Certa vez, em um show de metal embalada pelo som e pelo whisky

Percebi o quanto eu era tola, não que eu já não tivesse feito essa reflexão antes

Mas ali, tive a convicção

Eu batia no peito dizendo ser auto suficiente

Mas não passava de um pequeno recipiente

Onde depositavam as expectativas

E eu as mantinha

Fui pra longe

Acendi um cigarro e me sentei, enquanto aquele maldito tabaco queimasse eu iria pensar

Quando acabasse, eu queria mudar

Não que o cigarro fosse um milagroso

Mas que ele era meu aliado, era

E quando acabou, me levantei e fui embora

Aquilo não fazia mais parte de mim

Aquele garoto que invalidava minhas opiniões

Aquele garoto que invalidava minha personalidade

Aquele maldito garoto que invalidou meus cigarros!

Bem, aquele maldito garoto era até que interessante

Mas essa história, já se tornou algo cansante

Assim como meu fumo incansante

Mas fazer o que se eu gosto de tentar ser poeta e meus cigarros são minha forma de estravasar tudo que insiste em transbordar?