Enxergue o invisivel

5 Capitulo 5 - Final


Notas iniciais
Boa leitura ^^

A ultima revelação de Justin foi a gota d’agua, Clary reparou que o menino mordia os lábios e olhava fixamente para a sua boca, segundos depois ela estava grudando os lábios nos dele. A menina visualizou uma explosão de cores enquanto beijava delicadamente, até mesmo timidamente a boca de Justin. O gosto era melhor do que ela imaginava, ela podia fazer várias poesias sobre aquele sabor. Ainda com cautela passou a língua entre os lábios dele, a respiração de ambos já estava rápido apesar do beijo superficial, até que os dentes da menina cravaram no lábio inferior do loiro.

Justin colocou a mão no pescoço da menina a afastando, encarou os olhos negros que pareciam queimar, a respiração ofegante, as faces rosadas e o desejo quase palpável ao lamber os lábios que segundos atrás estavam beijando-o. Dessa vez foi o menino que avançou iniciando um beijo urgente, uma mão foi para os cabelos da menina enquanto a outra rodeava a cintura a trazendo para mais perto. Clary sentia o corpo inteiro formigar, a mão do menino que segurava seu cabelo as vezes deslizava para o seu pescoço, cada segundo a fazia sentir que não estavam perto o suficiente. Não demorou nem um pouco pra sentir a lingua dele pedindo passagem, e de bom grado o recebeu aproveitando e explorando mais de seu gosto. Quando já estavam sem ar, a boca do menino migrou para o pescoço de Clary onde trilhou uma série de beijos deixando o ultimo com uma mordidinha de leve.

— Justin – a menina meio que gemeu e ofegou o nome do loiro.

O menino sentiu o corpo inteiro se aquecer, umas partes mais que as outras.

— Puta que pariu – com um esforço sobre-humano Justin se afastou da menina, ainda segurando o rosto dela ele choramingou baixinho – você é melhor do que eu imaginava, talvez seja esses momentos que as pessoas comparam com o paraíso.

— Eu imaginei que acordaria bem na hora do beijo – Clary sorriu acariciando o cabelo do menino — ainda bem que ainda estou dormindo.

— Você esta acordada, tenho certeza de que não ia sentir isso em um sonho – Justin depositou um beijo na bochecha da menina, depois lentamente foi seguindo até o nódulo da orelha dela onde roçou suavemente os dentes – além do mais o babaca aqui é mais do que acessível pra você.

Clary cravou as unhas no braço do menino, o carinho que recebeu fez com que todos os pelos de seu corpo se eriçassem como se reivindicassem mais daquele toque.

— Voce não é um babaca – ela achou necessário responder o comentário dele – eu não teria entrado em uma briga se achasse que você é um completo idiota.

— Por favor, não entre em mais nenhuma briga – Justin brincou – e até agora você não me respondeu o que aquelas garotas disseram pra você ficar tão brava.

— Merda. Aquelas vacas só falaram merda – Clary desviou o olhar, não queria lembrar das palavras cruéis que ouviu.

— Mas teve algo especifico, não teve? – o menino colocou um dedo no queixo dela para que voltasse a olhá-lo nos olhos.

— Sim, mas de jeito nenhum vou repetir...

— Deixa eu adivinhar – o loiro a interrompeu – elas disseram que eu virei um drogado depressivo? Que preferiam que eu tivesse morrido no lugar de Josh? Que meu comportamento não passa de um teatro porque no fim eu fiquei feliz com a morte do meu irmão, pois assim eu ficaria com toda popularidade...

— Chega, Justin – Clary exclamou, os olhos cheios de lagrimas novamente — não quero ouvir essas merdas de novo. Eu não acredito que você sabe disso, eu deveria voltar lá e acabar com aquelas putas...

— Hey espera – Justin segurou o rosto da menina tentando acalmá-la – eu só quero que você entenda que as pessoas são cruéis, é como se eles quisessem que eu fosse perfeito, elas esquecem que eu sou humano, que vejo e sinto tudo que elas fazem, definitivamente não sou feito de aço. Eu já tive e ainda tenho meus momentos onde a raiva é tanta que da vontade de socar todo mundo, já arrumei muita confusão por causa disso. Hoje em dia estou melhor em ignorar essas merdas, focar nas coisas boas, lembrar que tenho uma mãe e irmãos maravilhosos...Na garota com olhos incríveis.

— Que garota sortuda – Clary sussurrou ao puxar o loiro para um beijo lento e porque não dizer apaixonado? A menina tentava demonstrar a felicidade que esmagava o seu peito, demonstrar o quanto admirava a maturidade do garoto em lidar com as consequências de uma tragédia. Ela sentia um calorzinho, como um cobertor quentinho em uma noite de inverno, se apoderando de seu interior, sabia que aquele sentimento iria fixar igual as tatuagens nos braços de Justin.

O beijo foi finalizado com o menino distribuindo varias selinhos no rosto da menina, principalmente em seus machucados. Depois disso Justin colocou um bad-aid com o desenho do homem aranha no corte mais profundo de Clary, o que gerou varias piadinhas entre beijos que o casal trocava. Era visível que estavam vivendo um grande momento desde a perda que sofreram. Por fim a menina aceitou a carona do loiro, enquanto sentia o vento nos cabelos e a mão firme de Justin segurando a sua ela passou a acreditar que dias ruins podem sim ficar perfeitos.

Clary chegou em sua casa em tempo recorde, isso porque o menino dirigia rápido. O casal ficou por quase trinta minutos se despedindo, trocaram telefones e claro muitos beijos. A menina ficou sabendo que o loiro viajaria aquele fim de semana e só voltaria domingo a noite, anulando assim a esperança de vê-lo antes de terça feira, mas ela não comentou nada, ficou em silencio enquanto o ouvia falar que mandaria mensagens a todo momento.

— Até logo, pequena – Justin se despediu da menina, já estava atrasado, mas não conseguia se importar quando tinha Clary o abraçando daquela maneira. Depositou um beijo na testa da garota e desejou boa sorte, já que Clary tinha resmungado sobre o sermão que ouviria da mãe.

— Tchau, Justin – a garota inspirou mais uma vez o cheiro que o peito de Justin exalava, tentando guardar o aroma na mente, e com muito esforço afastou-se.

— Espero que você não me ache muito louco caso que te peça pra gravar um áudio falando o meu nome – o loiro passou as mãos no cabelo, dando um sorriso brincalhão que contagiava todas as células do corpo de Clary. De repente ela sentiu uma vontade louca de mordê-lo.

— Louco não – ela fingiu pensar no assunto – talvez pervertido.

— Isso eu não nego – a expressão maliciosa dele deixou as bochechas da menina pegando fogo. Antes que pudesse disfarçar Justin colocou uma mão em sua nuca e a beijou profundamente, mais um beijo de despedida. A mão que acariciava o pescoço de Clary desceu até sua cintura a trazendo para mais perto, os braços do loiro a seguravam firmemente, quase possessivo, já garota lutava pra respirar e contra o desejo de arrastá-lo para o seu quarto e não sair de lá nunca mais.

Cedo demais o beijo foi interrompido, dessa vez Bieber apenas sorriu e entrou no carro deixando uma Clary ofegante e com os lábios vermelhos. Ele precisava sair de perto dela antes que a roubasse pra ele e não devolvesse mais. Aumentando o som da guitarra que tocava no radio do carro, o loiro foi pra casa com um sorriso maior que o esporro que receberia de sua mãe pelo atraso.

A menina entrou em casa meio anestesiada, quem precisa de analgésicos quando tinha acabado de viver uma experiência louca com Justin Bieber? Aproveitou que a mãe e os irmãos chegariam mais tarde, Clary tomou um banho longo e relaxante revivendo cada momento que viveu ao lado do loiro. Depois do banhou suspirou de alivio, sua aparência não estava tão ruim assim, o que a preocupava é a reação de sua mãe ao saber que a menina estava de suspensão, não iria pra escola na segunda feira.

E como previsto a mãe da garota ficou quase uma hora falando o quanto a filha foi irresponsável e o quanto estava decepcionada, Clary pediu desculpa e ficou em silencio sabia que estava errada e era melhor não contrariar sua mãe quando a mesma estava segurando uma faca. Seus irmãos gêmeos de cinco anos ficaram entoando uma cantiga que consistia em frisar que a menina se ferrou e que ficaria sem sobremesa. Ela não estava proibida de comer sobremesa, mas ficaria sem internet pelo resto da semana, pelo menos não ficaria sem o celular.

Naquela noite recebeu e trocou inúmeras mensagens com Justin, o garoto era fofo e bem divertido, por varias vezes a menina se deu conta de que estava sorrindo para o aparelho, sem contar que ao ouvir as notificações chegando seu coração dançava tango em seu peito. Mais tarde recebeu a visita de seus irmãos no quarto, eles traziam um pouco de sobremesa que segundo eles deu muito trabalho pra pegar escondido. Clary comeu um pouco e deixou o resto pra eles, e assim os três caíram no sono, isso já aconteceu inúmeras vezes desde a morte do pai.

O final de semana passou rápido e sem grandes acontecimentos, a monotonia era dispersada quando a menina recebia mensagens de Justin, e na vez que Clary ligou para o seu melhor amigo Nikolas e contou tudo que havia acontecido, ela nunca tinha ouvido tantos gritos do garoto, ele surtou em cada palavra que saia da boca da menina, foi hilário.

Segunda feira chegou tão rápido quanto um piscar de olhos, Clary sentiu-se feliz por ficar em casa, mas já estava a beira de um ataque de ansiedade e insegurança, a ultima mensagem de Justin foi no domingo a tarde e até agora não havia dado sinal de vida. Sim, ela sabia que eles mal se conheciam, faz menos de três dias que se beijaram, ele não devia nenhuma satisfação pra ela, mas ele não podia deixa-la mal acostumada com todas aquelas mensagens e sumir de repente, podia?

Frustrada Clary colocou o celular embaixo do travesseiro como se quisesse criar uma barreira para sua vontade de verificar novas notificações de um em um minuto. Conseguia ouvir sua mãe no andar debaixo preparando o lanche para seus irmãos que estavam brincando na vizinha, em menos de uma hora aquelas pestinhas chegariam com uma fome de doze dragões. Pegando seu livro mais recente a menina resolveu colocar a leitura em dia, acomodando-se na cama Clary tentou mergulhar no mundo fantástico que as historias oferecem.

A menina estava lendo a trinta minutos, pela terceira vez lia o mesmo paragrafo sem conseguir entende-lo, seu pensamento teimava a divagar até encontrar um certo garoto tatuado. Já estava quase desistindo quando sua visão periférica captou um movimento perto da porta, levantando o olhar Clary pode jurar que seu coração parou por alguns segundos.

— Justin? – a menina exclamou. Ela não sabia se tinha caído no sono, ou se o garoto realmente estava ali, vestido todo de preto, a camisa marcando o peitoral definido, a calça caída nos quadris revelando uma cueca azul marinho que deixava pouco pra imaginação. Os cabelos loiros estavam despenteados e molhados, parecia que Justin tinha acabado de sair de um comercial de algum produto masculino.

— Surpresa – o loiro riu da reação de Clary, ele continuava na porta do quarto sem saber o que fazer, mas com um desejo imenso de ir até a menina.

— Justin!- Clary exclamou novamente, mas dessa vez o tom foi de alegria. A saudade não revelada em palavras foi demonstrada no momento em que a menina pulou da cama e correu se jogando nos braços do loiro, esse por sua vez acolheu a menina satisfeito, escondendo o rosto nos cabelos dela Justin inspirou o perfume que tanto sentiu falta.

— Se eu soubesse que seria recebido dessa forma, teria vindo mais rápido – o menino murmurou apertando o corpo pequeno o deixando mais próximo do seu.

— Oi – Clary riu envergonhada do próprio comportamento. Ela levantou a cabeça apenas para olhá-lo nos olhos, seus braços continuavam no pescoço dele, as mãos do loiro rodeavam a sua cintura firmemente.

— Oi, amor – Justin sussurrou encarnando os olhos negros. Ele abaixou e depositou um beijo na testa da garota, no nariz, até chegar em seu lábios.

A menina ficou nas pontas dos pés para aproveitar o beijo, tinha sentido muita falta do garoto, dos toques, do beijo dele. Enroscando os dedos nos cabelos macios Clary aproveitou para aprofundar o beijo, enroscando a língua na dele enquanto sentia os dedos do garoto se infiltrando por debaixo da sua camiseta lhe causando arrepios que não tinham nada a ver o frio.

O barulho no andar de baixo trouxe a menina de volta a realidade, não podia esquecer que não estavam sozinhos.

Relutantemente Clary se afastou, mas não pode deixar de sorrir com o bico contrariado do menino.

— Minha mãe pode aparecer – a menina riu enquanto fugia dos braços insistentes do loiro – por falar nisso como você entrou aqui?

— Eu disse a sua mãe que era um amigo, e perguntei se você estava em casa, ela disse que sim e me indicou o seu quarto.

Simples assim.

— Amigo? – a menina perguntou enquanto sentia o menino a abraçando por trás, era aconchegante sentir o peitoral quente em suas costas.

— Minhas mãos não conseguem ficar longe de você – Justin depositou um beijo na cabeça da menina – além do mais a sua mãe não precisa saber de todos os detalhes sórdidos.

Já sentados na cama com uma distancia segura, o casal começou a conversa sobre os dias que se passaram. Clary contou o quanto sua mãe ficou brava com o acontecido na escola, e aproveitou isso pra fazer a menina de escrava, trabalhou praticamente todo final de semana em tarefas domesticas. Justin comentou sobre o fim de semana que passou com a família esquiando, a viagem já tinha sido cogitada quando Josh ainda era vivo.

— Depois da morte do meu irmão eu passei a viver muitos momentos por ele, por saber que ele ficaria feliz ou orgulhoso por estarmos fazendo aquilo.

— Sei bem como é – Clary acariciava um dos braços de Justin, encantada com tanta tatuagem, querendo saber os significados – já fiz muitas coisas porque lembram meu pai, parece que ele fica mais perto, não sei explicar, mas eu me sinto melhor.

— Fica mais fácil lidar com toda essa merda – o loiro respirou fundo – alias tenho certeza de que Josh estaria orgulhoso de mim agora. Uma vez ele disse que eu encontraria uma pessoa que me faria enxergar o invisível, que a pessoa me inspiraria a escrever musicas, e pra ser sincero desde que eu notei você eu já perdi a quantidade de musicas já escritas.

Ele me deixa sem folego.

Clary avança até Justin e o beija bem devagar tentando faze-lo entender o quanto aos poucos ele se tornava importante pra ela.

— Olha aqui garoto, eu to tentando me comportar, mas você não está ajudando – sem que percebesse a menina já estava no colo de Justin, cada perna ao redor da cintura dele – você não pode ser tão fofo desse jeito, eu não sou boa com as palavras, mas depois do que aconteceu na sexta eu sinto algo diferente, só sei que quero estar na sua lista de coisas preferidas.

— Voce esta fazendo um bom trabalho – o loiro sussurrou no pescoço de Clary – já posso listar varias coisas que gosto em você.

Sem se conter a menina soltou um suspiro de contentamento, pegando o rosto do loiro ela esmagou os lábios nos dele, os corpos colados intimamente a deixou atordoada, mas com plena consciência de que aquilo estava bom demais. Quando o folego ficou escasso foi a vez de Clary se divertir, sorrindo sapecamente a menina distribuiu beijos e mordidas pelo pescoço do loiro, recebendo como recompensa um grunhido e suplicante.

A menina sentiu os dedos de Justin deslizando sobre seu rosto pescoço até chegar a lateral de seu corpo, propositalmente ou não, as pontas do dedo roçou a lateral de seu seio. As mãos passeavam pelos braços e coxas, qualquer pele da menina que estivesse a mostra. Clary já ofegava ansiosa, já teve relacionamentos, mas nenhum naquele nível, nenhum cara a animou para “dar uns amassos”. Não foi a toa que suas unhas cravaram-se nos bíceps do garoto quando a mão dele sutilmente acariciou um seio dela.

— Puta merda – Clary soltou um gemido baixinho, já tinha plena consciência do quanto Justin a desejava, a ereção em baixo de si não deixava dúvidas – você esta me enlouquecendo.

— Você é uma perdição, garota – o loiro mordeu o nódulo da orelha para provoca-la – eu quero ser o único a fazê-la sentir isso, o único a enlouquecê-la.

A menina encarou os olhos castanhos sentindo o desejo envolve-los em uma bolha particular. Mordendo o lábio inferior do menino ela se mexeu criando um pequeno atrito entre as partes sensíveis que estavam coladas, automaticamente recebeu um grunhido do loiro, ele apertou a cintura da menina repetindo o movimento o tornando mais forte e intenso.

O silencio do quarto que minutos antes estava na monotonia foi preenchido pelo gemido de ambos.

Antes que um novo beijo fosse iniciado Clary ouviu uma movimentação no andar de baixo, barulho que só seus irmãos faziam quando chegavam em casa.

Puta merda! Meus irmãos chegaram!

Desajeitadamente mas com eficiência a menina se desenroscou de Justin e se afastou alguns metros. Ainda ofegante ela observou o menino com o cabelo mais bagunçado que o normal, a roupa amassada e uma ereção evidente. Ela por sua vez sentia todas as partes queimando, seu cabelo não devia estar apresentável, seu shorts havia enrolado fazendo parecer uma calcinha. Rapidamente começou a se ajeitar ao mesmo tempo que tentava não olhar pra ereção do menino.

— Clary? – Justin perguntou confuso – fiz alguma coisa errada? Eu sei que não devemos ir rápido demais, mas você não esta ajudando com essa roupa.

— Voce não fez nada de errado – a menina olhou pra porta depois olhou a si mesma – e o que tem a minha roupa?

A menina vestia um shorts moletom até o meio da coxa com uma regata branca simples, era sua roupa de ficar em casa.

— Voce ta gostosa pra caralho – o loiro respondeu como se falasse sobre o tempo – se não fiz nada de errado, por que você fugiu?

— Obrigada, eu acho – Clary respondeu com as bochechas vermelhas, e satisfeita com o elogio – e não fugi de você, fugi da vontade de sequestrar você e nunca mais sair desse quarto...

— Hum, gostei da ideia – Justin levantou da cama, a expressão maliciosa olhando a garota como se fosse um predador prestes a caçar – e o que você faria comigo?

A menina adoraria continuar com o joguinho, o flerte era bem excitante, mas não podia, não naquele momento.

— É sério, Justin – Clary levantou a mão impedindo que o garoto se aproximasse mais – eu acabei de ouvir meus irmãos chegando, e aqueles pestinhas vão invadir meu quarto a qualquer momento.

— Agora entendi. Seria constrangedor se nos pegassem no maior amasso – Justin riu, fazendo com que a menina sorrisse – prometo me comportar.

— Ótimo – a menina não queria que ele se comportasse, mas naquele momento era preciso – Vem, vamos descer , minha mãe deve ter preparado algo para comermos, e de qualquer jeito ela ou meus irmãos vão subir aqui pra verificar o que estamos aprontando.

Clary puxou Justin pela mão e começou a rebocá-lo pra fora do quarto, mas foi impedida quando sentiu a relutância do menino.

Justin havia parado ao lado de uma pequena lousa, onde uma frase estava escrita.

“Enxergue o invisível”.

— Você escreveu isso na sexta feira – o loiro perguntou. Sua voz saiu meio tremula, como se tentasse disfarçar algo.

— Não, escrevi já faz algum tempo – a menina respondeu cautelosa – eu vi essa frase em um armário da escola, me chamou atenção então resolvi escrever ai, como se fosse um incentivo, ou inspiração, não imaginava que o autor era o seu irmão.

— Josh tinha a mania de escrever as coisas pelos lugares.

Clary soltou a mão de Justin e vasculhou uma das gavetas de tranqueiras até encontrar um giz.

— Acho que podemos dar os devidos créditos ao autor – a menina estendeu o giz ao loiro.

Sem hesitar Justin escreveu o nome do irmão abaixo da frase. Depois abraçou os ombros de Clary e ficaram observando a lousa infantil, contemplando a frase como se observassem uma obra de arte.

— Obrigada, irmão – Justin sussurrou pra si mesmo, depois olhou a figura ao seu lado – vamos? Estou louco pra conhecer a minha sogra.

— Bobo – Clary revirou os olhos, mas não pode deixar de corresponder o sorriso largo do menino. Ela mais do que ninguém torcia pra que em breve pudesse contar a sua mãe que ela tinha um genro.

E assim o casal seguiu de mãos dadas para uma tarde divertida com a mãe e irmãos de Clary, houveram perguntas constrangedoras e a promessa de trazer Jaxon ali, o garotinho havia ficado louco quando Justin lhe contou que havia conhecido Clary.

Clary e Justin haviam se conhecido através da perda, no momento em que se permitiram enxergar o invisível, não tinham ideia na onde aquilo iria parar, apenas torciam silenciosamente para que durasse, pois sentir aquele calorzinho no coração depois de tanta dor era revigorante. Eles não teriam pressa, aproveitariam cada momento proporcionado e enxergando o que é invisível aos olhos.

O menino e a menina que sofreram tanto por causa da perda aproveitariam aquele encontro. Josh assim como o pai de Clary, onde quer que estivessem, sorriam com algo que nunca foi invisível, sempre ficou notável que as almas se encontrariam parar sarar as cicatrizes que um dia a vida os proporcionou.

Enquanto enxergassem o invisível, eles ficariam bem.

Notas finais
Obrigada pela chance dada a historia ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!