Era Uma Vez, Na Idade Média
12 Capítulo 12 - Explicações
Notas iniciais
BECKETT
De repente, todos começaram a falar ao mesmo tempo, bombardeando-a de perguntas.
–- Pessoal, sei que estão confusos mas, poderiam nos dar um tempinho, preciso falar com o Castle primeiro. – Castle estremeceu ao receber o mais terrível olhar dela.
–- Claro garota! Vamos esperar aqui, vocês dois terão muito o que nos explicar ainda. – Lanie apontava de um para o outro com os olhos semicerrados, perceberam que não poderiam fugir de maneira alguma.
Beckett se levantou e, agarrando Castle pelo braço, praticamente o arrastou para fora dali. Castle lançou um último olhar para os amigos, como se estivesse se preparando para a forca. E, talvez, não fosse tanto exagero assim. Beckett estava realmente muito brava.
–- Pessoal, se me ouvirem gritar por maçãs, por favor venham me socorrer! – Ele implorou.
–- Vamos pensar no seu caso, mas não teria tantas esperanças. – Ryan também estava muito sério. Sabia que a encrenca era maior ainda do que imaginava.
Depois de saírem e encontrar um local um pouco mais isolado, onde ninguém poderia ouvir sua conversa, Beckett soltou o braço de Castle e vociferou.
–- Senhor Richard Castle, como ousa sair gritando aos quatro ventos, um segredo que não te pertence? Você não tinha o direito! Eu confiei em você e agora me arrependo. – Kate estava furiosa, mas não pelo segredo em si, mas pelos problemas que esse segredo trazia.
–- Beckett... Kate... Eu não tinha... – Castle tentava explicar.
–- Mas que droga, Castle! Você sabe muito bem o porquê de minha identidade ser um segredo. – e falando mais baixo para ninguém mais ouvir. –- Você sabe muito bem que, se Bracken me descobrir aqui, toda a cidade estará perdida. Eu não te dei autorização para decidir coisas sobre a minha vida. – ela já não estava mais brava, agora Beckett estava temerosa.
–- Kate – ele segurou no braço dela para que olhasse para ele. –- Eu sei que está com medo, todos estamos. Mas para acabar com esse tirano, teremos que lutar, não há outras opções. Como você mesma disse, quando chegarem aqui, não será pelas ótimas panquecas da Gates ou pelo meu charme. – ela revirou os olhos, como ele consegue ser tão irritante e, porque por ele ser tão irritante, ela consegue ficar brava com ele.
–- Tá ok, você está certo. Mas eu quero que você faça uma coisa por mim. – ele me olhava atentamente. -- Depois que tudo estiver acertado, eu quero que você vá para casa. Essa luta não é sua, Castle.
Ele estava atônito com o pedido.
–- Tá bom que não é. Eu disse que ia te proteger e sempre cumpro o que prometo.
–- Rick... você mesmo disse, esse é o MEU destino, não o seu. Eu sei que gosta de me pensar que pode me proteger mas, você não é um cavaleiro, ou um soldado... Não posso permitir que Martha fique sem o filho e que Alexis fique sem o pai.
–- Olha, eu posso até não ter uma espada, a não ser que você conte aquela de madeira que uso para brincar com a Alexis. Mas eu vou lhe dizer uma coisa... Gostando ou não, eu sou o seu fiel escudeiro e não também não vou permitir que lute sozinha. – Castle estava sério, seus olhos azuis olhavam diretamente nos meus olhos.
–- Castle? – ele acenou com a cabeça, não desviando o olhar. –- O fiel escudeiro sempre é o primeiro a morrer. – não tinha mais argumentos.
–- Parceiro então? – ele fazia biquinho.
–- Ok, parceiro então, vamos entrar? Temos explicações a dar, planejamentos para fazer. E obrigada.
–- Pelo o quê?
–- Por ser.... meu cavaleiro andante. E me acompanhar nesta tarefa infinitamente insana. – Os olhos verdes brilhavam.
–- Sempre. – e ambos abriram largo sorriso.
Castle ofereceu o braço para Beckett, e entraram quase da mesma forma que saíram, com a diferença que a palavra de segurança (maçãs) não seria mais necessária.
BECKETT & CASTLE
Chegaram à mesa dos amigos de braços dados e sorrindo.
–- Hummm! Vejo que os pombinhos se acertaram – Lanie se divertia com os rostos corados.
–- Não estamos juntos – disseram em uníssono e olhando um para o outro, sorriram novamente.
–- Vocês não me convenceram nem da primeira vez que disseram isso. – Lanie podia jurar que tinha um algo mais ali.
–- Não assim, pelo menos, somos só amigos. – Castle tentava se convencer do acabara de dizer.
Eles se sentaram e, o silêncio repentino veio acompanhado de quatro rostos curiosos.
–- Tudo bem. O que quiserem saber, é só perguntar. – Beckett respirou fundo e concluiu. –- Se vamos entrar nessa, então é melhor não termos segredos.
–- Então, você é Princesa? Quero dizer a nossa Princesa? – Espo perguntava com uma das sobrancelhas erguida.
–- Sim Espo, eu sou a princesa de tooodo esse Reino. Meu pai é o Rei e minha mãe é.... – Kate sentiu as lágrimas queimarem. -- ... era, a Rainha.
–- Então teremos que fazer reverência e chamá-la de Alteza? – Jenny fez com que todos ficassem desconfortáveis com a pergunta. Afinal, ninguém ali tinha ideia de como se portar diante da realeza.
–- Oh Deus, não...! Vocês me conhecem como Kate Beckett, e é assim que prefiro ser tratada. Castle me chama assim então vocês deverão me chamar assim também, pois sinto que também seremos grandes amigos. – quando Beckett abriu um grande sorriso, todos pareceram ter tirado um peso das costas e sorriram também.
–- Bem, se o garoto de olhos azuis aqui, que não vale nem o que pago nessas deliciosas panquecas, tem carta branca. Então vou acreditar que está falando sério. – Lanie fazia cara séria.
–- Ei, também não é bem assim, tenho certeza que valo mais que essas panquecas. – Castle choramingava com o orgulho ferido.
–- Não tenho tanta certeza disso, Castle – Beckett se divertiu um pouquinho também.
–- Agora é oficial, eu gostei de verdade dessa garota. – Lanie se levantou e contra todas as convenções, deu um abraço apertado em sua nova amiga.
–- Viram pessoal, ninguém virou abóbora. – Castle anunciou quando percebeu a cara de espanto de todos na mesa. Então deixaram os constrangimentos de lado e todos riram.
–- Mas voltando ao assunto que nos trouxe aqui. – Castle chamou a atenção para si. –- Teremos que contatar essas pessoas que estão dispostas a lutar e, até nos reunirmos, acho melhor nos prepararmos fisicamente. Beckett?
–- É, isso será muito importante, temos que encontrar pessoas que poderão nos ensinar esgrima e luta corpo a corpo. Isso poderá ser a diferença no campo de batalha. Precisaremos também de um local mais escondido para montar acampamento. Reuniremos um grupo grande de pessoas e, a não ser os envolvidos, ninguém mais poderá saber. Não podemos correr o risco de sermos descobertos antes da hora.
–- Tem uma clareira bem grande bem no meio da floresta, ao norte. Não pode ser vista das estradas principais e, o acesso é por uma passagem escondida bem no meio das grandes rochas. – Ryan opinou sem muita certeza.
–- Parece ser o lugar perfeito. Como conhece este lugar? – Castle estava curioso.
–- Bem – Ryan olhava de forma muito doce para Jenny. –- Quando eu decidi pedir a Jenny em casamento, procurava por um lugar perfeito e, depois de passar dias andando por aí, estava cansado e me apoiei em uma parede. Mas acabei caindo ao passar direto por ela. Quando me levantei não acreditava que via, morei minha vida inteira nesse lugar em nunca soube que existia essa clareira linda bem ali. O local tem uma relva baixa e fonte de água límpida, seria um ótimo lugar para abrigar um exército inteiro sem que ninguém soubesse.
–- Oh Honey-milk, aquele lugar é mesmo lindo. E aquele dia foi inesquecível. – Jenny olhava tão apaixonadamente para Ryan que nem percebeu que todos estavam rindo do apelido carinhoso dele.
–- Então, quando é que o casal vai subir ao altar. – Lanie mudou de assunto para salvar a amiga.
–- Não sabemos mais, com toda essa confusão, como poderemos organizar uma festa? – Ryan falou derrotado.
–- Não vejo nenhum motivo para que esse casamento não se realize. A não ser que o Honey-milk aqui, esteja com medo... da Jenny eu quero dizer. – Castle não podia deixar a oportunidade passar.
–- Castle! Não seja indelicado. É claro que o Honey-milk não está com medo da Jenny. – Beckett também entrou na brincadeira.
–- Há, há... Vocês são muito engraçadinhos... – Ryan tinha um sorriso amarelo. –- E para provar que eu não tenho medo de nada. Jenny, meu amor, se você quiser, pode marcar qualquer data, não vou sair para guerra nenhuma antes de estar devidamente casado com você, que é a mulher que eu quero passar o resto da minha vida.
–- Ehhhhh... É isso aí Ryan. – Todos gritavam em comemoração.
O que ninguém percebeu, era que um homem vestido com um capuz negro os observava atentamente do fundo da taberna. E pelo seu olhar, o que planejava, com certeza não era coisa boa.
~ ¤ ~
Fale com o autor