Era Uma Vez... #paralisada

7 Capitulo 6 - Donzela Selvagem


Notas iniciais
Hi Girls! Como estão? Mais um novo capitulo! Aee!!!

Capitulo 6 — Donzela Selvagem

Isabella teve um sonho engaçado. Ela estava de volta ao Haras.

Ela podia escutar aquela música antiga que fez parte da sua adolescência. Saia das caixas de som presas aos postes que sempre eram usadas apenas para chamar os funcionários

and I try, oh my god do I try

I try all the time, in these institution

And I pray, oh my god do I pray

I pray every single day

For a revolution

– Hey, Hey... – cantarolou.

Ao longe viu Jacob correndo em sua direção. Ele estava vestido como se estivesse pronto para um casamento.

Mas ela não tinha dito para ele que não iria ser sua acompanhante?

Onde estava Alice e o seu país britânico? Teria sido um sonho?

– Bella, enfim te achei! Todos estão te esperando.

– Quem está me esperando?

Jacob riu.

– Para com isso! – a puxou pela mão – É seu casamento!

Isabella olhou para baixo e viu que estava vestida de noiva.

Acordou dando um grito de horror. Ela não poderia estar se casando nem em sonhos. Popy se aproximou assustada.

– Senhori... Bella, o que houve?

– Um pesadelo. Foi horrível. Eu ia me casar.

Se levantou ofegante e apavorada da cama se certificando que não estava vestida de noiva. Abriu o armário para garantir que não tinha nenhum vestido de noiva escondido ali.

– O noivo era desprovido de beleza? – perguntou Popy sem entender o motivo que se casar seria um pesadelo.

Isabella suspirou. Já se sentia mais calma.

– Casar Popy. Casar seria o pior castigo para qualquer mulher independente como eu. Já imaginou sua vida presa a de outra pessoa até que a morte os separe? Não existe essa coisa de compartilhar. Para mim o casamento é um instrumento de dominação. Diminui a mulher a um ser incompleto. E.. – Isabella olhou para Popy e percebeu que o que dizia era totalmente ultrajante para a garota, os olhos dela estavam esbugalhados – Desculpe, acho que não estou raciocinando bem.

Popy suspirou e piscou freneticamente.

– Faz três dias que esta tomando chá de papoula, pode estar obtendo alguma reação mental. Vamos suspender o chá.

– Na verdade, vamos suspender todo o tratamento. Já me sinto melhor. – Popy a olhou desconfiada. – É sério.

– Passou a noite tossindo, não acredito que seja certo que saia do repouso.

– Não vou morrer Popy. – disse Isabella divertida – Já estou bem, dormi o suficiente para duas vidas. Preciso encontrar algo para fazer ou se não irei ter mais pesadelos com casamento.

Popy riu.

– Posso te trazer um bordado. – Isabella fez uma expressão que logo Popy se concertou – Um livro talvez?

– Não. Preciso sair desse quarto.

Duas batidas leves na porta. Popy foi abrir.

– Lorde Edward.

Isabella se aproximou da janela notando as vozes. Popy fez um sinal para ela, mas não entendeu o que significava. O duque entrou no quarto, e Popy corou.

Algo dizia que ela deveria corar também, mas não conseguiu. Já estava recuperada se seu estado de estupor. Ele não tinha mais efeito algum sobre ela, e o resfriado a tinha feito colocar as ideias no lugar, e agora o Capitão, se ainda estivesse por ai, também encontraria as respostas que buscava.

O duque pareceu por uns instantes constrangido.

– Ouvi um grito. Esta tudo bem senhorita Swan?

– Sim. Tudo bem.

– Senhorita Popy? – disse se virando para a criada.

A garota, de cabeça baixa, respondeu.

– A senhorita Swan teve um pesadelo. Acredito que o chá de papoula está gerando efeito contrário. É melhor suspender a infusão.

– Então suspenda. – disse consentindo – Se sente melhor?

– Me sinto bem, quase curada. – olhou pela janela – Quem são aquelas pessoas la fora?

O duque se aproximou da janela. Eram Aurora, Kate, Robert e Peter Willien brincando no jardim antes de partirem para o passeio.

– São meus convidados.

Isabella observou a garota loira. Quase um anjo.

Edward fitou o rosto de Isabella. Estava mais corada, ao contrário da última vez que tinha a visto; embora parecia ter emagrecido com a enfermidade. Podia ver muito explicitamente sua linha da clavícula e seu colo branco que demostrava sutilmente a curvatura de seus seios. Os cabelos cor de mogno estavam soltos e caiam como cascata até a cintura. Os olhos castanhos estavam vividos, observando o jardim.

Ela parecia um espécime raro esta manhã. Como se ele nunca a tivesse visto antes. Calada, ela até poderia parecer uma mulher decente.

– Vamos fazer um passeio até a cachoeira. Se a senhorita se sentir disposta, deveria nos acompanhar.

– Não quero atrapalhar você e seus convidados.

Ele se obrigou a se acostumar com o modo informal da senhorita Swan falar.

– Ah não irá. Na verdade estão todos curiosos para te conhecer. Alice tem dito muito sobre... você. – fez uma mesura – Com sua licença. Avisarei Alice que esta desperta.

Quando o duque saiu, Popy agarrou o hobbie e arremessou em Isabella.

– Nunca. – disse exaltada – Nunca, senhorita Swan, receba um homem em seu quarto sem estar devidamente vestida. Ao menos o hobbie a senhorita deve por.

– Era apenas o Duque. – disse sem entender – Eu estou vestida.

– De camisola! – soltou ultrajada, Isabella achava que era uma camisola que cobria muito mais do que as roupas de seu guarda-roupas inteiro – Antes de ser um Duque, Lorde Edward é um homem. E não pense que ele não a analisou e olhou seus atributos, que são muitos.

Isabella suspirou enquanto Popy ia para o quarto de banho esquentar a sua agua, ela tinha ensinado a sua suposta criada, que tomava banho todos os dias, depois de acordar e antes de jantar. E duvidava muito que o duque a tinha olhado como Popy parecia acreditar.

Popy insistiu que deveria caprichar no penteado. Haviam muitas mulheres na casa e ela deveria se destacar. Mas ela queria algo simples, fácil e rápido; não tinha saco para aquilo. Prendeu apenas metade do cabelo e Popy disse que então trataria de deixar as pontas enroladas.

Alice veio lhe buscar e trouxe uma rápida atualização do que aconteceu na casa nos últimos 3 dias em que esteve de cama.

Ao que parecia, havia muitas pessoas hospedadas por ali. Os irmãos James, Robert e Aurora. O amigo de Londres do Duque e do Capitão, Peter Willien. E a família do Conde Denali, que era formada pelo Conde Caius, a filha Kate, e o escândalo da sociedade; sua esposa Tânia. Parecia que a nova esposa tinha a metade da idade do velho.

– A Condessa é um ser interessante. Muito bonita, mas muito ácida também. – disse Alice – Durante o último jantar, Aurora praticamente se sentiu ultrajada o evento inteiro.

– E porque estão todos aqui? – Perguntou, tinham acabado de entrar na sala de jantar, havia uma mesa de café da manhã pronta. Se Isabella tinha entendido bem, só ela faltava tomar o desjejum.

– Temporada de caça. São apenas dois meses. – se sentou junto de Isabella, que achou que dois meses era muito para aturar tanta gente – Edward não gosta que o Conde e sua família venha, mas como nosso pai era muito amigo do Senhor Denali, ele não tem a coragem de desfazer o convite perpetuado pelo duque anterior.- disse sussurrando.

Alice suspirou pensando em seu pai. Fazia algum tempo que não pensava nele, mas logo tentou tirar da cabeça pensamentos tão sombrios que rondavam a morte de seu pai.

Isabella não conseguiu comer muita coisa, e Alice prestou bem atenção naquele fato.

– Bella, tem certeza que esta forte o suficiente para a caminhada?

Isabella sorriu.

– Sim Alice, eu estou forte e um tanto animada. Não aguento mais paredes e a Popy em volta de mim como se repente eu fosse dar meu ultimo suspiro.

Alice riu. Capitão McCarney adentrou no recinto.

– Ora, se meus olhos me enganam, que visão mais adorável estou tendo. Senhorita Swan, poderia ser verdade?

Isabella sorriu.

– Em carne, osso e recuperada, Capitão!

Ele riu admirado de sua fala.

De repente a sala de jantar estava lotada.

– Esta é a Senhorita Swan. – Anunciou Alice um tanto extasiada.

Todos fizeram um comprimento estranho. Como se ela fosse a rainha da Inglaterra. Isabella não sabia muito bem como retribuir, por isso imitou.

– Então es tu o motivo de tanto falatório. – disse a loira, que Isabella concluiu ser a Condessa – Esperava algo melhor.

Isabella torceu o nariz para aquele comentário sórdido. Não deixou por menos, seu humor não estava para engolir sapos naquela amanhã.

– Talvez se eu fosse algum objeto você poderia esperar algo melhor. Mas no caso, é apenas eu mesma, muito prazer! – Disse fazendo novamente a mesura.

As expressões de todos eram de choque. Esperavam a alfinetada da condessa quando Aurora se intrometeu.

– Santo Deus! – Disse – Minha nova melhor amiga! — Caminhou até Isabella – Vamos! Alice disse tantas coisas ao seu respeito, estamos curiosos! – enroscou o seu braço no da veterinária – Vamos começar nosso passeio. – Saíram da sala — Venha Alice!

A condessa permanecia em choque. Seus olhos encontraram os de Edward. Ele estava sério, mas não tinha nenhum vestígio de que sentisse muito pelo insulto.

– Ora, vamos Tânia – seu marido reclamou a puxando pelo braço – Ofendeu a senhorita Swan em primeiro lugar. Abstraia o momento, vamos fazer uma adorável caminhada.

A condessa em choque e ultraje permitiu ser arrastada pelo marido. O duque logo ofereceu o braço para Kate, que se derreteu pelo ato.

Na frente iam em pares, Isabella logo foi acompanhada pelo Capitão McCartney. Alice ia de braços dados com Robert e Aurora trocava segredos com Peter Willien.

Seria interessante falar sobre Peter. Ele era alto, cabelos puxados para o loiro, bem afeiçoado e de olhos cor de mel. Ele havia servido o exército junto com Edward e Emmett. Edward assumiu o ducado, Emmett prosseguiu com a carreira, já ele tinha escolhido um caminho diferente. Não tinha a fortuna de um duque e não havia feito fortuna como o capitão, mas ele estava abrindo um caminho em meio as novas indústrias o que futuramente poderia fazer mais rico que o próprio rei.

Chegaram a cachoeira. Eram um daqueles poucos lugares que existiam no século XXI e que Isabella tinha uma paixão incontrolável. Tudo o que se referia a natureza, se conectava com ela.

– Uau.. – sussurrou admirando a imagem que se desmanchava sob seus olhos.

– Essa é uma de suas novas expressões? – questionou o Capitão divertido.

Sorriu e se separou dele indo para mais perto da queda d’água.

– Uau se utiliza quando não se encontra palavras para expressar o que vemos.

– Então estou de acordo – disse Alice se ajuntando a ela – Uauuu.. As chuvas de verão encheram o rio e a cachoeira ficou mais volumosa.

– Poderia estar mais quente – disse Peter – iriamos dar um mergulho.

– O senhor é moderno meu caro amigo. – disse Aurora.

– Como se Lorde Edward fosse permitir. – disse Kate – Ele é cheio dos pudores.

Peter, Emmett e Robert soltaram uma gargalhada.

– Minha adorável Senhorita Kate – disse Robert olhando para o Duque que tinha uma expressão de desagrado diante da risada de deboche dos amigos – Vejo que não conhece nosso Duque!

– E assim espero que continue! – bradou o conde divertido quase sem folego por causa da caminhada.

Alice encarou o irmão.

– Edward, o que eles querem dizer.

– Nada. – disse sério – Até parece que não sabe que o passa tempo deles é dizer asneiras.

Isabella notou o Capitão desmanchar o sorriso do rosto e cutucar Willien para que não dissesse mais nada.

Aurora jogou agua no irmão, o convidando para uma brincadeira da qual Isabella não estava nenhum pouco afim de participar já que ainda estada um pouco doente. Se afastou calmamente e observou a cena. Seu olhar se encontrou com o da condessa, e por um instante sentiu um arrepio gélido percorrer a sua espinha dorsal. Talvez ela teria exagerado em sua performance. Mas Isabella nunca tinha sido de meias palavras ou abaixar a cabeça para alguém; por isso sustentou o olhar.

Um grito interrompeu a disputa silenciosa que a Condessa e Isabella promoviam particularmente.

– Tem algo na mata. – disse Alice voltando correndo – Eu juro que vi.

Um estalo como se um grande pedaço de madeira estivesse sendo partido.

Todos se assustaram e começaram a correr para longe da mata. Isabella por sua vez, deu a volta no tronco de arvore e começou a atravessar o rio por cima do tronco caído.

– Bella! – gritou Alice – O que esta fazendo?

– Pode ser javalis selvagens! – disse o capitão voltando para busca-la – Não trouxemos armas!

Isabella se apressou a atravessar. Ela poderia ver que não era um javali ou qualquer animal selvagem, seus olhos tinham capturado uma sombra indefesa e presa em meio as arvores.

– Não é nada disso! – Disse entrando na mata.

Esperou sua visão se acostumar com o ambiente um pouco mais escuro e então identificou um cavalo cinza preso entre os galhos.

– Hey, vou te ajudar – disse se aproximando – calma, calma – Isabella viu que era uma fêmea – Ei garota, o que aconteceu por aqui?

O animal deveria ter fugido durante a tempestade, porque tinha arranhões por todo o seu corpo, a corda estava enroscada deixando a égua impossibilitada de sair dali. A veterinária logo tratou de começar o seu serviço. O capitão chegou para ver o que fazia e começou a ajudar. Mesmo assustada, a égua colaborou ao pedido de Isabella para se manter calma.

O duque não demorou muito para também se meter no meio da mata e descobrir que sua convidada era mais que um ser peculiar; era um ser único.

Ajudou puxar a égua do meio do emaranhado de galhos.

– Merda. – disse Isabella ou ver o vestido de Alice rasgado – sua irmã vai ficar furiosa.

– A senhorita tem um vocabulário interessante e gosto estranho por deixar as pernas a mostra. – o duque fez sua observação um tanto divertido.

– Não tenho objeções, — disse o capitão – gosto é gosto.

– Muito engraçado – disse Isabella quebrando outro galho – estou morrendo de rir.

A égua empinou quando se viu livre e saiu arrastando Isabella pela a corda. A veterinária não soltou o animal e começou uma pequena luta para mostrar quem dominava por ali. Não demorou para que a égua se desse por vencia e Isabella aproveitou para pegar impulso e montar o animal.

Saiu cavalgando da mata, os outros que esperavam do outro lado do rio se assustaram com a repentina aparição.

– Era apenas um cavalo. – disse Isabella querendo rir das expressões que via no rosto a condessa, Kate e Aurora; até mesmo Alice estava chocada.

A égua bebeu agua e quando se sentiu fortalecida novamente, tentou se livrar de Isabella que se segurou firmemente na crina e na corda do animal que não tinha tralha alguma.

– Aonde foi mesmo que encontrou esta jovem? – questionou o Conde abobalhado para Alice – Em alguma tribo?

Alice riu.

– Na verdade, ninguém sabe de onde ela veio, poderia ser.

Peter se aproximou.

– Estou me sentindo perdidamente apaixonado.

– Eu vi primeiro! – disse o Capitão dando uns tapinhas nas costas do amigo.

– Que egoísmo! – disse Robert rindo.

O duque permaneceu olhando Isabella cavalgando cada vez mais longe. Por um instante desejou que ela desaparecesse no horizonte e nunca mais voltasse, já no outro se sentia completamente atraído por seu jeito único, assim como cada homem ali presente, não queria que ela desaparecesse tão cedo.

Mas naquele momento, Isabella conquistou mais uma inimiga. Ela viu a maneira que o duque, o capitão, Peter, Robert e o Conde olhava para a estranha de modos primitivos. Seu coração ardeu em ciúmes. Até mesmo Alice a olhava admirada. Trincou os dentes. Se quisesse mesmo se casar com o duque e manter a mente de seus conhecidos, sã, ela teria que se livrar o quanto antes da Senhorita Isabella Swan.

E Aurora James, sabia ser pontual no que realmente queria.

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Pessoal, estou participando do Desafio do Nyah!

É um capitulo por dia, de 100 palavras, durante esse mês de outubro. Dá uma forcinha lá! :)

O Diário (quase secreto) de Ceci –

https://fanfiction.com.br/historia/650905/ODiarioquasesecretodeCeci/

Notas finais
E aii? O que acharam do capitulo? Estou sentindo falta de comentarios, estou ficando um tanto desanimada! :( Mas para quem comenta, obrigada! É por voces que continuo postando! Bjao! :*