Equinocio

3 Capitulo 2- confrontos


Notas iniciais
ATENÇãO
Bom meninas eu demorei um poquinho pra postar esse capitulo porque estava meio desanimada e com ma imensa falta de criatividade. eu achei o capitulo meio emo mas tudo bem isso é apenas fruto de minha carencia emocional-tpm-resfriado kkkk.
Eu gostaria de agradecer a todas v6 que estao lendo e que comentaram e pedir que se alguem estiver lendo e nao tiver comentando me diga o que acha por favor, mesmo se nao estiver muito bom.
Esse capitulo é especialmente para a Mandi winchester, Priscila souza, vitoria Elizabete, Rebeca castro, Thamires v rocha e pra Ritaa que estao acompanhando a fic. entao é isso obrigada por lerem e agora eu vou parar de falar pq eu falo muito, beijo e ate la embaixo!

Allie estava estarrecida. Como podia? Ele acabara de ameaçá-la e ainda por cima dizia que a conhecia? E pior... Acabara de dizer que era o novo professor de anatomia humana...

Agora ela tinha certeza de que o que ouvira dos outros alunos era verdade. Aquele sujeito com certeza tinha batido em James. Ele tinha mesmo cara de quem se envolveria em uma briga de bar. Allie ainda estava assustada com a forma que ele tinha lhe falado, como se a conhece de outras vidas. Isso é ridículo. Afinal, isso de vidas passadas não existe, pensou a garota.

Allie estava certa pelo menos em um ponto, ou melhor, em dois: ele a conhecia de outra vida, mas não desta forma espiritualizada que ela pensou, e sim de um tempo que não pertencia a ela. E ele realmente a estava ameaçando.

– Bem, segundo o diário de notas do Sr Mackenzie, vocês são uma boa turma – disse ele. – E me parece que a senhorita Longfield é sem dúvidas uma das melhores alunas da turma. – Ele olhou diretamente nos olhos da moça, e Allie não pôde evitar se encolher mediante o olhar. – As anotações a seu respeito são, sem dúvidas, impressionantes. Por que não me diz qual era o tema que o Sr. Mackenzie vinha trabalhando com a turma?

Allie dispôs de toda sua coragem para responder ao “professor” que a olhava de maneira cínica e quase raivosa.

– Acho que o senhor tem acesso ao diário do Sr. Mackenzie, por que não olha você mesmo? – replicou ela, e se arrependeu de ter dito tais palavras no momento em que as pronunciou.

Ele a encarou de forma indagadora. Naquele momento ela realmente se assemelhava a Allie que ele conheceu, disposta a deixar de se esconder.

– Desculpe, acho que não entendi bem – falou John. – Eu achei que a “aluna brilhante, prestativa e, sem sombras de dúvidas, talentosa”... – disse enquanto lia as anotações no diário do professor antigo – poderia ajudar em algo...

Allie não tinha resposta para isso e se sentia estranhamente tentada a fugir da sala, porém, mais uma vez, sua boca grande não se conteve e disse:

– Bem, o diário está em suas mãos. Olhe. O professor é você.

– Já entendi, senhorita Allie, não quer participar da aula... Pode se retirar, então.

– Não, obrigada. Estou muito bem aqui...

– Então faça o favor de respeitar a mim e ao restante de sua turma.

– Tudo bem – disse Allie, encarando-o de forma desafiadora.

Ela não sabia o porquê, mas a vontade de confrontá-lo era imensa. Mas a razão pareceu voltar a habitar em seu consciente quando enfim desviou os olhos dele. Afinal, o que ela tinha na cabeça? Ele, apesar de desequilibrado mentalmente, era seu professor, e pior: professor de anatomia humana, que era o tema de se tcc.

Allie não sabia bem o motivo, mas passou o restante da aula sem olhá-lo, apenas encarando o teto. Tinha medo de que seus olhos se encontrassem e não se desviassem mais.

A aula que durava pouco, segundo Allie, naquele dia durou uma eternidade. Foi um alívio quando o sinal finalmente bateu.

Allie se levantou, querendo se retirar logo, mas antes que pudesse sequer sair de perto de seu balcão, o professor disse:

– Senhorita Longfield, espere. Temos um assunto a tratar.

Todos olharam a cena e estranharam, mas ninguém se atreveu a dizer nada, nem mesmo uma piadinha sem graça.

Allie não teve forças para sair de seu lugar. Agarrou sua bolsa e seu livro (um exemplar de “Calafrio” da série Os Lobos de Mercy Falls) como tábua de salvação. Depois que todos saíram da sala, uma leve brisa atravessou o cômodo e fez com que a porta se fechasse.

– Finalmente, Allie! Estamos a sós...

– O que o senhor quer? – questionou a moça à beira do pânico, mas se esforçando para não demonstrar tal coisa.

Ele atravessou a sala, parando de frente à moça. Na verdade ele parou a milímetros de distância de Allie. Ela sentiu sua respiração quente que vinha de encontro a seu rosto e não pode evitar analisá-lo de perto, ainda mais considerando a distância que os separava.

Ele tinha grandes olhos azuis, com um estranho contorno preto que fazia com que seus olhos parecessem com os olhos de um daqueles cachorros husky siberiano (definitivamente Allie fazia muitas comparações estranhas). Seu cabelo era de um louro esquisito, estranhamente bonito e com cachos mal definidos. Sua pele era branca, mas dava sinais de que o sujeito gostava de aproveitar a vida ao ar livre. E sua boca. Bem, sua boca Allie não tinha como definir, pois teve que se concentrar para sair do cerco montado por seu professor.

Bem, ela até tentou, mas não havia forma de sair dali. Ele estava com os dois braços colados no balcão e Allie estava presa neste espaço. E também, por um motivo que ela não sabia ainda, Allie não queria exatamente sair dali. Na verdade, no momento ela não sabia de nada, sua mente era confusa e não conseguia raciocinar direito.

– Você não vai a lugar algum, Allie. Já adiamos nossa conversinha aqui por muito tempo. Afinal, até quando você pretendia fugir de mim?

Allie o encarava estática, não compreendia suas palavras e não entendia toda a raiva em sua expressão. Allie não o conhecia e não sabia de nada do que ele falava.

– Ande, diga alguma coisa, infeliz! – disse John, em um surto momentâneo.

– Eu não sei do que você está falando...

– Oras, Allie, assim não tem graça! Como eu vou acabar com você dessa forma? Hein? Você acha que me engana? Olhando-me com essa cara de pobre coitada que não sabe do que estou falando? Fingindo que não sabe o motivo de eu querer matá-la? Acredite, apesar de seu charme pessoal, eu não me engano mais. Você não vai me convencer a não acabar com você. Não depois de tudo o que fiz por sua causa, não depois de tudo o que você me fez...

– Me solte, você está me machucando! – Allie olhou para seu braço. Ele parecia correr o perigo de se partir em dois devido à pressão que John empregava ao apertar-lhe. – Me solte ou irei gritar!

– Agora sim, esta é a Allie que conheço...

– Eu já disse que não sei o que está falando, então me solte, seu lunático!

– Quer saber de uma coisa? Eu já sabia que você era um serzinho miserável e inescrupuloso, Allie, mas a cada ano você se supera! – John fitou a moça com mais um de seus olhares assassinos. – Se abrigar em meio a nova geração de sua família foi realmente incrível! Qual tipo de feitiço você usou para rejuvenescer? Bem, que você fez parte do grande feitiço da imortalidade eu já sabia, mas rejuvenescer? Você realmente me impressionou...

– Do que você está falando?– questionou Allie.

– Não se faça de tola, eu tenho te observado há dois anos e você tem mudado, Allie, tem envelhecido...

– Ah, meu Deus, isso é uma pegadinha! Onde estão as câmeras? Com certeza isso é coisa da Taylor... Ela disse que se vingaria Ande, me diga onde estão as câmeras! – Allie olhou em volta, à procura de câmeras novas no ambiente.

John a chacoalhou pelo braço, demonstrando que não se tratava de uma brincadeira e fazendo com que a moça se assustasse ainda mais.

– Não tente ser engraçada, Allie! Você não é boa nisso e eu já não tenho paciência com sua sonsidão! – Ele a segurava pelos dois braços agora. – Me diga por que fez isso comigo! Porque, com toda a certeza, existia um motivo para você ter feito o que fez... Foi desumano, Allie! E não pense que eu me importo, pois não me importo. Só quero saber seus motivos antes de matá-la...

Allie estava tão assustada que já estava segurando o choro quando disse:

– Me solte, por favor! Está me machucando...

Nesse momento, uma sequência de batidas surdas ecoou pela sala. John arrastou Allie até sua mesa e se dirigiu até o outro lado da mesa, sentando-se em sua confortável cadeira. Mais uma vez as batidas ecoaram pela sala e ele disse:

– Entre. – Olhou para Allie de forma ameaçadora.

– Sr. Morrison, será que tem um minuto? – perguntou uma aluna da turma de Allie, a qual o nome lhe era desconhecido.

– Pode ir, senhorita Longfield. Nos vemos depois – ele disse isso olhando em seus olhos.

Allie saiu da sala com as pernas bambas e um único pensamento se passava em sua mente...

E agora? O que faço?



Notas finais
E ai meninas o que acharam? muito dramatico? o que voces acharam do John? ele é meio do mal mas tem mais coisas ai do que voces imaginam kkkkk entao é isso, obrigado por lerem e comentem por favor se alguem ai achar que a fic merece comentarios ou uma recomendaçao e so recomendar kkkk.
bjos pra v6 e ate mais!