Era Uma Vez, Na Idade Média
17 Capítulo 17 - Começando os Trabalhos.
Notas iniciais
BRACKEN
Bracken estava no meio de sua refeição, quando foi interrompido por um de seus soldados.
–- Senhor, trago notícias.
–- Espero que seja importante para interromper meu jantar. – disse lambendo os dedos sujos de comida.
–- Sim senhor, é muito importante. Um de nossos informantes acabou de chegar com uma notícia urgente. Existe uma vila ao extremo norte daqui chamada North Yard. Pelo que parece, alguns camponeses decidiram formar um exército, senhor.
–- Exército é. Interessante, e por que você acha que eu devo me preocupar com um bando de camponeses armados de forcados? – entornou uma taça de vinho que escorria pelos cantos da boca.
–- Não que deva se preocupar, mas achei importante informá-lo, senhor. Talvez o senhor queira acabar logo com eles, antes que se organizem.
–- O que sabem sobre esse ‘exército’? – praticamente vomitou a última palavra.
–- Não muito senhor. Nosso homem está retornando para obter mais informações, parece que o acampamento fica numa área escondida e ele precisará se infiltrar como um combatente.
–- Hummm. Faça isso e me mantenha informado. Acho até que será divertido dizimar um bando de camponeses insolentes. Como ousam achar que podem me derrotar. Há... até parece piada. Vou esmagá-los como formigas insignificantes que são. – ao pensar nisso, gargalhou alto.
–- Sim senhor. – o soldado fez uma reverência mas, quando ia se retirar, foi chamado novamente.
–- Já tiveram notícias dela? — quase não tinha mais esperanças de encontrá-la.
–- Ainda não senhor. – e com um sinal de mão, Bracken o dispensou.
–- Mas que droga! — Ele se dirigiu a uma das janelas do salão praguejando sozinho.
–- Como aquela vagabunda desapareceu assim. Ela me abandonou, aquela traidora. – o ódio era tanto que, os dentes começaram a estalar, tamanha era a força que ele fazia.
–- Continuarei as buscas para encontrá-la. Tenho que matar aquela traidora com minhas próprias mãos. Quero ver o brilho dos seus olhos se apagando aos poucos enquanto aperto sua garganta bem devagar. – pensar nisso o deixou excitado. – Quero que ela implore pela vida.
–- Serei obrigado a encontrar uma outra Rainha para mim. Vadia! – de raiva jogou sua taça na parede.
–- Eu vou te encontrar Princesa. Nem que seja a última coisa que eu faça... – e gargalhou infinitamente.
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BECKETT
No acampamento, as coisas evoluíam rapidamente. Após organizarem tudo, começaram os treinamentos. Já tinham um número considerável de soldados. Espo treinava os arqueiros, ele era o melhor arqueiro disponível, um cara chamado William Sorenson estava treinando o pessoal com espadas e parece que o treinador de luta corporal também é muito bom. Preciso treinar, por isso marquei um horário hoje de manhã.
Coloquei uma roupa mais confortável e estava colocando tirar de tecido nas mãos quando senti o cheiro de café fresco.
–- Bom dia, Castle. – peguei o café que ele me ofereceu. –- Obrigada. – respondi com um sorriso.
–- Bom dia, Beckett. Onde vai assim, tão produzida?
–- Não que seja da sua conta, mas estou indo treinar luta corporal. Soube que o cara é bom. – estava tentando terminar de amarrar o tecido no punho.
–- Aqui, deixa que eu te ajudo. E a propósito, tudo o que você faz aqui é da minha conta, sim. – delicadamente, ele arrumava as faixas nas minhas mãos.
–- E por que seria? – ele tinha que terminar logo, o contato prolongado estava me fazendo perder a concentração.
–- Porque eu sou seu parceiro, se lembra? – então Castle deu o último nó, senti um misto de alívio e abandono.
–- Se é meu parceiro, então deveria vir treinar um pouco também. Faria bem você saber se defender.
–- Mas eu sei me defender, tenho treinado esgrima com o Sorenson. – Castle parecia um pouco assustado com a possibilidade de levar um soco durante o treino.
–- Ok, se quiser, pode me acompanhar, quem sabe você não se anima? – ele parou por um momento, analisando o convite e então me seguiu.
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CASTLE
A Beckett tem cada ideia maluca, imagina se eu iria de livre e espontânea vontade, levar socos na cara. Mas, se ela insiste, posso ao menos ver se esse cara é bom mesmo.
Chegando ao campo de treino, o tal treinador já aguardava. Tinha a minha altura, cabelos escuros, dentes perfeitos e olhos azuis, um pouco mais claros do que os meus. Não gostei dele, ele era muito bonito e pareceu que Beckett também achou, porque logo que o viu, lançou ‘aquele’ sorriso.
–- Bom dia, alteza. Sou o Thomas Demming. Serei seu professor hoje. – ele também lançou ‘o’ sorriso para ela. Estou começando a odiar esse cara...
–- É só... Kate. Prazer em conhecê-lo. Podemos começar. – ela o cumprimentou com um aperto de mãos.
–- Claro. Vamos ver o que você sabe.
–- Vou tentar ser gentil. – Kate se dirigiu ao centro e se preparou. Afastou as pernas, flexionou os joelhos e montou guarda com as mãos.
–- Bom, vejo que tem a postura correta. – ele se posicionou da mesma forma.
Imediatamente Beckett fez uma sequência de dois socos, alternando direita e esquerda, finalizando com um giro e uma cotovelada. Que Demming, infelizmente, defendeu. Droga, queria ver ele levando uma surra.
–- Ótima sequência de ataque. Vamos ver como se sai agora? — ele chuta e Beckett defende. Em seguida ela revida com um chute e acaba derrubando Demming. Isso... era disso que eu estava falando, é como se eu mesmo estivesse dando uma surra nele.
–- Como é que está o chão? – ela gostava de ganhar.
–- Duro. Sou muito lerdo quando começo mas, — ele se levantou rapidamente. –- acho que encontrei meu ritmo.
Então Kate dá mais um soco, mas ele esquiva e com o próprio impulso ela fica de costas para ele que, aproveita de lhe dá uma chave de pescoço.
–- Nunca perca a concentração, a distração pode significar o fim. – Demming sorria como se já tivesse acabado. Se ele não soltá-la...
Então Beckett dá uma cotovelada nas costelas dele e, quando ele se curva com o golpe, ela aproveita a diferença de altura, dá um pequeno salto segurando os braços dele e quando o corpo desce, ela impulsiona para frente, fazendo com que ele seja jogado por cima dela. Por fim, Kate o imobiliza com uma chave de braço.
–- hum, hum. Entendi. Nunca perder a concentração. – Beckett ajudava Demming a se levantar. –- Foi uma boa luta, precisamos fazer isso de novo. Se não se importar de apanhar mais.
–- A qualquer hora. Pode contar comigo. – e sorriram um para o outro. Definitivamente, eu odeio esse cara.
–- Ei, Castle. Por que a cara emburrada? Não gostou?
–- Não, eu adorei. Principalmente a parte que você acabou com ele. Me lembre de nunca irritá-la a ponto de querer me bater.
–- Isso é impossível, Castle. Eu não bato em quem é mais fraco que eu. – gargalhou.
–- Ei... Essa doeu! – e se fingindo de ofendido, fez bico.
De longe um homem misterioso usando um capuz, observava o casal sorridente.
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