Era Uma Vez, Na Idade Média

50 Capítulo 50 - O Confronto


Notas iniciais
Olá Pessoal, Finalmente eles se encontraram, como será esse grande confronto? Beijocas...

BECKETT

— Pai.... – a voz saiu em um sussurro, estava em choque, não esperava vê-lo naquela situação.

Bracken estava ali, na sua frente e, ela não tinha forças para lutar. Ele estava acompanhado de três soldados e, mantinha a lâmina da sua espada no pescoço do Rei. Vivia um déjà vu, já tinha visto aquela cena antes mas, na ocasião, a espada estava no pescoço da sua mãe.

— Eu o tenho na mira, Beckett. – Espo me tirou do meu estado de choque.

— Então, como será Princesa? Mande seus cachorrinhos se acalmarem, pois nós somos quatro e eles são dois. Mesmo se me matarem, nada impedirá meus homens de matar o Rei. – ele não estava blefando e, ela sabia disso.

— Kate, filha. Não ligue para mim, apenas faça. – meu pai queria fazer o que era certo mas, eu via medo em seus olhos.

— Castle, Espo, por favor, façam o que ele disse. – sem desviar o olhar de Bracken, abaixei minha espada e sinalizava, para que os meninos fizessem o mesmo.

— Tem certeza, Kate? – Castle tinha dúvida, eu mesma tinha mas, não podia arriscar.

— Apenas faça, Cas... – pelo olhar de vitória de Bracken, percebi que eles abaixaram seus arcos.

— Boa menina. Está vendo Jim, eu te disse que ela não iria me decepcionar. – ele pressionou um pouco mais a espada no pescoço do Rei, um pequeno filete de sangue começou a escorrer pelo local.

— Você já tem a mim, solte-o. – ele tirou a espada do pescoço do meu pai e, se aproximando, colocou a ponta da mesma no meu pescoço. Sinalizei para que Castle não fizesse uma besteira.

— E por que um homem que acaba de dobrar a sua fortuna, daria metade dela? Não, para mim está ótimo assim, ter você e seu pai sob meus ‘cuidados’, é um sonho realizado. Agora, demonstre um pouco de educação e se ajoelhe diante do seu Rei. – antes que pudesse me recusar, pressionou ainda mais a espada que estava em meu pescoço. Comecei a me ajoelhar devagar.

Ouvi sons de passos no corredor em uma marcha constante, deduzi que eram mais soldados dele. Tudo estava acabado, ele tinha vencido. Mas, antes de me entregar totalmente, um grito ecoou pelo salão.

— Sammy! Não! – gritei mas, era tarde. O pequeno Sammy, saltou em direção ao soldado que segurava meu pai. Sua ação distraiu todos por um momento, foi o suficiente.

Castle e Esposito agiram rápido, matando os outros dois soldados, eu me ergui rapidamente, com a espada em punho, me colocando em guarda diante de Bracken e, com o canto dos olhos, consegui ver que meu pai conseguiu fugir e Sammy, continuou a se atracar com o soldado.

— Sammy! Vão ajudá-lo, AGORA!!! – Bracken tinha o olhar confuso, não sabia o que tinha acontecido.

Antes do primeiro golpe dele, ainda pude visualizar o soldado erguer Sammy pelo pescoço e, antes que o Esposito atirasse sua flecha, ouvi o pescoço do garoto estalar e seu corpo imóvel cair junto com o soldado.

— Nãão!!! – o ódio me cegou, ataquei Bracken com toda a fúria guardada em meu coração. — Maldito! Agora seremos apenas eu e você.

Golpeei uma, duas, três vezes seguidas, Bracken conseguia defender com dificuldade. Castle e os outros estavam ocupados com os soldados que chegaram e, eu investia contra meu inimigo, cada golpe com mais força que o anterior. Ele caminhava para trás, buscando a escadaria da torre e, por um momento de distração proporcionada por outro soldado, conseguiu correr para lá.

Depois de se livrar rapidamente do soldado que me atacou, corri escadas acima. Não havia saída, era a batalha final. Apenas um de nós iria sobreviver.

— Não tem para onde fugir, ninguém vai aparecer para ajudá-lo, sua única alternativa é levantar essa espada e lutar. Vamos, LUTE!!! – ficou paralisado por um segundo ou dois, antes de se posicionar para a luta.

— Se é o que deseja, Alteza. Tentarei te proporcionar uma morte rápida. – como eu o odiava.

— Você pagará pelos seus crimes, Bracken. Eu o farei pagar, pela minha mãe, meu pai e o pequeno Sammy, além de todos os outros que você destruiu.

— Então você pensa que conseguirá me matar? Estou louco para ver a assassina que há dentro de você. Talvez eu me apaixone novamente. – assassina? Eu não sou uma assassina.

— Você tem razão, morrer é pouco para você. O povo precisa de justiça e, eles terão. – começamos nosso duelo particular.

O vento gelado da noite açoitava meu rosto, enquanto sentia o suor escorrer. A cada tilintar do encontro de nossas espadas, podia-se ouvir do pátio abaixo de nós, outras centenas. A cada golpe meu, ele revidava com vigor. Meu braço já começava a queimar com o esforço mas, eu não desisto. Quando mais dor eu sinto, mais frequente são meus golpes. O cansaço dele é visível, assim como o meu.

— Desista, Bracken. Sabe que não irá vencer e, eu não vou desistir.

— Terá que me matar, ou será que não consegue? – a respiração difícil, denunciava o seu cansaço.

Comecei a pensar na minha mãe, em como ela era forte e destemida e, em Castle, no futuro que desejava ao lado dele. E isso me deu forças, mesmo exausta, investi contra o homem que destruiu todos os meus sonhos e, num golpe certeiro, sua espada voou pela amurada, caindo na escuridão.

— Acabou, Bracken. Você será julgado diante do povo e, pagará por todos os seus crimes. – olhava o homem a minha frente com satisfação. Ele não poderia machucar mais ninguém.

— Kate! – Castle surgiu pela porta atrás de mim e, quando me virei, Bracken, em uma última tentativa, me segurou pelo pescoço.

— Afaste-se, caçadorzinho. Ou eu a jogarei para a morte. – Castle que tinha uma flecha apontada para Bracken, abaixou o arco, seu rosto estava transfigurado pelo desespero.

— Cas, está tudo bem. Ficará tudo bem, vamos sair dessa. – Bracken continuava a andar para trás, tinha um pequeno punhal apontado para o meu pescoço.

— Kate, eu sinto muito. – vi a sua impotência, diante da situação. Mas, tive uma ideia, esperava que nossa sintonia de pensamentos funcionasse agora.

Pisquei para ele e sinalizei para que olhasse para minha mão. E, tentei explicar que contaria até três e daria um golpe no Bracken, ele deveria agir rápido e atirar nele. Ele piscou de volta, tinha entendido o plano.

Com os dedos, eu contei até três. Castle levantou o arco, ao mesmo tempo que dava uma cotovelada nas costelas de Bracken. No segundo que ele se afastou de mim, Castle o atingiu no ombro. Ele cambaleou para trás e, antes que caísse, segurou em meu braço me levando junto.

Consegui me segurar, pelo menos por tempo suficiente para que Castle chegasse a mim.

— Kate, aguente firme. Eu estou aqui e não te deixarei. – eu sabia que ele iria se esforçar ao máximo mas, ele não suportaria por muito tempo o peso de nós dois.

— Rick! Eu estou escorregando! – isso não podia estar acontecendo, não agora. Ainda tinha uma coisa muito importante para fazer.

— Eu não vou soltar você. – seu rosto estava vermelho pelo esforço. — Socorro! Alguém me ajude aqui!

Tentava me segurar o mais forte que podia mas, para piorar as coisas, Bracken começou a se sacudir. Ele estava empenhado em me levar com ele.

— Solte ela seu monstro. Aceite seu destino como homem.

— Rick! Preciso dizer uma coisa para você antes que... – ele me interrompeu.

— Você dirá, Kate. Quando estivar sã e salva nos meus braços. – e depois, eu é que era teimosa.

Estava escorregando pouco a pouco e, quando achei que a morte tinha chegado, Ryan apareceu e me segurou, enquanto Espo lançava uma flecha que atingiu Bracken no abdômen, então ele caiu e desapareceu na escuridão.

Ryan e Rick me ajudaram a sair do beiral, dei um grande abraço nos meninos e, quando perceberam que eu e Castle precisávamos de um minuto, se retiraram.

— Tive tanto medo de te perder. – me abraçava apertado contra o seu peito, era o lugar mais seguro do mundo.

— Acabou, Rick. Finalmente acabou. Eu te amo tanto, obrigada por estar na minha vida. – recostei a cabeça em seu peito, podia ouvir as batidas do seu coração.

— Sempre. Eu nunca vou deixar você, meu amor. – me apertou mais forte e beijou meus cabelos. — Mas, o que você tem para me dizer?

— Depois eu digo, primeiro, temos que falar com meu pai. Você está pronto? – percebi que, para ele, enfrentar meu pai, era pior do que enfrentar o Bracken.

— Não muito mas, acho que não tenho escolha, não é? – ele estava uma graça e, depois de tanto tempo, era a primeira vez que sorria para ele livremente, sem todos os problemas.

— Venha, eu protejo você. – lhe ofereci minha mão e, ele entrelaçou seus dedos nos meus. Era hora de conhecer o Rei.

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Notas finais
Olá, Muitas emoções ainda estão por vir. Não percam, o penúltimo capítulo dessa estória maravilhosa. Beijocas e nos vemos lá...