Era apenas meu meio irmão.

14 A ex namorada inconformada.


Notas iniciais
Olá gente! Como eu fiquei muito tempo sem postar, postei dois capítulos em seguida! Espero que gostem e se quiserem continuação me avisem! Beijinhos!

O mesmo abriu a porta. — Ô demônio, o que tu quer na minha vida? — Fábio perguntou saindo do quarto e eu pude ouvir a conversa mesmo assim.

– Cadê aquela vadia da Karoline? Ela está ai não está? — Camily tentou entrar e Fábio fico na frente.

– Isso não é da sua conta Camily! Respeite! Quando eu estava com você a Karoline não ia lá atrapalhar a gente e muito menos fazer chabu! — Fábio disse em tom normal.

– Esqueceu que quando a gente estava transando ela foi lá no seu quarto?

– Camily, era a minha mãe no telefone e ela estava estressada.

Não interessa! Por que você não quer deixar eu entrar? Aposto que ela deve estar nua na sua cama e você comendo ela como faz com todas. — Ela disse com uma voz insuportável. Quando ouvi aquilo não aguentei e sai do quarto.

– Deixa ela entrar Fábio, pra ver que eu não sou uma vadia igual ela. — Fui mancando até lá e ela viu meu pé enfaixado. — O Fábio não quer te deixar entrar porque eu já estou doente o suficiente e não preciso ficar pior do que já estou sua retardada. — Disse com raiva.

– Garota eu acho melhor você sair daqui e aceitar que o nosso namoro terminou e outra aceitar que eu nem deveria ter voltado com você. Ah, mais um coisa, a Karoline não é todas as outras ela é a KAROLINE e você olhe bem como fala com ela se não eu não me responsabilizo pelos meus atos. Agora por favor, retire-se daqui.

– Mas, Fábio… — Ela disse e ele a interrompeu.

– Sai Camily. — Logo ela foi embora e nós voltamos pro quarto.

– Essa garota está passando dos limites. — Fábio disse com raiva nos olhos.

– Não vale a pena você perder tempo se estressando com ela Fábio. — Disse calmamente.

– Não tem como não perder… A CABEÇA! — Fábio pegou um frasco de perfume e jogou contra a parede. Por minha vez, fiquei quieta e me cobri com medo. — Karol, não. Hey, me desculpa. — Disse ele ao me ver com medo e deixou algumas lágrimas escaparem de raiva.

– Tá, tudo bem eu ach… — Tentei tirar o cobertor de cima de mim, mas acabei enrolada nele. — Ops, espera. Calma… Só mais um pouquinho. Ufa… Consegui. — Disse aos risos com a cabeça de fora dele e os cabelos bagunçados.

– Karol, você não tem jeito. — Fábio sorriu e me ajudou a tirar o edredom todo de mim.

– Eu já tinha conseguido, tá? — Empinei o nariz.

– Tô vendo. — Ele começou a rir.

– Você atrapalhou todo o meu momento. Pois também, não falo mais nada. — Fechei a cara brincando.

– O momento em que o cobertor venceu de você, imagino. — Disse caindo na gargalhada.

– Haha, muito engraçado. Morri de ri.

– Ah, você também? Engraçado né? — Fábio ironizou.

– Eu fui irônica. — Olhei pra ele.

– Eu também, sua boba. — Ele se aproximou e me deu um selinho.

– O quê? Irônica? Ui o Fábio virou menina e eu não sabia. — Comecei a rir.

– Irônico, burrinha. Vamos pintar o cabelo de loiro, porque cá entre nós. Combina mais. — Fábio disse brincando, me deu um tapa na cabeça de leve e caiu na gargalhada junto comigo.

– Agora você me chamou pra briga. Vem cá, que eu vou te espancar. — Fiquei em pé na cama e fiz posição de luta.

– Ih, coitada. Tão fraquinha. — Ele sorriu.

– Tá com medinho é? — Olhei pra ele.

– Eu não queria te humilhar, mas… — Ele se levantou e ficou na mesma posição que eu.

– Veremos quem vai humilhar quem. — Disse levando minha mão em soco até ele. Só que Fábio segurou ela e a outra. Logo depois fez eu deitar na cama e sentou por cima de mim.

– Quem humilhou quem agora? — Ele disse com um sorriso satisfatório no rosto.

– Tá bom, eu me rendo. — Fiz drama.

– Pra não dizer que eu sou ruim, vou deixar você ganhar, vem. — Fábio me colocou por cima dele e sorriu.

– É sério isso? — Sorri boba.

– Nosso segredo. — Ele piscou.

– Eu venci. — Prendi os braços dele.

– Eu me rendo, você é forte demais pra mim. — Fábio disse.

– Bobo. — Ri dele.

– Fica aqui, que eu já venho. — Ele me deu um selinho e me colocou sentada na cama. Quando eu vi Fábio chegando com um colchão no quarto eu não acreditei.

– O que é isso?

– Um colchão. — Ele riu.

– Eu sei que é um colchão, mas pra quem?

– Pra mim ué. — Ele disse arrumando aquilo.

– Por quê?

– Porque eu nunca dormi com ninguém. Não, dormir de verdade sabe?

– A gente sempre dormiu de verdade.

– Agora é diferente. — Ele disse deitando no colchão.

– Eu vou descer até ai.

– Karol, não começa. Vamos dormir, vai. — Fábio disse ao se cobrir.

– Está bom. — Revirei os olhos, Fábio apagou a luz, ligou o ventilador e nós finalmente dormimos. Aquela noite tinha sido realmente maravilhosa. Tirando que machuquei o pé e que a Camily apareceu em casa. Eu tive um sono maravilhoso e não sonhei com nada.