No dia seguinte, ao acordar, Midori vai até ao banheiro para fazer sua higiene bucal e, saindo de lá, vai até seu quarto e veste uma roupa para se encontrar com Lilly e contá-la sobre o que aconteceu na noite passada.Ao descer as escadas, Midori pega sua bolsa e seu bichinho de pelucia. Mas, antes que ela abrisse a porta, sua mãe a percebe pela sua agilidade e vai falar com ela.

- Filha! Onde você vai com tanta pressa?- Ai,mãe, desculpe, mas não posso lhe contar agora.- Nossa! Mas é tão importante assim?- É. Ah! Se o papai perguntar de mim, diz à ele que estou na casa da Lilly!- Ok. Mas e o café? Não vai comer nada?!- Não. Sinto muito. Não posso demorar....- Tá bom... vê se não demora, ta?- Tudo bem, eu volto logo

Quando Midori abriu a porta, saiu correndo em direção a casa de Lillyan, mas ao ouvir alguns gemidos de alguém que precisasse de ajuda e que parecia ser pequeno, a fez parar e ficar assustada e, ao mesmo tempo, sentindo pena, já que não havia quase ninguém na rua aquela hora.

- Quem disse isso? — perguntou Midori assustada — Olá!? Alguem está aí?- Sou eu, dentro da mochila.... Poderia me tirar daqui? -nya- "Dentro da minha mochila? Que eu saiba não há ninguém que caiba lá dentro." — pensou ela

E assim, continuou correndo, pois pensou que era sua imaginação e que não havia ninguém falando com ela. Mas, antes que começasse a correr de novo, a tal voz, voltou a falar.

- Hey! Estou pendendo a respiração... -nya

Preocupada, Midori tira sua bolsa das costas e rapidamente, abre o zíper. Ao olhar dentro da mochila, ela vê seu tão querido bichinho de pelucia com vida e ao pegá-lo, a garota se assusta e arremessa o coitado para os áres, saindo do local, com rapidez. Quando ele caiu, a menina se aproxima lentamente do animal, muito espantada e começa a tocá-lo devagar.

- Puxa! Repuxa! Recontrapuxa! Você fala! Que legal!!!!- Claro que eu falo! -nya- Comprei um ursinho que fala! Que bacana!!!!- Há?! *gota*- Onde estão as pilhas? — falava ela revirando a coitada de cabo a rabo- Pare por favor. Estou ficando tonta....- Mas tem que haver alguma coisa, eu não compreendo...- hahahaha... isso faz cócegas. -nya- Espera! Talvez eu tenha que abrir aqui e...- Ei! Quer parar com isso!? — disse o animal saindo da mão dela, rapidamente — Tá pensando que eu sou o quê?- Ué... mas você não é daqueles brinquedos que falam milhões de frases usando apenas algumas pilhas?- Claro que não! Eu sou... ops!

E assim, o animal volta a sua forma de pelucia, pois sentil a presença deque estaria vindo alguém em sua direção e não queria que ninguém descobrisse a sua verdadeira identidade e nem à das lendárias guerreiras.

- Ei! Continua! — disse Midori — Ué... será que acabou a bateria? Que estranho... eu hein!

Nesse momento, Midori pega seu bichinho de pelúcia, o coloca dentro de sua mochila e poe ela nas costas, voltando a sua caminhada rumo á casa de Lillyan.Chegando lá, ela aperta a campanhia e, na porta da sala, aparece uma mulher com uma aparência bem humorada, trajando uma calsa jaens boca de sino e uma camiseta azul, sem mangas. Era a dona Raquel, mãe de Lillyan.

- Ah! Espere só um segundo. Vou pegar as chaves!- Tudo bem, eu não tenho pressa...

Raquel, então, volta para dentro de casa, a procura das chaves para abrir o portão para Midori que veio falar com sua amiga. Ao achá-las, ela vai em direção a garota e pergunta se está bem e como passou a noite.

- Muito bem, senhora Raquel. Obrigada! — disse Midori entrando — Com liscença...- A Lilly tá lá em cima... — disse Raquel fechando o portão e entrando na sala- Tudo bem, eu espero aqui.- Quer um pouco de suco? Guaraná? — perguntou Raquel indo para a cozinha- Ah, quero sim, dona Raquel. Obrigada de novo ^^- Tudo bem, vou lá pegar. — vai até a cozinha — Lillyan!!!! — grita para sua filha ao quarto- O que é???? — responde Lilly lá do seu quarto- A Midori já chegou....- Ok, mãe. Já estou descendo..... — diz Lilly

Ao desligar a TV que estava assistindo, Lilly sai de sua cama, abreo seu guarda-roupas e veste um vestido lilás com uma grande estampa de borboleta no rodapé direito do mesmo e, fechando a porta, vai em direção as escadas para falar com Midori, sua melhor amiga.Ao terminar de beber o suco de laranja, Midori já ia falando com o copo na mão, sentada no sofá, assistindo o Domindo Legal.

- Ei! Preciso falar urgente contigo! — disse apressada- Nossa! Mas é tão importante assim?- É. Tao importante que não podemos conversar aqui.- Então, vamos ao meu quarto, ué.- Ok. Só me espere levar esse copo até a cozinha.

Midori saiu da sala e foi até a cozinha, onde Raquel estava a lavar louça. Deixou o copo em cima da pia e, ao sair de lá, limpou os beiços com um pequeno lencinho que estava em sua bolsa e, ao juntar-se a Lilly, foram até o quarto da amiga. Chegando lá, Midori e Lilly sentam na cama, bem juntas, uma olhando a outra. De cara a cara.

- Então Midori-chan, me conta, o que acontece de tão grave?- É que ontem à noite, sonhei que havia um rapaz muito feio, jogando lixo por toda a cidade.- Quê? Você veio aqui em casa e fez todo esse blablabla, só pra me contar isso?- Por acaso não gostou de eu ter vindo aqui?- Claro, mas isso já acontece há anos, garota! Muitas pessoas estão jogando lixo por todo planeta, poluindo os rios e a natureza. (Que coisa feia...)- Mas esse cara era esquisito. Tinha poderes especiais e era membro de um grupo chamado Pollution.- Pollution? Que raio de nome é esse?- Não sei... Estranho, não? E também vi algo no meu quarto... Ele tinha forma de cavalo, usava um chifre enorme na testa e tinha uma luz muito forte!- Peraí! Isso não é jogo de luzes, não? Tipo os da "Monga — A Mulher Gorila"???- Não. Claro que não... ~~- Talvez seja alguma pegadinha igual aquelas da TV. Tipo as do João Kléber (Aff -.-), as do Sérgio Malandro ou do Silvio Santos e CIA.- Mas eles não fariam pegadinhas no quarto das pessoas!- Mas será que seus pais não quiseram tentar pegar você e ver a sua reação?- Claro que não, Lilly! Nunca eles fariam isso comigo! Afinal, essa hora, eles estavam dormindo.- Talvez eles tivessem fingindo que estavam dormindo, aconteceu mais alguma coisa?- Sim! E pra piorar, aquele bichinho de pelúcia que eu havia comprado naquela loja, falou comigo agorinha a pouco. Em pleno caminho pra cá!- QUÊÊÊ???? Ah, não, pára! Cê tá brincando, né?- Será que você não pode acreditar em um segundo!?- Olha.. sobre aquele sonho do carinha jogar lixo pela cidade, pode até ser real, porque já está acontecendo, mas ver um unicórnio à noite e um bichinho de pelúcia ter vida, já é demais!!! Me poupe né, Midori!- Mas Lilly...- Ahhhh já sei!- *uma gota aparece atraz da cabeça de Midori..* Hã?- Você sabe que eu tenho medo dessas coisas sobrenaturais e fica me assustando...- Mas eu tô dizendo que eu ví, é porque eu ví!- Mas unicórnios e pelúcias criarem vida não existe, criatura! — Mas Lilly, você precisa acreditar em mim...- Ai quer saber!? Tô cheia de ouvir as suas balelas... Isso é conversa pra boi dormir, ouviu!?- Lilly, por favor, me dá esse crédito, só dessa vez... eu não tô brinc...- E sai logo do meu quarto que você já me encheu!

Frustrada pela amiga não a ter ouvido e acreditado nela, Midori sai correndo do quarto e chorando. Ao descer as escadas, ela pega rapidamente sua mochila que havia deixado no sofá e abre a porta da sala. Mas antes que pudesse sair, Raquel sente a sua tristeza e resolve ir falar com a garota.

- Oh, minha querida, o que foi? Porquê você está chorando? Aconteceu alguma coisa?- Bem na verdade, dona Raquel, nem eu sei, viu... a Lilly está tão estranha hoje... — dizia Midori chorando- Olha, Midori... não liga pra ela, não, tá? Hoje ela tá esquisita mesmo... Mas... toma! — tirou de seu bolso, uma nota de 10 reais e a deu a Midori- Pra mim? Não precisa, Dona Raquel... — ainda chorando, mas agora está mais calma- Mas pode pegar, eu te dou... Já que você e a Lillian são melhores amigas...- Ata. Muito obrigada, então. — pára de chorar e fica ainda bem mais calma- Pode comprar o que quizer.- Obrigada, Raquel... quando eu puder, eu te pago.- Que nada! Não precisa, não... Relaxa. ^^- Ok, entao. Deixa eu ir. Tchau, Dona Raquel.- Tchau Midori! E não fale com estranhos...- Eu sei... ^^

Ao sair da casa de Raquel, Modori foi andando pela calçada, pensativa, sobre o que havia acontecido à alguns minutos atraz. Sua mente estava tão confusa, pois só pensava naquila conversa e como era a sua amiga no passado. Quando chegou perto de um jardim, resolveu sentar em um banco e ali ficou a refletir melhor e olhando os pássaros que estavam voando pelo local.

----------- FLASHBACK 1 --------------------

- Ai quer saber!? Tô cheia de ouvir as suas balelas... Isso é conversa pra boi dormir, ouviu!?- Lilly, por favor, me dá esse crédito, só dessa vez... eu não tô brinc...- E sai logo do meu quarto que você já me encheu!

----------- FIM DO FLASHBACK 1-----------------

- Por que será que a Lilly está assim? O que eu fiz? Ai, estou tão confusa... — pensou ela — A Lillian não era assim... ela....

--- FLASH BACK 2 -----

*as duas garotinhas estavam brincando com as borboletas naquele mesmo jardim*

- hahaha venha me pegar se for capaz!!! — dizia a garotinha de vestidinho lilás- Lilly... Venha aqui... — falava a de vestidinho rosa com flores no rodapé- Você não me pega! Você não me pega! (2x) — respondia Lilly

*ate que de repente as duas tropeçam num galho de árvore que estava no chão e caem*

(as duas garotinhas) HAhahahahahaha!!!(Lilly) Isso é tão legal né Midori?(Midori) É. Muito....(Lilly) Cansei. Acho que vou pra casa. Quer vir comigo?(Midori) Não obrigada, Lilly. Hoje não, ta? Deixa pra próxima.. ^^(Lilly) Ok entao...(Midori) Quer q eu vá com vc?(Lilly) Não obrigada. Já sei o caminho de casa. ^^ Afinal, é no fim da rua.. ^^(Midori) Ah é, esqueci ^^ *gota*

------------- FIM DO FLASHBACK 2-------

Ao terminar de refletir nos bonms momentos que teve ao lado de sua melhor amiga, Midori desata a rir e, em algum instante, um rapaz a encontra sentada num banco e vai até a garota. Ao chegar perto, o rapaz senta-se ao lado dela, mas não a reconhece e começa a ver todo o momento as horas no relógio em seu pulso. Em algum momento, ouve-se um barulho. É um toque de celular. Ao atendê-lo, dizia umas palavras referente à algo muito importante que parecia até uma missão. Midori ficou preocupada e resolve sair dali o qual mais rapido o posivel e, achando um esconderijo, se agacha e fica com os olhos bem atentos.

Quem será aquele rapaz? Será algum bandido, ou... Veja no proximo capitilo quem é o rapaz misterioso....

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.