Era apenas meu meio irmão.

15 Um segredo descoberto.


Notas iniciais
Não se esqueçam de comentar :)! Preciso saber se querem continuação, beijos!

No outro dia, eu acordei com o barulho do Fábio fechando a porta do guarda roupa. Ele se virou pra mim e eu vi que o meso estava realmente lindo. Seu cabelo preto molhado, ainda bagunçado e aqueles olhos verdes que simplismente me encantavam.
– Bom dia, Karol. — Ele sorriu e bagunçou mais o cabelo.
Bom dia, Fábio. Por quê está todo agasalhado? — Perguntei coçando o olhos.
– Talvez, porque esteja frio. — Ele riu.
– Frio onde?
– Aqui. — Fábio tirou o cobertor de mim rindo.
– Me devolve isso Fábio. — Comecei a sentir frio.
– Eu não, levanta e vai tomar um banho, dorminhoca.
– Essas pessoas desagradáveis que nem deixam a gente acordar direito. — Disse ao me levantar da cama.
– Eu espero que não esteja falando de mim. — Fábio me olhou sorrindo.
– Estou falando sim! — Encarei ele.
– Que menina marrenta essa, viu!? — Ele se aproximou de mim e me deu um selinho.
– Sai, não quero também. Você me deixou com frio. — Fiz bico.
– Você quer mesmo que... Eu te esquente? — Fábio sussurrou no meu ouvido sendo sedutor, após de prender minhas pernas a cintura dele.
– Nem vem Fábio. Não vou me deixar levar por esses olhos sexys e sedutores. — Confesso que era difícil me controlar perto de Fábio, ele era realmente lindo e maravilhoso.
– Admitiu que meus olhos são tudo isso isso é? Já é um começo. — Fábio disse enquanto me olhava. — Mas, como eu sou bom você pode ir por banho. — Ele falou ao me soltar. Depois disso, beijou minha testa e sorriu.
–Você é Bom? — Perguntei rindo.
– Sim. — Ele apenas sorriu torto, me olhou por um segundo com os olhos verdes água e se foi pela porta. Por minha vez, tomei um banho. Vesti um vestido branco soltinho e ao terminar de me arrumar no banheiro vi Fábio entrar no banheiro apenas de cueca box vermelha.
– O que é isso? — Comecei a rir.
– Sou eu. — Ele sorriu.
– Isso eu sei. O que aconteceu? — Olhei pra ele.
– A mônica jogou água em mim, e aqui estou eu.
– O que você aprontou Fábio?
– Eu? Nada. — Ele se fez de inocente. Encarei ele por mais algum tempo e então, o mesmo continuou:
– Está bom, eu joguei ovos nos cabelos dela e ela me deu um banho de água fria. — Fábio riu ao se lembrar.
– Você não tem jeito. — Sorrio de lado.
– E você tem? Pegando seu meio irmão, acha isso bonito? — Ele me encarou, brincando.
– Ah, tá bom. Como se fosse só eu que quisesse. — Revirei os olhos.
– Vem, cá. Vem. — Ele colocou suas duas mãos frias na minha cintura e puxou rapidamente de encontro ao seu corpo. Logo, aproximou seus lábios dos meus e me beijou tranquilamente por alguns minutos. — Pronto, tirei. — Ele disse olhando no celular.
– Fábio! — Olhei pra foto: .

– O quê? Se eu te falasse você nunca ia deixar eu tirar a foto. — Fábio riu.
– Se alguém ver isso você sabe que…
– Estamos fritos. Sei, sim. Deixa eu guardar pra mim vai. Pra gente. — Ele pediu com cara de cachorro que caiu da mudança.
– Ok, é só uma foto. Porém, não vá se acostumando não. — Sorri pra ele.
– Está bom, chatinha. — Ele me beijou mais uma vez e me pôs para fora do banheiro. Vi que estava muito frio, então resolvi trocar a roupa e colocar uma calça jeans escura. Uma blusa regata branca e um casaco preto com capuz. Desci pra tomar café, vi Mônica e Matheus assistindo TV. Logo Fábio desceu e eu estava criando coragem para lavar a louça do café.
– Karol, vem pra sala. — Mônica me chamou. Então, fui.
– Quem vai ser o lindo que vai dividir o sofá comigo?
– Não vai ser eu! — Todos responderam.
– Ok, então. — Subi para o quarto e peguei o colchão de casal do Fábio. Desci pra sala e coloque no chão, junto com os cobertores e travesseiros.
– Ah Karol, a gente quer. — Eles falaram.
– Problema não é meu! — Respondi me ajeitando no colchão.
– O colchão é meu! Pode abrindo um espaço ai Karol.
– Mas, fui eu quem peguei. Não tem espaço nenhum pra você aqui. — Respondi olhando pra TV. Peguei o controle e coloquei em um canal de desenho.
– Parece uma criança. — Fábio disse e eles riram. Ignorei e acabei dormindo vendo TV. Acordei com o barulho do telefone e vi que Fábio estava dormindo do meu lado.
– Desgraçado! Eu falei que não era pra ficar no colchão. — Disse sonolenta ao abrir o olhos, mas ele nem se mexeu. Comecei a balançar Fábio. — Atende a merda do telefone, eu quero dormir. — Disse sonolenta e ele acordou.
– Xiu… Vai dormir garota. — Fábio disse completamente sonolento e colocou o braço por cima da minha cintura.
– Fábio!! Vai atender o telefone. — Mexi nele.
– Que telefo… — Ele nem terminou de dizer e já caiu no sono de novo.
– FÁBIO! — Gritei estressada e ele acordou de vez.
– Está bom, já vou. Já estou indo. — Ele se levantou com sono e atendeu o telefone. — Alô? Quem é?
– O Roberto, Fábio. Você como sempre, dormindo. Que coisa mais ridícula pra um homem da sua idade.
– Você fala isso como se não dormisse.
– Dormir tem hora rapaz. Você não faz nada da vida, fica brincando o tempo todo e é um irresponsável.
– Se sou um irresponsável porque deixou eu cuidar da sua filha?
– Esculta aqui moleque, minha filha está sobre as responsábilidades dela. Você apenas supervisiona. E outra, não fui eu que permiti, foi a minha mulher.
– Você se acha o dono da razão, não é? — Ouvi Fábio discutindo e então levantei pegando o telefone da mão dele.
– Oi, pai! — Disse ao telefone.
– Karoline! Passe o telefone para o Fábio agora. — Disse meu pai meio irritado.
– Eu estou morrendo de saudades de você e você quer falar com o — — Fábio pai? Poxa… — Fiz uma voz meiga.
– Não filha não é isso… É que.. Espera ai Karoline!Que jeito de agir é esse?
– Meu jeito normal pai.
– Se você estiver acobertando o Fábio eu vou… — Interrompi ele.
– Não posso nem mais sentir saudades do meu pai, beleza. — Disse eu fazendo me de inocente.
– Karoline, essa comigo não pega.
– Essa o que pai? — Comecei ficar nervosa, com medo que ele descobrisse que estava defendendo Fábio. Então, minha voz começou a ficar tremula.
– Eu te conheço, até jeito da sua voz. Você se entrega muito fácil Karoline, agora seja boazinha e me obedeça.
– Tudo culpa dessa sua mulherzinha. — Disse irritada.
– Karoline! Eu não estou cçm paciência nem pra você e nem para o Fábio hoje! Eu vou contar até três pra este telefone está na mão do Fábio e você por favor, meça suas palavras. — Meu pai se alterou. — Um… Dois… — Ele continuou e eu finalmente passei o telefone pro Fábio.
– Vá a merda. — Fábio disse e desligou o telefone rindo.
– Você não presta. — Ri junto com ele
– Eu não presto? Seu pai liga aqui em casa pra perder tempo discutindo comigo e eu não presto? Meça suas palavras Karoline. — Ele brincou comigo e logo depois me beijou.
– Você é louco, sabia? — Disse ao corresponder o beijando.
– E você só descobriu isso agora. — Ele disse e logo depois intensificou aquilo. Após isso o telefone tocou novamente.
– Fábio, o telefo… — Ele me interrompeu dizendo:
– Deixa, vem aqui comigo. — Fábio me pegu no colo sem interromper o momento e me colocou sentada na mesa, ficando entre minhas pernas. Logo, suas mãos estavam em minha cintura e a sua língua explorava minha boca inteira. O Fábio tinha um beijo tão sedutor, ardente, voraz e eu gostava daquilo. Quando eu menos percebi ele já estava em cima de mim na mesa e eu deitada. Finalmente acordei pra realidade e quando ia mandar ele sair de cima e mim, vi a filha da empregada observando tudo da porta. Estava tudo perdido? Será que é dessa vez que minha história acaba com o Fábio? Uma história que nem começou direito inclusive. Eu fiquei olhando para ela por alguns segundos pensando no que dizer, mas naquela momento nada saia da minha boca.