Era Uma Vez, Na Idade Média

15 Capítulo 15 - Parceiros de Viagem


Notas iniciais
Uhuuu! Em onze dias temos 1035 acessos. Isso não seria possível sem vocês. Um grande beijo a todas, com muito carinho. Qual será o pedido inusitado feito à Beckett? Matem a curiosidade em 3... 2... 1...

BECKETT

Beckett e Castle chegaram ao N.Y.D.P. para se reunirem com os amigos para acertarem alguns detalhes antes de seguirem para o acampamento.

Deixaram seus pertences na carroça e entraram, sendo recepcionados por Gates.

–- Veio me receber pessoalmente Gates? Acho que alguém começou a gostar de mim? – Castle, como sempre, não perdia a oportunidade.

–- Nem em seus sonhos, Senhor Castle. O motivo que me fez vir falar com vocês é outro. – Gates olhava séria para nós, até Castle percebeu e mudou a sua postura.

–- Tudo bem, podemos ir a um lugar mais calmo. Castle, vá avisar os meninos que já estamos indo. – Disse a ele, seja lá o que a Gates tinha a dizer, parecia ser muito sério.

Após Castle retornar da mesa do pessoal, Gates saiu em direção aos fundos da taberna e nós à seguimos. Tinha um espaço pequeno com uma mesa e uma cadeira, com mais duas cadeiras à frente. Gates nos indicou as duas cadeiras e nos sentamos, observando Gates fazer o mesmo, após um curto período de silêncio, ela começou:

–- Senhorita Beckett, Senhor Castle. Como sabem, esse lugar é a minha vida, trabalhei muito duro para conquistar tudo isso. E depois de todos esses anos, não existe nada o que aconteça sob esse teto que eu não saiba. – eu e Castle nos olhamos rapidamente, estávamos realmente curiosos.

–- O que a Senhora quer dizer exatamente com isso, Gates? – a questionei, ainda tínhamos muito o que fazer naquele dia.

–- Ok, indo direto ao assunto. Eu sei o que vocês estão fazendo. – Gates estava semi-debruçada sobre sua mesa, com as pontas dos dedos encostados na mesma, olhando diretamente para nós dois.

–- Senhora, nós não...

–- Não pense que me enganam vocês dois. Têm chegado pessoas estranhas à essa cidade todos os dias e, todas elas procuram por seus amigos lá fora. Após ouvir uma conversa aqui e outra ali, pude deduzir uma coisa. – agora eu entendo o porquê das pessoas daqui a chamarem de “A Gata de Aço”, ela não esconde as garras.

–- Então, o que deduziu? – Castle estava com os olhos esbugalhados.

–- Que haverá uma guerra. E que vocês dois irão iniciá-la. – ela apontava o indicador para cada um de nós. –- O que muito me admira é o Senhor, Sr. Castle. Nunca pensei que teria essa coragem.

–- Ora, Gates. Ainda existe muito de mim, que permanecerá um mistério. Até mesmo para você. Mas me diga? Por que está levantando esta questão? Se não quiser que as pessoas venham aqui, eu as avisarei.

–- Essa não é a questão Sr. Castle. A questão é, que eu quero participar de alguma forma. – agora estávamos os dois com os olhos arregalados de espanto.

–- Mas a Senhora? Eu não entendo. – foi apenas isso que consegui falar diante do pedido dela.

–- Eu não batalhei por tudo isso aqui, para vir um sujeitinho mimado vir e tomar de mim. Eu farei quaisquer coisas que for possível, eu só quero lutar. – agora ela me encarava de uma maneira diferente, era um olhar de súplica.

–- Panquecas??

–- Castle! Shhhh!

–- Olha Gates, eu ainda tenho que pensar em uma posição para a Senhora. Ainda não nos organizamos o suficiente mas, verei o que posso fazer. Quanto mais pessoas engajadas nessa batalha, mais rápido poderemos nos ver livre desse bastardo. Seja bem vinda a equipe, Victoria Gates. – estendi a mão para ela que, imediatamente apertou minha mão e esboçou um sorriso.

Em seguida, após ficar acertado que falaríamos com ela para acertarmos os detalhes, nós retiramos e fomos ter com nossos amigos.

–- Uau! Se eu soubesse que para tirar um sorriso dela era só dizer que, possivelmente, ela poderia vir a morrer. Já teria feito isso logo depois de ter colocado fogo na mesa dela.

–- Ninguém vai morrer Castle, ainda. Porque se continuar assim, pedirei a Gates para cuidar de você pessoalmente.

–- Ei! Eu disse possivelmente... e não provavelmente... e....

–- Olá pessoal. – disse já cumprimentando Lanie, Espo, Ryan e Jenny que nos esperavam. –- Demoramos?

–- Não muito, mas me diga, que roupa é essa? Está vestindo calças? Eu adorei! Acho que vou vestir uma também, vai deixa minha... hummm, você sabe, incrível! – Lanie pareceu realmente empolgada com as calças.

–- Que bom que gostou Lanie, porque o Castle ficou implicando com elas. – elas lançaram um olhar divertido para ele.

–- Não que eu não tenha gostado mas, são minhas calças! – Castle parecia uma criança que perdeu o doce.

–- Oh, tadinho do Castle, pelo menos vejo que tem outra reserva. – Lanie o media de cima a baixo.

–- Eu lhe disse que se quisesse poderia usar um dos meus vestidos.

–- Tenho certeza que ficaria lindo – e todos caíram na risada.

–- Ha, ha... Podem parar vocês duas, não tem graça. – fazendo biquinho.

–- Ok, ok, mudando de assunto, o que a Gata de Aço queria com vocês? – Lanie, sempre curiosa.

–- Depois eu conto. – Gates disse que sabia tudo o que acontecia ali dentro, melhor não arriscar. -- O que eu quero saber é, como vai os preparativos Jenny. Faltam só alguns dias. – estava realmente feliz por eles. Alguma coisa boa tinha que acontecer, faz com que tenhamos esperança.

–- Estou tão eufórica, são só mais alguns dias para me tornar a Senhora Ryan. Será tão lindo! Não é Honey-milk. – ela estava reluzente.

–- Não vejo a hora, meu amor. Você merece tudo e um pouco mais... – Ryan a beijou apaixonadamente.

–- Vocês são tão fofos... – Lanie estava emocionada.

–- E não se preocupem. Vamos partir hoje mas, nem uma guerra me impedirá de ver o casamento do meu amigo. – Castle abraçou Ryan bem apertado.

–- Nunca duvidamos disso. Mas, vocês vão mesmo hoje?

–- Não dá mais para adiar Ryan, começamos tudo isso, temos que conhecer o pessoal e, eles têm que me conhecer também. Já foi muito terem vindo até aqui sem nenhum incentivo palpável. – segurava a mão dos dois, não queria que se preocupassem comigo logo agora.

–- Nós iremos logo depois do casamento. – Jenny foi categórica.

–- Oh, não tenham pressa, aproveitem o tempo de vocês, prometo que ficaremos bem. – eles apenas sorriram.

–- Mas não façam nada que eu não faria hein. — Castle piscou para Ryan.

–- Então garota? Já guardou um lugar para mim? – Lanie me perguntou.

–- Como assim um lugar para mim? Você vai ficar aqui Lanie.

–- Por que? Serei tão útil como qualquer um. E se Javi vai com vocês, eu também vou junto. Nada do que me disser, vai me fazer mudar de ideia. – da maneira que ela falou, nem o Espo, que tinha intenção de dizer alguma coisa, teve coragem de proibi-la.

–- Ok! Será mesmo muito bom ter alguém com seus conhecimentos afinal. Mesmo que seja estranho. Por que você não usa chá como todo mundo?

–- Ei garota, eu curo as pessoas, esqueceu disso? E acho que, para o que nos espera, chazinho não vai fazer muita diferença não! – Lanie tinha razão mas, abrir as pessoas para remendar, era muito nojento.

–- Tudo bem. Você tem razão. Só que eu nunca vi isso antes, até conheci um cara uma vez que estava aprendendo curandeirismo e ele nunca comentou sobre algo assim.

–- Pois é, eu também não, até pouco tempo atrás. Mas soube de um jovem que estava fazendo alguns desenhos do corpo humano lá na Itália, um tal de ‘da Vinci’, e me interessei sobre o assunto. Pensei, se eu conhecer melhor como funcionamos, então acho que será mais fácil arrumar o que quebrou.

–- Tudo bem, eu vim me despedir de vocês mas, acho que vou me despedir somente do Ryan e da Jenny então. Por enquanto. – E abracei os dois.

–- Tchau pombinhos, nos veremos em poucos dias. – Castle os abraçou também.

–- Prontos vocês dois? Já estamos indo. – Apontei para Lanie e Espo e eles me mostraram suas sacolas.

–- Ótimo, aproveitem a carona e apreciem a paisagem... porque vocês terão o privilégio de ter a mim por companhia por tooodo o caminho. – Castle dizia radiante.

–- Céus! Acho que vou a pé. – Lanie foi saindo.

–- Eu também – Espo foi em seguida.

–- Você também Beckett? – ele estava com cara de cachorro pidão.

–- Tá bom, Castle. Não se preocupe, eu faço esse sacrifício por você. – ele me deu aquele sorriso e, me senti como se tivesse ganhado o dia. Subimos todos na carroça e, partimos em direção ao nosso destino.

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Notas finais
É agora, nada de correr para as colinas. Não tem mais como fugir. Nos veremos em: Incentivo... Beijocas. ^.^