Era apenas meu meio irmão.
4 Entre lembranças.
Nós descansamos e algumas horas depois ouvimos a canpanhia tocar. Logo, Fábio foi atender e me chamou, era meu padrasto.
– Cadê a minha mãe? — Olhei pra ele.
– Não pode vir, mas mandou te entregar esse convite e junto a ele tem o local onde você vai comprar o vestido. — Disse me dando.
– Vocês vão se casar? — Perguntei desesperada olhando o convite.
– Okay, qual é a surpresa até ai? — Perguntou também.
– E eu vou ser a dama de honra!? Como assim? Ela não me avisou nada sobre casar. — Quando vi já estava falando alto e totalmente descontrolada.
– Garota mimada, vê se não surta na minha frente. — Ele já estava irritado.
– Quem você pensa que é pra falar assim comigo? Seu estupido. — Gritei com meu padrasto e já ia avançar nele. Foi nessa hora que Fábio apareceu e me segurou.
– Talvez seja por isso que sua mãe te deixou. — Ele me olhou com desprezo e minha vontade de ir pra cima dele só ia aumentando.
– Você lave a boca pra falar da minha mãe. — Disse nervosa.
– Nossa, Karoline não demorou muito tempo pra você arrumar um namoradinho e logo seu meio irmão. Que coisa feia, sua mãe não ia gostar de saber disso, mas como sou bonzinho não vou contar. — Disse debochando.
– JÁ CHEGA OS DOIS! — Fábio deu um grito. — O senhor, por gentileza pode se retirar. Ela já recebeu o convite e vai marcar presença, avise a sua mulher. Passar bem. — Complementou fechando o portão.
– O convite é pra dois, pode ir se quiser. — Meu padrasto disse do lado de fora.
– Irei sim, senhor. — Respondeu e me levou pra dentro de casa.
– Você não tinha o direito de me segurar Fábio! — Gritei com ele.
– Eu não ia deixar você arrebentar a cara dele. O que sua mãe ia pensar? — Ele me encarou seriamente.
– Ela nem se deu ao luxo de vir aqui me entregar o convite.
– De repente sua mãe não podê. — Ele fez carinho em mim.
– Não quero ir pra festa nenhuma. — Olhei pra ele.
– Eu vou explicar o que vai acontecer. Você vai comigo comprar o vestido que sua mãe escolheu, que é bem lindo. Passará o dia em um salão de beleza e no final do dia eu vou entrar naquele casamento com você e vê a minha meia irmã entregando a aliança pros dois com o sorriso mais lindo desse mundo no rosto.
– Mas, Fábio...
– Estamos entendidos?
– Estamos. — Olhei triste pra ele.
– Karoline esculta! Sua mãe te ama e não merece casar sem ter a sua filha do lado só porque o marido dela não presta. Nós vamos á essa festa e está decido. — Ele pegou o telefone.
– Eu não vou falar com o meu pai sobre isso.
– Ah mais vai sim. — Fábio começou a discar o número ali e me deu o telefone.
– Alô Fábio? — Atendeu.
– Sou eu pai. — Respondi.
– Oi, filha. Aconteceu alguma coisa?
– Meu padrasto veio me entregar o convite do casamento dos dois e eu vim avisar que irei com o Fábio. Algum problema?
Nenhum minha querida. Vá e divirta-se. Agora o pai vai desligar porque tenho de voltar ao trabalho, eu te amo, beijos. — Desligou.
– Você tem que ser forte. — Ele me abraçou pro trás e eu estremeci.
– Pra não te beijar? — Perguntei rindo.
– Também. — Riu junto.
– Estou sem vontade de sair. — Me joguei no sofá.
– Claro, porque quer me beijar.
– Iludido. — Disse sorrindo. — Só de pensar que tenho que ir comprar roupas, preguiça. — Completei.
– Eu vou ir junto, está bom? Amanhã vamos passar para pegar a sua roupa e comprar a minha. Depois vamos á loja de fantasias e compramos as nossas.
Está bem. Agora eu quero dormir.
– Então vamos dormir. — Ele me pegou no colo e me levou pro quarto dele. Deitei na cama e fiquei apertando as bochechas dele.
– Vai dormir baixinha. — Reclamou. Fechei os olhos e sem perceber já está dormindo. No dia seguinte, acordei com um barulho de pessoa batendo na porta.
Fale com o autor