Então durma, meu amor.
1 Então durma, meu amor.
Notas iniciais
Estarei aqui, dando o meu melhor
Querido, seu amor tem mais do que preciso
Aqui, chorando nos telhados
Nada pode nos parar se acreditarmos
Observo-a dormindo. Ressoando baixinho. Seu rosto sereno. Nem parecia que tinha sofrido um ataque noite passada.
Eu sei que pareço ridículo, mas eu me lembro, me lembro de tudo desde o dia que a conhecia.
Ah, Gilbert.
Minha Elena.
Lembro-me dela quando nos conhecemos, quero dizer, quando ela me conheceu. Ela tinha ficado tão sem jeito, suas bochechas haviam ruborizado, ela sorriu.
Eu tinha a observado durante meses – depois que a salvei do acidente – ela havia me intrigado, ela parecia com a Katherine, fisicamente. Mas ela não era a Katherine, não tinha nada dela. Ela era a Elena, ela era pura, fofa, decida quando se trata de proteção a quem ama. Fiel. Inteligente.
Ela é perfeita para mim.
Enquanto ela dormia abro a janela do seu quarto e sento na cama, dando um beijo em sua testa.
Minha garota.
Poderia dar minha vida por Elena, eu nunca me arrependeria.
Eu poderia ser seu irmão, seu amigo, seu protetor, seu porto seguro, seu amante.
A dança era um dos meus momentos preferidos com ela. Eu colocava minha mão em sua cintura e ela sorria. Ela colocava seu rosto em meu pescoço e eu podia sentir sua respiração dela. Eu apertava a cintura dela e ela corava. Ela colocava seu rosto no meu peito. Às vezes, ela gostava de botar suas mãos ao redor do meu pescoço. Eu ouvia seu coração se acelerar quando eu sussurrava em seu ouvido no meio da dança que a amava. E quando eu a girava no ar seus cabelos castanhos balançavam. Eu amo os cabelos dela.
Deito-me ao seu lado e ela resmunga algo, e logo em seguida apoiando sua cabeça em meu peito, botando os braços ao meu redor e colocando as pernas por cima de mim. Gosto disso.
Lembro-me do nosso primeiro beijo, na varanda da mansão, na noite do cometa. Quando abri a porta e a vi, com os olhos brilhando e coração acelerado e eu sabia. Não podia deixa-la ir.
Ela havia acordado, se remexido de vagar e suspirado. Olhou-me triste, ela estava mal, eu podia sentir.
– Não consigo dormi direito, eu... não consigo para de pensar nos vampiros.
Então, acariciando seu cabelo eu sussurrei:
– Então durma, meu amor – digo, dando-a um selinho. Ela sorri. – Eu estarei com você.
Observei o sol nascendo. Elena ainda dormia tranquila abraçada a mim, devagar, retirei-a de cima de mim com cuidado, e sai pela janela. Voltando para casa.
***
Quando o seu céu está escuro
E a Terra está sacudindo sua cama
Sua esperança está no fim disso tudo
Você só precisa de um amigo
Nunca teria pensado que ela iria aparecer novamente. Katherine Pierce. A mulher que um dia eu achava que havia amado, a mulher que eu pensava ser o amor da minha vida, fui tolo. Katherine havia fingido para todos que era Elena. Ela conseguiu enganar Jeremy, Jenna, John e Damon. Menos a mim. Por que eu nunca a confundiria com Elena, eu sei exatamente quem eu amo. Conheço Elena de todas as formas.
Naquela noite Elena não dormiu direito, se remexeu na cama diversas vezes. Acordava varias vezes, ela havia gritado, e se agarrado mais a mim. Ela precisa de mim e eu dela. A volta de Katherine foi traumatizante para todos. E Elena ainda tinha que lhe dar com o fato de que o irmão tentara se matar. Jeremy ainda era imaturo. Elena tinha decidido não contar para Jenna sobre Jeremy, contudo contou sobre John Gilbert.
Não foi só Elena que não tinha conseguido dormi muito bem, eu tinha medo de adormecer naquela noite. Mal sabia que teria dias piores.
Dessa vez não foi apenas eu que estava guardando-a, protegendo-a. Elena, minha namorada humana que não tinha poder sobrenatural nenhum me protegeu do seu modo, me beijando e abraçando. Dessa vez foi ela que colocou seu braços ao redor de mim me puxando para baixo, colocando minha cabeça em seu busto vantajoso.
– Eu que deveria fazer isso. – digo, me acomodando de algum modo em seu pequeno corpo.
– Não precisa ser somente você Stefan. Eu também estarei aqui por você sempre, iremos proteger um ao outro – Elena diz, beijando meu cabelo – Então durma, meu amor. – Ela se acomoda mais, movimentando seu corpo para se adequar ao meu – Eu estarei aqui pra você, assim como você estará aqui por mim.
***
Eu voltei a ser um Rippah. Matando sem piedade e sem pensar nas pessoas, sem coração, sem emoção, sem sentimento. Sem ninguém de verdade.
Nada além dela. Eu somente sentia algo quando pensava nela.
Sem remorso, sem compaixão, sem nada.
Quando Klaus me mandou ataca-la eu não consegui. Preferia morrer. Tinha enfiado um pedaço de vassoura de madeira em minha barriga. A dor. Naquele momento só conseguiria suportar com a dor. Por um momento achei que tinha conseguido. Que Klaus não me pediria mais nada.
Eu tinha conseguido resistir a compulsão por ela.
Não durou muito tempo.
Eu deveria saber que isso só aconteceria uma vez. Pois, na segunda vez que ele me compeliu me obrigando a desligar a humanidade eu não consegui resisti. Naquele momento eu sabia, eu a tinha perdido.
Depois que a mordi, não tinha mais volta. Eu não tinha mais coração para quebrar. Talvez existisse um fragmento de amor bem lá no fundo. Um pouco de consciência boa. O fragmento era ela. Mas naquele momento estava muito longe para alcançar.
Pela noite, Klaus tinha me pedido para ficar de olho na bolsa de sangue dele, Elena.
Passei pela casa dela, e como imã, meu corpo foi atraído até o seu quarto. Fiquei no teto, pois havia uma presença lá. E quando o vulto negro sai de lá eu entrei.
Ela estava dormindo.
Seu rosto abatido e tudo por minha culpa, pois eu bebi seu sangue sem sua permissão, e eu havia gostado, não tinha sentido remorso.
Sem perceber e sem entender o por que, foi até a cama e disse:
– Não sinto remorso. Mas te ver desse jeito me da uma agonia não explicada Gilbert – me aproximei do seu rosto – Então durma. – meus instintos me alertaram que eu devia ter falado isso.
Levantei-me, e a observei por um segundo. Uma lagrima havia caído dos seus olhos e Elena disse:
– Stefan.
Eu a tinha feito chorar.
Estarei aqui, dando o meu melhor
Querido, seu amor tem mais do que preciso
Aqui, chorando nos telhados
Nada pode nos parar se acreditarmos
***
Aqui, dando o meu melhor
Querido, descobri que podemos ser livres
Quando você está aqui, aqui comigo
Ela tinha pedido para eu ir para o baile com ela, e eu aceitei me sentindo a pessoa mais sortuda do mundo. Naquele ponto minhas emoções já haviam voltado.
E eu fui.
Não sabia se ela poderia ficar mais linda. Mas ela estava. Estava perfeita. Há imaginei nos anos vinte. Eu e ela dançando. Eu e Elena burlando as leis.
Eu a segurei pela cintura, ela havia colocado sua mão em meu ombro e eu tinha pego sua outra mão. Dançávamos alguma musica romântica lenta.
Eu não estava preocupado com o que iria acontecer naquela noite, naquele momento.
Dancei com ela, como sempre fazíamos. Balançando-nos para lá e para cá, ritmados, como se fossemos um só. A impulsionei para trás, segurando seu peso, observando seu olhar. Vendo ela desvia os olhos entre os meus e minha boca suspirando. Senti a respiração forte dela em meu pescoço e seu perfume de baunilha.
Estávamos na nossa bolha.
Não poderia imaginar que alguém irai quebra-la.
Não poderia imaginar que iriamos perder alguém naquela noite.
Não poderia imaginar que mais uma vez, irai falar para Elena.
– Irei dormi com você, irei ficar com você e lhe proteger. Como eu já havia dito, você tem a mim. Então durma, meu amor. Eu estarei aqui. – foi o que eu disse, quando aquela noite tinha chegado ao fim.
***
Quando não consegue encontrar seu caminho
E tudo a sua volta se torna obscuro e cinza
As estrelas caem lá de cima
E você mal está suportando meu amor
(Suportando meu amor)
Eu achava que iria morrer. Iriam matar Klaus. Eu queria morrer. Mas a ideia de deixa-la estava completamente fora de cogitação.
Quando descobri que a tinham tirado da cidade sem sua permissão fiquei furioso, pois não iria a ver novamente. Era o que eu achava. E eu realmente preferia isso.
Quando Rebekah havia chegado a floresta rindo e chorando ao mesmo tempo, eu não soube o porque. Mas descobri assim que Jeremy tentou ligar para Matt e eu para Elena.
Tinha corrido para a ponte e sem pensar mergulhei nela, igual eu fiz a uma ano atrás. Para salva-la. Mas essa não era sua decisão. Quando eu a vi morrendo, sem ar nos pulmões me pedindo desesperadamente para salvar Matt foi como se eu fizesse algo contra a mim mesmo. Queria está sem emoção. Queria poder da essa desculpa para salva-la sem sua permissão.
Quando tinha deixado Matt na margem do rio e voltado para busca-la meu mundo desabou, pois ela estava morta. Eu estava morto.
Podei seu corpo sem vida na margem do rio, implorando apenas uma coisa:
– Não durma, meu amor. – Me lembro de ter repetido isso centenas de vezes naquela noite.
Isso foi até Elena acordar. Como uma vampira.
***
Estávamos no telhado, depois de sermos resgatados. Elena havia completado sua transição. Eu podia sentir a dor dela, por que, tudo o que ela havia sonhado tinha acabado. Seu sonho de ter filhos. Envelhecer. Ter uma família.
Elena tinha me dito que eu era a melhor escolha que ela já tinha feito. Que ela me escolheu, contudo se eu pudesse escolher, escolheria que ela tivesse escolhido Damon, assim ela estaria viva, seria humana e realizaria seu sonho. Eu havia prometido a ela que faria de tudo para todos voltarem para aquela casa vivos. Eu falhei.
Coloquei o anel no dedo dela, o anel da luz do dia. Elena sorriu cansada e apoiou seu braço em mim.
– Agora podemos ficar juntos para sempre.
Ela sorri e me beija.
– Sim. Até quando eu quiser.
Observamos o sol se pondo, dando lugar ao crepúsculo. No momento eu deveria me importa com algo, mas não naquela noite. Irei da o meu melhor para o bem de Elena. Por que eu a amo. Irei dar boa noite para ela e fazer o meu máximo para protegê-la dos pesadelos.
Aqui, dando o meu melhor
Querido, descobri que podemos ser livres
Quando você está aqui, aqui comigo
Fale com o autor