Notas iniciais
Olá meninas. Bom, esse é o último capitulo dessa fic e o dedico especialmente as leitoras Loh, StefhanyFox e Ivoneide que recomendaram a minha história. Não esquecendo também de agradecer a todas que leram, acompanharam e mandaram reviews incríveis. Saibam que vocês que me mantém escrevendo. OBRIGADA!!!! Vamos ao capítulo... Boa leitura

Sara finalizou o video, anexou ao e-mail e posicionou o cursor na tecla enviar. Sentiu suas mãos tremerem e uma dor dilacerante atravessar seu coração, apertou o botão e enviou o e-mail. Estava acabado! Lágrimas brotavam em seus olhos e corriam livremente por sua face.

Ela realmente achara que o amor deles superaria tudo, mas depois de sua visita a Vegas, quando Warrick morreu, ela começou a duvidar. O relacionamento deles estava em suspenso, sua vida estava em suspenso, esperando que ele tomasse uma decisão, que agora sabia, ele não tomaria.

Ela o havia convidado para aquela viagem, ele precisava disso, pois a morte do amigo o abalara demais, mas ele recusou o convite. Depois disse algumas coisas que fez com que ela tomasse, mais uma vez, a decisão de partir.

– Talvez ele não pudesse deixa-la. Talvez precisasse que ela o deixasse.

– De quem estamos falando agora?

Aquelas palavras ainda ecoavam em seus ouvidos e feriam sua alma, foram elas que a fizeram tomar a decisão de terminar aquele relacionamento. Ela fechou o notebook e saiu da cabine que parecia a estar sufocando, toda a “felicidade” que tentou demonstrar para ele naquele video caindo por terra naquele momento.

Foi até a proa do navio de pesquisa, era fim de tarde, o sol estava se pondo no horizonte, ela apoiou as mãos na balaustrada, olhou para o oceano e pode ver claramente os olhos dele refletidos naquelas águas profundas.

– Eu amo você Griss – murmurou.

Depois daquele dia isso se tornou um hábito, quase um ritual. Todos os dias no pôr-do-sol ela ia até a proa e murmurava aquelas palavras para o vento, como se ele tivesse o poder de levá-las até Grissom.

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Grissom estava terminando de arrumar as malas, seus pertences do laboratório já estavam todos encaixotados e seriam enviados para seu apartamento, onde ficariam guardados. Ele já levara Hank até uma espécie de hotel canino, onde ele seria muito bem cuidado e ficaria até Grissom ter novamente uma residencia fixa.

Ele se despedira de seus amigos também. Sabia que os pegara de surpresa, isso ficou claro em suas expressões depois que ele anunciara sua partida. Durante aquele turno eles foram se achegando a ele e, cada um de seu jeito, haviam agradecido por tudo o que fizera por eles todos aqueles anos. Mas todos entendiam que estava na hora de ele ir.

A saída de Sara e a morte de Warrick havia aberto uma lacuna em seu trabalho que ele não conseguia mais preencher. Ele já não se concentrava como antes, suas horas de sono eram curtas e sua alimentação irregular. Seu trabalho já não lhe dava mais prazer.

Ele sentia que precisava conversar com alguém sobre aquilo, no entanto seus amigos também estavam tentando lidar com a perda e não lhe parecia justo sobrecarrega-los com seus problemas.

Tudo ficou ainda pior quando ela lhe enviou aquele video, a aparente felicidade em seu rosto não alcançava seu olhar, parecia mais uma dor disfarçada com um sorriso. Mesmo assim ela dissera as palavras que ele tanto temia e terminou o relacionamento. “Ás vezes não tomar uma decisão, é tomar uma decisão.” Aquela frase estava gravada em sua mente.

Então veio o caso envolvendo sadomasoquismo e a oportunidade de conversar com alguém de fora surgiu. Não havia necessidade de procura-la, é claro, tudo o que ela lhe dissesse sobre o assunto ele poderia facilmente encontrar em livros e na internet. Entretanto, foi até Heather, ela conhecia um pouco da história dele com Sara, Grissom lhe contara quando passou a noite conversando com ela, que percebera os olhares trocados por eles no hospital quando ele fora visita-la.

Relutante, ele só se abriu quando ele perguntara onde Sara estava. Ele lhe falou sobre o video que Sara lhe mandara, sem entrar em muitos detalhes e se surpreendeu quando Heather disse as mesmas palavras que Sara lhe dissera e que estava martelando em sua cabeça. “ Não tomar uma decisão, é tomar uma decisão.”

Depois, gentilmente, ela lhe ofereceu o quarto de hóspedes para que ele pudesse descansar. Grissom aceitou, não conseguia descansar em casa e muito menos no laboratório, ela estava em toda parte. Ele pediu que ela ficasse com ele, não havia nenhuma intensão sexual no pedido e Heather entendeu que ele só não queria ficar sozinho.

Ela deitou-se na cama ao lado dele, mantendo uma boa distância entre seus corpos e começou a acariciar seus cabelos. E mais uma vez ele chorou. Deixou suas lágrimas molharem o travesseiro até que adormeceu de pura exaustão. Seu último pensamento antes de se render ao sono foi que não eram aqueles dedos que deveriam estar entre os fios grisalhos de seus cabelos.

Quando ele acordou encontrou-a na sala tomando chá. Ele tentou dizer alguma coisa, mas ela o interrompeu.

– Vá Grissom. Vá atrás da mulher que você ama, atrás de sua felicidade.

E com apenas um aceno de cabeça ele se foi. A partir desse dia a decisão de ir embora começou a tomar forma em sua mente e ele iniciou os preparativos para partir.

Ele fechou a mala e olhou em redor. Aquele quarto fora palco de tórridas noites de amor entre ele e Sara e as lembranças estavam muito vivas em sua mente e coração. Levou as malas para sala e seu telefone tocou, seu taxi havia chegado. Uma última olhada no apartamento, sentiria falta daquele lugar, afinal ali vivera os melhores dias de sua vida. Com ela ao seu lado. Agora ele ia em busca disso novamente, não sabia o que diria para ela, mas isso não o impediria de ir atrás dela.

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Ele chegou a Costa Rica no meio da tarde e foi direto para o hotel onde fizera reserva, se registrou e subiu para o quarto. Depois de um banho rápido para aliviar o cansaço da viagem, ele colocou roupas apropriadas, botas e preparou uma pequena mochila com itens básicos. Desceu novamente e foi se encontrar com o guia que o levaria até onde Sara estava. A trilha mata adentro era larga o suficiente para a passagem de um carro.

– Pode para aqui, por favor. Eu gostaria de fazer o restante do caminho a pé.

O rapaz olhou para ele e parou o carro.

– Tudo bem senhor. Siga a trilha por mais uns vinte minutos e chegará a clareira onde estão acampados.

– Ótimo, obrigado.

Desceu do carro e seguiu, observando a riqueza da fauna e da flora naquela floresta tropical. O calor escaldante o deixou cansado em poucos minutos. Olhou mais uma vez no GPS, o ponto vermelho que representava o acampamento estava cada vez mais próximo. Seu coração batia mais forte e rápido a cada passo que dava. Ele avistou um Jipe estacionado na trilha, passou por ele e segiu adiante, olhou mais uma vez no GPS, e viu logo a frente a clareira.

E lá estava ela. Respirou fundo, seu coração parecia querer saltar de seu peito. Ela estava de costas fotografando um macaquinho em um árvore.

Sara tirou mais uma foto, de repente um arrepio percorreu sua nuca. Ela sentiu a presença dele. Virou-se, seus olhos não acreditavam no que viam, ele estava ali a sua frente e havia uma brilho esperançoso em seu olhar intensamente azul.

Ele deu alguns passos em sua direção e ela sorriu, sentindo lágrimas invadindo seus olhos. Grissom retribuiu seu sorriso, tirou a mochila das costas, deixando-a cair displicentemente no chão e foi em sua direção com os braços estendidos. Em um abraço apertado os lábios se encontraram. Grissom enterrou o rosto em seu pescoço, aspirando seu perfume tão familiar e apertou mais o corpo macio contra o seu.

– Me perdoe querida...

Sara segurou seu rosto com as duas mãos e beijou seus lábios. Foi um beijo longo, apaixonado, que marcou o reencontro de seus corpos e almas. Quando finalmente se separaram ela percebeu uma pequena platéia que os olhava com curiosidade. Grissom parecia meio constrangido, mas não se soltou dela.

– Pessoal esse é Gil Grissom o meu... – ela hesitou e o olhou.

– Noivo – ele sorriu e encarou aquelas pessoas a sua frente.

– Gil essa é a equipe com quem eu trabalho. Kate e John são biologos, Bela e Jacke são antropólogos, eles se casaram a seis meses. Alice é médica e Daniel é botânico.

– É um prazer conhece-los – disse Gil cumprimentando-os.

– Espera aí. Você disse noivo? Sara não nos contou que era noiva – Kate se manifestou.

– Gil Grissom, é isso! Já sei de onde o conheço – Jacke parecia uma criança diante de seu ídolo. – Você é aquele entomologista famoso. Eu o vi na televisão e li todos os seus artigos. São impressionantes. Você lembra dele querida? – virou-se para a esposa.

– Claro, eu li os artigos também.

Grissom estava completamente sem jeito por ser reconhecido, nem era tão famoso assim.

– Ah, eu... não sou famoso – disse com um sorriso timido.

– Você também é perito forense não é? Cara eu adoro seu trabalho.

– Sim eu era perito...

– Você e Sara trabalhavam juntos?

– Sim...

Antes que Jacke fizesse outra pergunta a esposa o interrompeu.

– Querido já chega, acho que eles querem um pouco de privacidade agora – Bela puxou o marido pela mão.

– Bela, espera. Poderia tirar um foto nossa antes – pediu Sara, queria registrar aquele momento.

– Claro.

Sara entregou-lhe a câmera e Gil se posicionou atrás dela. A foto foi tirada e a garota se foi com os outros. Olhou para Grissom e sorriu.

– Tem um rio que passa aqui perto, gostaria de ir até lá e se refrescar?

– Eu adoraria querida.

Eles caminharam alguns metros pela mata e logo estava à beira de um riacho, a água límpida descia por entre várias pedras de todos os tamanhos que havia dentro do rio.

– Entra comigo? Quis saber ele enquanto tirava suas roupas, ficando apenas com a roupa íntima.

– É claro – disse com um sorriso brilhante.

Sara tirou suas roupas e Grissom entrou na água primeiro. Estava uma delicia, a água gelada esfriando o calor que seu corpo sentia. Ele a viu ficar só de calcinha e sutiã e entrou na água.

– Nossa que gelada!- exclamou ela.

– Venha cá amor, eu esquento você.

Ele a abraçou, colando seus corpos.

– Não podemos demorar amor, aqui anoitece muito cedo.

– Tudo bem – concordou tomando seus lábios em um beijo quente.

Eles namoraram por um tempo e depois saíram da água, sentando-se em uma grande pedra para aproveitar os últimos raios de sol. Quando voltaram para o acampamento os outros já estavam lá. As mulheres preparavam sanduíches na tenda principal e os homens acendiam uma fogueira. Eles foram para perto da fogueira e as mulheres se juntaram a eles com bandeijas de sanduíches nas mãos, minutos depois já estavam saboreando a refeição e conversando animadamente.

– Então vocês trabalhavam juntos? – perguntou Jacke.

– Sim, ele era meu supervisor.

– E ninguém achava estranho vocês namorarem? – indagou Bela.

– Não, por que ninguém sabia do nosso relacionamento. Separavamos muito bem trabalho da vida pessoal.

– Um namoro às escondida, que romântico – Kate parecia sonhadora.

– Para você tudo é romântico, Kate – brincou Daniel, fazendo os outros rirem.

– Então nunca descobriram sobre vocês? – Perguntou John.

Sara e Grissom trocaram um olhar, aquele assunto não lhes trazia boas lembranças.

– Sara foi sequestrada a um ano e meio, eu fiquei desesperado e acabei revelando nosso segredo.

– Foi por isso que deixou de ser CSI, Sara? – Alice se manifestou.

– Sim, eu não estava mais conseguindo lidar com meu trabalho.

– Bom, o Grissom nós já sabemos porque deixou o CSI, para vir atrás da Sara, é óbvio – disse Jacke divertido.

Eles riram e continuaram a conversar alegremente. Bela pediu que eles contassem alguns casos estranhos ou engraçados que investigaram em Vegas e eles passaram um bom tempo falando sobre isso. Era bom relembrar alguns casos bizarros.

– A conversa está muito boa, mas nós temos que ir.

– Ir? Vocês não ficam aqui? – Grissom ficou confuso.

– Nós nos revezamos e somente dois de nós ficam aqui – explicou John.

– E de quam é a vez hoje?

– Bom... Sara e Daniel, mas se ela quiser voltar com você, arrumamos outro para ficar no lugar dela.

– Por que Daniel não vai com vocês e eu fico com a Sara – sugeriu Grissom.

– Você quem sabe, por nós tudo bem.

Todos concordaram e começaram a se despedir.

– Não façam nada que eu não faria, hein? – cutucou Jacke, deixando Grissom e Sara enrubescidos.

Quando todos se foram eles continuaram sentados, em silêncio, olhando para o fogo já quase extinto na fogueira. Sara encostou a cabeça no ombro dele.

– Você vai ficar? – murmurou ela.

– Tenho uma proposta de emprego em Paris para o próximo mês.

Sentiu ela ficar tensa e sua voz entristeceu.

– Você vai?

– Você vai? – devolveu ele.

Ela ergueu a cabeça e seus olhares se encontraram. Viu ele tirar uma caixinha de veludo preto do bolso e abrir diante de seus olhos. Duas alinças de ouro reluziam lá dentro. Os olhos dela se encheram de lágrimas.

– Sara Sidle, você aceita casar comigo?

Ela olhou profundamente em seus olhos, as lágrimas escorreram por seu rosto e um sorriso brilhante surgiu em seus lábios, em um clara indicação de qual seria sua resposta.

– Sim, sim, sim. Eu amo você Gil – ela se jogou em seus braços e o beijou apaixonadamente.

– Eu também amo você querida.

Ele pegou a aliança menor e colocou no dedo anelar da mão direita dela, depois Sara fez o mesmo com ele. Trocaram outro beijo ardente, então ela se levantou e estendeu a mão para ele, que aceitou.

E entre beijos e caricias chegaram a barraca dela, as roupas foram tiradas rapidamente, não podiam mais esperar, a saudade era demais. Ele a deitou no colchão de ar que havia ali e capturou seus seios com a boca faminta, beijando, lambendo, mordicando, deixando-os ainda mais intumecidos. Grissom deslizou a mão pelo corpo dela e encontrou seu centro umido e pronto para recebe-lo.

– Por favor, Gil... eu preciso de você.... já esperamos tempo demais.

Os gemidos de ambos ecoaram pela floresta, se misturando aos sons da natureza, no momento em que ele a invadiu com um firme e profunda estocada. Os movimentos dele iam fundo dentro dela, deixando-a totalmente a sua mercê. Sara entrelaçou as pernas em redor do quadril dele e o controle que Gil tentava manter perdeu-se em meio àquelas sensações alucinantes. Ele acelerou as investidas e chegaram juntos a um clímax poderoso que os levou a flutuar no paraíso. Grissom se ajeitou no colchão, a trouxe para seus braços e logo adormeceram.

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Eles acordaram antes do sol nascer e fizeram amor mais uma vez, agora com mais calma. Depois foram até o riacho, tomaram banho e voltaram para preparar o café. Haviam acabado de sentar-se à mesa quando os outros chegaram. Eles os cumprimentaram.

– Aceitam café? – perguntou Grissom.

– Obrigada, mas já tomamos no hotel – foi Kate quem respondeu. – Espera, vocês não usavam alinças ontem. Isso significa que vão se casar em breve?

– Vamos a cidade agora para tirarmos a licença – anunciou Grissom.

Até mesmo Sara ficou surpresa com a decisão.

– Nós vamos?

Ele concordou com a cabeça, enquanto os demais se aproximavam para felicitá-los.

– Sara você precisa de um vestido bem bonito para o casamento e nós vamos ajudá-la com isso – Bela estava animadissíma, assim como Kate e Alice.

– Eu preciso? – ela olhou para Gil como se pedisse socorro, ela não gostava de andar de loja em loja experimentando roupas.

– É claro, você não pode se casar assim – insistiu Bela.

Sara olhou para as próprias roupas, calça cáqui, camiseta e botas. Elas tinham razão, precisava de um vestido.

– Tudo bem, vocês vão com a gente e e me ajudam a escolher um vestido – suspirou resignada, enquanto as três batiam palmas entusiamadas.

Quando chegaram a cidade ainda era muito cedo, por isso eles resolveram ir até o hotel tomar banho e trocar de roupas. Grissom estava hospedado um andar acima do pessoal da expedição. Assim que chegaram ao andar das garotas elas sairam e Sara continuou no elevador ao lado de Grissom.

– Onde pensa que vai Sara? – perguntou Alice segurando a porta do elevador.

– Eu vou com ele.

– Não senhora. Se vocês tomarem banho juntos não sairemos do hotel hoje. Você vem com a gente.

As três puxaram Sara para o corredor e Gil observou-a se afastar com um olhar desolado. Meia hora depois eles se encontraram no saguão e foram para o cartório. Sara achou incrivel a facilidade e rapidez com que se tirava uma licença de casamento naquele lugar. Marcaram o casamento para o final da tarde do dia seguinte e logo já saim do cartório sorridentes.

– Grissom a partir de agora a Sara é nossa, você pode dar umas voltas por aí e a encontrará no restaurante do hotel para o almoço – determinou Bela.

– Eu pensei que ele fosse junto – Sara fez um muxoxo com os lábios.

– Nem pensar. O noivo não deve ver a noiva com o vestido antes do casamento – Sara ia protestar, mas Bela continuou. – Não ouse ser contra, senão faço vocês cumprir outra tradição e dormirem em quartos separados essa noite.

– Pelo amor de Deus! Griss fala para elas que nós não ligamos para essas tradições.

– Querida serão só alguma horas. Eu vejo você no hotel, na hora do almoço.

Ele a abraçou com carinho e beijou-a com delicadeza. Acenou para as garotas, lhe lançou um último sorriso e se foi.

– Vamos Sara, conheço um lugar que com certeza encontraremos um vestido perfeito – disse Alice entrelaçando o braço no dela.

Elas entraram em uma loja onde havia alguns modelos interessantes na vitrine. Sara experimentou diversos modelos que a simpática vendedora lhe trouxera, mas elas não haviam aprovado nenhum.

– Espere, acho que tenho um que ficará perfeito. Chegou esta manhã – a vendedora saiu e voltou minutos depois com o vestido em mãos.

Sara o levou até o provador e vestiu-o, olhou-se no espelho. O vestido era perfeito, sem mangas, com um decote discreto, era justo até a cintura, sobre o busto havia um bordado discreto com pedrinhas brilhantes. A saia ia até um pouco acima dos joelhos, nem muito ampla, nem muito justa. O tecido, de um tom suave de pérola, era leve e esvoaçante. Sara ficou encantada e saiu do provador, viu as outras mulheres olharem para ela com o mesmo encantamento que ela sentia.

– Ficou perfeito mesmo – suspirou Bela e as outras concordaram. – Agora só precisamos de um para de sandalhas para fechar o visual.

A vendedora assentiu, perguntou o número que Sara calçava e saiu, voltando logo em seguida com um sandálha que também ficou perfeita nela. O calçado era um tom abaixo do vestido, com tiras muito finas, saltos médios e detalhes em pedrinhas brialhantes.

– Agora você está pronta para casar, futura senhora Grissom – concluiu Kate com um sorriso.

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Na manhã seguinte eles acordaram tarde, tomaram um longo banho juntos e desceram para o café da manhã. Seus amigos já ocupavam um mesa e acenaram para que se juntassem a eles. A refeição era deliciosa e a companhia muito animada.

– Agora Grissom despeça-se de sua noiva, pois só a verá novamente na hora do casamento – declarou Alice.

– Como assim? – indagou Sara confusa.

– Você vai se casar hoje Sara e merece um dia especial. Nós preparamos tudo para você – esclareceu.

O dia especial começava com um deliciosa sessão de massagem, depois um banho de imersão em um banheira enorme com água perfumada. Em seguida foi a vez de cuidar do cabelos e unhas. Por fim as amigas a ajudaram a se vestir.

– Está faltando alguma coisa – disse Kate analisando Sara.

– Um colar – completou Bela.

Sara foi até a comôda e pegou um caixa de veludo branco, abriu-a para que as outra pudessem ver o conteúdo.

– Não está faltando mais – disse ela sorrindo.

Grissom a havia surpreendido com aquele presente na noite anterior.

Eles haviam acabado de fazer amor, ele se levantou da cama, foi até o guarda roupas e voltou com o embrulho nas mãos, entregando a ela. Quando abriu a caixa seus olhos brilharam de felicidade.

– É lindo Griss – tocou a peça delicada e fitou seu olhos.

Era um correntinha de ouro, muito fina e com elos perfeitos, com um pingente em formato de borboleta com asinhas cravejadas de brilhantes predrinhas azuis.

– Para você usar amanhã no nosso casamento.

Ela colocou a caixa sobre o criado mudo e o agarrou pelo pescoço beijando todo seu rosto. Acabaram fazendo amor novamente.

Bela a ajudou a colocar a corretinha e logo em seguida partiram em direção ao cartório, onde os homens já as esperavam.

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Grissom andava de um lado para o outro na frente do prédio do cartório, enquanto ouvia os outros três rindo e fazendo piadas sobre seu nervosismo. E então, viu um carro parar no acostamento e três mulheres muito elegantes e conhecidas descerem do carro.

– Grissom – chamou Kate fazendo sinal com a cabeça para que ele abrisse a porta de trás.

Ele alisou o terno cinza chumbo que usava, ajeitou a gravata em diversos tons de cinza sobre a camisa imaculadamente branca e se aproximou do carro com as pernas tremulas, abriu a porta e estendeu a mão. A mão delicada dela, com unhas bem feitas, pousou sobre a sua e ela saiu do carro.

Ele a olhou dos pés a cabeça completamente embasbacado com sua beleza estonteante. O vestido delineava seu corpo perfeitamente, os cabelos presos em um coque elaborado deixando apenas duas mexas emoldurando seu rosto delicado, a maquiagem leve e discreta. Céus, o que ele fizera de bom para merecer aquela mulher maravilhosa?

– Griss... – ela o chamou admirando o quanto ele estava delicioso naquele terno.

Ele pareceu sair do transe ao som da voz dela.

– Você... está... linda, perfeita...

Ela deu um sorriso tímido e beijou de leve os lábios entreabertos dele.

– Obrigada amor. Vamos?

Ele deu um largo sorriso e ofereceu o braço a ela para entrarem no cartório. A cerimônia foi simples e rápida, eles trocaram os votos com um sorriso de felicidade nos lábios e o olhar grudado um no outro, parecia não haver ninguém além dos dois naquela sala.

– Você pode beijar a noiva – disse o juiz.

Sara pensou que ele fosse apenas lhe dar um beijo leve nos lábios, pois estavam em um lugar público. Mas ele parecia não se lembrar disso, se aproximou dela, um braço rodeou sua cintura fina, colando seus corpos, a outra mão foi parar em sua nuca e ele lhe deu um beijo profundo, revelador e apaixonado.

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– Eu pensei que ele nunca mais fosse soltar você, Sara – brincou Jacke, fazendo Grissom corar.

Eles estavam sentados à mesa de um restaurante muito elegante, o jantar delicioso fora um presente de seus novos amigos. A convesa continuou animada noite adentro, até Grissom decidir que já era hora de levar sua esposa de volta ao hotel. Se despediram de todos e sairam sob recomendações para aproveitarem a noite.

Assim que entraram no elevador Sara o viu apertar o botão do último andar.

– Você mudou de quarto?

– Sim, estamos em lua de mel e minha esposa merece o melhor – ele sorriu, malicioso.

Desceram do elevador no último andar, Grissom abriu a porta de uma suíte e deu espaço para que ela entrasse primeiro. O lugar era enorme, com uma cama larga e espaçosa no centro. Ao lado da cama sobre o criado mudo havia um balde de gelo com uma garrafa de champagne dentro e duas taças de cristal dispostas ao lado.

Ele caminhou até lá e abriu a garrafa, despejou o líquido borbulhante nas duas taças e foi até ela, entregando-lhe uma.

– Um brinde, ao nosso amor e a todos os momentos maravilhosos que já vivemos e que ainda vamos viver juntos.

Eles tocaram as taças e tomaram um gole da champagne. Grissom tirou a taça da mão dela e devolveu as duas ao móvel. Então voltou a se aproximar dela olhando profundamente em seus olhos.

Sara estava maravilhada com tudo o que estava acontecendo, tanto que não conseguia pronunciar um palavra sequer. Mergulhou naqueles olhos azuis e sentiu o desejo queimar em suas veias.

Com seus corpos muito perto, Grissom levou as mãos até suas costas e desceu o zíper do vestido, fazendo com que ele deslizasse por seu corpo e se amontoasse aos seus pés. Ele sentiu a garganta secar quando a viu somente com o conjunto de langeri branco, de renda, minusculo.

Sara sorriu diante da admiração dele e começou a despi-lo, em poucos minutos suas roupas faziam companhia ao vestido dela, no chão. Ele a deitou na cama e ela admirou seu corpo grande e forte, a ereção poderosa dentro de uma linda boxe vermelha.

Grissom deitou ao lado dela e seus lábios se encontraram em um beijo avassalador. Apesar do fogo que os consumia, Grissom queria fazer tudo com calma. Acariciou os seios dela com as mãos por cima do sutiã, que foi retirado rapidamente, depois sua boca deslizou pelo pescoço esguio, o colo macio e tomou aqueles montes adoráveis em sua boca sedenta.

Sara gemia e se contorcia sob ele, sua mãos desceram até o membro endurecido e o acariciaram por cima do tecido. Ele gemeu e segurou aquelas mãos atrevidas, pressionou-as contra o colchão um pouco acima de sua cabeça.

– Griss...

– Calma querida, se continuar me acariciando desse jeito não conseguirei me segurar.

Ele voltou sua atenção para os seios, depois passeou a boca por sua barriga, retirou a última peça que cobria seu corpo maravilhoso e mergulhou com a boca no vale úmido e quente entre suas pernas.

Sara não conseguiu conter um grito de prazer, ele fazia caricias em seu centro que deixavam seu corpo em suspenso, completamente extasiada. Grissom continuou até senti-la estremecer e explodir em orgasmo em sua boca, as mãos dela agarravam o lençol com força.

Ele aproveitou o momento para retirar sua peça íntima e voltou a beija-la e acaricia-la até sentir que estava pronta para ele novamente. Ela tentou ficar sobre ele queria retribuir todo o carinho e prazer que ele havia lhe dado, mas ele a impediu.

– Griss, eu quero...

– Depois querida, esse momento é seu.

Ele se acomodou entre suas pernas e penetrou-a com um golpe firme e profundo. Seus olhares se encontraram e Grissom começou a se movimentar dentro dela. O vai e vem de seu corpo foi acelerando aos poucos, levando-os ao delirio.

Com ela encaixada em seu corpo ele se ajoelhou apoiado-se nos calcanhares. Sara se agarrou mais a ele e o sentiu se afundar mais dentro dela. Enterrou o rosto no pescoço forte e cheiroso e sentiu o êxtase se aproximando em ondas de prazer. Sentindo seu membro sendo acariciado por sua contrações ele também se entregou ao clímax com uma última estocada. Desabaram na cama com seus corpos entrelaçados e saciados.

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Aquela semana que passaram na Costa Rica foi intensa e maravilhosa. O dia seguinte ao casamento eles passaram na cama, se amando, fazendo planos para o futuro e trocando juras de amor.

Nos dias seguintes eles exploraram a floresta, encontraram vários tipos de insetos que só haviam visto nos livros, tomaram banhos em rios de águas cristalinas, passearam de canoa e encontraram um lugar maravilhoso.

Uma clareira perfeitamente redonda, circundada por arvores altas. Na vegetação rasteira havia diversos tipos de flores silvestres em um profusão de cores. Ali parecia um santuário de borboletas, nunca haviam visto tantas, de tantas cores e tamanhos.

No fim do dia eles sempre voltavam para a cidade, jantaram com os amigos algumas vezes, e aproveitavam o restante do tempo para passeios românticos, terminando os dias com torridas noites de amor.

Depois paratiram para Paris, a cidade luz. O primeiro lugar que visitaram, no dia seguinte ao que chegaram a cidade, foi a Torre Eiffel. Subiram até o último nível para visitação, a vista era incrivel, estavam maravilhados.

Sara estava próxima a grade de proteção, Grissom logo atrás dela a abraçava pela cintura, ela pousou as mãos sobre as dele, apoiadas em sua barriga.

– Está gostando do passeio querida? – ele sussurrou em seu ouvido.

– E tem como não gostar? Eu estou em Paris, a cidade mais romântica do mundo, com o meu marido.

– Ah, Sara Sidle, então foi por isso que aceitou meu pedido de casamento, para vir a Paris? – ele brincou.

– Acho que você me pegou querido – ela entrou na brincadeira, depois virou a cabeça para o lado e seus olhares se encontraram.

Por um longo tempo eles apenas se encararam, então ele tocou seu rosto em uma leve caricia.

– Você é minha vida Sara. Eu não sou nada sem você. Eu a amo tanto, Sra. Grissom – ele sussurrou sem desviar o olhar.

Sara engoliu o nó que se formou em sua garganta devido àquela declaração emocionante, seus olhos brilharam com duas lágrimas que ela tentava conter.

– Eu também amo você. Mais que minha própria vida.

Seus lábios se encontraram em um beijo apaixonado que selava aquele amor imenso e forte, que havia resistido a tantos momentos dificeis. De repente tudo o que passaram para chegar até ali, ganhou um novo significado. Eles se amavam e isso nunca mudaria.

Gilbert Grissom sempre pertenceria a Sara Sidle.

Sara Sidle sempre pertenceria a Gilbert Grissom.

Notas finais
Até a próxima fic suas lindas... Bjus!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!