Certo dia, ela abriu a janela

Era o Brasil-Central de ponta-cabeça

Quanto barulho, quanto ódio e intriga

Resolveu ir até a capela.

Lá era puro sofrimento e contemplação

Viu senhores e senhoras

Evocando todos os santos

E chorou, escondendo-se com a mão.

Onde os jovens estavam, ela não sabia

Talvez nos trabalhos e faculdades

Nas frivolidades

Decidiu que meditar era o que queria.

Aos poucos foi se assumindo

Descobriu que as mais belas coisas

Eram também as mais simples

Como pássaros e flores que iam se abrindo.

Certa vez, foi vítima de crueldade

Reclamou ao Universo

“Por que eu? O que fiz para merecer isso?”

O Universo lhe enviou então um lindo bem-te-vi

E ela compreendeu o tamanho de sua vaidade.

Pensou em fugir

Não aceitava qualquer tipo de sofrimento

Mas os bem-te-vis sempre voltavam

E lhe faziam sorrir

Entregou-se lutando

Percebeu a dualidade do mundo

Agora sabia pelo que esperar

E esperava cantando.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!