Era Uma Vez, Na Idade Média

42 Capítulo 42 - Acerto de Contas.


Notas iniciais
Olá Pessoal, Chegou a hora tão esperada, o que será que tem nesse baú? Beijocas...

CASTLE

— Oh meu Deus! Castle, olha essas coisas. – podia ver um conjunto de armadura completo. Proteção de couro, cota de ferro e elmo. Tinha também uma caixa ornada e, o que me chamou mais atenção, um escudo com um brasão pintado.

— Kate, você reconhece esse brasão? – retirei o escudo e, tinha uma visão melhor dos detalhes. Tinha um elmo de armadura acima de um escudo branco e vermelho, no centro, uma torre desenhada acima do nome ‘Castelian’.

— Na verdade, este parece ser derivado do brasão da minha família. Também tem o elmo e o escudo mas, as cores são vermelho e amarelo com um leão no centro. É como se essa família de cavaleiro, tivesse começado com o seu pai. Isso não acontece muito. – estava olhando o escudo ainda, já tinha visto isso em algum lugar, mas onde?

Me estiquei para alcançar a caixa ornada que estava no fundo do baú, ela era pesada e parecia ter grande valor.

— Vejamos o que tem aqui. – ao abrir a caixa, meus olhos brilharam. — Uau! Ela é linda. — Tinha em minhas mãos, a espada mais linda que já tinha visto na vida.

— Veja a inscrição no cabo. – Kate apontava freneticamente para o cabo. Olhei com mais atenção. — “A Verdade Vence Todas as Coisas”. Castle, esse é o lema da minha família. Esta espada foi dada ao seu pai, pelo meu pai.

— Meu pai é um cavaleiro do Reino, ótimo. A maioria dos cavaleiros estão mortos ou escondidos e os que restaram, estão aqui conosco. – por que minha mãe disse que abrir esse baú, iria clarear minha mente? Estou ficando com mais perguntas.

— Veja esta pedra aqui, no punho da espada. É um rubi, com um leão dourado no centro. Este símbolo, significa ato de coragem divino. – ela olhou para mim e sorriu.

— O que significa, para tê-la deixado tão feliz. – quando ela sorria assim, o mundo parecia perfeito.

— Significa que o seu pai, salvou a vida do meu pai. Não existem muitas espadas com essa pedra, é uma grande honra, destinada a poucos. – enlaçou meu pescoço com seus braços e me beijou. — Viu, sua vida sempre esteve entrelaçada na minha. – ouvir suas palavras, me deixava tão feliz.

— Eu nem preciso de uma espada para saber disso, me apaixonei por você, desde o dia em que a encontrei na floresta. – foi a melhor caçada de todos os tempos.

— Sério, Rick? Você nem me conhecia. – ela se levantou e foi entrando na barraca. — Hoje foi um dia cheio, preciso de um café. Já volto.

Depois que ela saiu, vasculhei o baú novamente. Quando tirei a cota de ferro do lugar, um pequeno saquinho caiu no chão. Dentro dele, tinha uma aliança, feito de ouro rosa e com umas inscrições engraçadas em sua volta. Imediatamente, imaginei que ficaria linda, no dedo de Kate. Ao ouvi-la chegar, guardei rapidamente a aliança no bolso.

— Sabe amor, eu estava pensando, deveríamos mostrar este brasão para o Hunt. Ele talvez saiba a quem pertence, já que era um dos cavaleiros do meu pai. – ela me entregou a caneca com o café.

— Parece ser uma boa idei.... HUNT! – me levantei de supetão e senti a dor no pé. — Aquele filho da ....

— Amor! O que foi? O que aconteceu? – ela estava assustada e correu para me ajudar.

— Agora me lembrei de onde eu já tinha visto esse brasão. Foi na sacola de viagem do Hunt. – ainda não conseguia acreditar nisso. — Kate, Jackson Hunt é o meu pai.

Seu queixo tinha caído mas, antes que pudesse me dizer qualquer coisa, eu já tinha saído com minhas muletas. Precisava acertar algumas contas.

~ ¤ ~

CASTLE

Cheguei ofegante ao centro de comando, andar de muletas em um terreno tão acidentado demandava um grande esforço. Kate vinha logo atrás de mim, me pedindo para ter calma. Eu quase não conseguia ouvi-la, o ódio me consumia.

— Castle, por favor, não vá fazer besteira. – ela me dizia enquanto eu adentrava na barraca. Fui em direção ao Hunt e, ao encurtar nossa distância, deferi-lhe o melhor soco que consegui.

— Senhor Castle!!! O Senhor enlouqueceu? – Gates me olhava feio, enquanto acudia o homem caído no chão.

— Belo soco, filho. Vejo que finalmente, decidiu abrir aquele velho baú. – Hunt se levantou e esfregava o queixo dolorido.

— Você sabia disso o tempo todo e, não disse nada? Se sua intenção era me fazer de bobo, pronto, conseguiu. Eu me sinto um idiota. – eu estava com tanta raiva e, com tanta mágoa.

— Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui? – Gates olhava para cada um de nós, esperando uma resposta.

— Eu explico, esse homem ao seu lado, honrado cavaleiro da coroa. Este é Jackson Hunt... Castelian. Ele é o meu pai. – Victoria, entendendo a situação, olhava de mim para ele e dele para mim.

— Bem que eu percebi uma certa semelhança e, não foi só no senso de humor. Cavalheiros, ficar trocando socos, não resolverá o problema. Agora, ajam como pessoas civilizadas e conversem, só assim poderão chegar a uma conclusão. – ela me indicou uma cadeira e Hunt se sentou em outra, que ficava na minha frente.

Com um sinal dela, todos saíram e, instantes depois, estávamos a sós. Ficamos nos encarando por algum tempo então, ele decidiu falar.

— Olha, filho. Eu...

— Não me chame de filho, se quiser se referir a mim, chame-me de Castle. – ele nunca foi um pai e, agora decide que é só chegar aqui e me chamar de filho e, estará tudo bem.

— Como quiser, Castle. Sei que nada do que eu disser, vai diminuir a raiva que está sentindo nesse momento. Mas, podemos agir civilizadamente. – ele falava com calma, num tom moderado de voz. Era o tipo de coisa que, me instigava confiar nele. E eu estava me odiando por isso.

— Acho que não temos muita escolha, na situação que nos encontramos, não podemos estar em guerra aqui dentro. Já nos basta o que está por vir. – tentava reprimir a raiva, agir de forma civilizada, não tanto por mim, mas principalmente pela Kate.

— Penso que tem muitas perguntas. O que quiser saber, eu responderei para você. – olhava para mim fixamente, talvez procurando alguns traços comuns.

— No momento, acho que é melhor eu não te fazer perguntas. Caso eu não goste da resposta, posso querer te bater de novo. – era a verdade, precisava digerir tudo isso.

— É justo mas, assim que estiver preparado, sabe onde me encontrar. – ele já ia se levantar, quando eu me lembrei de algo. Coloquei a mão no bolso e lhe mostrei a aliança que eu encontrei.

— Enquanto eu revirava o baú, encontrei esta aliança. Não reconheço esse tipo de escrita, você poderia me dizer o que significa? – era um tipo de pedido de trégua.

— Deixe me ver isso. – passei a aliança para ele. — Esta é a aliança de amor eterno de Pryila e Evicor. É uma lenda élfica. Está vendo isso. — ele apontou para a inscrição no anel. -- Significa: "Este círculo demonstra nosso amor e, através dele nos unimos. Este círculo sela nosso amor e, entrelaçamos num só".

— É engraçado pois, a Kate me disse isso, de nossas vidas estarem entrelaçadas agora há pouco. – sorria involuntariamente.

— É bom você ter dito isso. Na verdade, a estória de Pryila e Evicor é parecida com a de vocês. Ela era uma princesa e ele, um viajante. Quando se conheceram, ficaram perdidamente apaixonados um pelo outro mas, o pai de Pryila, Mortiur, não permitiu o relacionamento e perseguiu Evicor. Ela, sabendo dos planos do pai, pediu para uma feiticeira muito poderosa, fazer um encantamento mágico de amor. Assim, a feiticeira fez este anel e, enquanto o amor deles fosse verdadeiro, nada e nem ninguém, poderia separá-los. E viveram felizes para sempre. – terminando a estória, ele me devolveu o anel.

— Não, ele é seu. – e fiz menção de devolvê-lo mas, ele negou.

— Esta aliança é um símbolo de amor verdadeiro e, a única mulher que amei na minha vida, está longe do meu alcance. Mas, você e a Princesa, vejo que se amam, um amor puro e capaz de resistir a qualquer tormenta. Fique com ele, é uma aliança do amor para simbolizar um grande amor. – ele me olhou nos olhos e, mesmo estando com raiva, via nele que estava sendo sincero.

— Obrigado. Sei que a Kate vai adorar mas, não conte nada a ela, quero fazer uma surpresa. – e guardei o pequeno círculo no bolso novamente.

— Claro fil..., Castle. Você saberá a hora certa.

— Acho que já vou indo, desculpe pelo soco. – e estendi a mão para cumprimentá-lo.

— Não se preocupe com isso, eu mereci. – e segurou minha mão, aceitando meu pedido de desculpas. — E não se esqueça, quando quiser conversar, eu estarei aqui.

Nos despedimos e quando saímos, parecia que todo o acampamento estava ali. Mas para mim, só o que importava, era ela. Sem muitas explicações, voltamos para nossa barraca e falei da nossa conversa, omitindo a parte da aliança, é claro.

~ ¤ ~

Notas finais
Oi.. Talvez, encontrar a verdade dentro do baú, não tenha sido tão ruim, né? Aviso Importante: Sinto dizer mas, talvez eu não consiga postar amanhã. Ontem eu dei um mal jeito nas costas e está muito sofrido ficar sentada para escrever. Tentarei o máximo que puder mas, não irei prometer (nunca prometo o que não tenho certeza que irei cumprir) mas, farei o possível. Beijocas e até...