Notas iniciais
Olá Pessoal, Sei que estão cheias de expectativas então, vamos lá. Beijocas...

BECKETT

Não conseguia acreditar no Castle, por que ele sempre conseguia fazer esse tipo de coisa, não custava nada pedir ajuda para alguém e agora, sei que ele vai aprontar alguma coisa enquanto estiver fora.

— Droga! Tomara que ele tenha um pouquinho de juízo. – entrava no centro de comando nesse momento e nem percebi que tinha dito em voz alta.

— Falando sozinha, Beckett. – Hunt me olhava com curiosidade, acho que ele nunca imaginou ver a Princesa praguejando.

— Oh! Não é nada, só o Castle que se machucou ontem à noite. – me pareceu que Hunt ficou preocupado então, me apressei em esclarecer. — Ele tentou carregar aquele baú sozinho e ele acabou caindo no seu pé. Mas, ele está bem, por enquanto.

— Ele é meio impulsivo, eu presumo. Sempre se metendo em confusão. – ele disse com um sorriso que deixava seus olhos pequenininhos, isso me lembrava alguém.

— É sim mas, como sabe disso? – ele não conviveu muito com Castle para conhecê-lo assim.

— É que ele se parece muito comigo quando era jovem. Eu era impulsivo também e, imaturo. Irresponsável, pode-se dizer. – olhava para o nada, lembrando de algo.

— Então, deve ter vivido muitas aventuras na juventude. – era bom conhecê-lo um pouco melhor, já que vamos lutar juntos.

— Ah, com certeza mas, com esse meu jeito, tive alguns arrependimentos também.

— Não consigo imaginá-lo arrependido de algo que fez. – seu semblante ficou triste de repente.

— Na verdade, só existe uma coisa que me arrependo realmente. Quando tinha mais ou menos a sua idade, me apaixonei perdidamente. Ela era linda, inteligente e sempre me fazia rir. – pelo que eu pude perceber, ele ainda era apaixonado por ela.

— Mas se apaixonar não é ruim, não vejo por que se arrependeu. – só de pensar no que eu sentia pelo Castle, era como se borboletas voassem em meu estômago.

— Porque eu fui estupido. Tinha tido a melhor noite da minha vida e joguei tudo fora por uma brincadeira. Eu queria fazer uma surpresa para minha amada e sai cedo. No meio do caminho, acabei encontrando o Roy e, ele tinha perdido uma aposta estúpida e precisava de ajuda para cumpri-la. Não quero que me interprete mal mas, éramos jovens. – ele parou a narrativa, acho que tinha receio que eu o julgasse.

— Sem problemas, sei que vou gostar de ouvir. – era uma estória muito interessante, a ansiedade para saber o que aconteceu estava me corroendo.

— A aposta era “pegar emprestado” o cavalo do rei, seu pai, dar umas voltas e devolvê-lo em seguida. Não me pareceu má ideia mas foi e, fomos pegos. – ele olhou para mim e eu estava boquiaberta, não acredito que ele achou que não era ‘má ideia’.

— Vocês fizeram mesmo isso? Esse é um tipo de loucura que, só conheço mais uma pessoa que seria capaz de fazer. – só de pensar nisso, senti um calafrio. Castle não pensaria duas vezes para aceitar uma proposta dessas.

— Não porque não tivemos cuidados, fomos zelosos durante toda a missão mas, quando já estava quase acabado, nos descuidamos. Foi por muito pouco. – ele ria abertamente. — E você sabe qual é a punição para quem rouba do Rei, não é? – sinalizei em sinal de afirmativa.

— Morte por enforcamento ou decapitação. Mas, vocês estão aqui, o que houve. – além de estarem vivos, ainda eram cavaleiros nomeados.

— Seu pai também era jovem e, quando explicamos o que houve, e por ter sido pegos na devolução do cavalo, ele nos deu uma chance de escolha. A punição original ou, nos juntarmos ao seu exército imediatamente.

— E está óbvio o que escolheu mas, e a sua garota? – precisava de um desfecho.

— Quando seu pai disse imediatamente, foi exatamente o que aconteceu. Nos levaram para um front de batalha que acontecia muito longe, estávamos incomunicáveis e, só retornei alguns anos depois. E ela não morava mais no mesmo lugar e, ninguém sabia para onde tinha ido. – o fim da estória, me deixou com o coração partido.

— Eu sinto muito, você nunca conseguiu encontrá-la novamente?

— Eu a encontrei anos depois mas, ela tinha uma vida diferente e me odiava por ter ido embora. Não me deixou falar então, fui embora. Eu não a culpo, na verdade, a culpa foi toda minha.

— Que bom que agora é um homem diferente afinal, se tornou cavaleiro por merecimento e não, por herança. – sabia que isso era importante, provavelmente, depois do que aconteceu, tentou se tornar um homem melhor para merecê-la.

— Devo muito a seu pai, por isso tem toda a minha lealdade. Agora, chega de relembrar o passado e vamos ao que interessa. Temos uma guerra para vencer.

Assenti e fomos ao encontro de Gates e Montgomery, que discutiam posições de ataque.

~ ¤ ~

CASTLE

Olhava o teto da barraca, o que parecia ser uma eternidade mas, provavelmente, só estava ali a poucas horas.

— Não consigo ficar parado nem umas poucas horas, como posso ficar em repouso durante dias. – se remexeu na cama incomodado, o pé latejava bastante então, ficava difícil tirar um cochilo para passar o tempo.

Estava bem irritado e, ao se virar para o lado, viu o par de muletas que o marceneiro lhe entregou mais cedo.

— Hummm, será que... Sei que a Kate vai me matar mas, eu não aguento mais ficar aqui um só minuto sequer. – e com dificuldade e, muita dor, conseguiu alcançar as muletas.

Ele treinou um pouco ao redor da cama, caso perdesse o equilíbrio, cairia em algo macio. Quando percebeu que pegara o jeito, se aventurou para fora do quarto.

— Ar puro, como senti falta de você. – ele inspirou profundamente quando saiu da barraca, sentia que estava preso por anos e não por horas.

Entrou novamente e, foi ao encontro do seu algoz. Chegando próximo ao velho baú, o contornou devagar, observando todos os seus ângulos, parecia um animal feroz prestes a dar o bote em sua presa.

— Agora, somos apenas eu e você. Não me parece tão valentão agora, hein? – ele batia no baú com uma das muletas, fazia papel de bobo, ele sabia disso mas, não se importava. Esse pedaço velho de madeira, já tinha acabado com sua paciência há muito tempo.

— Você pode ser mais forte mas, eu sou mais esperto... às vezes, pelo menos. – ele precisava disso, tinha que perder o medo daquele objeto inanimado que povoava os seus pesadelos e, nada melhor do que, vencer o inimigo em batalha.

E ele estava em uma batalha, xingava e batia no baú, só não usou a espada porque poderia danificar o conteúdo. Quando já estava exausto, em seu golpe de misericórdia, a tranca do baú se abriu. Vitória!

Castle se aproximou devagar e, puxando um banquinho, se sentou em frente ao baú e, quando finalmente, começou a abrir sua tampa...

— Castle! O que faz fora da cama? Você me prometeu que ficaria lá. – Kate entrou de repente na barraca e, com o susto, ele soltou a tampa, que caiu sobre os dedos da outra mão que estava na beirada do baú.

Soltou um grito, segurou os dedos com a outra mão e, com o pé saudável, chutava o baú.

— Eu derrotei você. Não pode contra atacar, está morto. – não tive coragem de encarar a Kate, ela devia pensar que eu estava louco.

— O que está fazendo, Rick. Praguejando contra esse baú velho? – ela sentou-se ao meu lado e pegou minha mão dolorida, verificando se não tinha sido mais sério.

— Eu... Bem, eu estava... – desisti de uma explicação lógica, principalmente, porque não existia. — Eu pensei que se eu derrotasse esse baú, como se fosse um inimigo real, eu perderia o medo dele.

— Oh, Rick. Você não precisava fazer isso. Eu disse que quando estivesse pronto, faríamos isso juntos. Não se preocupe, eu protejo você. – ela massageava meus dedos doloridos e segurando meu rosto com a outra mão, me puxou para um beijo leve.

— Eu sei disso. – soltei um longo suspiro, para tomar coragem. — Estou pronto.

— Então vamos abrir essa coisa. No três. Um... Dois... e.... Três. – e juntos, abrimos o bendito.

~ ¤ ~

Notas finais
Oi! Sei que vou morrer hoje mas, não me arrependo. Perco o amigo mas, não perco a piada... hahaha. (brincadeira #sqn) Beijocas e vejo vocês em: Acerto de Contas ou na minha outra Fic: Um Amor, Dois Corações e Mil Confusões.