Então acende este cigarro
32 Fui embora
Certa vez, em um show de metal embalada pelo som e pelo whisky
Percebi o quanto eu era tola, não que eu já não tivesse feito essa reflexão antesMas ali, tive a convicção Eu batia no peito dizendo ser auto suficiente Mas não passava de um pequeno recipienteOnde depositavam as expectativas E eu as mantinha Fui pra longe Acendi um cigarro e me sentei, enquanto aquele maldito tabaco queimasse eu iria pensar Quando acabasse, eu queria mudarNão que o cigarro fosse um milagrosoMas que ele era meu aliado, eraE quando acabou, me levantei e fui embora Aquilo não fazia mais parte de mimAquele garoto que invalidava minhas opiniões Aquele garoto que invalidava minha personalidadeAquele maldito garoto que invalidou meus cigarros! Bem, aquele maldito garoto era até que interessanteMas essa história, já se tornou algo cansante Assim como meu fumo incansante Mas fazer o que se eu gosto de tentar ser poeta e meus cigarros são minha forma de estravasar tudo que insiste em transbordar?
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