Entrust
1 Capítulo 1- Start
Notas iniciais
Não tive criatividade pra inventar um nome decente para o capítulo kkkkkk'
Bom, leiam.
E leiam as notas finais também, nos vemos lá. ;)
Bom, leiam.
E leiam as notas finais também, nos vemos lá. ;)
Não podia mais ficar ali no chão mergulhada em seus pensamentos. Eram 10h20min de um sábado ensolarado. Dirigiu-se ao banheiro dentro de seu quarto; despiu-se, entrou no banho e deixou que a água a dominasse por inteiro. P.O. V Janne Tomei um bom banho, coloquei um pijama e desci as escadas. Não pretendia sair de casa, a não ser que fosse para o meu velório. Só o fato de saber que aquilo tudo poderia se repetir... Dava-me náuseas. Meu pai havia saído, e minha mãe estava na cozinha. -Bom dia- disse sem vontade de receber uma resposta -Bom. — ela respondeu seca Peguei um pacote de biscoitos recheados e um copo de suco na geladeira e fui até a sala assistir desenho animado. Embora todos achassem que era coisa de criança, eu não me importava. Terminei o meu "café-da-manhã", deixei o copo na pia e subi as escadas. Estava abrindo a porta do meu quarto para adentrar e permanecer ali durante o dia inteiro, quando minha mãe me interrompe com um de seus gritos histéricos. -JANNE! — Que foi?- gritei lá de cima -Desça aqui agora. — ela falou num tom mais baixo, nos pés da escada -Fala. — disse após descer degrau por degrau vagarosamente -Seu pai disse para ir dar boas vindas aos vizinhos. Tinha me esquecido de te avisar. — ela disse calmamente, logo virando as costas e voltando-se à cozinha -Hã?- perguntei olhando-a com uma expressão raivosa -Isso mesmo! Por quê?- ela arqueou uma sobrancelha -Eu não quero. E não vou. — disse saindo -Vai sim e não ouse me desobedecer. Ignorei-a, e subi as escadas correndo. Bati a porta com força e tranquei. O pesadelo estava de volta. Tudo aconteceria de novo. Da primeira vez foi horrível, e agora seria pior. Algo me dizia que aconteceria de novo. Eu não podia deixar acontecer. Não podia! Estava outra vez mergulhada nos meus pensamentos sombrios, que nem percebi minha mãe batendo freneticamente na porta, e dizendo que iria contar ao meu pai. Não ligava. Não ligava se ela iria contar ao meu pai. Não ligava se eu ia ficar de castigo pelo resto da vida. Não ligava se eu ia levar um tapa no meio da cara. Pra mim o que importava agora, era preservar a minha vida. O desespero me corroia. Tudo que eu queria era chorar. Deitei na cama e coloquei um travesseiro na cabeça pra me isolar mais ainda do que estivesse ao meu redor. Chorei tudo que queria chorar. Aquelas cenas me vieram na cabeça. As cenas mais horripilantes que eu já presenciei em toda a minha vida. E iria acontecer novamente. Iria. Meus pensamentos foram interrompidos novamente, desta vez pelo barulho do caminhão de mudança. Estava indo embora. Agora era definitivo; Eu tinha um vizinho. Levantei e olhei pela brechinha da janela, a casa ao lado. Pelo que eu sabia, era um homem e sua namorada que morariam ali. Pude ver apenas o homem entrando na casa, carregando uma caixa. Ele olhou para trás, em direção à minha janela. Parecia que ele estava olhando pra mim, nos meus olhos. Fechei a cortina rapidamente, e me joguei na cama. Cobri o rosto com o travesseiro novamente, e fiquei relembrando aquele olhar sombrio e misterioso, penetrando nos meus olhos. Ele sabia que eu estava olhando-o. Ele sentiu. Senti muito frio e medo após isso. Liguei a televisão e procurei algo para me distrair, mas aquele olhar que veio de encontro ao meu não me saía da cabeça. Era algo... Malicioso, sujo, amedrontador. Senti-me indefesa naquele momento. Cobri-me com o cobertor mais grosso, de inverno. Fiquei tentando esquecer aquilo com todas as minhas forças. Sentia um aperto no peito, uma agonia, uma vontade de chorar. Tinha que achar algo para me distrair, antes que ficasse louca. Peguei meu celular e liguei para Kristin. -Alô- ela atendeu -Krist! É a Janne, você ta ocupada? -Oi Jan! Não, hoje eu não tenho nada pra fazer, por quê? -Ah, será que você podia vir aqui em casa? Sei lá, a gente podia assistir um filme, conversar... -Ta bom- ela disse rindo- Chego aí depois do almoço, e você vai me contar o que ta acontecendo. -Ok. — eu ri -Beijo, até mais. -Até. Desliguei o telefone e me encolhi novamente na cama. Algo me dizia que eu deveria me proteger, e é o que eu estava fazendo. Fiquei tentando me concentrar no programa de auditório que passava na televisão, mas os pensamentos não saíam da minha cabeça. Após um tempo, minha mãe bate na porta e me chama para almoçar. Já estava com um pouco de fome, então decidi descer pra comer.
-Senta. — minha mãe disse terminando de pôr a mesa Não disse nada, apenas me sentei, me servi, comi e fui subir, quando... -Janne. — ela me chamou quando estava na metade das escadas — O que?- perguntei sem me virar — O que ta acontecendo, filha?- percebi que ela estava se aproximando -Nada!- me virei pra ela e dei um passo atrás na escada -Sério?- ela arqueou uma sobrancelha -Sério mãe! Olha, vou subir. Daqui a pouco Kristin chega aí, fala pra ela subir ta?- falei dando as costas e subindo -Ok... — ela foi para a cozinha e eu entrei no meu quarto Fechei a porta e fui até a janela. A casa ao lado estava toda fechada, exceto a janela, que pelo que eu sabia, era da cozinha. Pude ver movimentação lá dentro, acho que estavam em casa. Logo a porta de saída foi aberta, fechei um pouco da cortina e deixei apenas uma brechinha pequena para poder continuar observando. O homem saiu, com um pacote. Não dava pra saber o que era, mas tentei adivinhar. Fiquei com os olhos fixos no pacote branco, quando o homem olha diretamente pra minha janela. No mesmo instante batem na porta do meu quarto, e eu caio no chão pelo susto que tomei. -JAN!- era Krist me chamando -Ah, espera Krist!- eu disse me levantando- Oi!- saudei-a, abrindo a porta -O que foi? Parece assustada, aconteceu alguma coisa?- ela disse jogando a bolsa dela na minha cama e se sentando no chão, na almofadona -N-Não! Ta tudo bem- eu forcei um riso- Então, como vai você?- disse me sentando ao seu lado -Eu to bem, Jan. Mas... Pelo visto, você não!- ela me olhou com a sobrancelha esquerda arqueada, e a expressão que só ela sabe fazer- Vai, pode ir me contando! -Ta... -me ajeitei na almofada e olhei-a nos olhos- Krist se lembra de tudo aquilo que aconteceu em Nova York? -Sim Jan! Mas... Ah não! -Espera! Bem, aquilo foi estranho demais pra nós duas, e... Sinto que vai se repetir. — abaixei os olhos -Janne! Para de pensar assim! Aquilo foi uma coisa tão... Perturbadora! Não vai se repetir! Por que você acha isso? -Eu to sentindo, não to achando! Se não for aquilo, vai ser outra coisa, relacionada com aquilo! -Olha, vamos esquecer isso, vamos fazer alguma coisa legal e deixar isso de lado, ok?- ela disse aconchegando minha cabeça em seu peito -Ok... Obrigada Krist!- abracei-a forte -Amigos são para isso, Jan! Não se esqueça. — ela sorriu, desfazendo o abraço -É!- eu sorri, tentando esquecer a situação [...]
Notas finais
Mereço reviews?
Olhem, já vou deixar avisado que o próximo capítulo vai demorar. Deu um bloqueio aqui bem no início '-'
Mas por um lado vai ser bom, quero algo legal no 2º, pra sair dessa rotina chata.
É isso pessoal, tomara que eu tenha um bom resultado!
Beijos e muito obrigada ;)
Olhem, já vou deixar avisado que o próximo capítulo vai demorar. Deu um bloqueio aqui bem no início '-'
Mas por um lado vai ser bom, quero algo legal no 2º, pra sair dessa rotina chata.
É isso pessoal, tomara que eu tenha um bom resultado!
Beijos e muito obrigada ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
Fale com o autor