Era Uma Vez Um Conto De Fadas
23 Férias de verão III
Notas iniciais
"Como é duro odiar os que se gostaria de amar."
Voltair
Capitulo 23 — Férias de verão III
POV Annabeth
Depois de cerca de 30 minutos chegamos ao chalé do pai de Silena. Ela havia nos dito que o chalé* era simples, porem bem confortável. logo que chegamos, constatamos que o chalé “simples” que Silena havia nos descrevido não era nada simples, mas eu já deveria imaginar.
–Bom gente, o chalé tem 3 quartos, cada um com 3 camas de solteiro, então se vocês não se importam, formaremos duplas. – disse Silena.
Nico deu um pequeno sorriso furtivo para Thalia , que corou.
–Mas é claro, menina separado de menino. – completou Silena com a sobrancelha levantada pra Nico, que desfez o sorriso.
Percy ate tentou, porem caiu na gargalhada. Thalia revirou os olhos e Nico apenas o olhou feio.
–Mas barbie, se vamos separar menino de menina, o numero de quartos não vai bater, teremos que formar dois trios, e apenas uma dupla.- disse Thalia.
– óh é mesmo... Então Leo, Percy e Nico formam um trio, Annabeth, Thalia e Piper, formam o segundo trio e eu e Reyna ficamos com uma dupla. Alguém contra?
–tudo bem. – todos concordamos.
Fomos cada um pra seu respectivo quarto, pra descansar, afinal a viagem havia sido bem longa. Assim que entramos no quarto, Thalia se atirou na cama da parede e disse:
–Essa aqui é a minha.
Piper colocou a mala na cama do meio e disse:
–Posso ficar com essa?
–Claro. — assenti.
Coloquei minha mala em cima da cama da janela e fui tomar um banho quente pra relaxar. Logo que sai do banho havia uma mensagem de Clarisse:
“Pode vir ate o mundo paralelo? Sabe pra por as fofocas em dia :) “
Mundo paralelo era uma clareira tranquila que ficava logo atrás de uma praça que costumávamos brincar quando erámos crianças. Clarisse e eu a descobrimos quando tínhamos 8 anos, e a apelidamos de “Mundo paralelo”. Íamos pra lá quando ficávamos triste ou arrumávamos confusão. Nunca contamos a ninguém sobre nosso esconderijo, apenas Clarisse, Bianca e eu sabíamos da existência do nosso mundo paralelo. Fazia certo tempo que não ia lá, mas aquele lugar me trazia paz, além de lembranças muito boas. Me vesti* , apenas disse as meninas que daria uma volta, e que não demoraria muito.
Segui rumo ao nosso esconderijo e quando cheguei, Clarisse estava sentada em um tronco de arvore caído mexendo no celular.
–Clarisse. – chamei. Ela me olhou, sorriu, veio em minha direção e me deu um abraço apertado.
–Como é bom te ter aqui amiga. – disse ela.
–Também é bom estar aqui. – disse a apertando mais forte.
Nos separamos e me sentei ao seu lado no tronco caído.
–Mas e ai amiga, quais são as novidades por aqui? – perguntei.
–Sinto muito em dizer que não são nada boas.
Meu estomago deu uma cambalhota.
–O que houve Clarisse?
–Ethan terminou com a Bianca.
Por isso ele não estava no aeroporto. Meu deuses , tadinha a Bianca.
–Mas porquê?
–Sei lá, ele apenas disse que precisava de um tempo, que estava se sentindo sufocado.
–Coitadinha da Bianca. –eu disse com voz de pena.
–Pois é, mas não para por ai... – Clarisse disse com a voz engasgada.
Meu estomago mais uma vez deu uma cambalhota.
–O que tem mais Clarisse? — perguntei apreensiva.
–Depois que Ethan terminou com a Bianca, ela pirou. Vai a festas durante a semana, passou a fumar e a beber. Falta as aulas, e as que aparece, dorme. Ela anda irritadiça, sem paciência e muito mal humorada. Sua aparência decaiu. Eu estou realmente preocupada com ela.
–Você devia ter me ligado e me contado antes!
–Não acho que essa seja a melhor noticia pra ser dar por telefone...
–Mas eu tinha que saber, quem sabe pudesse ter evitado, ela é minha melhor amiga poxa!
–Hey, acalme-se!
–Desculpe. Mas voltando ao assunto, você tentou impedi-la?
–Você acha que não? Fiz de tudo para impedi-la, mas parece que ela só ouve você! E agora creio que seja um pouco tarde pra tentar reverter as coisas... Acho que só podemos fazer amenizar as consequências...
–Temos um problema...
–Temos sim...
[...]
Conversamos por mais um tempo e ela me contou mais algumas situações e barracos que Bianca se deixou passar depois que fui embora. Enquanto ela narrava, meu estomago dava voltas e mais voltas. Era inacreditável, que a amiga doce e sensível que eu havia deixado em São Francisco houvesse virado essa protagonista de gossip girl. Depois de algum tempo, ainda conversando sobre a mudança de Bianca, decidimos ir para o chalé.
Quando chegamos todos estavam na sala, na maior confusão. Logo que entramos Thalia disse:
–Ai estão vocês! Por onde andavam?
–Por ai, precisava matar a saudade. – sorri.
–Hey gente , posso entrar? – disse Bianca colocando a cabeça pra dentro do chalé.
–Claro entra ai. – disse Silena.
–Bom, como eu ia dizendo, nos vamos a uma festa a noite. Clarisse e Bianca podem ir com a gente, assim nos conhecemos melhor. O que acham? – sugeriu Thalia.
Olhei apreensiva para Clarisse.
–Não acho uma boa ideia gente... Sabe eu to cansada, e também queria por o papo em dia com as meninas... – disse olhando para Bianca.
–A vai, por favor annie, vai ser legal! – disse Percy com carinha de pidão.
–É annie, por favor. – disse Bianca. Só de ouvir ela dizer aquilo meu estomago deu uma volta completa, formando um nó.
–Tu-tudo bem... – respondi com a voz entrecortada.
–Legal!! – disse Percy.
–Vou pra casa descansar. Falou galera. – disse Bianca saindo e me deixando cada vez mais nervosa com essa festa.
Passei a tarde com dor de estomago, afinal cada vez que me lembravam da festa ele dava uma cambalhota pra um sentido diferente.
Uma das famosas chuvas de verão de São Francisco havia chegado, com força total. Animei – me pensando que isso seria um empecilho pra tal festa, porem quando fui falar com Thalia ela disse que íamos mesmo assim.
Por volta das oito comecei a me aprontar pra festa. Assim que sai do banho verifiquei meu celular, e nele tinha uma mensagem da Clarisse:
“Teremos de tomar conta dela.”
Mais uma vez meu estomago deu uma revirada mortal. Respondi o seguinte:
“Claro, porem por mim não iriamos a essa festa.”
Larguei o celular e fui terminar de me arrumar.
Em outras circunstâncias eu estaria super animada e ansiosa pra ir a uma festa com as meninas. Costumávamos nos divertir muito quando saímos juntas, porem hoje eu estava preocupada e apreensiva e acho que já estava deixando transpassar quando Thalia perguntou:
–Tudo bem annie? Você não parece muito animada.
–Só estou um pouco cansada. Isso passa assim que eu descansar. – sorri pra ela. Na verdade eu queria dizer que isso passaria assim que voltássemos da festa e Bianca estivesse em segurança.
Quando terminei de me arrumar* , Percy gritou do andar de baixo:
–Vamos garotas! Desse jeito só vamos chegar a festa quando ela estiver acabando!
–Estamos indo, garoto insuportável! – gritou Thalia de volta.
Quando chegamos no andar de baixo, todos já estavam nos esperando, inclusive Clarisse e Bianca.
Clarisse tinha a mesma expressão preocupada que eu acreditava ter. Também não pude deixar de notar que Percy e Reyna estavam muito “próximos” o que de certa forma me deixava fula de raiva. Ta eu tinha que admitir a mim mesma, eu estava caidinha pelo Percy, pronto falei.
Ignorei-os e segui pro carro, junto do pessoal.
[...]
Estava tudo indo muito bem, todos estávamos nos divertindo, quando Bianca disse:
–Annie, vamos pegar algo pra bebermos?
Meu estomago voltou a se revirar, mas considerando a aparência que ela estava, apenas ignorei e assenti.
Ela já não estava mais com aquela aparência cansada, muito menos mal humorada. Ela estava alegre e tranquila, como sempre fora, O que fez com que meus nervos se acalmassem e uma sensação de paz me alcançasse.
Pegamos nossas bebidas e nos sentamos em nossa mesa pra descansar um pouco. Em um canto, poucos metros dali, Percy e Reyna conversavam animadamente. Assim que vi aquela cena, um gosto amargo me veio a boca e conclui que mais uma vez eu estava cega de ciúmes. Porem meus devaneios (lê-se planos pra matar a Reyna) foram interrompidos pela voz de Bianca.
–Você está caidinha por ele.
–ãhn? O que?
–Pelo Percy. Sei que está afim dele.
–Nada a ver! – eu disse.
–Annabeth Jane Chase, eu te conheço desde os nove anos e sou sua melhor amiga, então acho que sei quando você está caidinha por alguém.
–Ta tão na cara assim?
–Não, só quando você fuzila a garota que está com ele com os olhos. – riu Bianca.
Não me conti e ri também. Depois de alguns segundos rindo juntas, dei um abraço forte em Bianca e disse:
–Senti sua falta.
–Eu também, e muita. Aconteceu tanta coisa, precisei muito de você... Mas achei melhor não te incomodar, afinal sei que a mudança estava sendo difícil, e sei que você ficaria mais inconformada ainda...
–Que isso! Você pode me ligar sempre que quiser! E devia ter me ligado sim senhora!
Ela sorriu, mas de repente sua expressão se fechou e ela disse, como se as palavras soassem amargas.
–Ethan terminou comigo.
A olhei e fingindo surpresa disse:
–Deuses Bia, eu sinto muito! – a abracei.
Ela retribuiu o abraço, porem logo se desvencilhou e disse:
–Não foi nada, nem vai ser, vamos nos divertir. Você está aqui e é isso que importa! – e me deu o seu melhor sorriso.
Sorri em resposta e juntas fomos pra pista de dança.
~~
Depois de dançarmos muito, rirmos e de Clarisse cair um tombo muito hilário (pelo menos pra nós) decidimos ir para uma sacada que tinha na boate. Logo que chegamos na sacada a expressão de Bianca se transformou em pura dor. Ethan estava aos beijos com uma garota loira.
Bianca saiu em disparada, entrando em meio a multidão, fazendo com que eu a perdesse de vista.
Procurei ela por todo lado, ate que encontrei Thalia e Nico.
–Vocês viram a Bianca? — perguntei a eles.
–Vi sim, ela estava agora pouco lá no bar, virando uma garrafa de vodka inteira.
Meu estomago revirou-se tanto que deu um nó e foi parar lá no dedão do pé. Peguei meu celular e tentei ligar pra ela, mas seu telefone dava apenas caixa postal.
–Hey annie, calma, deixa a garota se divertir!
–Você não entende! – murmurei preocupada.
–E falando em se divertir, — disse Nico.- olha lá, o Percy.
Virei-me e vi o que não queria ver. Percy e Reyna atracados um com o outro.
As lagrimas que ameaçavam cair agora já estavam tomando conta dos meus olhos. Murmurei algo parecido com legal e sai a busca de Bianca.
Sentia um forte aperto no peito, mas já não sabia mais se era de preocupação ou de raiva. Por um momento deixei de pensar em tudo e virei uma dose de whisky que desceu queimando. Assim que recuperei a consciência, me virei para voltar a procura-la e dei de cara com Percy e Reyna.
–Áh, oi annie. – disse ele meio envergonhado.
–o que você quer? – fui seca.
–Bom é que Nico e Thalia me disseram que você estava atrás da Bianca.
–E estou. Você viu ela? – fui seca mais uma vez.
–Sim, faz uns 10 minutos que ela me pediu a chave do carro.
Um arrepio me percorreu a espinha.
–E você deu a chave a ela? – perguntei quase gritando.
–Sim, porque não deveria? O carro é dela.
–SEU IDIOTA! ELA ESTAVA BÊBADA E VOCÊ DÁ A ELA A CHAVE DE UM CARRO? É QUASE COMO DIZER PRA ELA SE MATAR SEU LESADO!
–Calma annie, eu não sabia, ela não parecia bêbada, não é Reyna?
–É, ela não parecia bêbada. – o defendeu Reyna.
–FODAM-SE VOCÊ E ESSA GAROTA ESTÚPIDA! – gritei e sai em disparada.
Toda a multidão eram apenas um borrão pra mim, minhas pernas estavam bambas. Bianca nunca fora uma boa motorista sóbria, quanto mais bêbada.
A raiva que eu sentia de Percy era imensa. Como ele podia ser tão idiota? Idiota por não ver que ela estava bêbada e dar a ela a chave do carro. Idiota por ficar se agarrando com aquela cachorra. Idiota por não ver que eu estava caidinha por ele. Desde pequeno, desde cedo um completo idiota.
As lagrimas que antes apenas ameaçavam cair agora caiam como uma enxurrada. Quando cheguei a porta esbarrei em alguém. Graças aos deuses era Clarisse.
–Annie? O que foi? O que aconteceu? – perguntava ela freneticamente.
–Bianca... bêbada... carro... Percy! – era o que eu conseguia murmurar entre as lagrimas.
– O que tem a Bianca? E o Percy? E... espere, você disse carro? e Bianca? E bêbada? Na mesma frase? – ela perguntava desesperada.
Não pude responder. Meu telefone tocou e eu o atendi. Assim que quem estava do outro lado da linha começou a falar desandei a chorar de verdade. Quando desliguei o telefone, toda a minha aflição havia se transformado em raiva e ódio.
–O que houve annie? Anda me explica, eu to ficando preocupada!
Com um ar frio e com a voz cheia de ódio eu apenas disse:
–Bianca sofreu um acidente, está em estado grave no hospital e a culpa é do Percy.
[...]
Depois de acharmos Nico e contarmos a ele o que aconteceu ele assumiu uma expressão fria. Apenas se despediu de Thalia e nos levou ao hospital. O caminho inteiro ele não falou uma palavra sequer. Nem um ai, nada.
Quando chegamos ao hospital ele trocou algumas poucas palavras com a enfermeira e em seguida veio nos dar mais informações.
–Bianca sofreu um traumatismo craniano, quebrou uma das pernas e teve varias escoriações pelo corpo. O carro deu perda total. – disse ele frio.
Apenas o olhei e vi em seus olhos aquele garotinho de 10 anos novamente, assustado.
De repente ele me abraçou e disse:
–Eu não quero perde-la. Não denovo. Eu sou um idiota. Era pra eu protege-la!
–Não diga isso. A culpa não é sua. – o acalmei, pensando no verdadeiro culpado mais uma vez.
~~
Ficamos ate altas horas da madrugada esperando noticias. Nico e Clarisse pegaram no sono, porem eu estava tão aflita e com tanta raiva que não conseguiria fechar os olhos.
Quando eram quase 5:30 da manhã a enfermeira veio nos dar mais noticias. Acordei Nico e Clarisse para que eles também pudessem ouvir o que ela tinha a dizer.
A expressão dela não era nada agradável, o que não nos tranquilizava. Quando ela começou a falar uma sensação horrível me atingiu.
–Sua irmã sofreu um acidente gravíssimo. Perdeu muito sangue, e a lesão na cabeça dela foi muito grave. Nos fizemos tudo o que pudemos, mas infelizmente ela não resistiu.
Minhas pernas cederam e o mundo começou a girar. Uma retrospectiva de todos os momentos que passei com Bianca me vieram a mente. Clarisse me abraçou enquanto a enfermeira dizia todos os outros detalhes a Nico.
De repente, em um impulso, tomada pela raiva, peguei meu casaco e sai do hospital rumo ao chalé.
Entrei completamente descontrolada com Clarisse em meu encalço.
Percy estava sendo junto com todos os outros na sala. Assim que entrei todos começaram a fazer perguntas e mais perguntas.
Eu não as respondia, apenas olhava Percy com raiva e respirava descontroladamente.
–O que houve annie? como ela está? – perguntou Thalia.
–Ela... ela não resistiu. – disse Clarisse entre lagrimas.
–Eu sinto muito annie. – disse Silena chorosa.
Mais uma vez não respondi eu bufava.
–Annabeth.... eu... – tentou Percy.
–Cala-a-boca. – murmurei pausadamente.
–O que? – ele perguntou desentendido.
–CALA A BOCA ! – gritei e parti pra cima dele.
Batia com toda a minha força. A raiva e a tristeza se misturavam.
–Para annie! AI! ANNABETH PARA!
–SEU IDIOTA! SEU BESTA!
–Para annie! – disse Leo me agarrando pela cintura e me tirando do chão.
Eu me debatia, e esmurrava o ar. Queria fazer aquele idiota sentir toda a dor que eu estava sentindo.
–ME PÕE NO CHÃO, EU VOU MATAR ESSE IDIOTA! ME SOLTA LEONARDO VALDEZ!
–SÓ QUANDO VOCÊ SE ACALMAR! – gritou ele.
–ok. – eu disse. – to calma. Agora me larga.
Ele me soltou, e mais uma vez olhei para Percy com todo o ódio do mundo.
–Era pra ela estar viva! VIVA! Mas nãaaaao, um idiota tinha que ter dado a chave de um carro pra ela não é? – eu disse indo na direção dele. Leo mais uma vez me conteve.
–Tudo bem, não vou dar uma surra nele. Deveria, mas não vou.
–Eu não sabia... eu juro... – Percy dizia choroso.
–Fica quieto. – disse seca. — Ela sonhava tanto... Era a garota mais sonhadora que eu conhecia. –continuei — Eu admirava isso nela
–Eu sinto muito, muito mesmo.... – Percy ainda murmurava.
Me virei e comecei a mexer em um pequeno bonequinho de cristal que ficava na mesinha de centro.
–Mas sabe esses sonhos foram destruídos antes mesmo de se realizarem, POR UM IDIOTA! — eu gritei e atirei o enfeite nele, que se esquivou fazendo a pequena peça de cristal se espatifar na parede.
–EU TE ODEIO! EU QUERIA QUE FOSSE VOCÊ NÃO ELA! QUERO QUE VOCÊ SINTA A DOR QUE EU ESTOU SENTINDO PARA O RESTO DA SUA VIDA! ESPERO QUE A CULPA TE CORROA POR DENTRO!
–eu... eu — tentou ele mais uma vez.
–Eu devia ter te matado dentro de mim no dia em que você foi embora naquele verão! – eu disse em tom normal. Depois disso apenas peguei meu casaco e sai na chuva, sem rumo.
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