Episódios Da Vida A Dois
3 NÃO SEI MAIS VIVER SEM VOCÊ
Notas iniciais
Esse baseado no episódio 21 da quinta temporada.
Espero que gostem...
Obrigada pelos reviews!
Boa leitura!
Sara entrou em casa, trancou a porta e jogou-se no sofá. Estava exausta, tanto física quanto mentalmente. Um caso difícil em um Sanatório, um turno duplo, uma ameaça de morte. Lembrar aquilo fez seu corpo estremecer, ela sentira o medo e a certeza de que morreria naquele instante, nas mãos de Adam Trent.
Ela não percebera a presença dele na sala das enfermeiras onde procurava evidencias. Grissom havia saído à procura de alguém que abrisse algumas gavetas trancadas, deixando-a sozinha, quando ela ouviu a voz de Adam e o assunto estranho que ele abordara, sabia que estava encrencada, tentou se defender, mas ele era mais forte e a subjulgou com certa facilidade, apesar da resistência dela.
Ele segurava uma arma contra a garganta dela e ficou ainda mais nervoso quando viu Grissom pela parede de vidro. Sara olhou para aqueles olhos azuis que tanto amava e pensou que se morresse naquele momento não seria de todo ruim, pois morreria com a visão mais maravilhosa que poderia ter, Gil Grissom, seu namorado, seu amante, seu amor.
Conseguiu se libertar quando uma enfermeira distraiu Adam e a porta foi aberta. Com um safanão ela saiu correndo de dentro da sala, direto para a janela do corredor, precisava de ar. Queria se jogar nos braços de Gil, mas não podia e sabia disso, ele foi atrás dela depois e conversaram por alguns minutos, até serem interrompidos pela enfermeira que socorreu Adam.
Sentiu as lágrimas em seus olhos e deixou-as cair livremente, estava cansada de ser forte, havia disfarçado suas emoções durante todo aquele turno. Sempre que alguém se aproximava dela e perguntava como estava, ela sorria sem jeito e respondia um “estou bem”, sem muita convicção. Mas agora estava ali em seu apartamento, sozinha ela podia chorar até se livrar de todo o medo que sentira até aquele momento. Nem percebeu, mas acabou pegando no sono enquanto lágrimas quentes escorriam por sua face.
Grissom apagou a luz de sua sala e saiu em direção ao estacionamento. Sara já havia ido embora a mais ou menos uma hora atrás, não vira ela sair, mas ela lhe mandara uma mensagem de texto no celular avisando que o relatório do caso estava sobre sua mesa e que estava indo para casa. Ele não pudera responder a mensagem, pois estava em uma reunião com Ecklie e os supervisores do diurno e do intermediário.
Entrou no carro, jogando sua pasta no banco do passageiro e deu a partida. Aquele fora um longo turno, estava cansado, precisava de um banho e algumas horas de sono, urgente. Lembrou-se de Sara sendo atacada por aquele maluco, a cena vinha a sua mente com uma nitidez perturbadora.
Quando voltara a sala das enfermeiras com o funcionário do hospital psiquiátrico, encontrara a porta fechada e olhando pelo vidro, a viu sendo ameaçada, sua vida estava em risco e ele não podia fazer nada, a não ser murmurar pedindo que o rapaz ao seu lado abrisse logo aquela porta e rezar para que ela saísse ilesa daquela situação.
A porta finalmente foi aberta e ele a viu sair em disparada, mas ao contrário do que pensava e da vontade de abraça-la, ela não correu para seus braços, passou direto por ele, em direção a janela. Ficou confuso por alguns minutos, sem saber o que fazer, depois foi atrás dela.
Queria tanto aperta-la em seus braços, mas estavam no meio de um caso, o lugar estava cheio de seguranças, policias e enfermeiras, e se a tomasse nos braços não resistiria, teria que beija-la, para ter certeza de que estava mesmo bem. Não podia fazer isso, era melhor assim.
Logo depois, quando deixaram o local, ele esperou a viatura da polícia, que os acompanhava, passar por seu carro e então estacionou no acostamento. Desatando os cintos de segurança, seu e dela, tomou-a nos braços, em um abraço apertado e cheio de alívio por ela estar bem. Instantes depois ele se afastou e segurou seu rosto com ambas as mãos, olhou-a profundamente nos olhos e encostou seus lábios nos dela. O beijo foi lento, envolvente, doce e ele se perdeu em seu sabor delicioso. Ao se afastarem deu a partida no carro e voltaram para o laboratório.
Saindo de seus devaneios Grissom percebeu que não estava indo para casa, mas seu subconsciente o tinha feito pegar o caminho para casa de Sara. Ótimo! Ele precisava mesmo vê-la, estar com ela, saber que estava bem e segura. Minutos depois postou-se diante da porta do apartamento dela, bateu uma, duas, três vezes e nada. Será que estava no banho? Ou dormindo? Pegou a chave reserva, no vaso de plantas ao lado da porta e abriu-a, depois devolveu a chave ao seu lugar e entrando, trancou a porta com a chave de Sara.
O lugar estava na penumbra, apenas um abajur aceso em cima da mesa de canto e ela deitada no sofá, dormindo toda encolhida, ainda com as roupas que ele a vira horas antes. Aproximou-se do sofá devagar para não fazer barulho e agachou-se diante dela. Apesar da expressão serena de seu rosto, podia ver marcas de lágrimas na face dela, beijou seus cabelos com delicadeza, mas mesmo assim ela abriu os olhos o encarando, confusa.
– Gil? Você veio...
– Eu precisava ver você, Sara.
Ela olhou ao redor e recostou-se no braço do sofá.
– Acho que adormeci – passou as mãos no rosto.
– Vem, vou leva-la para cama – ele passou um dos braços pelas costas dela e o outro por trás de seus joelhos e levantou-a.
– Não precisa fazer isso, amor. Eu posso...
– Eu sei, mas eu quero – disse seguindo em direção ao quarto.
Colocou-a sentada no meio da cama e sentou ao seu lado. Sara entrelaçou seus dedos nos dele e seus olhares se encontraram.
– Como você está querida? – perguntou preocupado.
– Eu estou bem.
– Mas você estava chorando.
– Sim, eu precisava desabafar, estava muito tensa e chorar me deu um grande alívio.
Grissom concordou com a cabeça, desviando o olhar para suas mão unidas.
– E você Gil, como você está?
Sara havia visto o medo e o desespero nos olhos dele quando ela estava nas mãos de Adam. Ele remexeu-se na cama, desconfortável.
– Estou bem – respondeu sem olha-la.
– Certeza? – insistiu.
– Senti tanto medo, Sara. Me senti ... impotente, por não poder ajuda-la, por não tê-la protegido. Pensei que iria .... perder ... você.
Sara segurou seu rosto com ambas as mãos e forçou-o a olhar em seus olhos. Acariciou sua barba macia e espessa.
– Mas não perdeu, eu estou aqui, sempre estarei ao seu lado. Naquele momento ver você ali, saber que não me deixaria, me deu forças para lutar. Agora eu só quero esquecer tudo isso. Nada de ruim aconteceu, isso é o que importa. Nós estamos bem e juntos.
Ela aproximou seus lábios dos dele, beijando-o levemente. O movimento calmo dos lábios aos poucos foi acendendo o desejo de ambos. Grissom empurrou-a contra a cama com delicadeza e começou a explorar seu corpo com as mãos hábeis, tirou as roupas dela e em seguida tirou as suas, deitando-se ao lado dela.
Grissom desceu a boca por seu pescoço, acariciando com sua barba o ponto sensível atrás da orelha, a mão deslizou até o lugar quente e úmido entre suas pernas. Acariciando as dobras macias ele capturou com os lábios seus seios intumescidos, estimulando os mamilos com a língua. Sara gemeu e apertou-se contra ele, implorando para que a possuísse.
Gil adorava a maneira como ela se entregava a ele, sem medo, sem reservas, lhe dava tudo e ele lhe retribuía dando o melhor de si, preocupando-se sempre com o prazer dela primeiro. Não era um homem de falar muito sobre seus sentimentos, com certeza não falava “Eu amo você” com a mesma frequência que outros casais apaixonados. Mas ele demonstrava, em cada gesto, em cada olhar, em cada toque o quanto ela era importante em sua vida. Única, indispensável, insubstituível.
Penetrou-a com um dedo e aumentou os movimentos, sincronizando-os com os quais sua língua fazia em seus seios. Ela fechou os olhos e mordeu o lábio inferior, entregando-se ao clímax intenso que ele lhe proporcionava com o toque mágico de suas mãos. Ele continuou beijando-a e acariciando-a até senti-la pronta novamente.
– Por favor, Gil. Eu preciso ... – implorou abrindo as pernas em um convite irrecusável.
– Sim querida, eu também preciso de você.
Ele encaixou o corpo sobre o dela, seu membro intumescido roçando a entrada dela, apoiou-se em um dos cotovelos, enquanto a outra mão puxou uma se suas pernas mais para cima apoiando-a em sua coxa musculosa. Então ele a penetrou devagar, com delicadeza. Sara gemeu alto e ele esperou, ela era apertada e o encaixe, perfeito.
Passou a mover-se em um ritmo lento, constante e profundo, a mão deslizou pela lado do corpo dela, o toque suave em suas costelas, a lateral do seio, o braço. Suas mãos se entrelaçaram e Gil apertou-as contra o colchão um pouco acima de sua cabeça. Ele capturou seus lábios em um beijo avassalador.
Sara gemeu seu nome e entrelaçou as pernas em redor de sua cintura, empurrando-o mais para dentro, bem fundo. Ele entendeu o gesto, ela estava quase chegando e dessa vez ele a acompanharia. Acelerou um pouco os movimentos e instantes depois sentiu as contrações dela em torno de si e derramou-se dentro dela. O clímax os levando a um mundo que só os amantes conheciam. Grissom deixou-se cair sobre ela e ficaram abraçados por um longo tempo.
– Não sei mais viver sem você, Sara – sussurrou em seu ouvido antes de sair de dentro dela, ia se virar para acomodá-la em seus braços, mas ela o segurou.
– Fique aqui, quero dormir com você em meus braços.
– Tudo bem – disse sorrindo – só vou puxar o edredom. Ok?
Ele ergueu-se e puxou a coberta sobre eles, voltando a aconchegar-se em seus braços, logo que Gil sentiu a respiração regular dela, ele entregou-se ao sono. Seu último pensamento antes de dormir, foi que aquele momento ali, com ela, naquele quarto, era a única lembrança que queria guardar daquele dia.
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