Era Uma Vez, Na Idade Média

3 Capítulo 3 - A Conspiração


Notas iniciais
Óia Eu Aqui Traveis!!! Quero agradecer a Aline por ter favoritado. Estou gostando mesmo de escrever esta estória, por isso aqui vai mais um capítulo. Por favor, comentem, me digam o que acham. Até e Beijocas...

PRINCESA KATE

Observava atenciosamente o rodopio dos casais no salão mas, novamente, não achou ninguém interessante. Além do mais, não conseguia se concentrar com tantos calafrios. – Será que ele não tem mais o que fazer – sussurrava para si mesma.

–- Kate, amor – sua mãe a chamou, fazendo com que Kate se sobressaltasse levemente.

–- Sim mamãe – respondeu após se recuperar do pequeno susto, e exibiu seu mais terno sorriso. Sabia que a mãe podia ser exigente às vezes e, brava na maioria das vezes, mas era também a pessoa mais doce e compreensiva que conhecia. A amava profundamente, por isso, não se importava muito de fazer seus caprichos. Era uma mulher forte, tinha que ser, afinal era a Rainha, comandar um reino não era nada fácil, mas sua mãe fazia isso com maestria e, ao lado do pai, tínhamos um reino próspero e súditos fiéis. Esperava ter ao menos um terço dessa força quando fosse sua vez de comandar.

–- Está no mundo da lua, querida? Esperava que você me dissesse se já encontrou o seu príncipe encantado? – olhava firme para Kate e em seguida apontou para o grande salão.

Kate olhava para o grande salão com aquela ruguinha entre os olhos e mordiscando o lábio inferior, olhou de volta para a mãe:

–- Bem que eu gostaria mãe, assim terminaria esse martírio de tantos bailes – ela realmente detestava estas convenções.

–- Querida, te aconselho a não escolher tanto. Que tal o Príncipe Joshua? Sei que ele não tira os olhos de você – seu olhar era cúmplice.

–- Hum, não sei, quase não o conheço. Acho que vou dar uma volta no salão, quem sabe não nos esbarramos?

–- Claro querida, mas tenha juízo – com isso Kate desceu para o salão, mas ainda pôde ouvir sua mãe dizendo: -- E modos também!

Kate revirou os olhos e começou a circular pelo salão. Com dificuldade conseguiu encontrar o Príncipe em meio ao rodopiar de belos vestidos. Então estrategicamente, esbarrou “sem querer” nele.

–- Oh. Por favor me perdoe, Príncipe Joshua não é? — disse exibindo um grande sorriso.

–- Alteza, estará perdoada se me der a honra desta dança e para vossa alteza é apenas Josh.

–- Neste caso, aceito dançar com você apenas Josh se me chamar de Kate – disse já aceitando a mão que a encaminhava para o centro do salão.

E dançaram e conversaram durante um longo período. Josh era uma pessoa maravilhosa, dançava bem, tinha uma conversa agradável e além de tudo, era extremamente lindo. Quem sabe esta busca tivesse terminado. Ainda assim, sentia que faltava alguma coisa.

Ao se separarem, após algumas horas, ela estava exausta. Olhou para a mãe e, esta estava sorrindo satisfeita. Era sempre bom ver a mãe sorrir. Então olhou para o pai, que apresentava um semblante preocupado, devia ser porque aquele traste estava lá, como sempre a observando. O que será que ele dizia ao seu pai? Teria que conversar com o pai seriamente.

~ ¤ ~

REI JAMES

O rei estava preocupado com o que Mordred acabara de lhe informar:

–- Tem certeza disso? – perguntava o rei, não acreditava nisso.

–- Absoluta, Vossa Majestade. Meus vigias do setor norte acabaram de retornar da patrulha. Disseram que avistaram um exército, que parece ser estrangeiro, na clareira ao norte da floresta. Ao que tudo indica, estão prestes a atacar o castelo.

–- Certo. Reúna o exército, quero meus melhores homens. Preciso eliminar esta ameaça o mais rápido possível.

–- Então irei comandar os homens pess....

–- Não! – interrompeu o rei. Quero-o dentro do castelo, protegendo a mim e a minha família. – ele tinha que proteger seus bens mais preciosos. Confiava plenamente em Mordred, era o melhor em sua função, estavam seguros.

–- Não o decepcionarei Majestade – e ao se retirar o rei ainda pode ver um leve sorriso do seu braço direito.

O que teria sido aquilo? Provavelmente sempre esperou esta oportunidade de mostrar serviço. – É, deve ser isso – pensou o rei, já tirando qualquer dúvida do pensamento.

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MORDRED

Velho estúpido, mal sabe ele que era exatamente isso que eu queria, ficar aqui enquanto todo o exército patético dele vai correr atrás de vaga-lumes do lado de fora dessas muralhas. Enquanto eu roubo tudo o que lhe pertence. Agora, é só juntar os meus homens, leais à mim e somente à mim, para tomarmos esse castelo e principalmente, minha rainha.

Tudo pronto, agora é só avisar o velhote que pode começar o ataque. Então quando todo o exército estiver do lado de fora... Bum! Que atacará sou eu.

Quando foi se encontrar com o rei, viu a filha tentando falar com o pai:

–- Mas, papai! Temos que conversar, é importante – ela estava tão aflita que não percebeu a presença dele.

–- Agora não querida, por mais que seja importante, pode esperar – o velho foi categórico, em seguida percebeu sua presença e silenciosamente pediu para se aproximar.

Kate quando percebeu de quem se tratava, revirou os olhos e saiu. Era a última vez que ela faria essa cara para ele, odiava quando fazia isso.

–- Majestade, está tudo pronto. Quais as suas ordens? – disse ficando em guarda.

–- Que o ataque comece imediatamente.

–- Sim senhor – disse e quando se virou pensou, -- O senhor não perde por esperar, velho babaca.

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RAINHA JOHANNA

–- Querida, por favor, perdoe seu pai. Ele deve realmente estar ocupado com alguma coisa – Johanna tentava acalmar a filha mas sem sucesso.

–- Mas o que eu tinha que dizer era realmente muito importante – Kate estava realmente aflita, Johanna tentou mudar de assunto.

–- Suponho que não queira me dizer qual era esse assunto tão urgente?

–- Não mamãe, o assunto que tenho que falar é somente com o papai.

–- Então que tal me falar do seu Príncipe, fiquei observando e me parece que se deram bem? – viu os olhos de Kate se acalmarem com a pergunta.

–- Ah mãe, Josh é realmente um príncipe. Gentil, atencioso e não posso negar que é lindo – Kate estava com o olhar sonhador, adorava ver minha princesinha feliz.

–- Josh hã, tão íntimos assim? Acho que não me ouviu dizer para ter juízo, ou modos? – sorriu ao ver a filha ficar vermelha.

–- Mããe, não fizemos nada de mais. Só conversamos e ele foi adorável, sabia que ele sabe curar as pessoas? Me contou que há alguns dias atrás, um garotinho foi picado por uma cobra e como o curandeiro local não se encontrava, ele o salvou – disse com um olhar de admiração.

–- Nossa, mas como ele sabe dessas coisas? – a admiração era verdadeira, não se via muito disso hoje em dia.

–- Parece que ele tem um amigo que é monge e o ensinou o básico de conhecimento de ervas, sangrias e males. Mas ele quer aprender muito mais, salvar aquele garotinho o instigou ainda mais.

–- Mas então? Será que ele é o escolhido? – ela tinha que saber, quanto mais cedo soubesse, mais cedo tomaria as devidas providências.

–- Sinceramente, não sei. Ele tem tudo o que uma mulher iria querer...

–- Mas... – parecia que ela precisava de um incentivo.

–- Mas para mim, eu sinto que falta alguma coisa. Só não sei lhe dizer o que é – e fez uma carinha de perdida.

–- Oh querida, não se preocupe, logo, logo você encontrará a resposta – dito isso, beijou ternamente a testa da filha que estava deitada em seu colo. Olhava Kate e pensava: -- Quando foi que ela cresceu. Deixou de ser minha menininha para se tornar essa bela mulher.

Estava perdida em devaneios, lembrando-se da infância de Kate quando ouve um estrondo e alguns homens entram violentamente no quarto...

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Notas finais
Ah Meu Deus!!! E agora? Corra para as colinas (É o que terei que fazer nos próximos capítulos). E nos próximos capítulos: Apreensão... Não deixem de comentar, Beijocas...