Era Uma Vez, Na Idade Média
53 Capítulo 53 - Epílogo
Notas iniciais
Epílogo
Kate estava apoiada na amurada do castelo, observando o pôr do sol no horizonte. A paz no Reino era tão absoluta que, parecia até que Bracken nunca tinha existido mas, se não fosse por ele, ela nunca teria conhecido o homem da sua vida e, provavelmente, não estaria tão feliz.
Ainda apreciava a beleza da natureza e, estava tão distraída, que não percebeu a aproximação do marido, levando um pequeno susto, quando ele depositou um beijo em seu pescoço, colocando a mão sobre o ventre protuberante da esposa.
— Distraída, Princesa? – seu sorriso, dizia que ele também estava feliz.
— Só estava pensando em quanto eu tive a sorte de conhecer você e, construir essa família linda. – deram um pequeno selinho, em seguida, ela olhou em volta. — Falando em família?
— Mamãããe! – a pequena garotinha de cabelos castanhos e olhos azuis, veio correndo abraçar as pernas da mãe.
— O que foi que aconteceu, querida? – Kate acariciava os cabelos da filha, tão parecidos com os dela. Kadyia tinha cinco anos e tinha uma personalidade forte, detestava ser contrariada, assim como ela própria.
— É o Sammy, ele disse que com a chegada do bebê, eu não vou ser mais a sua menininha. – a pequena estava chorosa, ainda agarrada na mãe.
— Kady, meu amor. Você sabe que isso não é verdade. Eu e seu pai amamos você e seus irmãos da mesma forma. Por acaso, deixamos de amar a Alexis ou ao Sammy, quando você nasceu? – a menininha apenas sinalizou em negação. — Então enxugue essas lágrimas e me dê um beijo bem gostoso. – Kady envolveu o pescoço da mãe com seus pequenos bracinhos, dando um beijo estalado em sua bochecha.
— Amor, você sabe onde está o Sammy? – ela estava com Kady no colo e, precisava ter uma conversinha com o seu mais velho. Ele tinha que proteger a irmã e não amedrontá-la.
— Eu vou procurá-lo. – ele saiu em busca do seu rebento mas, não demorou muito, pois Sammy já vinha na direção deles.
— Samuel Castle. Será que pode vir aqui para conversarmos? – Kate colocou Kady no chão, pedindo para ela ir com o pai. Que a pegou no colo, dando um grande beijo na menina.
— Sim, mamãe. – Sammy vinha com a cabeça baixa, o menino de sete anos, seria uma cópia perfeita de Castle se não fosse os olhos verdes da mãe.
Kate o segurou pela mão, os guiando para sentarem em um dos bancos do jardim, com sete meses de gravidez, ficar muito tempo em pé era difícil.
— Querido, por que disse aquilo para a sua irmã? – ela segurou em seu queixo para que ele a olhasse nos olhos.
— Eu não sei, talvez seja porque eu ache isso, você e o papai só falam do bebê. – ele estava envergonhado mas, estava orgulhosa por ter dito a verdade.
— Meu amor, isso nunca irá acontecer. Independente de quantos bebês eu e seu pai tivermos, nós nunca vamos deixar de amar você, ou suas irmãs. – acarinhou a bochecha do filho, ele se parecia muito com Castle, tanto na aparência, quanto na personalidade.
— Me desculpe, mamãe. Eu não queria chatear a senhora.
— Não é a mim que deve desculpas, eu fiquei um pouco chateada sim mas, estou orgulhosa por ter me dito a verdade. Agora vai lá e peça desculpas a sua irmã, como um verdadeiro cavaleiro faria. – o menino sorriu para mãe e, dando um abraço, foi cumprir com a sua obrigação de irmão mais velho.
Kate sorria vendo seu menininho agir como um homenzinho, tinha uma família perfeita e, queria muito que a mãe estivesse ali, para dividir a felicidade.
Mais tarde, naquela noite, teriam um jantar para reunir os amigos. Seu pai, Lanie, Espo, Ryan, Jenny, Martha, Alexis, Roy e Jackson, todos a quem amava, estariam ali.
— Pronta, querida? – ele estava lindo com aquela roupa, a túnica azul deixava seus olhos mais brilhantes.
— Estou quase, você acha que sua mãe e meu pai vão se comportar hoje? – ele me abraçou por trás, olhando nossos reflexos no espelho.
— Eu acho que nossos pais nunca vão deixar passar a oportunidade de se alfinetarem, deve ser uma maneira bem estranha de demostrar que se gostam. – ele me beijou atrás da orelha, adorava quando fazia isso, me dava um arrepio gostoso.
— Engraçadinho. Estou pronta, os convidados já devem ter chegado, você viu as crianças? – me levantei com um pouco de dificuldade.
— Estão dormindo, a Kady insistiu para contar uma história. – pelo sorriso dele, percebi qual era a história.
— Amor, já disse para não contar nossas aventuras para as crianças. – fiz uma cara de brava e ele me enlaçou pela cintura, com dificuldade, devido ao tamanho da minha barriga.
— Ela queria uma história de princesa e, essa é a princesa que eu mais amo. – ele não tinha jeito mesmo mas, eu o amava assim mesmo.
Descemos para o salão principal, todos já estavam presentes. Cumprimentamos a todos e nos sentamos para jantar.
— Então Ryan, como está a Sarah? – a filha dele tinha apenas alguns meses de diferença para Sammy, depois que o meu pai nomeou ele e o Espo cavaleiros, eles tinham se mudado para os arredores do castelo.
— Nos orgulhando todos os dias, ela está aprendendo a montar, parece uma amazona. – o sorriso dele não o deixava mentir.
— Ei, irmão. Isso é ótimo. Não vejo a hora do meu garotão chegar nessa idade também. – Espo e Lanie, finalmente pararam de enrolar e se casaram, agora eles tinham um bebê de um ano e meio, Juan ou Juanito, como eles mesmos chamam.
— Mas, quando crescer, vou sentir falta de morder aqueles pezinhos. – Lanie, era uma mãe coruja. Não a culpo, meus filhotes também estão crescendo rápido demais.
— E como está a gravidez, Katherine. – Martha tinha um enorme sorriso, acho que nunca imaginou ter tantos netos.
— Eu fico cansada com frequência e, esse bebezinho aqui, parece que puxou ao pai, não para quieto um minuto. Bem diferente do Sammy ou da Kady mas, fora isso, estamos muito bem. – tenho sorte, pois as minhas gestações sempre foram tranquilas.
— Um brinde. – Hunt se levantou, erguendo sua taça de vinho. — A melhor família que um homem poderia ter e, por esse filho que me deixa mais orgulhoso a cada dia. – todos levantaram as suas taças, brindando a melhor família.
Hunt e Martha tinham acertados suas diferenças há alguns anos e, agora não se desgrudavam mais, deixando Castle extremamente feliz.
— Alexis, querida. Parece que está no mundo da lua? Algum problema? – ela tinha dezenove anos agora, tinha se tornado uma mulher linda e inteligente.
— Nada não, mãe. Mas, se não se importar, quando tiver um tempinho, poderíamos conversar? – seus olhos brilhavam e, já tinha uma ideia do que se tratava. E pelo olhar de Castle, ele também.
— Claro, querida. Amanhã conversamos, tudo bem? – ela assentiu e continuou a conversar com o avô, eles sempre tiveram uma ótima relação desde que descobriu o parentesco.
— Espero que não seja um namorado. – Castle estava emburrado, ele nunca iria aceitar que sua menininha cresceu.
— Amor, sabe que a Alexis não é mais uma menininha. Pior seria se ela não quisesse falar sobre o assunto, ela confia em nós e, quero que continue assim. Por isso, é melhor parar de fazer bico e volte a aproveitar a noite. – coloquei o dedo indicador em seus lábios, para que percebesse que estava fazendo bico.
— Tudo bem, mas é só porque eu te amo e, confio que cuidará bem dela.
— Sempre. Ela é minha filha também, quero o melhor para ela. – dei um selinho nele e comecei a observar aquelas pessoas.
Todos nós, sofremos, amamos e lutamos juntos. Independente do sangue que corria em nossas veias, ninguém ali negaria que somos uma grande família, com todas as nossas diferenças de pensamentos e ideais, morreríamos um pelo outro. Todos ali, tinham um sobrenome, a sua própria família mas, por um período, todos lutamos sob o mesmo sobrenome, em busca da paz e da felicidade. Então de certa forma, somos uma única família, ‘A Família Beckett’.

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