Era Dourada

3 CAPÍTULO 2: O Exílio dos deuses


Notas iniciais
Nota: este fic é uma livre adaptação de Saint Seiya, não tendo nada a ver com certas teorias de Lost Canvas (como os cavaleiros serem reencarnações ).
Os personagens originais foram criados pelos membros do Fórum/site Pandora's Box.
Este capítulo vai de presente para a Lithos, pelo seu aniversário. Desculpe o atraso.
Betado por Arthemisys e Ka-chanLP.

No Salão do Grande Mestre...

Shion se concentrava em ler alguns documentos relativos às finanças do Santuário, analisando os gastos. Seiya apareceu atrás de sua cadeira, tentando olhar por sobre seu ombro...Shion o ignorou.

Seiya continuava a espiar, ora sobre o ombro esquerdo, ora sobre o direito... Uma pequena veia começou a pulsar mais rápido na têmpora de Shion, até que finalmente:

- Perdeu alguma coisa, Pégaso? -perguntou irritado.

- Que? Eu? Não, mestre! -Seiya desconversou. Shion recomeçou a ler.- Vai demorar?

- Tenho muito trabalho, Seiya.

- Tudo bem... -cruzou os braços.

Shion suspira, sabia exatamente o que o Cavaleiro de Pégaso queria desde a noite anterior...e não conseguiria trabalhar assim.

- Depois do almoço eu continuo a ler sobre as origens do Santuário! -avisou, fazendo um gesto para que ele saísse.

- Nossa! Legal! -Seiya saiu correndo do Salão.

Exatamente na hora que Shion determinou, após terminar a sua refeição, o mestre escutou vozes em seu salão. Foi rapidamente até lá e encontrou os Cavaleiros de Ouro e os de Bronze esperando.

- O que? -espantou-se.

- Viemos para ouvir o restante da história, mestre! — avisou Seiya todo alegre.

Shion suspirou, depois concordou e foi até um baú onde guardara os manuscritos, pegando alguns deles, e sentando em seu trono para começar a ler.

- Vejamos onde paramos...Ah, sim...

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Tempos atrás...

A tensão era palpável no Salão do Trono do Grande Zeus. Atena e Poseidon se encaravam. Alguns deuses ali presentes já imaginavam uma batalha, outros se preparavam para apaziguar os ânimos, se necessário fosse.

-Meu irmão!-Zeus pronunciou-se, quebrando a tensão momentaneamente.-Veio se juntar a nós?

Poseidon se afasta um pouco de Atena e com um aceno respeitoso de sua cabeça, cumprimenta seu rei.

- Não, meu senhor. Ainda não. Tenho muito que fazer em meu Santuário Marinho antes de partir do mundo dos mortais.

- Sabe que no tempo vindouro não poderemos esperar mais. Ficaremos longe do mundo dos homens até que dois milênios se cumpram e, mesmo assim... ainda não saberemos se voltaremos.-comenta o rei dos deuses, preocupado.

- Irmão... preciso que me responda. É verdade que passou à sua filha Atena a missão de proteger a Terra?-Poseidon parecia indignado ao fazer a pergunta.

- Mas é lógico!-Zeus manteve a postura, diante do tom de voz de seu irmão. -Alguns deuses se recusam a abandonar a Terra agora e confesso que isso não me agrada. Sabe que tenho apreço pelos homens, apesar deles terem voltado suas costas para nós, e não desejo deixar a Terra sem proteção. Atena é a escolha mais óbvia para este cargo!

- Ridículo!-Poseidon brada. -Deixará a Terra sobre a proteção de uma criança rebelde! Quem deveria governar a Terra seria...

- O senhor, meu tio Poseidon?-Atena resolve se pronunciar.

- Sim!-exclamou o deus dos mares com firmeza.

- O Mundo Submarino não lhe basta, tio?

- Acha que você, uma criança entre os deuses, pode governar a Terra e os homens?-provoca Poseidon.

- Não pretendo governar a humanidade, Poseidon, e sim proteger seu futuro. Ainda acredito na humanidade.

- Andas sonhando demais, minha cara Atena!

-Basta!-pede Zeus em um tom firme, desaprovando o início da discussão.-Já tomei minha decisão, meu irmão. Atena ficará na Terra.-o rei dos deuses volta o olhar para o Poseidon.-E você? Pretende ficar então em seu reino?

-Sim. Não deixarei meu reino e nem o continente onde sou venerado.-disse o soberano dos mares, voltando as costas a Zeus.-Adeus irmão. Desejo a você e aos demais que partem, que fiquem bem.

-Obrigado Poseidon. Desejo o mesmo a você.

Após ver Poseidon se retirar da sala do trono, Zeus lançou um olhar a sua esposa indagando:

- E Hades? Ele não veio?

- Não, meu esposo.-respondeu a bela deusa.- Ele se recusa a deixar seus domínios. Thanatos e Hypnos, bem como outras divindades do Submundo, decidiram ficar ao lado dele. Hefestos está em seu templo, disse que tinha algo de suma importância a realizar. Não partirá nesta era conosco.

- Então que seja.-Zeus olhou para a filha.-Em três dias os astros estarão alinhados e partiremos.

- Três dias me bastarão. Adeus, meu pai...até um dia quando nos veremos novamente. -diz Atena reverenciando-o e em seguida sai do grande salão.

-Adeus...minha filha.

Pouco tempo depois, Atena atravessou os portões do Olimpo, usando seu poder divino para chegar ao Monte Etna, onde Hefestos estava em sua árdua tarefa, sem distrair-se.

O deus coxo, a primeira vista, poderia assustar em sua aparência. Seu rosto estava marcado pelo intenso trabalho e suor, bem como sujeira. As mãos estavam ocupadas em dar os últimos detalhes em uma peça, que se assemelhava a um escudo. Mas ao notar a presença da irmã em seus domínios, ele para e sorri.

- Minha pequena Atena. Você chegou mais cedo do que previa.-o deus do fogo deixa de lado seu trabalho e abre os braços para receber um caloroso abraço de Atena.-Como nosso pai reagiu a sua decisão?

- Senti a tristeza dele, Hefestos.

- Bem como o orgulho dele por sua decisão.-ele piscou.-Alegre-se. Já estamos terminando. Faltam apenas duas armaduras douradas, seguimos fielmente seus desenhos. Estão ficando magníficas, se me permite dizer.

Atena observa Hefestos pegar a peça na qual trabalhava e caminhar da maneira que podia até uma das armaduras douradas, onde um artesão com as características étnicas dos habitantes de Lemuria, dava os últimos retoques. O deus das forjas colocou o escudo nela.

- A armadura de Libra está pronta afinal.-disse o ferreiro dos deuses.-Não teria conseguido realizar tão empreitada em tão pouco tempo, se não fossem os ferreiros que me indicou, irmã. Falta pouco.

- Lemúria é um lugar magnífico irmão! Quais ainda faltam?

- Sagitário e Peixes.-respondeu o deus.-Mas apenas seus elmos, que estão sendo feitos pelos artesões.

Atena olhou para as armaduras. Faltava algo.

- Ainda não receberam o Sopro da Vida.-disse Hefestos, como se lesse a mente de Atena.

-Sopro da vida?

-Seu sangue divino. Algumas gotas serão o bastante para despertar nelas o seu cosmo.

A deusa da Justiça se aproxima das armaduras que estavam prontas, pega uma ferramenta afiada sobre uma mesa próxima e corta a palma da mão, em seguida, atira seu sangue nas vestimentas douradas.

Ela observa o que acontece em seguida, enquanto o corte era curado, sem deixar cicatrizes. As dez armaduras reluzem de repente, como se o próprio sol estivesse contido nelas.

- Estão vivas. Seu cosmo e o delas, estão eternamente unidos.-diz Hefestos.

- Irmão. Preciso que as doze armaduras fiquem prontas. Sinto que Poseidon não aceitou de bom grado a decisão de meu pai de deixar a Terra sob minha proteção.

- Hmm...talvez os boatos sejam verdadeiros.-o deus parecia refletir.

- Que boatos?

- Estas armaduras são feitas de oricalco, ganamium e pó de estrelas. Entregue a mim por você. Os Ventos me contaram que ao passarem pelo continente que pertence a Poseidon, viram uma estrela cair nas águas do grande mar que cerca a ilha. O deus dos mares retirou a estrela do fundo e a entregou à ferreiros em Atlântida. Creio que está utilizando o metal desta estrela para criar seu próprio exército imbatível!

-Então...a guerra que eu tanto queria evitar, está bem próxima.-ela cerra os olhos pesarosa e então murmura.- Tarek...se apresse.

-Se me permite perguntar, irmã...Por que escolheu um rapaz que não é um guerreiro para uma missão tão perigosa?

-Porque Hefestos, Tarek tem a alma de um guerreiro e o coração de um líder. Apenas não sabe disso, ainda.

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Atlântida.

O mar se abriu, dando passagem a ele. Os pescadores que presenciavam tal evento, imediatamente largaram as redes e se prostraram ao chão, não ousando levantar os olhos para a divindade que ali estava.

Com um pensamento, Poseidon se afastou da praia, aparecendo em seguida no palácio real. Todos no palácio, do escravo ao rei, imediatamente renderam homenagens ao deus, ajoelhando-se humildemente.

-Meu senhor...-o velho rei ousou erguer a cabeça para fitar o deus.-Tudo está correndo como desejas.

Poseidon passou a mão pela longa barba e em seguida ordenou:

- Rei Tymisba...leve-me até eles.-ordenou o deus, sendo imediatamente obedecido pelo rei.

Andaram pelos corredores e pararam em uma grande varanda, cuja vista era uma esplendorosa praia. O rei, com um gesto de sua mão, mostrou a Poseidon o que ele desejava ver.

- Seus guerreiros...os Generais Marinas.

Poseidon olhou com atenção para o grupo de sete jovens que testavam seus poderes e cosmos recém despertados, alterando a geografia local com seus golpes. Próximo a eles, uma dama de longos cabelos loiros observa com atenção, ela notou a presença do deus e com saltos incríveis, galgou as pedras da encosta até alcançar a varanda e se ajoelhar diante do deus.

- Grande Imperador.

- Thetis.-Poseidon olhou a sereia e depois para os generais marinas.-Eles estão preparados?

- Ainda falta muito para atingirem a perfeição como guerreiros, meu Imperador.

- Eles vieram a mim, atendendo ao meu cosmo. Cruzaram os oceanos para chegarem aqui. Foram os eleitos.-dizia Poseidon.-Despertei seus cosmos, agora cabe a você Thetis, torná-los guerreiros dignos!

-Meu senhor. São hábeis guerreiros. E estão aprendendo a controlar seus cosmos rapidamente. Em poucos dias, seguiremos com seu exército para Athenas.

-Excelente.-Poseidon sorri.-Onde estão suas irmãs?

-Como ordenou, elas agora velam pela segurança de vossa imperatriz, e por seus templos sagrados.

-Ótimo.

- Há algo mais que deseja que eu faça, meu Imperador?-pergunta a sereia com humildade.

-Sim. Há algo sim.-o deus olha para Tymisba.-Soube que seu primogênito alcançou a idade de quinze anos.

-Sim. Meu filho Erastos já é um homem!

-Saiba Tymisba, que meu corpo ficará em um dos meus templos. Protegido quando a grande guerra contra Atena começar. No entanto, estarei liderando meu exército, pois meu espírito escolherá entre seus filhos aquele que será meu abrigo.- o rei o olhou com espanto e deixou os olhos lacrimejarem de orgulho.-De tempos em tempos, eu renascerei em sua descendência.

-Oh, meu senhor...que alegria!-o rei unia as mãos em prece.-Não mereço tal honraria!

-E escolhi o príncipe Erastos para ser meu novo corpo.

-Louvado seja Poseidon!-diz o rei.

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- COVARDÃO!-brada Seiya interrompendo a narrativa.

- De novo não.-Ikki coloca a mão no rosto, impaciente.

- Qual é! Todos aqui acharam a mesma coisa.-disse Seiya.-Poseidon pega um corpo inocente para lutar enquanto o dele fica protegidinho!

- Seiya. Os escritos são antigos...tem registros feitos por muitos escribas diferentes! Creio que alguém do Santuário levou anos para recolher tal material e...-Shion suspirou.-Não interrompa mais com estes gritos!

- Tá...

-Posso continuar?-olhando para Seiya.

-Pode...

-Ótimo!-ia abrir a boca para continuar, e olhou para Seiya. Vendo que ele não iria fazer nada, prosseguiu.

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Alto mar.

No convés do navio, entre mercadorias e escravos que remavam a toda força, o som da flauta de Tarek trazia alento para os homens que foram privados de sua liberdade e colocados ali. Até mesmo o chicote do feitor foi deixado de lado. O mesmo apreciava a música tocada pelo jovem lemuriano.

Arcturus, ouvia também a melodia. E olhava melancólico para o mar.

- Que está havendo? Por que esta moleza no trabalho? Temos que chegar a Roma o quanto antes, seus preguiçosos!- Gaius Maximus apareceu, furioso.-Você! Lemuriano! É o causador disso?

Tarek parou de tocar a flauta no instante em que Gaius apareceu em sua ira. Já estava se arrependendo de ter escolhido esta embarcação para levá-lo para o continente.

- Almoço!-Níniam apareceu. Rosto sujo pela gordura, estava com a expressão nada amistosa.-Eu odeio cozinhar!

-Chama isso de comida?-Arcturus aponta para a panela onde algo que um dia fora alimentos frescos, lembrava vagamente ser comestível.

- Eu disse que não sabia cozinhar!-protestou Níniam.

- Mas é uma mulher!-diz Gaius.

- Notou isso sozinho? E por que insinuam que por eu ser mulher tenho que obrigatoriamente saber cozinhar?-furiosa.

- Eu deveria...-Gaius cerra o punho, como se fosse agredir Níniam, mas Arcturus se coloca propositalmente entre ele e a garota.

- Apesar da aparência...-Arcturus prova a "sopa" e sorri para Níniam.-...tem um gosto muito bom. Está delicioso, lady Níniam.

- Verdade?-ela fica corada com o sorriso do belo rapaz.-Então vou fazer mais!

Ela volta para o interior do barco. Gaius se afasta bufando para gritar com os escravos e Tarek se aproxima do jovem romano.

- Está horrível?-pergunta.

- Parece lavagem!-Arcturus fcorre para cuspir para fora do barco, o rosto assumindo um tom levemente esverdeada.

- Eu sei.-Tarek riu se aproximando do rapaz.-Mas por que não disse isso a minha irmã?

- Viu o sorriso que ela exibiu quando elogiei sua comida? Era lindo!-Arcturus sorriu e depois se apressou em explicar.-Não pense que estou pensando em fazer algo com sua irmã!

- Hmmm..-Tarek o observou.-Não me preocuparia com isso. Se tentasse algo com ela, e não fosse de seu agrado, me preocuparia com a sua integridade física, meu amigo.

- Notei também o espírito selvagem dela.-Arcturus olhou para o horizonte e sua expressão ficou taciturna.-Tempestade se aproximando.

- Hã?-Tarek olhou na mesma direção.-Tem certeza?

- Sim. Melhor nos prepararmos.

- Para o que?

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Menos de uma hora depois.

A embarcação era jogada de um lado para o outro, lutando contra as águas revoltas. Aquela tempestade prometia ser devastadora. Níniam estava se segurando o quanto podia, mas não queria ficar dentro do barco, sendo jogada como uma boneca entre as paredes, mas do lado de fora a situação era bem pior. Por instinto, procurou o irmão com o olhar.

O viu tentando se segurar aos cordames, Arcturus estava ao seu lado, gritando ordens aos escravos e criados. Todos lutavam para manter a embarcação flutuando quando a nau mergulhava perigosamente. A espuma voava alto e caía no convés. Ondas gigantescas espalhavam água pelas laterais da embarcação. A chuva despencava sem parar. Todos lutavam para sobreviver.

Níniam previa um naufrágio iminente.

- Tarek!

-Níniam. Se agarre em algo!-o rapaz gritou.

O grito veio tarde demais. Uma onda envolveu-os, arrastando Níniam para dentro do mar agitado. Tarek gritou pela irmã mais uma vez em desespero. Arcturus o segurou a força, quando ele tentou pular atrás dela. Mas no instante seguinte uma onda gigantesca surgiu, como se fosse a mão de um deus da morte, pronto para destruí-los. Talvez as lendas de uma fera de tamanho imensurável que vivia no fundo do oceano fossem reais e a criatura estive emergindo.

- Minerva nos proteja!-ora Arcturus ao ver a onda.

- Louvada Atena...

Foi o que o jovem lemuriano murmurou antes da onda quebrar e destruir a embarcação...jogando-os ao mar...e à escuridão.

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- Uuuááááááááaá!-Shion se espreguiçou e enrolou os pergaminhos.

- E então?-Milo perguntou.

-Então o que?-Shion indaga, guardando o pergaminho.

-O QUE HOUVE COM ELES?-Seiya em desespero, assustando a todos.

- Eu já ia perguntar.-resmunga Milo.

-Eu não sei.-Shion dá os ombros, levantando-se da mesa, sorrindo.-Mas com certeza alguém sobreviveu para escrever a história.

-COMO NÃO SABE?-perguntaram todos ao mesmo tempo, assustando Shion.

- A história termina aí. Pelo menos o pergaminho termina. Notaram que está faltando uma parte? –aponta para parte do pergaminho destruído pelo tempo.

-Não é justo!-gemeu Seiya.-Esta dúvida não vai me deixar dormir!

- Hmm...façamos o seguinte. Amanhã irei procurar naquele cômodo pela continuação deste pergaminho.-disse o mestre.

Shaka pegou um dos pergaminhos e o analisou.

- Hieróglifos.-sorriu.-Misturado com Latim e Grego arcaico...hmmm...acho que posso traduzir este e ler mais à noite, após o jantar.

- Tem certeza?-Shion indagou.

-Absoluta. Afinal, parece que este pergaminho fala exatamente do primeiro a vergar a armadura de ouro de Virgem.-declarou com orgulho.-Fico imaginando que homem honrado, de índole sem mácula, ele deveria ter sido.

-Então você continuará a ler a noite, enquanto procuro o restante da história para saber o que houve aos meus ancestrais.-declarou Shion.- Certo?

-CERTO!-concordaram todos.

Continua...