Era apenas meu meio irmão.

18 A nova parte de Fábio.


Notas iniciais
Olá gente! Parabéns pra mim que não demorei pra postar HAHAHA u.u. Espero que gostem e não se esqueçam de comentar!

– Precisava me jogar com as roupas?

– Você queria que fosse sem então? Tudo bem, sem problemas. — Ele me puxou pra ele e levantou minha blusa.

– Fábio. — Fechei a cara.

– O quê? Foi você que disse. — Ele se fez de inocente.

– Quem vê pensa que é um anjo. — Revirei os olhos.

– Eu sou e você é a prova disso. — Ele piscou e apertou minha cintura com um pouco de força.

– Olha, tu não começa. — Fechei a cara.

– Own, como essa menina é bravinha. O que foi neném, quer brincar de casinha, quer? Ou você prefere brincar de boneca com o titio — Fábio? A neném tá com fominha ou tá na hora de trocar a frauda? — Fábio disse com voz de bebê. — Eu já sei! Você quer ver galinha pintadinha. — Ele começou a tirar sarro de mim.

– Que engraçado você, Fábio. — Disse saindo da piscina.

– Pelo menos não sou eu que ajo como uma menina de cinco anos toda vez que vou fazer alguma coisa de interessante. — Ele gritou ao me ver entrar na casa.

– Tá achando ruim Fábio? Arruma outra. — Gritei.

– Com prazer, meu bem. — Ele revidou e eu fui direto pro banheiro. Quando estava tomando banho, vi a porta abrir e rapidamente peguei a toalha me enrolando. — Qual é o seu problema? — Quando virei vi que era o Fábio e fiquei quieta.

– Me desculpa, eu juro que não vi nada. — Ele abriu o mesmo sorriso sedutor de sempre.

– Fala Fábio. — Encostei na parede e suspirei.

– Eu quero pedir desculpa por aquilo na piscina. Eu só tava estressado e pensando em como seria depois que a Isabela tivesse o bebê. — Disse ele com peso em cada uma das palavras e logo depois, abaixou a cabeça.

– Vai ser maravilhoso. Você vai ter um neném pra amar e cuidar. — Me aproximei dele e fiz carinho em seu rosto.

– Outro bebê? — Ele forçou a risada.

– Como assim, outro? — Fiquei confusa.

– Ué, eu já tenho você. Imagina outro. Se dá trabalho por dois. — Fábio riu.

– Até nesses momentos você não perde a graça né? — Abracei o mesmo e ele correspondeu o abraço.

– Tem que ter, se não a gente desmorona. — O mesmo forçou um sorriso. — Eu tinha tantos planos pra gente. Ia te dar a melhor vida de todas e passar o resto da minha vida ao seu lado. Eu escolhi você pra amar Karoline e olha o que a vida vem e faz comigo. — Aos poucos, pude ver Fábio segurando as lagrimas dentro dele.

– Vamos fazer um combinado. A gente não vai pensar no futuro agora. Vamos viver o hoje, como se não houvesse amanhã. Não quero desperdiçar o pouco tempo que tenho com você. — Abracei Fábio pela nuca dele e, por sua vez me levantou, tirando meus pés do chão.

– Minha pequeninha. — Ouvi ele falar e pude sentir seu beijo no meu rosto.

– Meu chatão. — Ri. — Agora, eu vou me trocar. — Continuei.

– Ah claro, sem problemas. — Eu não me importo de maneira alguma. — Ele se encostou na parede sorrindo irônico.

– Haha, engraçadinho. Vai sai. — Apontei pra porta rindo.

– Nossa, vai me expulsar assim mesmo sem nenhum beijinho? — Ele perguntou com cara de cachorro que caiu da mudança.

– Mais tu é chato em Fábio. — Dei risada e beijei ele. — Agora vai. — Prossegui e ele saiu dali. Vesti uma blusa branca e uma calça jeans rasgadinha. Coloquei uma rasteirinha e desci na sala pra procurar o Fábio. Vi que ele estava deitado no sofá e fiquei observando o mesmo.

– Vem logo aqui Karol, tá com medo de que? — Falou Fábio.

– De você. — Brinquei rindo e deitei em cima dele, já que ele estava de costas. — Mentira. — Mordi a orelha dele.

– Vish, pode saindo daí, ô folgada. — Ele reclamou.

– Tá achando ruim, me tira então. — Ri.

– Se eu virar aqui tu cai e se sabe disso. Sai logo. — Ele riu junto comigo.

– Você não quer machucar, eu sei disso. — Me fiz de metida.

– Mais é chata viu. Vou te botar de castigo, sou seu irmão mais velho e tu tem que me obedecer agora. Valeu, falou. — Fábio brincou.

– Sou rebelde. — Nós rimos juntos.

– Vou te bater, sai logo. — Ele gritou rindo. — Cadê o celular pra mim ligar pro teu pai. Vou te mandar pro orfanato e nem vou querer saber. Sai agora, anda. — Foi ai que a gente se acabou de rir.

– Leva, quem sabe lá eu não arrumo outro irmãozinho.

– É, e eu as minhas gostosas das baladas. — Quando ele falou, bati nele.

– Quer dizer que só você tem o direito bonita? Tô dizendo, que doida.

– É só eu. — Me exibi.

– Não vai sair? Beleza então, não quero mais papo contigo. — Ele ficou quieto.

– Fábio, Fábio. Fala comigo. — Fiquei chamando ele. — Fábio, ô Fábio. — Passei uns cinco minutos assim. Vi que ele não ia falar mesmo, então sai. Ele se virou de lado e me puxou pro lado dele.

– Pronto, agora podemos conversar. — Ele passou a perna dele por cima da minha e riu.

– Bobo. — Dei um selinho nele e e Fábio correspondeu com um beijo calmo e molhado. Levou sua mão até minha nuca e fez carinho nela, enquanto continuava o beijo. A outra ficou nas minhas costas e aos poucos desceu até minha cintura onde o mesmo apertou levemente por alguns segundos, mas logo a soltou. E apenas ficou apoiando sua mão nela. No meio do beijo, puxei o lábio inferior dele calmamente e sorri. Assim que o fiz , olhei o sorriso mais encantador dele. Seus olhos brilhavam como eu nunca tinham visto antes. E não havia só brilho, ali também habitava o amor. Aquele amor que Fábio não tinha mais deixado entrar dentro dele. Observar isso, mesmo que estivesse sendo por alguns poucos segundos foi realmente perfeito. Então, sem demora, aproximei nossas bocas novamente e fui continuando o beijo anterior. Aproximei meu corpo do dele e pus minha mão nas costas, por debaixo da camisa do Fábio. Ao se passarem alguns segundo, eu já tira tirar ele dali. Vai que ele não gostasse, tive um pouco de receio. Mas, ouvir o mesmo falar baixinho:

– Pode deixar ai, não tem problema. — Ele abriu um sorriso bobo e acariciou meus rosto lentamente. Logo nós voltamos a se beijar de novo, era realmente tentador. Estar ali com ele, naquele clima todo e não dava para simplesmente resistir ou querer fugir do nada. Mas, como tudo que é bom dura pouco. Entrou um garoto na sala falando com o Fábio, em inglês. Eu não estava entendendo nada com nada. Fiquei irritada e gritei:

– Será que dá pra vocês pararem com isso? — Os dois ficaram me olhando e eu, esperando a misera resposta.