Sim. — Responderam sorrindo.
– Então Fábio, vai ser Confident? — O garoto o olhou.
– Você só pode ter pirado. Primeiro que olha pra Karoline, segundo já viu como o pai dela tá no meu pé? Porque se não viu tem que ver. E terceiro, eu não vou agir igual um tarado com ela e mesmo se eu agisse não ia espor isso pras pessoas. — Fábio respondeu.
– Vai ser qual? — Ele perguntou.
– Boyfriend. — Fábio respondeu.
– Grande diferença. Tua ex vai tipo te matar. AS PESSOAS VÃO ACHAR QUE VOCÊS ESTÃO NAMORANDO, FÁBIO ACORDA. — O menino gritou.
– Que achem. Pra você está bom Karol? — Ele me olhou e eu acenti. — Vocês já sabem as posições. Vem Karol. — Fábio me puxou pra frente dele e começou a cantar no meu ouvido, descendo pro pescoço e depois pro meu ombro. Ao passar da musica os amigos deles dançavam atrás dele e na coreografia Fábio, sempre dava um jeito de cantar pra mim ou de nós dançarmos juntos. A coreografia era um pouco ‘’ quente ‘’, então em algumas partes eu tinha dificuldade de me soltar. Quando nós terminamos de ensaiar pela primeira fez, o loiro falou:
– Fábio, você sabe que vai ter que treinar isso muitas vezes com a Karol, não sabe? Ela tem que se sentir a vontade na cena.
– É, eu sei bem disso. — Ele riu. — Ainda falta tempo pro festival, acho que nem divulgaram ainda. A gente vai ter tempo pra ensaiar. Eu só queria mostrar pra ela como vai ser. Né Karolzinha, já tá na hora de perder o medo do Fábio não acha? — Ele me perguntou rindo e abraçou-me.
– Não. — Respondi e todos rimos.
– Deixa eu só te apresentar a turma. O loiro é o Mateus, moreno é o Thiago, o branco do olho azul é o Denis, o loiro do olho verde é o Cauê, o gêmeo dele se chama Carlos. O branco do olho mel é o Alecsander e o do olho escuro é o Davi.
– Com o tempo eu me lembro do nome de vocês. — Respondi rindo.
– Ela é uma fofa né Fábio? — Perguntou o Mateus.
– É sim. — Ele respondeu sorrindo — Eles vão dormir aqui. Amanhã a tarde já é a festa e você não me deu a resposta.
– Aqui? — Olhei pros lados e logo o puxei pra fora. — Eu aceito. — Falei sorrindo e ele me abraçou tirando meus pés do chão.
– Tenho um presente pra te dar. — Ele foi até o carro dele, voltou e me deu o tal presente. Era uma fantasia da chaupéuzinho vermelho. Fábio sabia que eu não tinha tido tempo de comprar, então foi lá por mim. Nós finalmente entramos e eu que os amigos deles eram daqueles de tocar musicas ao violão.
– Canta uma pra gente Karol. — O Mateus disse e eu comecei:
– Não me diga o que eu quero escultar, dessa vez. Por muito tempo eu brinquei de ignorar, o que você fez o que você fez. Me roubou de mim, me deixou assim. Implorando por pedaços desse nosso amor que é tão errado. Não precisa mais provar, me machuca ver você tentar suas desculpas eu já decorei não ficou mais fácil pra mim. Não precisa mais dizer, que eu nunca mais voou esquecer. Porque já tenha dado a nossa hora, vou juntar nossos refrões e vou embora. — Dei uma palinha e o Mateus acompanhou com o violão. A campanhia tocou, por isso eu parei. Era a Pâmella, mandei ela entrar e ela se assustou com tanta gente.
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