Era Uma Vez Um Conto De Fadas
17 As coisas mudam! É, talvez nem tanto...
Notas iniciais
Capitulo 17 — As coisas mudam! É, talvez nem tanto...
POV Annabeth
–Ata... Esse é o Percy, o garoto que fazia parte do nosso grupo, lembra que eu te falei?
–Ah é mesmo. Tinha me esquecido. – desconversei.
–Peralá... sabidinha?
Estremeci ao ouvir meu apelido de infância que ele tinha me dado.
–É sou eu. Cabeça-de-alga.
–Caraca, como você mudou! Nem parece mais aquela garotinha que vivia com um livro.
–Pois é, é que as coisas mudam né... é as vezes nem tanto pra ser sincera. – disse desconfortável.
–Cara, cê ta um mulherão ein?
–Áh! Vou considerar isso um elogio, então, obrigado.
–Disponha. – ele riu.
Nico limpou a garganta e disse:
–Bom, que aula você tem no primeiro tempo annie?
–Deixa eu ver. – disse olhando no celular [sim eu anoto tudo no celular rsrs.] – Tenho química.
–Vish! A gente tem um teste hoje. – disse Percy.
–A é, você me disse na janela. – disse rindo, pela primeira vez confortavelmente.
–É. Eu posso te mostrar a sala se quiser.
–A claro, eu adoraria, mas eu tenho que passar na secretaria antes... Será que você pode me mostra onde ela fica?
–Claro. Vem comigo. – ele saiu me puxando.
Mesmo de costas pude sentir o olhar de Nico nos fulminando.
[...]
Não me lembrava de Percy ser tão divertido e brincalhão. Como eu era nova e a turma estava tendo prova fiquei ajudando o Sr. Bones a organizar alguns livros. Óh coisa entediante viu! Nem acreditei quando o sinal tocou. Estava colocando o ultimo livro na prateleira, quando alguém apertou minha cintura.
–Ai!
–Foi mal, não queria ter feito forte. – disse Percy com cara de cãozinho culpado.
–Foi nada. – eu disse , o nervosismo já se apossando de mim. A presença dele fazia isso comigo. – Mas e então, como foi no teste?
–O de sempre, mal pra caramba.
–Ih, sinto muito por você. – disse e sorri ironicamente.
–Hey, alguém já disse que você tem um sorriso lindo?
–Ãhn, ér... pra falar a verdade já sim.
–Essa pessoa não mentiu. – disse ele todo fofo.
Sorri nervosa quando Silena entrou na sala.
–Áh, ai está você! E ai Percy. – disse ela. – Como eu sei que é super chato esse lance de mesa do almoço, vim chamar você pra sentar com a gente.
–Eu vou adorar. – disse desconversando e saindo da sala de braço dado com Silena.
O almoço foi bem legal. Todo mundo foi super gentil comigo, o que me faz me sentir bem melhor.
O próximo tempo era Literatura. Essa aula eu tinha com a maioria do pessoal. Depois do almoço fomos todos juntos pra tal aula. A professora entrou na sala e começou sua aula.
–Bom pessoal, temos uma colega nova, seja bem vinda Annabeth.
Só fiquei vermelha e murmurei um “obrigado”.
–Bom, hoje nós vamos estudar Shakespeare.
–Adoro Shakespeare. – comentei com Silena.
–Eu também. – disse ela.
–Bom, vou escolher dois voluntários pra ler um trecho de Romeu e Julieta. Hum... Percy gostaria de se arriscar?
–Tudo bem. – ele respondeu.
–Ok, Percy e... Annabeth gostaria de tentar?
–O que? Ãhn eu? A professora eu não acho uma boa ideia...
–Vai lá garota! Arrasa! – disse Silena.
–Venha. – disse a professora.
–Ok, tudo bem.
Ok. Lembre-se de respirar de vez em quando... Vai dar tudo certo... ÁH MEUS DEUSES EU TO SURTANDO!
–Bom, vocês vão ler a cena da sacada, em que eles juram amor eterno um ao outro.
–Awn que fofo! – disse Silena.
Percy revirou os olhos e sorriu. A professora nos entregou uma folha com as falas.
–Quem começa a cena é o Romeu. Bom Percy, quando estiver pronto.
–Ok. – ele assentiu, olhou pra folha e começou.
– Senhora, juro por essa lua que coroa de prata as copas destas árvores frutíferas...
Procurei me manter concentrada. Respirei fundo e comecei.
– Oh! Não jures pela lua, a inconstante lua que muda todos os meses em sua órbita circular, a fim de que teu amor não se mostre igualmente variável.
– Por que devo jurar?
Olhei bem dentro dos olhos dele e prossegui:
– Não jures de todo ou, se quiseres, jura pela tua graciosa pessoa que é o deus de minha idolatria e acreditar-te-ei!
– Se o profundo amor de meu peito...
– Bem, não jures. Embora em ti esteja a minha alegria, nenhuma alegria me causa o juramento desta noite; é por demais brusco, temerário, repentino, muito semelhante ao relâmpago que se extingue antes que possamos dizer: "Está já relampejando!". Doce coração, boa noite! Este botão de amor, sazonado ao hálito ardente do estio, talvez se haja convertido em bela flor, quando de novo voltarmos a nos ver. Boa noite! Que doce e calmo repouso alcance teu coração, como o que acalenta dentro do meu peito!
– Oh! queres deixar-me assim tão insatisfeito?
– Que satisfação podes ter esta noite?
– A troca com o meu de teu fiel juramento de amor.
Estava cada vez mais perdida naqueles olhos verdes, mas procurei manter a concentração no texto.
– Já te entreguei o meu, antes que pedisses e quisera fazer-te de novo meu juramento.
– Querias tomá-lo de mim?
– Para ser generosa e entregar-te outra vez. Só aspiro à coisa que possuo. Minha bondade é tão ilimitada quanto o mar, e tão profundo como este é meu amor. Quanto mais te dou, mais tenho, pois ambos são infinitos.(...)
Ao fim das falas a turma inteira explodiu em aplausos. Silena aplaudia com os olhos cheios de agua. Só fiz ficar vermelha e Percy sorriu.
–Muito bem garotos, podem se sentar. – anunciou a professora Nolan. – Ok já chega, sabemos que eles arrasaram mas não é motivo pra tanto auê. Agora abram os livros na pagina 236. Vamos estudar um pouco mais sobre Shakespeare...
A aula passou apenas como um borrão a minha mente. Quando notei já estava dando o sinal para irmos embora. Me despedi de todos, entrei no meu carro e fui pra casa, com uma pessoa dominando meus pensamentos, e ele era Percy Jackson.
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