Notas iniciais
Bom meninas sei que não é meu dia "normal" de postar, mas vou fazer isso hoje pois quero desejar a todas vocês um Maravilhoso Natal, que a casa e a família de vocês sejam repletas do Amor e da Alegria do Menino Jesus. Quero agradecer também a Loh que fez uma recomendação dessa fic. Loh eu fiquei sem palavras ao ler sua recomendação, me emocionou e eu te agradeço muito. Bom, vamos ao que interessa né. Aí vai mais um capítulo e esse se refere ao episódio 18 da sétima temporada. Boa leitura...

Sara estava vendo pela televisão Jim dando entrevista sobre as últimas noticias do caso das seis garotas assassinadas. O caso estava encerrado, o assassino estava preso e ela sentia-se esgotada física e emocionalmente. Isso porque envolvera-se demais no caso, deixara-se levar por suas emoções, mais uma vez.

E quem poderia julga-la por isso? Foi ela quem esteve com Kami nos braços , segurando sua mão, enquanto a ouvia dizer suas últimas palavras e dar seu último suspiro. Então ela se empenhou ao máximo, deu tudo de si para descobrir quem era aquele assassino frio e cruel.

Analisou todas as evidências com total atenção, não deixando passar nada, verificou cada suspeito pessoalmente e reviu duas vezes o depoimento de cada um deles tentando encontrar alguma inconsistência. E então surgiu outra vítima, dessa vez um homem, o assassino usou a mesma faca nos dois ataques.

Ela não pensou duas vezes, seguiu com a vítima para o hospital segurando sua mão, ele havia sobrevivido e poderia lhe dar informações preciosas para a resolução dos dois casos. Foi só quando começou a tirar suas impressões digitais que ela começou a desconfiar que talvez aquele homem não fosse uma vítima, mas sim quem havia tirado a vida daquelas garotas.

As digitais borradas dele seguiam o mesmo padrão de todas as digitais que encontraram na cena do crime das garotas. Sua suspeita virou certeza quando olhou nos olhos dele e ele agarrou seu pulso com violência.

Assim que conseguiu se soltar ela saiu do hospital e voltou para o laboratório, encontrou Grissom nos corredores e começou a falar sobre suas descobertas rapidamente, ele tentava acompanhar suas palavras enquanto pedia que tivesse calma. Mas ela não queria ficar calma, queria pegar aquele assassino e coloca-lo atrás das grades, queria justiça para as garotas inocentes, principalmente Kami, que morrera em seus braços.

E logo a confirmação do DNA do suspeito na borda da garrafa de vinho solucionou o caso e agora ela estava ali, lágrimas escorriam por seu rosto, enquanto desejava ser mais forte, não se envolver tanto. Desejava fechar um caso como aquele sem deixar que a afetasse, como os outro CSIs faziam. Mas ela não conseguia, principalmente naquele caso , no qual viu a vida de Kami se esvair de seu corpo e seus olhos perderem o brilho. Sempre que fechava os olhos era essa a visão que tinha, não podia evitar.

– Eu segurei a mão dele – disse e olhou para Gil que estava ao seu lado e só então ele percebeu que ela chorava. – Como eu segurei a dela. Eu me deixei levar.

Ele gentilmente pousou uma das mãos em suas costas e com a outra secou uma lágrima que escorria por sua face, ela inclinou a cabeça para ele e o olhou. Sabia o que aquele olhar queria dizer e se limitou a concordar com a cabeça. Com a mão ainda em suas costas Grissom a conduziu para fora do laboratório, no estacionamento abriu a porta para ela e fechou o cinto em torno dela, deu a volta no carro e entrou. Olhou para ela e a viu encolhida, com os pés sobre o banco e a cabeça apoiada nos joelhos. Acariciou seus cabelos e sentiu vontade de abraça-la, mas conteve-se, precisava ir para casa, lá poderia cuidar dela melhor. Acionou o motor do carro e a viu levantar a cabeça e olhar para ele confusa.

– Gil, meu carro...

– Não se preocupe, você não está em condições de dirigir e por isso vai comigo.

– Mas...

– Se alguém perguntar, essa será a explicação.

Ela aquiesceu e encostou a cabeça no banco, fechou os olhos e mergulhou no silêncio mais uma vez.

Grissom andou o mais rápido que podia pelas ruas de Vegas e logo entravam em casa, ele fechou a porta e viu-a indo em direção do sofá. Aproximou-se dela e pegou suas mãos puxando-a para o quarto antes que ela se acomodasse no sofá.

– Não querida, hoje nada de sofá. Você vai direto para o quarto.

Eles entraram no quarto e ele a fez sentar na cama, deixou-a ali por alguns minutos, enquanto foi até o banheiro, ligou a torneira para encher a banheira e acrescentou sais de banho à água. Voltou para o quarto e agachou-se diante dela.

– Agora você vai tomar um banho relaxante, enquanto eu preparo aquela sopa de legumes que você adora e depois de comer vai dormir um pouco. Quando acordar estará se sentindo bem melhor, você vai ver.

Sara acariciou o rosto dele e o simples fato de encarar aquela imensidão azul dos olhos dele, fez seus olhos encherem de lágrimas. Havia tanto amor naquele olhar, tanto carinho e cuidado e ela sentia-se tão frágil.

Ele sorriu lindamente e beijou de leve seus lábios, em seguida suas mãos começaram a desabotoar sua blusa e sua calça, depois tirou seu sapatos e meias. Fez com que ela ficasse de pé e tirou suas roupas, deixando-a apenas com as roupas intimas. Grissom a conduziu para o banheiro, desligou as torneiras e se virou para ela, que já havia tirado as últimas peças que cobriam seu corpo. Ele a ajudou a entrar na banheira e ajeitou uma almofada inflável sob sua cabeça.

– Aproveite e relaxe – disse agachado ao lado da banheira e acariciando seu rosto. – Eu estarei na cozinha esperando você com uma refeição deliciosa.

– Pensei que fosse se juntar a mim.

– Hoje não amor. Teremos outras oportunidades — ele beijou sua testa e saiu do banheiro.

Na cozinha pegou a panela e os ingredientes para a sopa de legumes e começou a prepara-la. Seus pensamentos se voltaram para Sara. Ele havia pressentido que ela ficaria desse jeito quando a chamou para aquele caso. E a certeza viera quando a viu com Kami nos braços, enquanto a garota dava seus últimos suspiros.

Ele tentara alerta-la de que estava se envolvendo demais , que talvez fosse melhor ela pegar outro caso e deixar aquele por conta dos outros CSIs, a resposta dela foi um revirar de olhos e um aceno com a cabeça pouco antes de deixa-lo falando sozinho.

Isso o deixou frustrado, tudo o que queria era protegê-la dos sentimentos que um caso como aquele poderia acarretar. Sua frustração aumentou ainda mais quando ouviu Nick dizer que ela havia ido para o hospital, na ambulância, com outra vítima. Sentiu vontade de ir até ela, leva-la para casa e mantê-la lá até que aqueles casos fossem resolvidos. Mas isso não era possível, ela estava fazendo o trabalho dela e o relacionamento que tinham não podia interferir no trabalho deles.

Lembrou-se do olhar dela quando viam as notícias na televisão, suas lágrimas, a expressão triste. Tudo por que havia se envolvido demais, havia se deixado levar. Mas ela era assim, preocupava-se com todos, seus amigos eram sua família, aquela que nunca tivera. Ela se envolvia nos casos, seu coração era bom demais para que fosse ao contrário e ainda se surpreendia com as barbaridades que um ser humano era capaz de infligir ao outro.

Ele ouviu os passos dela e a olhou quando parou à porta da cozinha, ela tinha uma expressão cansada e abatida, o olhar triste.

– Oi. Como se sente querida?

– Bem

– Venha sente-se aqui – apontou para o banco alto e, redor do balcão de mármore que dividia a cozinha. – A sopa está pronta, vamos comer depois vou coloca-la na cama.

Ela deu um pequeno e fraco sorriso e sentou no banco. Grissom a serviu, depois pegou um prato para si e sentou ao lado dela. Eles comeram em silêncio, ela parecia perdida em seus próprios pensamentos, até que sua voz rompeu o silêncio.

– Por que eu sou assim Gil? Por que eu não consigo ser como vocês e não me envolver nos casos? O nosso trabalho exige isso, que eu não me envolva emocionalmente com os casos. Então por que eu não consigo, o que há de errado comigo?

Quando ela terminou de falar algumas lágrimas desciam por seu rosto. Gil a abraçou e assim foram para a sala, ele sentou no sofá e a ajeitou em seu colo. Ela chorou por um longo tempo com a cabeça recostada em seu peito. Grissom apenas murmurava que tudo ia ficar bem e a embalava em seus braços. Por fim as lágrimas cessaram e ela levantou a cabeça e o encarou, esperando-o dizer alguma coisa. Ele pensou por alguns segundos e então as palavras vieram naturalmente.

– Você é assim querida, por que seu coração é bondoso demais e por mais calejado que ele esteja, por você já ter passado por tantas coisas na vida e já ter visto tantas barbaridades, ele ainda fica indignado, resentido com as maldades que as pessoas infligem umas as outras, sem qualquer motivo. Você sempre será assim Sara. E foi exatamente essa sua paixão pela verdade, por fazer tudo pelas pessoas que gosta, sua sede de justiça, a maneira como você luta pelo que quer, tudo isso fez com que eu me apaixonasse por você. Eu só lamento não poder protegê-la do sofrimento que isso pode lhe causar às vezes.

Ela o abraçou com força, depois se afastou e acariciou seu rosto com suavidade.

– Eu quero que saiba que só o fato de estar aqui comigo, me abraçando, cuidando de mim faz com que tudo se torne muito melhor, faz com que eu me sinta protegida. Eu lhe agradeço por isso.

– Não tem que me agradecer, cuidar de você é meu maior prazer — ele sorriu. Agora vamos, você precisa descansar.

Eles se encaminharam para o quarto e ele a colocou na cama, beijou sua testa e foi para o banheiro, tomou um banho rápido e logo já estava se aconchegando por trás dela. No minuto seguinte eles dormiam abraçados.

Notas finais
Até a próxima... Bjus