Grissom entrou em sua sala analisando alguns papéis, aquele caso não estava nada bom, as coisas se complicavam na velocidade da luz.

- Atirou nas costas dele para pegar a bicicleta, ótimo – falava sozinho enquanto se dirigia a sua mesa nada satisfeito com a descoberta.

- Oi. Eu deixei mensagens para você – disse Sofia o surpreendendo.

- Ah, ainda não verifiquei minhas mensagens, desculpa – tirou o celular do bolso olhando o visor. – Mas você está de licença administrativa, deveria estar em casa descansando.

- É eu tentei, mas eu não consigo parar de pensar na bala que atingiu o Bell – explicou, visivelmente abalada.

- É compreensível.

- Grissom, existe a possibilidade de eu ter, talvez atirado no Bell.

- Sofia, ahm... – ele estava desconfortável com aquela situação, ela não deveria estar ali. – Não podemos discutir uma investigação...

- É só uma coisa de que me lembrei quando estava dando meu depoimento...

- Então já foi registrado...

- Não é uma coisa que não mencionei...

- Sofia...

- Por favor, me escuta – pediu desesperada. – O Bell estava entre o suspeito e eu – explicou – eu estava atirando por trás dele, o que é uma violação do regulamento, estava só tentando permanecer viva, mas aí se...

- Grissom eu tenho uma pergunta – Sara interrompeu a conversa entrando na sala de cabeça baixa, concentrada em alguns papéis que trazia nas mãos. – Sofia?

Ela olhou diretamente para Grissom, a tensão na sala era quase palpável.

- Você está de licença – disse Sara desviando o olhar para a outra mulher.

- Eu sei.

- Não deveria estar aqui no prédio.

- Eu só estava conversando com um amigo, se eu não puder conversar com um amigo com quem vou conversar? – perguntou irritada pela repreensão de Sara.

- Com qualquer amigo fora do departamento – replicou Sara com uma calma que estava longe de sentir.

- Quantos amigos você tem fora do trabalho Sara? Talvez eu deva conversar com minha mãe. Ah, não, desculpa esqueci, ela é tira também.

- Eu posso lhe indicar um psicólogo do departamento.

- Está certo – murmurou Sofia olhando para Grissom que continuava calado. – Tudo bem, essa não foi uma boa ideia, desculpe.

Ela saiu deixando Sara e Grissom sozinhos. Eles se encararam por um longo tempo em silêncio.

- Entre e feche a porta, por favor.

Sara fez o que ele pedia e foi para o outro lado da sala, longe dele.

- Sara, a Sofia... – Ele começou a explicar.

- Grissom não é hora, nem lugar para falarmos disso – cortou, séria.

- Eu sei, mas eu quero esclarecer isso agora. Pode me ouvir, por favor?

- Ok, fale.

Ele suspirou, procurando as palavras certas para começar.

- Quando eu cheguei ela já estava aqui me esperando, eu disse a ela que não podíamos conversar sobre a investigação, mas ela insistiu e começou a falar, então fiquei quieto, apenas ouvindo.

- Por que não a mandou embora?

- Eu tentei, mas ela não me deu ouvidos.

- Eu não gostei de vê-la aqui, Gil. Não gosto da maneira como ela fica rondando você.

- Eu sei querida. Eu tentei, mas eu não consegui evitar.

- Pois da próxima vez, tente mais – disse ainda contrariada com aquela cena que presenciara. – Aqui estão alguns resultados das análises concluídas – mudou de assunto entregando a ele os papéis que trazia.

Grissom pegou a pasta que ela lhe estendia, mas notou que ela não parecia nada satisfeita com aquela história de encontrar Sofia em sua sala.

- Sara você sabe muito bem que eu não quero nada com a Sofia, somos colegas de trabalho, ela é boa no que faz e a admiro por isso e é só. Você tinha toda razão de falar aquelas coisas para ela, poderia ter sido um pouquinho mais sutil – disse sorrindo – mas estava certa. Eu só não concordei com você na hora para não levantar suspeitas sobre o nosso relacionamento para ela. Por isso fiquei calado.

Sara o olhava com uma das sobrancelhas erguida e foi em direção a porta. Quando passou ao seu lado, parou um instante e segurou discretamente sua mão que estava estendida ao lado do corpo.

- Sorte sua ter ficado calado – olhou nos olhos com um sorriso de lado. – Fez a escolha certa – apertou levemente a mão dele e saiu.

Grissom ficou ali parado pensando nas palavras dela. Com certeza fizera a escolha certa. Se tivesse defendido Sofia, agora estaria em maus lençóis, só de encontrar a outra mulher em sua sala Sara já ficara com ciúmes, imagine se ele tivesse intercedido pela outra. Aquilo lhe renderia horas de discussão e dias de frieza e distancia da parte dela. Ficar calado fora a escolha certa, sem dúvida.

Resolver aquele caso foi difícil, muitas evidências, testemunhas, cobranças e a mídia em cima deles o tempo todo, mas enfim o caso estava encerrado e eles teriam a noite de folga.

Já era quase meio dia quando ela chegou ao apartamento dele, havia passado em um restaurante e comprado o almoço para eles, deixou as sacolas na mesa e foi ver Hank. O cão fez festa quando a viu, ela trocou sua água e lhe deu um pouco de ração. Depois foi tomar banho. Quando voltou para a sala Gil estava lá, sentado no sofá, a cabeça baixa apoiada entre as mãos, ele estava visivelmente esgotado. Sara se aproximou e sentou ao seu lado, abraçando-o.

- Querido? Você está bem? – perguntou suavemente.

- Sim – respondeu, recostando-se no sofá e segurado suas mãos.

- Como foi com Jim?

- Não foi fácil dizer aquilo a ele, ficou muito abalado.

- Eu imagino. E a reunião na comunidade?

- Acho que todos entenderam os acontecimentos, embora não os aceitem. Isso é normal – ele deu de ombros.

- Você precisa de um banho relaxante e algumas horas de sono e eu...

- Não quero dormir agora, teremos a noite de folga, posso descansar depois. Esta tarde quero levar você em um lugar que eu gosto de ir depois de um turno como este que tivemos.

- Tem certeza Gil? Podemos deixar para outro dia.

- Tenho sim. Quero fazer isso hoje.

- Vá tomar um banho então, enquanto esquento nosso almoço.

Ele foi em direção ao quarto e Sara para a cozinha, quando chegou no corredor ele virou-se para ela com um sorriso travesso nos lábios.

- Querida, você cozinhou?

- Muito engraçado, Gilbert – respondeu fingindo-se de brava.

Vinte minutos depois eles estavam terminando o almoço em um clima muito agradável quando a campainha tocou. Sara arregalou os olhos e já ia se levantar quando ele a tranquilizou.

- É o rapaz do pet shop, querida. Liguei para virem buscar o Hank, ele vai passar a tarde lá – explicou indo buscar o cão e levá-lo até a porta.

Voltou minutos depois e a encontrou tirando as coisas da mesa. Terminaram de limpar tudo rapidamente e ele a puxou para o quarto.

- Agora vamos nos trocar e ir para nosso passeio especial.

- Não vai me contar aonde vamos? – perguntou curiosa.

- Não.

- Mas como vou saber com que roupa devo ir se não me contar? – tentou novamente.

- Jeans, tênis e camiseta – respondeu prontamente sem lhe dar mais nenhuma pista.

- Ok. Você venceu, não vou mais tentar descobrir que lugar é esse – disse com uma carinha triste que ela sabia que derretia o coração dele toda vez que a fazia.

- Oh não, espertinha. Não adianta me olhar desse jeito, Sara. Não vou dizer mais nada, mas você vai gostar, tenho certeza. Vem, vamos nos trocar e aproveitar nossa folga.

Fazia poucos minutos que estavam rodando pela cidade quando Sara perguntou.

- Já estamos chegando?

- Não, mas falta pouco.

Ela fez a mesma pergunta umas cinco vezes enquanto o observava dirigir até os limites da cidade e entrar em uma rua onde havia um grande estacionamento no fim, estacionou o carro e olhou para ela que olhava para a enorme placa luminosa à frente.

- Um... parque de diversões? É esse o lugar especial? – perguntou surpresa.

- Não exatamente. Venha, vamos entrar.

Ele saiu do carro e dando a volta no automóvel abriu a porta para ela. Assim que se dirigiram para a entrada Grissom entrelaçou os dedos nos dela. Ela gostava daquele contato, palma com palma, mas era raro os momentos nos quais podiam andar de mãos dadas assim, como um casal de namorados normal.

- Griss alguém pode nos ver – disse ela mostrando as mãos unidas.

- Não se preocupe querida, esse parque é bem afastado do centro e eu duvido que nosso amigos viriam até aqui em um dia de semana. Além do que, não faz o estilo deles brincar em parques de diversões, a não ser do Greg – ele sorriu e puxou-a para um lugar especifico onde queria ir.

- Ah, claro. E desde quando que um parque de diversões faz parte do seu estilo, Dr. Grissom?

Parando de repente ele olhou em seus olhos.

- Desde que me apaixonei por andar nisso – apontou para frente com a cabeça.

- Uma montanha russa? – perguntou espantada.

- Sim, já lhe falei que gostava de andar de montanha russa. Lembra?

Ela buscou na memória o dia em que ele lhe contara isso. Ela estava procurando uma vitima de seu caso no banco de dados de pessoas desaparecidas por horas quando ele lhe contara. Estava tão concentrada e empenhada no caso que naquele momento não deu muita atenção ao que ele lhe dissera. Mas quando ele a chamou para ir a um lugar especial, não imaginara que esse lugar seria uma montanha russa.

- Eu andei em uma dessas pela primeira vez quando tinha quinze anos – ele parecia um menino olhando para um brinquedo novo – desde então, em todas as cidades nas quais eu fui, a passeio ou a trabalho e que tinha um parque, eu arranjei uma tempo para dar pelo menos um volta na montanha russa. Você quer dar uma volta comigo?

Ela olhou para aquela montanha de aço. Eles já haviam investigado um caso em uma montanha russa que havia descarrilado e Sara não sabia se teria coragem para andar em uma.

- Nunca andei de montanha russa.

- Nunca? – agora foi a vez dele se surpreender.

- Sim, nunca. Não sei se tenho coragem. Você vai cuidar de mim?

- Sempre querida.

Seguiram a fila para os ingressos e minutos depois estavam entrando no carrinho. Grissom travou os braços de segurança, seu e dela, depois o rapaz do parque os revisou. Assim que o brinquedo foi ligado Sara agarrou a mão dele, enquanto a outra mão segurava firme no braço de segurança. Eles gritaram a maior parte do tempo, embora Grissom risse as vezes da maneira como ela apertava sua mão.

Quando o carrinho parou Gil sorriu para ela, soltou o braço de segurança e saiu estendendo-lhe a mão para ajuda-la a sair também. Mas Sara não pegou sua mão, continuou ali, parada respirando fundo.

- Querida você está bem? – perguntou preocupado.

- Sim, só preciso de um minuto. Minhas pernas estão bambas e meu coração parece que vai sair pela boca.

Ele riu e agachou-se ao lado dela, pegou sua mão e começou a acariciar seu pulso tentando acalma-la. Um dos funcionários do parque se aproximou deles.

- Senhor? Sua esposa está bem?

- Sim, ela está bem, só precisa de um minuto para se recuperar. É a primeira vez dela em uma montanha russa.

O rapaz sorriu e se afastou.

- Vem amor, eu ajudo você – ficaram de pé, ela saiu do carrinho e caminharam até um banco próximo dali onde se sentaram.

- Nossa! – ela olhou para a montanha russa e depois para Grissom. – Foi maravilhoso, dá uma sensação de liberdade, é indescritível.

- Sabia que você iria gostar, minha intuição estava certa – disse satisfeito por ter compartilhado aquele momento com ela.

- Gil, já que estamos aqui podemos aproveitar, não é?

- Claro aonde você quer ir?

- Que tal o carrinho de choque.

- Vamos nessa!

Eles brincaram em vários brinquedos, deram uma segunda volta na montanha russa e dessa vez Sara conseguiu aproveitar melhor a “viagem”, foram a duas barracas de tiro ao alvo, comeram pipoca, cachorro-quente e sorvete. Já estavam indo embora quando uma barraca chamou a atenção de Sara, nessa eles tinham que usar uma espingarda de pressão para acertar os alvos em formato de patinhos.

Mas o que realmente chamou sua atenção foram dois prêmios enormes que estavam expostos em uma prateleira. Um era uma enorme cachorro de pelúcia marrom com grandes orelhas pretas, ele usava uma camiseta do time de futebol americano da universidade de Las Vegas e segurava uma bola usada no mesmo esporte. Sara o olhou por alguns instantes e logo seu olhar foi desviado para o urso de pelúcia ao lado do cão.

O urso de cor caramelo tinha o mesmo tamanho do cachorro, usava uma camisa amarela com o desenho de um pote de onde transbordava um líquido da mesma cor do urso e havia uma inscrição no pote: Honey. Ele segurava um coração vermelho onde se lia o título de uma famosa canção dos anos 90, “I Will Always Love You”, Sara tinha certeza que quem cantava era Whitney Houston, ela não era muito fã, mas aquela música muito romântica embalara muitos casais na época. Grissom seguiu o olhar dela.

- Gostou do urso querida?

- Eu amei Gil. Ele é lindo. Sabe, eu tinha um desses quando era pequena, era bem menor é claro, mas eu o adorava e dormia com ele todas as noites. Até o dia que meu pai chegou em casa bêbado e o rasgou completamente, sem motivo algum.

Grissom viu a tristeza em seus olhos. Queria tanto apagar aquela lembranças tristes que ela tinha da infância, mas não podia, infelizmente.

- Eu sinto muito querida – lamentou, apertando sua mão.

Se afastou dela e se dirigiu ao rapaz que cuidava da barraca.

- Com licença. Eu quero aquele urso – disse ao rapaz.

- São cinco dólares, senhor. E para ganhar aquele urso tem que acertar cinco tiros seguidos.

Ele tirou o dinheiro do bolso e entregou ao rapaz que lhe passou a espingarda, olhou para sua namorada que continuava olhando fixamente para o urso e começou a atirar.

Sara ainda contemplava o urso quando um menino loiro de olhos azuis parou ao seu lado com sua mãe. Ele devia ter uns seis anos e implorava para que a mãe tentasse ganhar o cachorro de pelúcia para ele.

- Querido a mamãe não sabe atirar e não temos dinheiro suficiente para isso – explicava ela para o garotinho.

Sara sentiu um mão em seu ombro, virou-se e viu Grissom ao seu lado com o urso nos braços.

- Sei que não posso apagar suas lembranças ruins, mas talvez ele – apontou para o urso – possa fazer você lembrar-se das coisas boas.

Sara pegou o urso, segurou-o em um dos braços e puxou Gil para um beijo repleto de carinho. Ele era um doce e sempre a fazia se sentir amada. Quando se afastaram, ela virou-se e viu que o garotinho ainda estava ali, mas sua mãe, não.

- Onde está sua mãe? – perguntou ao menino.

- Ali – respondeu, apontando para a fila do algodão-doce, a alguns metros dali. — Eu pedi a ela que me deixasse aqui para olhar para ele mais um pouquinho.

Ela olhou para Gil.

- Você tem cinco dólares, querido?

Sara pegou a nota que ele lhe estendia e deu ao rapaz do tiro ao alvo.

- Eu também quero tentar.

- Talvez seja melhor deixar isso para o seu namorado, moça. Uma mulher tão bonita e delicada pode quebrar as unhas.

Mas que garoto atrevido, pensou Grissom.

- Quantas tenho que acertar para ganhar aquele cachorro de pelúcia?

- Normalmente são cinco tiros seguidos, mas para você, se acertar cinco em dez tentativas eu lhe dou o premio que você quiser – disse com um sorriso malicioso.

Sara olhou para Grissom e piscou. Ela foi desafiada. Grissom conhecia aquele olhar, já o havia visto antes.

Há algum tempo toda sua equipe foi praticar tiro ao alvo no centro de treinamento da policia e Nick havia apostado com Sara. Se ela acertasse cinco tiros bem no centro do alvo ele lhe pagaria o café da manhã por uma semana, Se não acertasse ela é que pagaria o dele. Ela havia aceitado a aposta e, discretamente, olhara para Gil com aquele mesmo olhar. Um minuto depois ela havia ganhado a aposta e Nick fora motivo de chacota entre os amigos por toda aquela semana.

Ela deu cinco tiros bem no meio dos alvos e devolveu a arma para o rapaz boquiaberto.

- O meu prêmio...

- Ah, sim. Aqui está – ele lhe entregou o cachorro meio abobalhado.

Sara olhou para o lado e viu que o menino não estava mais ali. Percorreu o parque com o olhar e o viu abraçado a sua mãe, parecia estar chorando. Foi até ele com o bicho de pelúcia nos braços.

- Ei rapazinho – chamou Sara. – Hãm, eu ganhei isso no tiro ao alvo, sabe. Mas o meu namorado ali – apontou para Grissom que observava a cena ao longe – já havia ganho um urso para mim e eu não tenho espaço no meu apartamento para os dois, lá é meio apertado – explicou piscando para a mãe do menino que entendera o motivo de aquela moça estar ali conversando com eles. – Você gostaria de ficar com ele? Mas tem que me prometer que vai cuidar bem dele. Ok?

- Eu posso mamãe? – olhou para a mãe com os olhinhos brilhando, a mãe concordou com a cabeça e ele aceitou o brinquedo que Sara lhe estendia. – Prometo que vou cuidar muito bem dele, moça. Obrigado.

- Obrigada – sussurrou a mãe do garoto.

Sara acenou com a cabeça e se afastou.

Mais tarde, naquela noite, eles estavam deitados na cama, haviam acabado de fazer amor e Grissom estava sobre ela com a cabeça apoiada entre seus seios e as mãos deslizando por seus braços, enquanto Sara acariciava seus cabelos. Quando ele perguntou:

- Gostou do nosso dia querida?

- Foi maravilhoso. Obrigada amor.

- Sabe, eu achei muito bonito o que você fez pelo garotinho – ergueu a cabeça olhando-a nos olhos.

- Você teria feito a mesma coisa – disse dando de ombros.

- Você leva jeito com crianças. Já pensou em ser mãe?

- Não e não tenho tanto jeito assim.

Ficaram em silencio se encarando, ele queria discutir aquele assunto com ela, sobre filhos, mas ela não parecia disposta a isso no momento.

- Quer saber qual foi a melhor coisa que aconteceu hoje, Gil?

- Qual?

- Você dividiu algo que gosta tanto, algo que faz parte de você, da sua vida, comigo. Obrigada.

- Quero dividir tudo com você Sara. Eu prometi que faria isso. Eu amo você. Eu sempre amarei você.

- Eu também amo você, para sempre.

Eles se beijaram e voltaram a fazer amor fechando aquele dia que se tornara maravilhoso de uma maneira espetacular.