Episódios Da Vida A Dois
1 HOMEM APAIXONADO
Notas iniciais
Boa leitura
Espero que gostem e acompanhem
Grissom estava arrependido, não deveria ter feito aquilo, agira por impulso e agora estava ali, em uma mesa, na lanchonete perto do laboratório, com Sofia a sua frente falando algo que ele se quer prestava atenção. Seus pensamentos estavam em Sara. Fazia uma semana que haviam se acertado, ou melhor, ele havia desistido de lutar contra seus sentimentos. Ela havia lhe contado sobre sua infância e, depois de segurar sua mão docemente, ela a abraçou, então tudo começou.
Estava totalmente envolvido naquele amor imensurável, naquele relacionamento delicioso. Quando estava com ela tudo era maravilhoso, seu mundo tinha cor e brilho; e quando estava sozinho, sentia sua falta, era como se não pudesse respirar. Ela era paciente e carinhosa, sabia como cuidar dele sem sufoca-lo, entendia suas dificuldades no relacionamento e acima de tudo não o julgava. Era uma relação baseada no amor e na confiança. E era por isso que iria contar para ela tudo o que ocorresse naquele pequeno jantar com Sofia. Não queria que ela soubesse através de mexericos maldosos, que com certeza diriam muito mais do que realmente havia acontecido.
- Gil... Gil? – chamava Sofia.
- Ah... Desculpe Sofia. O que você estava dizendo?
- Você está com cara de homem apaixonado.
- Como? – ele disfarçou, fingindo não entender a conversa.
- Ela é uma mulher de sorte – ele desviou o olhar e ela entendeu que ele não queria falar sobre o assunto. – Eu estava falando sobre o meu teste para detetive da homicídios.
- Ah, claro. Então, me conte como foi?
Eles conversaram por mais de uma hora sobre vários assuntos, mas nenhum que envolvesse suas vidas pessoais. Depois Gil a acompanhou até o carro, e assim que ela destravou as portas, ele abriu a do motorista para ela.
- Foi um jantar muito agradável, Gil. É uma pena que não possamos repetir – ela disse entrando no carro e dando a partida.
Ele ficou olhando para ela tentando pensar em algo para dizer. Ela abriu o vidro e antes de sair disse:
- Você também é um homem de sorte, Gil. Ela o ama muito.
Saiu, deixando um Grissom de boca aberta e confuso, na calçada. “Será que ela sabia?” Se perguntava durante a volta para casa.
Em casa, tomou banho e, inquieto, olhou no relógio, 21 horas. Estavam de folga naquela noite, devido ao turno duplo que haviam feito, ela devia estar dormindo. Mas, e se não estivesse? Pensou em ligar, precisava tanto vê-la, falar com ela. Não, não ligaria, iria até a casa dela e bateria na porta três vezes, se ela não atendesse, voltaria para casa e falaria com ela na manhã seguinte.
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Sara acordou de repente, estava suada, a respiração acelerada e as lembranças, de corpos entrelaçados, beijos molhados e o peso do corpo dele sobre o seu em investidas firmes dentro dela, voltaram a sua mente. Fora um sonho, mas muito real, tanto que podia sentir seu cheiro pelo quarto. Levantou-se da cama e foi para a cozinha, precisava de um copo de água bem gelada para acalmar os ânimos. Fazia dois dias que não se encontravam fora do laboratório, não era muito tempo, mas depois daquela semana de suspensão, na qual ele ia até sua casa todos os dias, ela se acostumara com sua presença constante. E agora a saudade e o desejo de estar com ele intimamente, a fazia ter sonhos eróticos. Pegou o copo com água gelada e sentou-se no sofá, respirando devagar para acalmar seu coração, os pensamentos muito longe dali.
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Gil chegou à porta do apartamento dela e bateu, esperou, e quando já ia bater novamente a porta se abriu. Ficou parado com a mão erguida, olhou-a dos pés à cabeça. As longas pernas desnudas pelo robe curto, com cinto frouxo, o colo macio e convidativo exposto, nos olhos a expressão de surpresa e desejo, e os cabelos desalinhados. Aquela visão teve o poder de fazer seu sangue entrar em ebulição.
- Oi, amor. Entre – a voz sensual o tirou do transe.
Sara sentiu um para de braços fortes enlaçarem sua cintura, e uma boca sedenta tomar a sua em um beijo apaixonado. Ele empurrou a porta com o pé e pressionou-a contra a mesma, enquanto uma de suas mãos deslizou por sua coxa, puxando a perna dela para cima, encaixou seus centros, o membro ereto e pulsante dele contra o calor e a umidade entre suas pernas. Sara gemeu dentro de sua boca, e ele a deslizou pelo pescoço delicado, o roçar de sua barba a deixando ainda mais excitada.
Sem desatar o laço que prendia o robe dela, Gil tirou seus braços de dentro das mangas do robe e das alças da camisola fina, que ela usava, expondo seus seios que foram tomados, imediatamente, por seus lábios, que beijaram e sugaram aqueles dois montes suculentos. Ela acariciava sua nuca e seus cabelos sem conter os gemidos de prazer, o desejo de tê-lo dentro de si tornou-se insuportável.
- Griss, eu.... preciso de .... você .... dentro de mim!
No mesmo instante, com uma das mãos ele liberou seu membro e afastou sua minúscula calcinha e, olhando profundamente em seus olhos a penetrou. Sentiu-a estremecer, esperou alguns segundos, para que ela se acostumasse com a invasão profunda, e começou a mover-se em um ritmo acelerado. As estocadas batendo bem fundo dentro dela, seus corações acelerados, respirações ofegantes e os gemidos ecoando pela sala. Os olhos dele não deixaram os dela em momento algum, até atingirem o clímax glorioso, que os levou para outro universo.
Minutos depois ele saiu de dentro dela e Sara voltou a apoiar os pés no chão, sem dizer nada eles ajeitaram as roupas e foram de mãos dadas até o sofá. Sara sentou-se entre as pernas dele, com as suas penduradas para fora, recostada de lado no peito de Grissom, que acariciava seus cabelos.
- Você está bem, querida?
Sara olhou em seus olhos.
- Estou ótima – ela sorriu. – Mas, o que foi isso, Gil? Saudades?
- Eu não sei, não vim aqui para atacar você desse jeito, mas quando abriu a porta, eu olhei para você e perdi a cabeça, você me deixa louco, fora de mim. Desculpe-me se fui rude com você.
- Oh, não se desculpe. Por mim pode perder a cabeça, desse jeito, quando quiser – eles sorriram um para o outro. – Então o que veio fazer aqui?
- Como? – ele perguntou confuso.
- Você disse que não veio aqui só para fazer amor comigo, então qual o outro motivo?
- Ah, sim. Eu queria contar algo para você, e, simplesmente, sabia que não conseguiria esperar até amanhã. Eu acordei você, ou....
- Não, eu havia levantado para tomar água, por causa de um sonho que eu tive.... Mas o que quer me contar?
Ele desviou o olhar, parecia nervoso, apreensivo.
- É que, hoje quando terminamos o turno, Sofia foi até a minha sala e começou a falar como havia gostado de trabalhar comigo, que estava triste por causa do rebaixamento de função, pela troca de turno e equipe, enfim, pelas atitudes do Ecklie.
Sara o olhava tensa, mas não disse nada. Esperou ele terminar.
- Então... eu a convidei para jantar.
Ela ergueu as sobrancelhas, os pensamentos correndo em várias direções diferentes, tudo confuso, o ciúme a atingiu em cheio, dominando seu coração, um nó se formou em sua garganta, tentou se afastar, mas ele a segurou com força.
- Espera, querida. Foi um impulso e no instante em que me sentei à mesa da lanchonete, já tinha me arrependido. Não era com ela que eu queria estar. Eu nem ouvia o que ela estava me dizendo, só pensava em você, e no quanto eu queria estar com ao seu lado, abraçando e beijando você.
- Então, você a fez entender que você tem alguém, que não quer nada com ela, além de amizade? – perguntou com a voz alterada pela raiva. – Fez isso, Grissom? Por que se não fez, pode ir embora agora mesmo e não voltar mais entendeu?
Queria sair dos braços dele, mas ele a impedia, segurando-a com força nos braços, e por mais que tentasse não conseguia e libertar.
- Eu nem precisei, querida.
Aquelas palavras a fizeram parar.
- Como assim, não precisou?
- Ela percebeu, disse que eu estava com cara de homem apaixonado e que você é uma mulher de sorte. Depois quando a levei até o carro ela completou dizendo: “Você também é um homem de sorte, Gil. Ela o ama muito”.
- Será que ela sabe de nós? – perguntou preocupada.
- Talvez ela desconfie dos sentimentos que temos um pelo outro, mas não do nosso relacionamento em si. Ou, talvez ela só dissesse isso para ver se descobria alguma coisa mais contundente sobre mim, sobre nós. Além do mais, parece que todo mundo, naquele laboratório, me acha incapaz de fazer algo tão errado, como quebrar as regras sobre relacionamentos.
- É, você tem razão. Nós somos tão discretos, que às vezes até eu custo a acreditar que tudo isso é real – disse pensativa e mais calma.
- É real, amor. Não duvide. Mas, então... você me perdoa, por jantar com a Sofia? – ergueu as sobrancelhas em expectativa pela resposta dela.
- Eu perdoo, sim. Perdoo, por que foi você que me contou e eu agradeço a sinceridade. Mas que isso não se repita, ouviu? – fez cara de brava.
- Não vai se repetir, eu prometo. A partir de agora a única mulher com quem vou jantar é você, Sara Sidle.
- É bom, mesmo – eles se encararam e Grissom a puxou mais para si.
- Sara?
- Hum – respondeu perdida naquela imensidão azul, que eram os olhos dele.
- O que você estava sonhando, que a fez acordar precisando de água? Não vai me contar, querida?
Ela lhe deu um sorriso sensual acompanhado de um olhar malicioso, levantou-se do sofá e estendeu-lhe a mão. Gil olhou para aquela mão e voltou a olhar em seus olhos. Pegou a mão dela.
- Venha, amor. Não vou contar o meu sonho, vou mostrar, o que é muito melhor – disse enquanto se encaminhavam para o quarto.
Notas finais
Beijos, até a próxima...
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