Era Uma Vez Um Conto De Fadas

29 Contos de fadas podem ser reais


Notas iniciais
~Retomando...

"Em cada instante das nossas vidas temos um pé nos contos de fadas e o outro no abismo."

Paulo Coelho

Capitulo 29- Contos de fadas podem ser reais:

Percy ficou mais alguns minutos ali comigo, me distraindo, até Thalia voltar.

Quando ela entrou na sala, carregava em uma mão um copo de café e na outra o celular.

–Falei com Zeus. Ele disse que tudo bem nós usarmos a casa, mas temos que passar no escritório dele pegar as chaves com a assistente dele. E ele também disse pra termos juízo.

–Thalia, você não tem juizo. – disse segurando o riso.

Percy também estava fazendo um grande esforço pra não rir.

–Eu tenho juizo tá legal? Eu sou o economizo pra situações realmente importantes. – ela disse fazendo um bico.

Percy não conseguiu mais se segurar e soltou uma gargalhada alta. O acompanhei.

–Qual é Grace, essa é a desculpa mais idiota que você já inventou! Ah não, teve aquele vez em que o zelador pegou você e o Nico no armário de vassouras e você disse...

–Annabeth – ela me cortou. – deixe isso só entre você, Nico e eu. E bem entre aquele zelador metido, mas ainda assim, mantenha segredo ok??

–Ok. – disse rindo mais ainda.

–Bem eu tenho que ir até o escritório do meu pai, Percy você pode levá-la pra casa?

–Claro. – disse ele.

–Até mais então. Ei Chase, se cuide ok? E é bom você comer, senão enfio comida por sua guela abaixo.

–Nossa Thalia seu cuidado comigo me comove. – disse sarcástica.

–Eu me esforço. – ela sorriu. – Passo na sua casa amanhã às oito. E Cabeça de algas cuide dela, ou quem precisará de cuidados será você.

Ele assentiu sorrindo e Thalia nos deixou sozinhos.

–Bem vamos? – ele disse pegando minha mochila e minha jaqueta.

–Vamos. – tentei me levantar, mas senti as pernas bambas e Percy me segurou pela cintura.

–Cuidado. – ele disse sorrindo. – não quero que Thalia me machuque. Lembra? Eu fiz uma promessa de cuidar de você senhorita.

Eu ri e passei o braço por seu pescoço.

{...}

Quando saimos da escola para o amplo estacionamento, a noite já caia.

–Quanto tempo eu fiquei apagada?? – perguntei incrédula.

–Uma hora mais ou menos. Mas a enfermeira disse que era normal no seu estado.

–Nossa falando assim me sinto uma doente terminal de cancêr.

–Nem brinque com isso. — disse ele sério.

–Okay.

–Okay. – ele repetiu.

–Ah meus deuses pare de flertar comigo! – disse rindo do trocadilho.

–Pelo visto gostou do presente. – ele baixou a cabeça e sorriu.

–É um otimo livro.

Ele abriu a porta do passageiro pra mim e pegou as chaves da minha mão.

–Acho que eu devo dirigir não é mesmo? – ele me encarou de cima a baixo com uma sobrancelha erguida.

–Você acha?

–É.

Ele fechou a porta e eu sorri.

Quando ele se arrumou ao meu lado e ia ligar o carro pra seguirmos ele parou e me encarou.

–Annie, o que a Thalia disse para o zelador?

Gargalhei alto.

–Nem queira saber. Vamos cabeça de algas, você tem que me levar pra casa.

Ele me olhou com um bico e ligou o carro.

{...}

Percy estacionou o carro em frente a minha casa.

Desci do carro primeiro e Percy logo em seguida.

–Quer que eu entre com você? – ele perguntou coçando a nuca.

–Não precisa, eu estou bem. – sorri.

–Tem certeza?

–Sim, tenho.

–Bom então eu vou pra casa. Até amanhã Annie.

–Tchau. E Percy?

–Sim? – ele disse se virando.

–Obrigada por cuidar de mim. – disse envergonhada, dando-lhe um beijo no rosto.

–Não há de que.

Sorri e virei pra entrar em casa, mas Percy agarrou meu braço me virando de volta e selando nossos lábios.

Deuses eu não tinha palavras pra descrever o quanto beija-lo era bom.

Percy interrompeu o beijo antes que ele se aprofundasse mais que o necessário.

–Boa noite. – ele disse ofegante.

–B-boa noite. – disse gaguejando.

Ele me deu um selinho e se virou indo pra sua casa.

Entrei em casa meio avoada, corada e com os lábios vermelhos e formigando.

–Annie, querida, você está bem?- disse Ana correndo pra me abraçar.

–Estou. Só não comi direito hoje, por isso passei mal. – disse despreocupada.

–Annie, sua amiga Thalia me contou que você não anda comendo direito e que anda ingerindo coisas pra ficar acordada. Annabeth nada substitui uma boa noite de sono querida. Sei o quanto está empenhada com esse baile, mas não é apenas você que esta organizando tudo. Se não estava dando conta, podia pedir ajuda aos outros organizadores, querida, eles com certeza iriam te ajudar.

–Eu sei Ana. Desculpe-me. – disse abaixando a cabeça envergonhada.

–Tudo bem querida.

–Onde esta o papai?

–Seu pai teve que trabalhar ate mais tarde hoje. Mas ele também não ficou nada feliz em saber que você estava comendo e dormindo mal.

–Ah. – disse frustrada.

–Não se preocupe, vou conversar com ele e acalma-lo.

–Obrigada Ana. – disse sorrindo fraco.

–Agora acho melhor você ir descansar querida. Thalia me avisou que passará aqui cedo amanhã te buscar.

–Sim, às oito. – otimo Thalia e Ana mancumunadas, isso não vai dar boa coisa.

–Então suba e faça as malas querida. Quero que aproveite esse fim de semana com seus amigos.

–Pode deixar Ana.

Quando eu ia subindo Ana me chamou.

–Annabeth?

–Sim? – disse me virando.

–Eu vi o que aconteceu lá fora. Vocês formam um bonito casal.

Arregalei meus olhos e senti as bochechas esquentarem.

–Ob-brigada.

Subi as escadas correndo e me tranquei no meu quarto.

Ainda sentia meus lábios formigarem e não conti um sorriso ao toca-los lembrando do beijo.

–Deuses... – murmurei pensativa.

Fui em direção ao banheiro e tomei um banho quente. Quando sai do banho senti o cansaço de dias mal dormidos sob meus ombros.

Olhei pra comôda ao lado da janela e automaticamente olhei pra janela de Percy.

A luz estava acesa e ele saia do banho apenas com um short. Enxugava os cabelos com uma toalha. Olhei todo o seu corpo de boca aberta.

Quando notou minha “presença”, ele sorriu e foi ate a janela, pegou um bloquinho de papel, o mesmo que usara quando nos conhecemos e escreveu:

Durma bem Sabidinha.

Peguei um caderno da minha bolsa em cima da cama e escrevi:

Você também cabeça de algas.

Ele fechou as cortinas e eu fiz o mesmo.

Terminei de fazer minha mala e deitei em minha cama. Em segundos peguei no sono.

Naquela noite eu sonhei com contos de fadas.

Notas finais
Comenteeeeeem por favor!