Era Uma Vez, Na Idade Média

32 Capítulo 32 - Amigos ou Inimigos.


Notas iniciais
Olá Pessoal, Por favor não me matem, o capítulo está atrasado porque estou sem internet. "E como está postando agora?" - Me perguntam. Simples, eu sempre salvo meus capítulos na nuvem, então estou usando internet alheia, um pequeno esforço para não deixá-las esperando muito. Quero agradecer a Debora Leal e a casckett, pelas favoritadas e, agradeço também as minhas novas leitoras, todas são muito bem vindas. Sem vocês, nada do que está acontecendo seria possível. Temos mais de 3.000 acessos, 217 comentários (Dudinha, você foi a duocentésima) e 17 Favoritadas. Por tudo isso, só o que tenho que dizer é: MUITO OBRIGADA. ^.^ Agora chega de lenga-lenga e vamos ao capítulo. Beijocas.

CASTLE

Acordei inebriado com o cheiro de cerejas dela. Abraçava sua cintura, deixando nossos corpos colados. Ela estava tão linda dormindo tranquilamente em meus braços e, se dependesse de mim, ela não dormiria longe de mim nunca mais.

Me levantei devagar para não acordá-la, me vesti e fui fazer o café. Entrei no quarto devagar, para poder observá-la mais uma vez.

— Kate, Kate. Acorde Bela Adormecida. – não sei se foi a minha voz ou o cheiro do café, ela despertou e se espreguiçou languidamente. Se sentou na cama ajeitando o lençol, que era a única peça que cobria seu corpo, e pegou a caneca com um sorriso terno.

— Bom dia, Castle. Essa sempre foi a melhor parte do meu dia, sabia? Quando me traz o café? – e sorveu o líquido devagar.

— Eu pensei que fosse a hora do banho. – disse com malícia, fazendo ela revirar os olhos.

— Castle! Digamos que, agora entrou na minha lista também. – ela mordia o lábio inferior me provocando e, com sucesso.

— Kate, não deveria me provocar quando sabe que só existe um fino lençol entre mim e você. – já puxava o leve tecido, estava quase revelando seus belos seios, quando alguém chamou.

— Beckett. Está acordada? – era Ryan. Fiz uma careta, depois teria uma conversinha com ele.

— Estou sim Ryan. Aguarde uns minutos que já te encontro. – Kate já havia se levantado, deixando o lençol cair, evidenciando suas curvas. Estava hipnotizado.

— Castle. Agora não. – saí do transe que aquela mulher me provocava e lhe dando um beijo rápido, a deixei para que terminasse de se arrumar e, eu conseguisse me recuperar.

Em poucos minutos ela surge, terminando de prender o cabelo em um nó solto. E antes de ir em direção ao Ryan, encosta os lábios em meu ouvido.

— Depois eu listarei minhas partes favoritas do dia e, você poderá me ajudar a torná-las memoráveis. – beijando o lóbulo da minha orelha saiu. Droga, Kate. Assim você acaba com minha sanidade. Ela colocou a cabeça para dentro da barraca novamente.

— Castle, você não vem.

— Estou indo, só me dê uns minutos. – e sorrindo, ela saiu satisfeita.

~ ¤ ~

BECKETT

Seu mundo virou de cabeça para baixo, de novo mas, agora ela se sentia plena. Tamanha era sua felicidade que sorria livremente e, só percebeu, porque Ryan a encarava.

— Parece que viu o passarinho verde esta manhã. – ele não escondia que estava feliz por ela.

— Verde, azul, amarelo, enfim, de todas as cores que conseguir imaginar. – não conseguia parar de sorrir. — Mas me diga, por que me chamou, parece ser sério.

— Na verdade, não sou que quero falar com você. A Gates está te esperando. – parecia que o assunto era muito sério.

— Você sabe do que se trata?

— Estou no escuro também, ela requisitou a presença de nós três, eu, você e o Espo.

— Belo jeito de começar a manhã, então vamos lá, enfrentar a Gata de Ferro. – Ryan sorriu e seguimos juntos.

Ao chegarmos no posto de comando, que apelidamos carinhosamente de N.Y.P.D. II (mas sem as panquecas), Gates já nos esperava juntamente com Espo.

— Bom dia, Senhorita Beckett. – Gates não parecia estar de bom humor.

— Bom dia, Senhora. O que temos? – perguntei formalmente, tentando esconder os sorrisos que teimavam em aparecer. Acho que ela percebeu mas, nada disse.

— Ontem à noite, nossa patrulha de reconhecimento, encontrou um acampamento com homens armados em uma clareira ao sul daqui. – mostrava um círculo marcado no mapa. Ficava no caminho que iríamos usar para ir ao castelo.

— Eles disseram algo mais sobre esses homens? – estava preocupada, a realidade aterrissava sobre o meu colo. Ainda estamos em guerra, teria que me esforçar a não me esquecer disso.

— Não muito, só que são cerca de cinquenta ou setenta homens, com bom armamento e cavalos. E não parecem ter qualquer ligação com o Bracken, mas não temos certeza disso.

— Qual o tipo de abordagem? Acha necessário o uso da força? – levantei meu olhar do mapa diretamente para ela.

— Não de imediato, não sabemos quem são. Então, eles podem ser amigos ou inimigos. Vamos tentar uma conversa amigável mas, estaremos preparados se quiserem lutar. – assenti com a cabeça. A melhor coisa que fiz foi colocar a Gates no comando. Provavelmente, se fosse minha decisão, já estaria a caminho com uma espada em punho e Castle em meus calcanhares.

— Então faremos assim, eu, Ryan e Espo...

— E eu. – Castle adentrou de repente.

— Sr. Castle. O Senhor não foi requisitado para essa reunião, não tem o direito de opinar. – Gates foi categórica.

— Eu não me importo se fui convidado ou não, o que eu sei, é que não vou deixar a Beckett ir lá sozinha. – ele estava bravo, e nada do que Gates dissesse iria dissuadi-lo. Então ela apenas assentiu.

— Como eu ia dizendo. Eu, Ryan, Espo e.... Castle, iremos na frente, para conversar. Mas teremos homens com espadas aqui e por este outro lado. E mais alguns arqueiros neste morro aqui. – apontava o mapa, deixando claro as instruções. — Eles ficarão cercados.

— Ok, vamos ao trabalho. Quero todos prontos para partir em uma hora. – Gates bateu palmas e todos começaram a correr com seus afazeres.

Ao sairmos, Castle segurou minha mão, tinha o semblante preocupado.

— Kate, você não iria lá sozinha de novo, né? – ele fazia sua cara de cachorro pidão.

— Claro que não, amor. Nunca mais vou a lugar nenhum sem você. – coloquei a palma da mão em seu rosto, para que se sentisse seguro, pois dizia a verdade.

— Que bom, porque você não vai conseguir se livrar de mim assim tão fácil. – com um sorriso, ele encostou sua testa na minha e me deu um selinho.

— Essa é exatamente a minha intenção. Mas agora vamos, temos que nos preparar. Prefiro encarar um exército inteiro a enfrentar a Gates furiosa por nosso atraso. – depois de uma breve despedida, nos encaminhamos as nossas respectivas barracas.

No horário marcado, já estávamos a caminho do tal acampamento. Já estava habituada com as calças e as longas botas, mas agora usava um corselete de couro(1) sobre a camisa também, além da espada, é claro.

— Vendo você vestida assim, faz minha imaginação voar longe. – ele me olhava com uma sobrancelha erguida.

— Se comporte, Castle. Desta vez eu estou armada. – disse lhe mostrando a espada.

— Uh! ‘Ela está armada, ele é perigoso’, gostei disso. – ele olhava para o nada, imaginando algo que era melhor nem perguntar.

— Vamos, Castle. Pare de gracinhas, ainda temos um longo caminho para seguir. – se fosse em outra circunstância, seria ótimo saber até onde a imaginação dele iria. Talvez, eu faça uma surpresa e, use a armadura só para ele. Mas primeiro a obrigação.

Ao chegarmos no local, organizamos os homens em silêncio e, quando estava tudo pronto. Nós quatro entramos na clareira, nos fazendo visíveis. Imediatamente, as sentinelas vieram em nossa direção.

— Gostaríamos de falar com o responsável. – encarava a sentinela.

Neste momento, surgem dois homens mais velhos, um era branco com cabelos e barba grisalhos e aparentava ter mais de cinquenta anos. O outro, negro, uns dez anos mais novo que o primeiro. Suas vestes eram de boa qualidade e não aparentavam agressividade.

— Deixe-os passar – disse o mais velho. As sentinelas recuaram, liberando nossa passagem.

— Sejam bem vindos ao nosso acampamento. Deixe-me fazer as apresentações. Eu me chamo Jackson Hunt e meu camarada aqui, é o Roy Montgomery. – disse o homem mais velho com um dos braços em torno dos ombros do amigo e um sorriso nos lábios.

— É um prazer conhecê-los, esses são meus amigos Ryan, Espo, Castle. – que me lançou um olhar atravessado por chamá-lo de ‘amigo’. — E eu sou... – ele me interrompeu.

— Nós sabemos exatamente quem é, senhorita. – e fazendo uma reverência, completou. — Vossa Alteza.

~ ¤ ~

(1).

Notas finais
Então, gostaram do novo reforço? Bom, já vou me desculpando adiantado, não sei quando as coisas irão se normalizar. Mas não pensem que eu as abandonei (muito obrigada Sarah Vic, pelo recado), nunca faria isso. Beijocas e vejo vocês (espero que breve) em: Aliados.