Notas iniciais
Adoro escrever diálogos e essa história só contem diálogos.

“Eu sou Cassidy Priestly”

“E eu sou Caroline Priestly.”

As duas falam:

“E esse é o nosso canal, Quase iguais e roda a vinheta!”

Corta para a vinheta do canal das irmãs Priestly, onde vemos uma animação rápida com duas meninas de cabelos ruivos em um fundo alegre, onde elas fazem compras, maquiagem e se divertem até entrar o logo “Quase iguais”.

Cassidy começa.

“Meus amores, hoje vai ser um dia mais que especial aqui no nosso canal. Depois de muitos pedidos de vocês, hoje a gente vai falar com quem, Caro?”

“Nossa querida mamãe, Miranda Priestly!”

“Olá”, Miranda disse com um leve sorriso.

“Finalmente a mamãe conseguiu um tempinho na agenda dela pra falar aqui no canal com vocês.”, Caroline disse toda orgulhosa.

“É um prazer participar e aproveito pra cumprimentar os seguidores em casa e confesso que estou muito feliz com o sucesso de vocês como apresentadoras.”

“Apresentadoras de Youtube...”, Cassidy falou sem graça.

“Já é um começo, vocês estão indo muito bem.”

“Bom, o que a gente vai fazer com a mamãe hoje é responder as perguntas que vocês fizeram pra ela.”

“Isso Cass, a gente selecionou as melhores entre muitas e muitas e vamos fazer agora.”

Cassidy começa.

“A pergunta que mais nos fazem é: como você começou a sua carreira como editora de moda?”

“Bom, pra isso eu tenho que voltar lá há muitos anos atrás, quando eu tinha quase a idade de vocês, uns quinze anos. Eu estava no colégio e não era uma aluna tão boa, não me destacava, mas eu gostava muito de ler livros e revistas de moda, principalmente. Eu sempre andava com uma revista a tiracolo. Nessa época eu já trabalhava como assistente em uma fábrica de costura, eu estudava de manhã e à tarde até à noite eu estava trabalhando.”

“Isso em Lodnres, né?”, Caroline perguntou.

“Sim, eu nasci e morei em Londres até os meus 30 anos. Enfim, nas minhas férias do colégio o pessoal que fazia o jornalzinho me chamou para participar da edição do jornal, porque todo mundo sabia que eu gostava de revistas e eles acharam que eu poderia contribuir com meus conhecimentos. Eu comecei a cuidar de toda a parte de finalização do jornalzinho, colocar uma ordem no produto final. O jornal começou a se destacar no colégio, eu comecei a gostar muito daquele trabalho e por causa de tudo isso, a minha patroa leu uma edição, gostou e pediu para que eu fizesse um trabalho parecido num jornal de moda que ela fazia parte e foi basicamente assim que eu comecei na minha profissão.”

“Mas você tinha esse sonho de trabalhar em revistas ou jornais?”, Caroline ficou curiosa com a história da mãe.

“O meu sonho era poder participar de algum jeito das coisas bonitas que via nas revistas, como viajar pelo mundo, usar aquelas roupas maravilhosas que as estrelas de cinema e as modelos usavam. Eu queria ter aquela vida, mas nem imaginava o que precisaria pra chegar até ali. Eu pensava que talvez se eu fosse estilista, eu conseguisse fazer parte daquilo, mas eu nunca tive muito talento para desenhar roupas. Eu tinha uma boa visão sobre como vestir as roupas e não como fazê-las.”

“A próxima pergunta é relacionada a essa, porque perguntaram se você fez um curso de jornalismo ou moda e qual curso você recomendaria pra alguém que quer entrar no ramo da moda.”Cassidy leu em um papel.

“Eu infelizmente nunca tive o dinheiro quando era jovem para fazer uma faculdade de jornalismo, por exemplo, mas eu tentava ler pelo menos um livro toda semana, sobre qualquer assunto. Logicamente que eu lia mais coisas relacionadas às ciências humanas, mas eu lia e continuo lendo muito. Antigamente, não era obrigatório ser jornalista formado pra trabalhar numa revista ou jornal, você só precisava ser muito bom no que fazia, precisava saber escrever bem sem ter feito curso. Eu gostaria de ter feito o curso de jornalismo, mas nunca tive o dinheiro e quando eu tinha o dinheiro eu não tinha mais o tempo. Meu conselho pra quem quer fazer moda é desenhar e costurar as próprias roupas, fazer cursos se possível, no entanto, é bom lembrar que nada, nada, supera a sua experiência de vida na área que você escolheu. Se você não tiver a experiência prática, a melhor faculdade não é o suficiente para o mercado de trabalho, ajuda muito, mas não é o suficiente.”

“Qual a sua modelo favorita de todos os tempos”, Cassidy lê a pergunta.

“Bom, essa é uma pergunta que eu nunca vou poder dar a resposta.”

“Ahhhh, mãe”, Cassidy reclama.

“Vou explicar porque: eu trabalhei e conheço muitas das modelos maravilhosas do mundo da moda. Todas foram excepcionais e seria injusto escolher apenas uma entre tantas. E isso se aplica às mais antigas até as novas que estão aparecendo.”

“Qual foi o momento mais difícil na sua carreira e o melhor momento?”

“O mais difícil foi ter que ficar dois anos sem trabalhar. Eu deixei tudo pra trás em Paris e vim para Nova York, porque houve um boato e uma pessoa muito importante me confidenciou que eu seria a nova editora chefe da Runway, já que a lendária Diane Berenson estava se aposentando.”

“Não teve uma história que a Diane falou que ela queria que você fosse sua sucessora?”, Caroline perguntou.

Miranda dá o seu sorriso irônico.

E depois apontou com o dedo paras as filhas:

“Mamãe vai ensinar uma lição para vocês amores: se a pessoa não falou algo sobre você na sua frente, desconfie do que andam falando sobre vocês aos quatro ventos. A manchete era: “Berenson aponta Miranda Priestly como sua sucessora”, eu estive muitas vezes com ela e ela nenhuma vez me disse isso ou indicou que era isso o que ela queria e mesmo assim, mamãe acreditou em fofocas e jogou tudo pra cima, mudou para Nova York e ficou sem o emprego, porque escolheram outra pessoa para a vaga. E eu não pude trabalhar por dois anos, em revista nenhuma, pois diziam que eu era “boa demais” para ser editora até de uma publicação sobre jardinagem. Mas a história terminou bem no final, eu fiquei grávida de vocês e finalmente fui escolhida editora chefe da Runway. Aliás, esses foram os meus melhores momentos, que aconteceram exatamente no mesmo dia: de manhã, eu descobri que estava grávida e à tarde o conselho da Elias Clarke me ligou para dizer que eu era a nova editora chefe da Runway.”

“Que dia hein!”,Caroline disse espantada.

“Inesquecível.”

“Outra pergunta é qual a melhor recordação com a gente que você mais gosta?”, Cassidy falou.

“Difícil, são muitas. O nascimento de vocês, quando eu vi vocês pela primeira vez, sujinhas, chorando, me olhando, não dá pra descrever a emoção. A primeira vez que vocês andaram, que falaram, as viagens que fizemos, até quando vocês vieram me abraçar semana passada por causa do vídeo, tem um lugar especial pra mim.”

Caroline ia falar algo, quando a mãe a cortou.

“Eu sei que não perguntaram, mas o pior momento com vocês foi quando vocês já eram maiorzinhas e eu tive que sair pra trabalhar e vocês choraram tanto, tanto, porque eu estava indo embora. Esse é o pior momento para uma mãe que trabalha fora, vocês podem perguntar para qualquer mãe, que a resposta vai ser sempre a mesma.”

“Mamãe, que lindo!”, Cassidy falou.

“Awwww, vou chorar”, Caroline disse.

“Muitas pessoas perguntaram como foi pra você se assumir depois dos 50 anos...”, Cassidy estava falando.

“Quem disse que eu tenho 50 anos?”, Miranda fingiu indignação.

As meninas riram.

“E se você teve receio de assumir sua relação com a Andy.”

“Eu só me assumi porque Andréa apareceu. Quando ela me disse sim, tudo mudou pra mim, eu tinha que mudar. Mudei pra melhor, eu acho.”

“Mas mãe..., Caroline foi quem falou, “você sempre soube que era gay? Olha gente, eu nunca perguntei isso direto pra ela, tá? Eu estou curiosa também.”

Miranda hesitou um pouco pensando.

“Humm...quando eu era mais jovem...olha, foi assim comigo, não quer dizer que seja assim com todo mundo, mas em algum ponto da minha vida sim, eu sabia que gostaria muito mais de amar e ser amada por uma mulher, mas as pressões da sociedade são tão fortes, que parece ser mais fácil seguir aquele famoso caderno de regras, que você precisa se casar, ter filhos, enfim... e quando eu era jovem ser gay era uma coisa terrível, algo que tinha que ser escondido...bom, era considerado doença ser gay e eu vi muitas pessoas sofrendo com isso e eu me culpo um pouco por não ter tido mais coragem. Mas eu não me arrependo da minha vida, do meu casamento com o pai de vocês que foi ótimo, ele é um ótimo pai, mas eu tive essa chance de ser muito feliz agora que eu já estou com o pé na cova.”

Cassidy ficou indignada: “Imagina mãe, você é muito jovem ainda.”

“Hum. Muitas pessoas, muitas mesmo, nunca vão ter a chance de ser realmente felizes por vários motivos. Muitos dos meus amigos morreram antes de completar 40 anos, então...”

“E sobre se você teve medo de assumir a relação com a Andy...”

“Fiquei apavorada! Não por mim, por ela.”

“A diferença de idade...”, Caroline chegou a conclusão.

“É, e como os abutres sensacionalistas iam atacá-la, como a família dela iria encarar, os amigos que ela ia perder, as oportunidades, tudo isso veio como um peso pra mim, mas ela me tranquilizou, falou que era o que ela queria, que a gente ia ter que enfrentar isso juntas e foi assim e está sendo assim.”

“E o que você mais gosta na Andy”, Cassidy perguntou.

“Além de ela ser super inteligente, super bonita e super carinhosa?”

“Olha gente, a Andy tá sentada lá atrás, porque daqui a pouco ela vai vir participar do vídeo”, Cassidy falou rindo.

“Ela tá vermelha igual a um pimentão”, Miranda disse com um sorriso no rosto.

“Tá mesmo.”, Caroline riu.

“Ela me faz rir”, Miranda disse na sequência. “Depois que nós ficamos juntas eu tenho rido muito mais, tenho sido muito mais paciente, tranquila e alegre mesmo.”

“Então aproveitando o momento vou fazer uma pergunta que a Andy mandou”, Caroline disse, “Quando as gêmeas nasceram você sabia distinguir quem era quem?”

Miranda jogou a cabeça para trás para sorrir.

“Estão vendo, o que eu disse? Ela me faz rir. Realmente, Andréa”, Miranda falou rindo e olhando para o fundo da cena, “É claro que eu sabia distinguir as duas, Caroline tinha mais cabelo.”

“Ok. Mamãe, perguntaram qual foi o seu momento mais embaraçoso na vida?”, Cassidy falou dessa vez.

Miranda pensou um pouco.

“Não tive muitos desses momentos...”

Corta para o cartaz: “Duas horas depois...”

“Ah, me lembrei. Quando eu fui fazer a minha primeira reunião com o conselho da revista que eu trabalhava em Paris, eu fui entrar na sala e eles tinham esses tapetes bem grossos, era um tapete branco..., Miranda revirou os olhos, “eu me sentia super confiante, minha primeira reunião. Eu estava usando uma sandália de salto alto assim”, Miranda faz o gesto de tamanho grande, “e quando eu entrei, tropecei naquele tapete e caí de cara no chão.”

“Mamãe! Jura? Fala sério!”, as meninas falaram juntas surpresas.

“Caí com o nariz no chão. Foi humilhante, ainda bem que eu consegui participar da reunião, mas eu fiquei com o meu nariz doendo o tempo todo.”

“Mamãe, agora a pergunta que todo mundo quer saber e não sei se você vai responder”, Caroline falou com expectativa.

“Todo mundo quer saber: qual é a cor original do seu cabelo.”

Miranda fez intenção de falar e Cassidy segurou a mão dela.

“Espera, espera e querem saber se o seu cabelo é branco assim, naturalmente.”

Miranda revirou os lábios. Todo mundo fica em silêncio por alguns segundos.

“Todo mundo acha que a cor original do seu cabelo é vermelho, porque nós somos ruivas”, Cassidy se atreveu em quebrar o silêncio. Miranda deu um pequeno sorriso.

“Vocês tem o cabelo vermelho por causa do papai de vocês, ele é irlandês, todos ruivos daquele lado da família”, Miranda suspirou, “Não, meus amores, a cor do meu cabelo é castanho claro, mas a tonalidade mudou com o passar dos anos. Como já contei aqui, eu passei dois anos sem trabalhar e nesse tempo minha vida ficou meio atribulada e os meus cabelos começaram a ficar grisalhos e quando resolvi fazer alguma coisa sobre isso, recebi a notícia que estava grávida de vocês, então não poderia usar nenhuma tintura nesse período e nesse tempo todo meu cabelo ficou grisalho. Se vocês olharem as fotos, vão ver. Enfim, vocês nasceram e eu precisava de algo que me destacasse, uma marca, meu próprio estilo. Então... junto com o Eric, que é meu cabeleireiro há trinta anos, aproveitando o meu grisalho, ele fez uma tintura que resultou nesse branco platinado. Aprovei e está assim até hoje.”

“Todo mundo te reconhece de longe no mundo inteiro”, Cassidy disse. Miranda sorriu.

“Bem pessoal, agora como vocês podem ver temos a presença ilustre da nossa querida Andy Sachs, oi Andy”, Caroline anunciou. Vemos a imagem das quatro sentadas no sofá.

“Oi pessoal.”

“Gente, nós vamos fazer uma brincadeira aqui com a mamãe e a Andy, que é aquele jogo dos recém casados”, Cassidy falou animada, “Pra quem não conhece, nesse jogo o casal responde perguntas sobre cada um e quem responder mais as perguntas certas, leva o prêmio.”

“E o mais legal que aqui, por sugestão da mamãe, o prêmio vai ser uma doação de 10 mil dólares para instituições da escolha da Andy e da mamãe”, Caroline continuou, “Ou seja, se a Andy ganhar a instituição que ela escolheu ganha e mesma coisa com a mamãe, certo?

“Bom, vocês vão escrever nesses quadros as respostas e nós fazemos as perguntas, tudo bem? Preparadas?”, foi Cassidy quem falou.

“Eu estou”, Andy disse animada.

“Não tenho certeza”, Miranda disse com cara de indecisa. “Quantas perguntas?”

“Umas três para cada uma, mamãe”, Cassidy respondeu convicta.

“Eu posso aguentar”, Miranda falou fingindo impaciência.

“Primeira pergunta, para a Andy sobre a mamãe”, Caroline começou, “Qual foi o primeiro trabalho da mamãe, tipo, o primeiro trabalho dela na vida”.

“Vixi!”, Andy olhou para Miranda em dúvida “Você me contou sobre isso?”

Miranda estava escrevendo com um sorriso no rosto e balançou os ombros. Andy escreveu.

“Ok, responderam? Andy, o que você respondeu? Andy mostrou a sua lousa.

“Eu acho que foi assistente de uma costureira...”, ela disse incerta.

Miranda riu.

“Não, eu era entregadora de pães.”

“Como assim Miranda? Você nunca me contou isso”, Andy falou surpresa.

“Eu deveria ter uns sete anos e eu entregava os pães nas casas das pessoas na Inglaterra. Meu irmão trabalhava entregando o leite e eu o ajudava com os pães. Eu ganhava uns 10 centavos pra fazer um quarteirão inteiro, que era um dinheiro que ajudava muito para o dia a dia em casa.”

“Impressionante, Miranda, suas histórias dariam um livro.”

“Próxima pergunta é para a mamãe: a Andy quando era adolescente quebrou a bacia e teve que usar um aparelho enorme. Qual o apelido que deram para ela na escola?”

Miranda olhou bem humorada para Andy.

“Você sofreu bullying, meu amor?”

“Você nem imagina!”, Andy disse revirando os olhos.

“Eu vou ter que chutar essa, nenhuma dica pra mim, meninas?”

Caroline falou:

“Eu posso dizer que tem meio a ver com um filme que a Andy gosta.”

“Ok.”

“Certo mamãe, qual foi a sua resposta?”, Cassidy olhou no quadro.

“Eu coloquei Robocop.”

Andy ficou indignada: “Robocop Miranda??? Como assim?”

“Bem, é um filme, você gosta e tem a ver com a sua condição na época.”

“Não, era Mulher de lata, por causa do Mágico de Oz, entendeu? Homem de lata, eu, mulher de lata”, Andy riu.

“O meu apelido é mais divertido, Andréa”, Miranda a olhou com cara de inocente.

“Agora para a Andy, com quantos anos mamãe deu o primeiro beijo?”

Andy segurou o riso e escreveu.

“Veja bem o que você escreve aí”, Miranda disse.

Caroline falou:

“Certo, até agora ninguém fez nenhum ponto, vamos lá. Andy qual foi sua resposta?”

“9 anos.”

“9, Andréa? Realmente”, Miranda ironizou.

“Bom, você começou a trabalhar com 7, então eu achei...”

“Não, foi 16.”

“16? Tudo isso???”, Andy perguntou chocada.

“Tudo isso Andréa, sou de uma geração diferente. Com a idade das meninas eu ainda era uma criança.”

“Agora para mamãe uma difícil”, Caroline falou : “qual é a sobremesa favorita da Andy?”

“Humpf, todas,” Miranda soltou um riso irônico.

“Hey!”, Andy deu um tapinha de leve no joelho de Miranda. As meninas riram.

“Eu falei que ia ser difícil”, Caroline falou rindo.

Miranda esperou Andy escrever.

“Já escreveu mãe?” Cassidy perguntou.

“Eu vou falar, pode ser?” Miranda se virou para Andy “Cheesecake e sorvete de chocolate com cobertura de avelãs, amendoins, e qualquer docinho.”

“Andy?”, foi Caroline quem fez a pergunta. Andy respondeu com um sorriso.

“Ok, eu coloquei cheesecake e sorvetes. Ela está certa.”

Cassidy fez a próxima pergunta: “Pra Andy, qual o filme favorito da mamãe com a Audrey Hepburn, que se vocês não sabem é a atriz preferida dela.”

Andy pensou.

“Nossa, são tantos filmes, eu sei quais a gente já viu muitas vezes, então eu acho que pode ser um desses”, ela disse enquanto escrevia.

Miranda escreveu rapidamente.

“Tudo bem, vamos ver. Andy o que você respondeu?”, Cassidy estava curiosa.

“Eu tive que colocar dois, porque deve ser um desses, eu coloquei “Charada”...

Miranda levantou a sobrancelha.

“E Sabrina, e o motivo que eu coloquei os dois é porque as roupas que a Audrey usa nesses filmes são maravilhosas e Miranda sempre presta muita atenção nisso.”

“Bom, Andréa está certa nas duas opções. Mas o meu preferido mesmo é Sabrina, porque foi o primeiro filme dela que eu vi no cinema, aliás, eu vi todas as sessões no mesmo dia.”

“Uau!”, as meninas ficaram surpresas.

Caroline fala:

“Mamãe, uma pergunta pra você agora sobre o gosto musical da Andy.”

“Algo relacionado a Madonna, eu presumo.”, Miranda disse com um leve sorriso no canto dos lábios. Andy ficou vermelha.

“Bom, parece mesmo que a mamãe sabe dos gostos musicais da Andy, a pergunta é essa: qual é a música da Madonna preferida da Andy.”

“A pergunta mais difícil que vocês me fizeram na vida.”

Andy riu.

“Certo, Andy, qual é a resposta?”

“Eu espero que ela tenha acertado, é Crazy for you.”

Miranda abre um sorriso autêntico e vira a lousa com o nome da música Crazy for you.

“Awwww, é a nossa música!”, Andréa fala toda encantada.

As meninas riem entre um si com um olhar tipo assim para as mais velhas: “arruma um quarto gente!”.

“Agora a última pergunta, porque estamos num empate aqui.”, Cassidy falou. “Essa pergunta é para as duas, vamos lá. Qual foi o melhor presente ou melhor, qual foi o presente mais valioso que vocês já ganharam uma da outra.”

“Por favor, nada de respostas constrangedoras, somos um canal familiar”, Caroline avisou.

“Espero que continue assim”, Miranda ironizou.

Caroline perguntou: “Responderam?” As duas balançaram a cabeça. “Qual foi sua resposta, Andy?”

“Bom, o melhor presente que a Miranda já me deu, foi o amor dela pra mim”, ela mostrou a sua lousa com a palavra “amor”.

Miranda olhou com uma expressão orgulhosa para as filhas.

“E você mamãe?”, foi Cassidy quem quis saber.

“O mais valioso presente que Andréa me deu foi o coração dela.”, na placa estava escrito “o coração”.

Andy segurou a mão de Miranda com um sorriso tímido no rosto.

“Ai que lindo!”, Cassidy fez o coração com as mãos. “Com essa resposta, houve um empate, então vocês duas ganharam.”

“Então nós duas faremos as doações para as nossas instituições”, Miranda foi categórica.

“Ótimo, no fim todo mundo saiu ganhando, né Cass?”

“Isso mesmo, então a gente vai terminando por aqui hoje, as instituições que a Andy e a mamãe ajudaram estão aqui embaixo na descrição, se vocês quiserem ajudar, fazer um trabalho voluntário, é só seguir o link e se você gostou do vídeo dá um like, compartilha, segue a gente no Instagram e tudo mais o que vocês sabem.”

“Mãe, Andy, muito obrigada pela presença de vocês e voltem outras vezes, por favor.”

“Obrigada por nos receber e obrigada a todas as pessoas que clicaram aqui para nos ver”, Miranda falou séria.

“Eu adorei participar de novo, me chamem que eu volto”, Andy falou sorridente.

“Ah, e comentem o que vocês acharam, se gostaram, se não gostaram, a participação de vocês é sempre importante. Até o próximo vídeo. Tchau.” Caroline anunciou.

“Um beijo para todos, meus amores, até a próxima”, Cassidy encerrou.

Notas finais
Algumas das passagens que Miranda fala durante a entrevista vou usar na minha próxima história, que será sobre como Andy e Miranda se apaixonaram e provavelmente vai se chamar "Conquistando Miranda".

Obrigada pela leitura e comentem, comentem.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!