Notas iniciais
Primeiramente quero agradecer pelos maravilhosos reviews que venho recebendo, amo cada uma deles. Acho que nem preciso falar muito sobre esse capítulo não é? Grissom está de volta e essa pergunta nos deixou com muita vontade de saber o que rolou mais tarde. Bem aí vai o que eu imaginei... Boa leitura...

Um mês. Trinta dias que estava longe dele, que não o via, que não sentia seu cheiro, seu calor, seu toque. Aquele mês parecia ser o mais longo da vida de Sara, ela trabalhara o dobro, fazendo horas extras e turnos duplos, apenas para evitar ficar mais que o necessário em casa, pois quando estava lá seus pensamentos eram todos para ele.

O via na cozinha, preparando algo para eles comerem; na sala, assistindo televisão ou lendo o jornal; no banheiro, aparando cuidadosamente a barba ou dividindo seu banho com ela; e principalmente no quarto, fazendo amor com ela de forma tão deliciosa, conversando intimamente ou apenas dormindo com a expressão serena.

Foi assim que aquele mês se passou para ela, com seus pensamentos sempre nele e no que aconteceu antes de ele partir. Sim, ele havia agido errado não contando para ela sobre suas “férias”, mas Sara acabou entendendo que por mais que ficassem juntos e ela lhe provasse e lhe dissesse todos os dias que o amava, que ele era o único homem no mundo para ela, ele sempre sentiria o medo da perda, Sara também o sentia. Eles eram humanos e falíveis e isso era algo que talvez não pudessem mudar, não importava quantas vezes passassem por uma situação como aquela.

O que era realmente importante era que ele estava para chegar a qualquer momento e ela só queria esquecer aquele assunto e seguir em frente com ele. Ela havia consultado seu coração e era aquilo que ele queria que ela fizesse, é claro que havia ficado magoada, dissera algumas palavras duras, até mesmo que ele não confiava nela. Mas a saudade que sentira dele durante aquele me que ele passara distante, a fizera entender que o amor que sentia por ele era maior que todos os outros sentimentos juntos.

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O avião pousou em Las Vegas e instantes depois Grissom já caminhava apressado pelo saguão do aeroporto. Estava ansioso para reencontrá-la, tanto que iria direto para o laboratório. Não seria um encontro como ele imaginou durante todo aquele longo mês, pois lá não poderia abraça-la, sentir o calor de seu corpo ou o sabor de seus lábios, mas naquele momento seu coração se contentaria em vê-la, saber que estava por perto.

Ele se lembrou de como passou aquele mês longe dela. Não havia sido nada fácil, sua mente insistia em lembra-la a todo instante, teve que se esforçar para dar suas aulas, pois sua vontade era voltar correndo para os braços daquela que amava.

Em um dos passeios que havia feito pelo campus da Universidade, ele entrou em um pequeno bosque e encontrou em um dos galhos de uma árvore seca um casulo de borboleta, no mesmo instante lembrou-se dela e de como seria para ela vê-lo se romper revelando uma linda borboleta. Cortou o pequeno galho e levou para seu quarto, pensando em enviá-lo para ela e o fez, sem nem ao menos um bilhete. Era incrível como eloquência que tinha com as palavras em suas palestras sempre se perdia quando o assunto era seus sentimentos e Sara. Dias depois escreveu uma carta, as palavras pareciam fluir para aquela folha de papel, mas perdeu a coragem de enviar e acabou por guarda-la dentro de um livro. Quem sabe um dia a entregasse a ela.

Eles haviam se falado muito pouco, seus horários não batiam; ele passava o dia todo dando aulas; e ela, ao que parecia, estava mergulhada no trabalho. Nas poucas vezes que conseguiram conversar, não tocaram no assunto de sua partida, nem na despedida estranha que tiveram. Falavam sobre as aulas dele, o trabalho incessante dela e da saudade que Hank sentia de seu dono.

Em nenhum momento ela mencionou que sentia sua falta, embora ele soubesse que ela sentia, então seu medo de parecer fraco juntou-se à um pouco de orgulho masculino e ele também não revelou que sentia falta dela a cada batida de seu coração. Fora um tolo, ele sabia, mas iria concertar tudo isso no minuto em que estivessem à sós em seu apartamento.

Ele entrou no laboratório, ouviu um “seja bem-vindo” de Judy e logo foi interceptado por Hodges, que começou a falar sem parar sobre o que havia acontecido enquanto ele esteve fora. Grissom o ignorou após alguns minutos de conversa e entrou em sua sala. Sua mesa estava cheia de correspondências, as quais ele também ignorou, não tinha cabeça para aquilo agora, precisava vê-la. Deu algumas voltas pelo laboratório a sua procura, mas não a encontrou. Em uma dessas voltas conheceu Keppler, o CSI que havia ficado em seu lugar e voltou para sua sala.

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Sara havia acabado de sair de dentro de uma lata de lixo, onde estivera procurando evidências com Greg, entrou no laboratório e, de repente, ouviu aquela voz.

– Sara? – chamou ele, saindo as pressas de sua sala para encontra-la no corredor.

– Oi – disse ela surpresa, não o esperava naquele momento, achava que ele chegaria no dia seguinte. – Voltou?

– É – eles pareciam hipnotizados um pelo outro.

Grissom começou a caminhar em direção a ela e ela começou a andar de costas pelo corredor, virada para ele tentando manter certa distância, embora sua vontade fosse se jogar em seus braços fortes.

– Eu estava fora e.... eu estava...

– Em uma lixeira – deduziu ele cheirando o ar.

– É tão óbvio assim? – ela sorriu feliz por ele estar ali. – Bom é... você parece bem.

– Foi você quem colocou o casulo no meu escritório? – continuavam andando pelo corredor vagarosamente.

– Frio, seco, sem muita luz, parecia o lugar certo para ele.

– Acho que você vai se surpreender quando ele abrir.

– É eu não tenho dúvida. É... eu vou... me limpar... agora, tudo bem – disse virando-se par ir ao vestiário.

– Vejo você mais tarde? – perguntou ansioso.

Ela parou no corredor e seus olhares se encontraram quando ela se voltou para ele.

– Com certeza – disse sorrindo.

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Pouco antes do turno terminar Grissom foi para casa, queria preparar um café da manhã especial para ela. Passou rapidamente na delicatessen que eles frequentavam e comprou tudo o que ela mais gostava. Logo já estava entrando em casa. Assim que pousou os pacotes que trazia nas mãos em cima da mesa, ouviu a chave ser virada na fechadura e a porta sendo aberta. Ela havia chegado mais cedo do que previra, foi até a sala, ela estava de costas trancando a porta.

Sara entrou em casa ainda pensando no reencontro dela com Gil, no laboratório. Ele estava tão bonito, com a barba e os cabelos mais compridos que o habitual, teve ímpetos de agarra-lo ali mesmo, na frente de todos. Até que se lembrou que estava mal cheirosa por ter estado dentro de uma lixeira por horas, aquilo quebrou um pouco do encanto do momento.

Sorriu e trancou a porta do apartamento. Será que ele já havia chegado em casa? Ela se virou e o viu. Ele estava ali, parado atrás dela, olhando-a com aqueles maravilhosos olhos azuis, que brilhavam com pedras preciosas. Sara sentiu seu coração falhar uma batida, depois acelerar como um louco parecia querer sair de dentro de seu peito. E sentiu novamente aquela vontade, aquela necessidade de se jogar em seus braços e matar aquela saudade que sufocava seu coração há tanto tempo.

Grissom encontrou aquele olhar castanho que tanto o fascinava, sentiu o cheiro tão familiar de sua pele entrando por suas narinas, estava louco para sentir o calor de seu corpo e o sabor de seus lábios novamente. Como é bom estar de volta, pensou. Eles foram se aproximando devagar, olhos nos olhos, pararam bem perto um do outro, seus corpos quase se tocando.

– Senti sua falta querida. A cada batida do meu coração — confessou.

Ela não respondeu com palavras, apenas agarrou seu pescoço e o trouxe para um longo beijo, cheio de paixão, amor, saudade e necessidade. Seu corpo estremeceu com aquele beijo avassalador. Gil explorava cada pedacinho de sua boca, a deixando completamente entregue, enquanto suas mãos deslizavam por suas costas e nádegas.

Sara segurou seu rosto com ambas as mãos, acariciando sua barba espessa e macia, afastou seus lábios dos dele e começou a salpicar diversos pequenos beijos por todo seu rosto.

– Também senti sua falta Gil. A cada segundo desse mês que pareceu ter mil anos. Foi tão difícil ficar longe de você, por favor, não me deixe mais assim, por tanto tempo. Por favor, querido.

– Farei tudo o que estiver ao meu alcance par que não aconteça mais isso, meu amor – ele a olhou profundamente nos olhos. – Eu amo você, Sara.

– Também amo você, Gil.

Suas bocas se encontraram em mais um beijo ardente, ele a segurou com firmeza pela cintura e Sara subiu em seus pés. Grissom foi caminhando com ela totalmente agarrada a ele, entraram no quarto e ele foi em direção ao banheiro da suíte.

Entrando no banheiro eles se separaram tempo suficiente apenas para se livrarem de suas roupas. Ele entrou no box, ligou o chuveiro e ajustou a temperatura da água. Sara entrou logo depois e agarrou-se a suas costas largas, suas mãos passearam pelo abdômen dele e continuaram descendo em direção a sua ereção, que pulsava de desejo. Segurou-a com ambas as mãos, fazendo carinhos enlouquecedores, mordeu levemente seu ombro e o ouviu gemer.

Grissom segurou aquelas mãos atrevidas e girou em seus braços, segurando-a com força pela cintura pressionou-a contra a parede, esmagando seus lábios em mais um beijo avassalador. Suas mãos viajaram por seu corpo indo ao encontro das dobras macias de seu centro, que pareciam exigir a presença imediata de sua masculinidade.

– Sara, eu não aguento mais... eu preciso...

– Venha querido. Quero você dentro de mim agora.

Ele a invadiu profundamente com uma estocada vigorosa e precisa. Grissom tentou manter o controle, com movimentos lentos e compassados, mas ao ouvir os gemidos dela em seu ouvido, perdeu o controle e a sanidade, acelerou os movimentos levando-os a um clímax poderoso.

O banho ainda durou mais uma hora e entre caricias, lavaram um ao outro. Saíram do banheiro vestidos com seus roupões e abraçados foram para a cozinha onde prepararam juntos o café da manhã.

Durante todo o tempo conversaram sobre as palestras dele, Grissom lhe contou tudo o que havia feito durante aquele mês que passaram longe um do outro, depois foi a vez dela lhe contar como passara o último mês. Quando terminaram o café, Grissom levantou, foi até ela e pegando-a pela mão levou-a para a sala, sentaram no sofá e ficaram em silêncio por alguns minutos, Sara sabia o que viria a seguir.

– Acho que está na hora de termos aquela conversa, certo? – disse Gil.

– Sim – murmurou em resposta e olhou em seus olhos.

Ele suspirou.

– Eu agi errado com você e peço que me perdoe por isso. Você disse que eu não confiava em você, mas...

– Gil... olha, isso que eu falei sobre confiança, foi no calor do momento, eu não medi minhas palavras. Estava magoada por você não ter me contado antes sobre a viagem e quando disse que foi por medo, eu me lembrei de tudo que já passei por causa desse sentimento, então...

– Eu sei querida – interrompeu ele. – Sei que já magoei você demais por causa desse meu medo e durante esse mês eu pensei muito sobre o porquê que eu acabo sempre deixando esse sentimento se interpor no nosso relacionamento. Infelizmente eu cheguei a conclusão de que eu sempre vou ter medo de perder você, isso não vai mudar. Acho que quando amamos uma pessoa mais que a própria vida, o medo de perder essa pessoa existe junto com o amor. Mas eu prometo a você que eu vou aprender a controlar esse medo, para que não abale nosso namoro e prometo também que a partir de agora vou contar tudo a você, não importa o quão difícil seja, você será a primeira a saber.

Ela sorriu e o abraçou com força, depois se afastou e o olhou nos olhos.

– Era tudo o que eu precisava ouvir querido, obrigada. Eu sei que vai cumprir essas promessas, eu confio em você. Mas agora chega de falar desse assunto, vamos nos lembrar apenas das lições que aprendemos com tudo isso e esquecer o resto. Ok?

– Claro. Então, o que vamos fazer na nossa folga de hoje? – perguntou mudando de assunto.

– Eu estava pensando em levar você para aquele quarto, jogar você naquela cama e fazermos amor até que minha saudade e minha vontade de você sejam saciadas. O que acha?

Grissom levantou do sofá e, puxando-a pelas mãos, trouxe-a para seus braços. Agora que tudo estava resolvido não poderia pensar em nada melhor que fazer amor com ela por muitas e muitas horas. Sorriu.

– Sabe querida, eu estava pensando a mesma coisa – disse e beijou-a.

Notas finais
Até a próxima... Bjus