Era Uma Vez, Na Idade Média

37 Capítulo 37 - Inspirados


Notas iniciais
Olá Pessoal, Tive uns imprevistos hoje de manhã e por um momento pensei que não conseguiria postar hoje. Minha irmã foi assaltada (de novo) mas, está bem. Só se tornou uma párea da sociedade, ficou sem todos os documentos e (é claro), o celular. #bemvindoasampa. Mas, probleminhas à parte, vamos ao capítulo. Beijocas...

CASTLE

Após dar um beijo de boa noite nas minhas meninas, voltei para a barraca de Kate, ou melhor, nossa barraca. Ela já estava se preparando para dormir e, como sempre, estava linda usando somente minha camisa. Me troquei rapidamente e, me ajeitei na cama enlaçando sua cintura.

— Hoje à noite foi perfeita, não foi? – beijei atrás de sua orelha e fiz com que ficasse arrepiada.

— Sim, me diverti muito e tive a oportunidade de colocar umas conversas em dia. – ela brincava com os pelos do meu braço.

— Como a conversa que teve com a Alexis? – Kate se soltou um pouco do meu abraço e virou-se para me olhar nos olhos.

— Estava me espionando, Castle? – tinha aquela ruguinha entre os olhos, não tinha certeza se estava brava ou não.

— Não diria espionando mas, quando fui falar com vocês, acabei escutando um pouco da conversa sem querer. – agora já estava sentada na cama, de frente para mim.

— Então você realmente estava me espionando. Eu tive a impressão de ser observada. Quanto foi que você ouviu da conversa? – ela cruzou os braços e aguardava a resposta.

— Não muito eu... – ela me lançou aquele olhar. — Ok, ok, eu admito, eu ouvi quase tudo. – pensei que ela iria pular no meu pescoço.

— Castle! Você não tinha o direito, era uma conversa particular.

— Kate, me escuta. Foi um acidente, eu não queria ouvir a conversa de vocês mas, ver o carinho que você tem pela Alexis, só fez aquecer meu coração. Eu sei que você me ama mas, isso é só uma parte de quem eu sou, a parte mais importante de mim, a que é inocente, inteligente e que eu sou completamente apaixonado é, sem dúvida alguma, minha filha e, ver que você a ama com tanta intensidade e carinho, me fez sentir totalmente completo. Por favor, me perdoe. Ter ouvido vocês, só fez com que eu te amasse ainda mais, se é que isso é possível. – segurei sua mão e fiz minha melhor cara de arrependido.

— O que fez foi errado, não gosto que invada minha privacidade assim. Você tem razão em uma coisa, eu amo a Alexis, como se ela fosse minha. Tudo o que eu puder e não puder fazer para protegê-la, eu farei. Mas isso não o isenta do que fez e, terá que se esforçar muito para que eu comece a pensar se o perdoo ou não. – ela me lançou um sorriso malicioso e então eu sabia que, me esforçar para ser perdoado, não seria sacrifício nenhum.

— Tem razão, eu fui um menino mau e tenho uma ideia para me redimir. – me aproximei e a beijei.

— Hummm, acho que só isso não será suficiente. – ela envolveu meu pescoço com os braços e a beijei apaixonadamente. — Agora acho que começamos a chegar em um acordo.

A medida que a beijava, aumentava o calor do seu corpo e ela exalava uma suave fragrância de cerejas, fazendo com que meu corpo reagisse instantaneamente, buscando o seu com urgência. A deitei delicadamente sobre o alvo lençol, passeando minhas mãos pelo corpo perfeito. Ao acariciar seu seio pelo fino tecido da camisa, senti o arfar de seus lábios sobre os meus. Seu corpo acendia ao meu toque, sentir os mamilos intumescendo sob meus dedos me instigou uma vontade louca de sugá-los. Abandonei seus lábios, experimentando cada centímetro da sua pele até chegar no objeto do meu desejo, suguei o delicado mamilo ainda sob o tecido enquanto desabotoava a camisa.

Deixando-a totalmente nua, me afastei para observá-la, sua pele alva e suas curvas perfeitas, precisava provar seu sabor mais doce. Ainda acariciando seus seios, comecei uma trilha de beijos, descendo pelo seu ventre, contornando seu umbigo e chegando aos pelos sedosos, sugando o botão rosado de sua intimidade com minha língua quente. Kate arqueou as costas, prendendo seus dedos em meus cabelos e à medida que seus gemidos aumentavam, minha vontade de ouvi-la gritar também e a beijei intensamente.

Senti seu corpo se contrair contra minha boca, ao mesmo tempo que gritou meu nome, “Rick”. De repente, ela me puxou pela camisa, arrebentando os botões ao abrir com violência e, antes que pudesse reagir, já estava deitado com ela sentada sobre mim. Beijou minha boca apaixonadamente e, começou a descer pelo meu peito, meu abdômen e com mãos ágeis, libertou meu membro pulsante da última peça de roupa que ainda restava. Segurando delicadamente, começou o movimento de vai e vem, ao mesmo tempo que circulava com língua a extremidade latejante.

Segurei em seus cabelos que, me faziam cócegas ao se movimentar, queria ver seu rosto e olhar em seus olhos. Mas, ao envolver minha virilidade em sua boca quente e úmida, começando a sugar-me com vontade, quase perdi o controle. Gemia de prazer a cada movimento de vai e vem, sua mão a explorar cada centímetro do meu membro, senti como se tivesse idos até a lua e voltado. Era maravilhoso mas, eu a queria por inteiro então, a puxei para cima de mim, penetrando-a devagar e, com as mãos em seus quadris, comandei o ritmo dos seus movimentos, começando devagar e aumentando a velocidade. Ela tinha um olhar de desejo e mordia o lábio inferior, o que me deixava cada vez mais louco. E, quando já não aguentava mais me segurar, Kate com um alto gemido, arranhou meu peito. Sentindo seu corpo estremecer e pressionar meu membro, não me contive mais e também explodi em um orgasmo poderoso.

Kate desabou sobre meu peito e, ainda estávamos conectados, queria poder permanecer assim, nossas duas almas fundidas numa só.

— Agora sim, você está perdoado. – ela ofegava enquanto acariciava os pelos do meu peito.

— Ufa! Ainda bem. Não sabia que a senhorita era tão exigente assim. – ela olhou para mim revirando os olhos, pegou meu rosto com as duas mãos e me beijou. Nos ajeitamos melhor e enlaçando-a pela cintura, sussurrei em seu ouvido. — Você é minha musa e minha inspiração e, eu te amo cada vez mais. – senti que sorria e envolvendo meus braços para um abraço mais apertado, adormecemos.

~ ¤ ~

BECKETT

Kate acordou e, sentindo o calor do seu amado, sorriu de felicidade. A noite passada tinha sido perfeita, em todos os sentidos. Levantou-se com cuidado para não acordá-lo, sentia-se inspirada e tentaria fazer o café, tinha treinado escondida e faria uma surpresa a Rick. Vestiu a camisa dele, pois adorava sentir seu cheiro e partiu para mais uma ousada aventura.

Quando já estava dando os últimos toques ao arrumar a bandeja, assustou-se quando ele a abraçou, beijando sua nuca.

— Rick! Você me assustou. O que faz acordado? Eu ia te levar o café na cama. – estava um pouco decepcionada, queria fazer surpresa.

— Acordei e você não estava lá, então senti o cheiro delicioso de café... hummm, e bacon. – ele estendeu a mão para pegar o bacon e, lhe dei um tapa para impedi-lo.

— Não senhor, já que está acordado, me ajude a arrumar a mesa. – me dirigi a mesa e, começamos a ajeitar o café da manhã.

— Hummm, esse café está uma delícia, o que tem aqui? – ele tomou mais um generoso gole e, me senti radiante. Mais um desafio conquistado.

— Nada de mais, só um pouquinho de nós moscada. Acho que combina com você, eu ainda prefiro o meu com baunilha. – ele sorriu até os olhos ficarem pequenininhos.

— Katherine Beckett, quando foi que ficou tão ousada? Se combinar ontem à noite e hoje de manhã, acho que já está pronta para casar. – me disse levantando as sobrancelhas.

— Está me pedindo em casamento, Richard Castle? – e tentei fazer o mesmo movimento de sobrancelhas dele. Então ele se debruçou um pouco e disse bem devagar.

— Ora, meu amor. Isso é bem óbvio, não? É claro que eu NÃO estou pedindo você em casamento. – ele retornou a sua posição inicial e deu mais um gole no café. Me deixando atônita.

— Não! Como assim não? – eu não estava acreditando.

— É bem simples, eu não estou pedindo você em casamento, porque quando eu o fizer, quero que você diga sim e, no momento, você iria dizer não. – e calmamente colocou um bacon na boca.

— Como você pode saber se eu diria sim ou não? Minha resposta poderia muito bem ser sim. – eu estava realmente brava mas, era comigo, porque ele estava certo.

— Eu te conheço, Kate. Você ia me dizer que agora não é o momento, que precisa salvar o seu pai e fazer as coisas do jeito certo. Pois bem, eu estou disposto a esperar, supondo que você também esteja. – me encarou com aqueles olhos azuis e, me rendi a verdade.

— Ok, você tem toda a razão. Não fique convencido mas, eu ia dizer isso tudo mesmo e, não há sombra de dúvida que, vou esperar você por toda a eternidade, se for preciso. – ele então, com um sorriso, me deu um beijo delicioso, sabor bacon.

— O café estava realmente delicioso mas, tenho que conversar com minha mãe e a Alexis, antes delas irem embora. Vou indo na frente e, você me encontra lá, depois de se arrumar. – nos levantamos e ele me abraçou. — Mas, se dependesse de mim, você poderia ficar vestida assim.

— E, você não iria se incomodar de todo o acampamento me ver assim? Seminua? – enlacei seu pescoço e o beijei de forma lenta e provocante.

— Ah, eu mataria aquele que olhasse você por um segundo. Agora vai, vista suas calças e, se puder, coloque luvas, um casaco e talvez uma touca também. Você é só minha. – após um selinho, se afastou e seguiu em direção a sua antiga barraca.

Adoro vê-lo com ciúmes, ele fica tão fofo. E como amo esse homem, eu não sei quando aconteceu e nem o porquê. Só sei que o amo e, isso já é o suficiente para mim. Sai para me aprontar rapidamente, queria dar um beijo nas minhas ruivas também.

~ ¤ ~

Notas finais
Que inspiração, hein? Agora a coisa vai começar a ficar séria, vamos a luta o/ Beijocas e vejo vocês no próximo. (Ainda não achei um bom título mas, até amanhã eu consigo)