Era Uma Vez, Na Idade Média

48 Capítulo 48 - Sacrifício


Notas iniciais
Olá Pessoal, Sei que terminei no suspense mas, não demorei muito para postar, né? Vamos ao capítulo. Beijocas...

BECKETT

Ao abrir os olhos, me deparei com a ponta de uma espada escorrida de sangue. Ao olhar para cima, vi que a espada de Madoxx atravessava o ombro de um cavaleiro, não podia ver quem era, por causa da armadura e do elmo.

Me levantei rapidamente, e percebi que era um golpe duplo. Enquanto a espada de Madoxx atravessava o ombro do cavaleiro, a espada do mesmo, estava enterrada nas costelas do vilão.

— Oh, meu Deus! Hunt! – mas antes que eu pudesse ajudá-lo, Madoxx conseguiu se livrar de Hunt e sua espada, com a mão no ferimento do lado esquerdo do seu corpo, investiu contra mim novamente.

Sua ira, chegava a queimar a minha pele, e a cada passo cambaleante, só pensava que o sacrifício de Hunt, era em vão. Ele ergueu a espada mais uma vez e, antes que concretizasse o ataque, a ponta de uma espada surgiu em seu peito, dilacerando sua armadura e perfurando seu coração. Lentamente, vi a vida de seus olhos se apagarem.

Deveria sentir alívio por sua morte mas, só consegui sentir pesar. Sabia que teria que lidar com a morte de perto mas, nunca pensei que seria tão difícil encará-la. Foi quando me lembrei.

— Hunt, Jack... Por favor. – estava ajoelhada com a cabeça de Hunt em meu colo e, Montgomery, após se livrar do corpo de Madoxx, se juntou a nós. As lágrimas já escorriam livres pelo meu rosto, quando ele tossiu.

— Eu disse que a protegeria, Princesa. Não tinha do que se preocupar. – ele usou seu sorriso sedutor, o mesmo de Castle. Continuava a chorar mas, agora, eram lágrimas de alegria.

— Você nos assustou hein, velhote. – Roy começou a tirar a armadura, para ver a extensão do ferimento.

— Eu sou duro na queda, meu amigo. E, se eu morresse, quem é que iria te tirar das suas confusões? – a espada de Madoxx, atravessou seu ombro mas, parecia que não tinha atingido nenhum órgão.

— Kate! Kate! Você está bem. – Castle surgiu na multidão e, ao se aproximar, foi quando olhou para Hunt.

— Pai, você está sangrando. Ficará bem? – ele segurou nas mãos do pai.

— Eu ficarei bem, filho. Eu te prometo isso. Mas, agora, vocês dois têm que ir, isso ainda é só o começo. – ele soltou a mão de Castle mas, antes de irmos, ele me chamou. — Kate! Não se esqueça da sua espada, acho que vai precisar.

Minha espada ainda estava próxima ao corpo de Madoxx, a recuperei, dando uma última olhada em seu corpo sem vida e, partimos ao encontro dos meninos.

– x -

Não podia acreditar em como pude ser tão tola, me deixar levar pelo ódio, quase levou tudo por água abaixo. O que eu achei que ia fazer, escalar aquela muralha e dar de cara com o Bracken? Foi muita burrice e, isso quase custou a vida do Hunt. Tenho que me concentrar, estou em busca de justiça e, não de vingança, não mais.

Castle e eu, corremos o mais rápido que pudemos e, ao chegar no lugar combinado, os meninos nos aguardavam aflitos.

— Ei, irmão. Pensei que não viriam mais. Estávamos preocupados. – Espo abraçou nós dois e, foi seguido por Ryan.

— Quando não apareceram, já começamos a pensar no pior. – Ryan estava nitidamente nervoso.

— Tivemos um pequeno contratempo. Mas, já foi resolvido. – queria começar nossa missão logo.

— E que contratempo foi esse? – Espo estava curioso.

— Madoxx. – Castle só jogou o nome no ar. — Mas, como a Kate disse, já foi resolvido. Montgomery o matou. – ele não comentou que o pai foi ferido, acho que não queria deixar ninguém preocupado.

— Esse já foi tarde, devia ter acabado com ele há muito tempo. – ele sentia não ter tido as honras.

— Vamos indo, teremos que andar um bom pedaço ainda, antes de conseguir entrar no castelo. – dei as instruções e fui seguindo na frente.

— Você não quer conversar sobre o que houve? – Castle tinha me alcançado, os outros continuavam a distância.

— Não acho que esse seja o momento, amor. Precisamos nos concentrar. Eu, preciso me concentrar. Percebi que qualquer erro, pode custar a vida de alguém. – continuei a olhar para frente, não queria encará-lo e ver que me culpava pelo pai.

— Kate, olha para mim. – ele segurou meu braço e me fez encará-lo. — Sei que se sente culpada pelo Hunt mas, ele é um soldado, sabia o que estava fazendo. E, eu só tenho a agradecer, ele a protegeu e você ainda está aqui. Pronta para entrar naquele castelo e enfrentar Bracken. – ele acariciou meu rosto levemente.

— Então não está bravo comigo?

— Não, eu estou extremamente orgulhoso de você, é a mulher mais corajosa que conheço. – ele se inclinou e, pude sentir um leve roçar de seus lábios nos meus.

— Não é hora de namorar, depois vocês terão tempo de sobra para isso, vamos. – Espo passava a nossa frente, nos olhamos e rimos. Sem alternativa, continuamos a caminhar.

Após mais alguns minutos, chegamos a entrada das galerias, estava bem escondida por ter sido abandonada. Além de mim, apenas alguns funcionários sabiam dessa saída e, como eram leais ao meu pai, estão presos ou estão mortos.

Caminhei alguns metros na escuridão antes de acender a primeira tocha, não queria chamar atenção de quem passasse pelo lado de fora, aquele caminho não era usual mas, era melhor não arriscar.

Depois de todos nós entrarmos nos túneis, pedi para que me seguissem em silêncio. Teríamos que andar a mesma distância que percorremos pela floresta. Só espero que nosso pessoal aguente firme.

— O que foi isso? – Ryan perguntou ao sentir os tremores nas paredes.

— Acho que Roy já colocou os trabucos para funcionarem, vamos, estamos próximos as muralhas. – continuei andando até chegar numa bifurcação.

— Para que lado? – Castle me perguntou.

— Se pegarmos a esquerda, chegaremos ao calabouço. Lá deve ter vários soldados leais a meu pai, acho que seria de grande ajuda. – todos assentiram mas, em meu íntimo, tinha esperanças de encontrar meu pai lá. — Então vamos em silêncio, provavelmente, encontraremos guardas lá.

Chegamos a entrada do calabouço e nos preparamos, eu seria a distração.

— Olá, rapazes. Vocês se lembram de mim? – todos olharam para mim, eram oito soldados.

— A Princesa, peguem-na. – gritou um deles mas, antes que pudessem me alcançar, meu pessoal os derrubou sem muito esforço.

— Atenção, eu sou a Princesa Kate, estou aqui para libertar vocês. Os que estiverem muito fracos ou doentes, eu lhes mostrarei a saída mas, aqueles que estiverem aptos a lutar, vou precisar da ajuda de vocês. – conforme abrimos as celas, eles se organizavam entre os que ficariam e, os que partiriam.

— Ei, Joffrey. – era o nosso cozinheiro particular. — Que bom que está bem. – ele me deu um abraço e depois se desculpou. — Está tudo bem, você sabe onde meu pai está? Sabe se ele está vivo?

— Ele ainda está vivo, Alteza. Pelo que eu soube, Bracken o mantém na masmorra. Aquele monstro o trata como se fosse seu brinquedo particular.

— Graças a Deus, ele está vivo. Isso é uma ótima notícia. Agora vá. Siga o túnel e chegará na floresta, mantenha o curso para o norte e, encontrará nosso acampamento. Diga que a Beckett lhes mandou. – o abracei novamente e ele partiu.

— Ele está vivo, Castle. Meu pai está vivo! – não conseguia conter a felicidade.

— Eu não disse que ele conseguiria. – ele me beijou, não me importava se estavam olhando ou não, minhas esperanças foram renovadas.

— Agora vamos, temos um castelo para tomar. – rumamos escadaria acima, em direção ao pátio, onde estava o portão principal.

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Notas finais
Olá, Viu, ninguém morreu, ainda.... Brincadeira. Nem eu sei. Beijocas e até....