Era Uma Vez, Na Idade Média
11 Capítulo 11 - N.Y.P.D. - A Nova Família
Notas iniciais
EM N.Y.P.D.
Chegando em North Yard, que era uma vila pequena e muito simples, foram direto para o, que parecia, lugar mais barulhento dali. Logo na entrada via-se uma enorme placa com letras garrafais escrito N.Y.P.D – North Yard Panquecas e Diversão. Ao entrarem foram direto ao balcão.
–- Onde está a mulher que eu tanto amo? – Castle disse à mulher atrás do balcão. Ela era uma negra muito bonita, aparentava ter uns cinquenta anos e ao perceber Castle fez uma cara muito feia.
–- Esta ainda está para nascer Castle. E não pense que não sei o que está fazendo. – disse a mulher com uma das mãos no balcão e a outra na cintura enquanto encarava Castle com cara de poucos amigos.
–- Eu? Mas eu não estou fazendo nada? – Ele fazia cara de deboche enquanto erguia as duas mãos em rendição.
–- Chega aqui cheio de gracinhas porque sabe que não posso expulsá-lo daqui, se não fosse a sua amizade com o Bobby, nunca mais entraria aqui. – dito isso, ela virou as costas e saiu.
–- O que é isso Gates, sabe que eu amo suas panquecas, tive que falar com o Bobby. Eu não viveria sem elas!
–- O que você fez para deixar essa mulher tão brava assim? Não, quer saber, é melhor eu não perguntar. – Kate disse com a mão levantada e já saindo dali.
–- Mas eu não fiz nada, só bebi um pouco mais do que deveria e coloquei fogo em uma das mesas. – Kate virou-se para ele boquiaberta. –- Mas eu paguei pelos estragos. – Castle emendou rapidamente.
–- É Castle, parece que não foi o suficiente. Esse não deve ter sido o seu único pecado. – Castle já ia responder, mas foi interrompido. -- E quem é Bobby?
–- Ah, ele é o Senhor dessas terras. Sir Robert Weldon.
–- E você o chama de Bobby?
–- Nos conhecemos há anos. Somos parceiros de Gamão, e como não gosta de perder, às vezes me faz uns favores como suborno. Ele ainda tem esperanças que eu o deixe ganhar por causa disso, mas digo a ele que sou um homem honrado e, se ele ganhar, será por mérito próprio. – sorrindo Castle começou a ir para os fundos onde tinha um pessoal sentado conversando.
–- Olá ladys e gentlemans. Beckett, já conheceu o Ryan e o Espo. – Beckett acenou a cabeça e os rapazes acenaram de volta. –- E essas lindas moças, são Jennyfer e Elaine. – Castle apresentou a moça loira seguida pela morena. – Apresento-lhes Kate Beckett.
–- Elaine, Richard? Sério? – e se dirigindo a Kate. – Olá Beckett, pode me chamar de Laine e essa é a Jenny. O Richard sabe que eu prefiro que me chamem assim, mas ele é impossível. – Lanie lançou um olhar que dizia “melhor não me irritar ou eu mato você”.
–- Eu já tinha percebido isso, não conheço Castle há muito tempo, mas ele tem o dom de me irritar sempre.
–- Castle? – Lanie parecia confusa.
–- Oh, isso. – Castle ficou animado em mudar de assunto. – No dia que Beckett acordou, acho que ficou um pouco confusa e sem querer acabou me chamando de Castle ao invés de Castelian e, eu gostei.
–- É, acho que combina com você. Richard sempre me pareceu um pouco formal demais. E você não é, em hipótese alguma, formal. – Lanie riu da cara de Castle.
–- Então meu nome é feio?
–- Não, Castle. O que a Lanie quis dizer é que Richard não parece o nome de alguém que fica bêbado e colocar fogo em uma taberna. Além do mais, sua mãe te chama assim e, ninguém quer agir de forma maternal com você. – Kate falava de forma tão doce que, ele só conseguiu responder com um sorriso.
–- É isso aí. Já comecei a gostar de você garota. Precisávamos mesmo de mais uma mulher nesse grupo para equilibrar as coisas. Quando esses três se juntam, é perigoso colocarem fogo na vila inteira e não somente em uma mesa. É bom saber que o ‘olhos azuis’ aqui, encontrou uma mulher para colocar ele nos trilhos.
Castle e Kate se olharam assustados e disseram ao mesmo tempo.
–- Ah, não. Nós não estamos juntos.
–- Somos apenas... – Kate disse.
–- ... Amigos! – Castle completou.
–- Mas vamos direto ao assunto, porque não viemos aqui só para comer panquecas. – Castle chamou a atenção batendo a palma das mãos uma vez.
–- Nesse caso, Richard. Vou levar essas panquecas de volta então. – Victoria Gates se aproximou com um prato de panquecas que cheirava maravilhosamente bem.
–- Não seja por isso Gates, depois do trabalhão que teve preparando esse alimento divino, eu me sacrifico por você. Ah, e pode me chamar de Castle. – Castle expressava seu melhor sorriso.
–- Não abuse, CASTLE. Senão nem o Bobby poderá fazer nada por você. – Gates já ia saindo.
–- Sabe que mora no meu coração Gates. – e para os amigos. – Se ela ainda tiver um coração ali, sei que ainda vai me amar.
–- Eu não vou não! – Victoria ainda gritou ao fundo, fazendo Castle sorrir.
–- Ok. Vamos lá. Eu chamei vocês aqui porque temos um grande perigo que se aproxima, Bracken. – todos o observavam atentamente. – Como sabem, esse crápula, usurpou o trono e se auto proclamou Rei. E, desde então, vem destruindo tudo pelo caminho. Ele vem invadindo vilas, praticando estupros, incêndios e assassinatos atropelando tudo o que vê pelo caminho e, logo, logo, ele estará aqui, em nossas casas. E, eu estava pensando, devemos fazer algo a respeito. – Castle estava sério, o que é muito raro, e ficou em silêncio esperando uma reação de seus amigos.
–- E que espera que façamos Castle? – Ryan estava assustado. –- Vamos nos esconder debaixo de nossas camas até irem embora? Ou devemos sair daqui? Acho que nenhuma das alternativas nos deixariam realmente seguros.
–- Eu estava pensando em uma terceira alternativa... Lutar.
Mal Castle disse isso e começou o burburinho. Era um “isso é loucura”, seguido de “vamos todos morrer”. Espo comia as panquecas dizendo “sentirei saudades de vocês”. Todos estavam apavorados, principalmente Kate, ela sabia exatamente do que aquele homem era capaz, ela viu com seus próprios olhos.
–- Castle! ... Castle! – Kate chamava a atenção. –- Que ideia maluca é essa. Os rapazes têm razão, Bracken tem um exército e o que nós temos? Acho que não podemos deter um exército com panquecas.
–- Mas é claro que não. Em hipótese alguma eu iria desperdiçar essas maravilhosas panquecas jogando-as no inimigo. – Kate lhe lançou ‘o’ olhar. – Mas esse não é o ponto. O ponto é que, da última vez que conversamos Espo, você me disse que muitos querem lutar mas precisam de um líder, certo?
–- Sim, mas...
–- E se já tivermos esse líder? Tem como entrar em contato?
–- Claro que sim, mas quem é esse líder? Não me diga que é você, por que senão, estamos fritos. – Espo o olhava incrédulo.
–- Há, há... engraçadinho. Não sou eu. Esse líder é a Beckett. – Kate agora estava boquiaberta.
–- Por favor tire essas panquecas dele, acho que está tendo uma congestão. Olhos azuis, você enlouqueceu? Por que a Kate faria isso? Só se, com a convivência, tenha enlouquecido também?
–- Em primeiro lugar, ela está com sua sanidade perfeita e, em segundo, ela fará isso porque é o destino dela.
–- E como você pode saber qual é o destino dela se, mal conhece o seu, hein sabichão? – Espo desdenhou.
–- Ela tomará o castelo de volta e nós a ajudaremos porque é a sua casa. – Kate fez menção de falar mas, foi interrompida por Ryan.
–- Sua casa? Agora eu não estou entendendo nada.
–- Pessoal. Quero lhes apresentar ...
–- Castle, não! – Kate estava em pânico.
–- A Princesa Katherine Houghton Godwinson, a mulher que irá comandar nosso exército rebelde e trará paz novamente para todo o Reino.
Agora todos estavam olhando para ela boquiabertos. E a única coisa que ela pensava era: -- Castle, eu vou matar você!
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