Epifania
1 Capítulo Único
Um som agradável de uma música clássica pouco conhecida tocava, o som vinha de um dos cômodos da não muito luxuosa casa 221B da Rua Baker.
Seu musico era ninguém menos que o grande detetive Sherlock Holmes. E como sempre o detetive estava a praticar seus dotes musicais de madrugada.
Mas era uma emergência, o caso do momento, um assassinado que parecia não tem nenhuma prova, até mesmo para os olhares atentos do homem, estava o deixando muito intrigado. E, no momento buscava na música um momento de concentração.
Talvez a melodia e a concentração exigida para tocá-la produzisse a epifania que o homem precisava para resolver tal caso.
Mas no quarto ao lado havia alguém que desejava até mais que o próprio detetive que a epifania chegasse logo.
Doutor John Watson tentava reduzir o barulho da musica com o travesseiro, mas não obteve o resultado que seu sono desejava.
Levantou-se e foi até o lugar em que seu amigo tocava tão concentradamente o violino, talvez se ele conseguisse fazer uma cara de irritado assustadora o suficiente Sherlock pararia de tocar.
Abriu a porta com forca para que o barulho da maçaneta se chocando com a parede denunciasse sua entrada, mas o detetive nem pareceu reparar.
-Sherlock! – ele chamou, mas recebeu um olhar instigador do amigo. Algo como uma pergunta “o que você quer? É bom que seja rápido, estou ocupado”
O Detetive tocou mais uma nota e parou, olhou do violino para Watson e a porta. Era isso. A solução viera na sua mente.
-Sherlock? – Watson deu um passo para trás.
-É isso, como eu não vi antes? — o outro se repreendia – mas é isso. Vamos Watson, acho que resolvi o caso.
Mesmo sem entender o médico seguiu o amigo. Estava acostumado a se meter nas investigações. E além do mais o outro o acordou. Teria de pelo menos dar em troca pelo menos uma aventura.
E ao lado de Sherlock Holmes, aventura era o que não faltava. E por isso se sentia um detetive de sorte por ter um amigo médico, e além de tudo um amigo médico que conseguia acompanhar seus raciocínios, ou pelo menos fingir.
Uma amizade que veio da necessidade e curiosidade e que acabou por juntar duas mentes complexas, mas que se entendiam nessa amizade conturbada e divertida.
Notas finais
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