Era Uma Vez, Na Idade Média
28 Capítulo 28 - ... E Para Sempre
Notas iniciais
CASTLE
Acordou com os primeiros raios de sol da manhã que passavam pelas frestas da janela. Esticou o braço e, não sentiu nada, o espaço da cama ao seu lado estava vazio, os lençóis frios. Pensou, por um instante, que tinha sido apenas um sonho. Mas sabia que tinha sido real, ela estava ali com ele na noite anterior, ainda sentia o seu perfume de cerejas e, agora ela tinha partido.
Sentiu um aperto no peito, como ela podia ter feito isso com ele, de novo. Mas antes que se entregasse completamente a tais sentimentos, ele a viu. Estava deslumbrante, era a coisa mais perfeita que já tinha visto na vida. Kate entrava no quarto, vestindo apenas a sua camisa, exibindo suas lindas pernas, os parcos raios de sol a iluminavam como se fosse uma pintura, delineando cada curva do seu corpo, seus olhos não podiam acreditar no que viam. E sem perceber, exibia um sorriso largo. Ela estava com duas xícaras na mão e ao se aproximar, sentou-se na beirada da cama.
— Bom dia dorminhoco. Como eu sei que detesta meu café, trouxe chá. Acho que é mais difícil eu ter errado. Me deu o sorriso mais lindo que já vi e, aquilo aqueceu meu coração.
— Então não foi um sonho? – fitava-a, deslumbrado
— Não, você definitivamente, não estava sonhando. – suas bochechas coraram e ela me entregou a xícara.
— Você tinha razão. Eu não tinha mesmo ideia. – ela me deu um sorriso casto, envergonhada.
— Então você gostou? – me perguntou ansiosa.
— Gostei. – respondi prontamente.
— Mesmo na parte que... – ela ficava tão linda corada.
— Principalmente desta parte. – a lembrança me fez sentir um frio no estômago e, meu corpo começou a reagir com a sua proximidade.
— Também gostei, estou um pouco dolorida mas, eu nunca imaginei que seria tão bom. – ela mordeu o lábio inferior e, isso me deixou louco.
— Devo confessar. Eu nunca me senti assim antes. Para mim é como se tivesse sido minha primeira vez também. – provavelmente estava com cara de bobo mas, quem se importa?
— Não diga bobagens, Castle. Você provavelmente já teve muitas mulheres em sua cama, então como acreditar que o disse é verdade? – ela baixou os olhos, provavelmente pensando que seria uma tola se acreditasse nisso.
— Kate, olhe para mim. – ela levantou os olhos e eu segurei sua mão. — Não vou negar que já tive algumas mulheres mas, nenhuma delas era você. E quando digo que é minha primeira vez também, digo a verdade. Claro que já fiz sexo antes, Alexis está aí para provar mas, ...é a primeira vez que faço amor com alguém e, foi incrível! – seu sorriso agora, era mais leve, solto.
Peguei a xícara novamente, sorvendo devagar o líquido fervente.
— Hum, isso está muito bom na verdade. – olhei para ela, o cabelo desarrumado, a minha camisa amarrotada que usava, a pele sedosa que exibia, sentia que nunca mais conseguiria parar de olhá-la.
— Viu, Castle. Não sou um fracasso total na cozinha. Tenho meus truques. – senti sua malícia no comentário, essa mulher ainda vai me levar a loucura.
— Tenho certeza disso, e vou querer descobrir todos eles, um por um. – disse me aproximando para um beijo, que deveria ser suave, mas ao encostar meus lábios nos dela, não consegui resistir e intensifiquei o beijo. Enquanto beijava seu pescoço, comecei a abrir os botões de sua camisa bem devagar, puxei a gola da camisa para o lado, exibindo o seu ombro e, ao beijar a pele exposta, eu ouvi...
— Richard! Querido, está em casa? – meu coração quase parou e, com o susto, me joguei da cama, levando Kate junto comigo. O que minha mãe está fazendo em casa a essa hora. Ela não disse que só viria à tarde?
— Droga! – estava totalmente apavorado, enquanto olhava para Kate. –- Kate, por favor, se esconda.
— O quê? Eu não vou me esconder da sua mãe. – ela não acreditava que eu realmente havia dito isso.
— Por favor, Kate. Não é com a minha mãe que eu estou preocupado. Alexis deve estar com ela e, não seria certo ela nos ver assim. – fiz minha melhor cara de cachorro pidão. Ela olhou para mim com indignação e revirou os olhos.
— Tudo bem, Castle. Mas terá que me recompensar depois. – abotoando novamente a camisa indignada, foi em direção ao armário.
— Eu vou. Várias e várias vezes, pode ter certeza. – e antes que pudesse dizer qualquer outra coisa, Martha entra sem aviso em seu quarto.
— Richard. Eu sei que disse que viria para casa somente no final da tarde, mas não podia mais esperar. Vi que estava transtornado ontem à noite. Só não voltei ontem mesmo por causa da chuva. Agora podemos conversar. – estava enrolado num lençol e dava um sorriso forçado.
— Agradeço a preocupação mãe. Mas me sentiria melhor se eu estivesse vestido. Então, se não se importar, gostaria de me vestir e te encontro na cozinha. E onde está Alexis?
— Está brincando lá fora. Te espero na cozinha então. Não demore, Richard. – virou-se e foi em para a cozinha. Mas ainda tive a impressão que ela deu uma rápida olhada em direção ao armário com o canto dos olhos, antes de sair.
— Kate. Pode sair. – estava terminando de vestir minhas calças. Ela saiu do armário com cara de poucos amigos. –- Desculpe, mas não queria que a primeira vez que nos vissem como casal, fosse assim, nus. Então vista-se e nos encontre lá. – me aproximei e lhe dei um selinho.
— Achei que estava com vergonha de mim, Castle. Depois te darei motivos para você ficar envergonhado. – e mordendo o lábio inferior, ela tirou a camisa que vestia exibindo suas belas curvas, engoli em seco.
— Kaate. Não me provoque. – abracei seu corpo nu, lhe dando um beijo mais profundo e, antes que as coisas saíssem do controle, me afastei e fui ter com minha mãe.
Chegando na cozinha, minha mãe preparava o café. Não saberia dizer se o café da minha mãe era melhor ou pior do que o da Kate, ambos eram horríveis. Poderia sugestionar para ela, o preparo de um chá, funcionou com a Beckett.
— Agora sim, bom dia mãe. – tentava disfarçar, mas estava sorridente demais.
— Bom dia, querido. Katherine já saiu de dentro do seu armário? – ela perguntou como se não fosse nada, tinha um sorriso maroto no rosto.
— Como você..., por favor não comente nada sobre isso, ela não iria me perdoar.
— Ora filho, mães sabem dessas coisas e, não se preocupe, não direi nada. Que bom que se acertaram, fico feliz por você. – e me deu um abraço caloroso.
Kate aparece timidamente, parou na entrada da cozinha e ficou olhando para mim. Fui buscá-la, segurando em sua mão. Então minha mãe se aproxima dela e a envolve em seus braços, dando um abraço, em sinal de boas-vindas.
— Katherine. Eu te disse que você era uma mulher especial, não me lembro de ver Richard assim, explodindo de felicidade. – seu sorriso era aconchegante.
— Castle. Você contou a ela sem mim?
— Eu? Claro que não. Ela só... sabia. Por favor, não fique brava. – encostei minha testa na sua, enquanto segurava a sua mão. Foi quando, como um furacão, Alexis entra correndo em casa. Quando nos vê, ela para, olha e abre o maior sorriso que já vi em seu pequeno rosto.
— Kaate! – sai correndo, se jogando nos braços dela. -– Esse é um sim para a minha pergunta? – diz se afastando um pouco, para olhar Kate nos olhos.
— Alexis, querida. O que me pediu, eu não posso aceitar. Não posso ser sua mãe, porque você já tem uma, ela é maluquinha, mas é sua mãe e, como já disse antes posso ser sua amiga. A outra parte do pedido, eu aceito. Quero fazer seu pai feliz, para sempre. Tudo bem assim? – Kate olhava carinhosamente para Alexis, que abriu um grande sorriso e a abraçou novamente. Vê-las assim, me fez sentir que era o homem mais feliz desse mundo.
— Tudo bem pra mim. Esse é o melhor dia de todos. – se soltou do abraço de Kate e pulou no meu colo. –- Eu te amo, papai.
— Eu também te amo, abóbora. – segurei a mão de Kate e olhando em seus olhos, concluí. –- Sempre.
~ ¤ ~
KATE
Estar ali, junto de Castle e sua família, era como se tudo de ruim que tinha acontecido com ela, já não tivesse mais importância. Ele era o que importava agora. Depois da conversa com Martha e Alexis, não tinha mais dúvidas que este era o seu lugar, ao lado de Castle. Não importava o que acontecesse, ela estaria ao seu lado.
Mas, ainda tinha a guerra, não poderia esquecer disso. Não se tratava mais de vingança mas, de justiça. Tinha que devolver os lares de todas aquelas pessoas, libertar seu pai (esperava que ainda estivesse vivo) e, assumir as responsabilidades que lhe cabem. Ao pensar nisso, entristeceu por um momento, realmente sua vida não poderia ser comparada em nada com um conto de fadas exceto, talvez, por ter encontrado seu príncipe encantado. Estava perdida em seus pensamentos quando sentiu as mãos dele envolverem sua cintura.
— Algum problema? – ele disse depositando um beijo na curva de meu pescoço.
— Não, nenhum problema, ainda. – me virei para ficar de frente para ele e lhe dei um pequeno selinho nos lábios.
— O que você não está me contando, porque eu te conheço e, quando você faz essa ruguinha aqui, — apontava entre meus olhos. –- Significa que tem algo te incomodando.
— Castle, nós temos que conversar. – ele tinha que saber.
— Uau, não estamos juntos nem um dia e já vamos discutir relação. – ele me puxou pela mão e nos acomodamos.
— Castle, isso é sério. – lhe lancei o olhar.
— Claro, me desculpe. Me diga, o que está preocupando você? – ele juntou as mãos e me olhou profundamente, estava tão sério e, isso o deixava fofo.
— Rick, estarmos juntos é maravilhoso e eu amo você mas, existem consequências para o que fizemos ontem à noite e responsabilidades que eu não posso fugir.
— Você está arrependida? Olha, Kate. Se quiser voltar atrás da sua decisão de vir aqui, digo que é tarde demais para isso. Te dei todas as chances para isso ontem. – estava preocupado e assustado.
— Não, não é nada disso. Não me arrependo de nada. – segurei sua mão para demonstrar o que eu sentia. – Mas, você sabe que ainda tenho que voltar para o acampamento, terminar o que comecei e, se tudo der certo. Com a vitória, terei que voltar e assumir minhas responsabilidades.
— E você está me dizendo que vai embora. Kate, eu não posso deixar você fazer isso, depois de ontem, você pode estar esperando um filho meu. – a possibilidade me deixou assustada, não tinha pensado nisso. Automaticamente, coloquei a mão sobre minha barriga.
— Eu... eu não disse que iria embora. – ainda me recuperava do choque da possibilidade de um bebê.
— Você disse que estávamos em caminhos diferentes, Kate. E agora está me dizendo que quando tudo isso acabar, você terá que voltar para o seu castelo. – estava magoado.
— Eu estava errada ao dizer que estamos em caminhos diferentes. Não estamos em caminhos diferentes, porque você é meu caminho. Eu escolho seguir você para o resto da minha vida. É o único castelo que desejo, Castle. – ele sorriu com a referência de seu nome, sua feição se suavizou e aproximando mais o meu rosto do dele o beijei.
— Então não estou entendendo o que quer me dizer. – estava confuso.
— Vou explicar. Eu não posso deixar de ser uma princesa, Castle. Mas, também não posso mais viver longe de você. Então quando tudo estiver resolvido, eu quero que você, sua mãe e Alexis venham comigo. Sei que vou ter que enfrentar um milhão de problemas porque você não é nem mesmo um cavaleiro, mas eu não me importo, se estiver ao meu lado, sei que tudo se resolverá.
— Você quer ... Eu te seguiria até o fim do mundo se fosse preciso. – e abriu um largo sorriso, aquele que deixava os olhos pequenininhos.
–- Será que sua mãe e Alexis vão gostar de morar em um castelo? – perguntei com um sorriso nos lábios, pois já sabia a resposta.
— Você está brincando? Elas vão adorar. – me puxando pela cintura, me colocou sobre o seu colo e, passando meus braços ao redor de seu pescoço, o beijei como se o mundo lá fora e os problemas que o acompanham, não existisse.
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