Notas iniciais
Sim! Eu amo Giripan. Nada melhor que os meus dois amados shipps juntos, rodeados de gatos. *Héracles Karpusi - Grécia *Kiku Honda - Japão

Após uma breve visita a alguns dos principais pontos turísticos de Athenas, o trio voltou para a casa bem na hora do chá. Agora, sentado ao lado de Héracles, Sebastian afagava as orelhas de Freya. Ao redor deles vários gatos de todas as cores e tamanho. O mordomo estava para chorar com a cena, era muito para um demônio só.

— Arthur me contou que tu és mesmo um demônio a serviço do Conde.

Ciel sobressaltou-se, tentava pensar rapidamente em como agir com aquela informação, o segredo estava se espalhando lentamente sem ele nem saber; tropeçou no tapete. Antes de chegar ao chão, o moreno o amparou com seu corpo fazendo com que o garoto caísse em seu colo.

— Cuidado jovem Mestre. — sua mão mantinha o lenço ainda no nariz.

— Não se preocupe; apenas os países sabem da existência dos demônios, então é normal sabermos de Sebastian. Lógico que as seitas e outros tipos de grupos de magia negra também sabem, já que alguns demônios aparecem e se revelam.

Ciel virou assim que a nova voz foi se aproximando mais. Kiku apareceu, havia um gato branco em seus braços. Ao perceber os convidados do grego, o japonês sorriu.

— Sabia que estava aqui Héracles. E é uma novidade ver ambos também… Senhor Sebastian, Conde Phantomhive. — curvou-se.

— Como ele sabe quem nós somos? — Ciel cochichou.

— Ele é um país, assim como Arthur. — o moreno ajeitou a gata no colo — De alguma maneira eles conseguem nos detectar e diferenciar de tipos como o Grell.

— Entendo… mas, outro país?

— Sim, ele é o Japão, e basicamente Héracles deve tê-lo contatado assim que chegamos.

Grécia esticou o braço e puxou Kiku para sentar ao seu lado, não demorou muito e deitou-se em seu colo. Três gatos já estavam deitados em sua barriga. Ciel olhava deles para Sebastian.

— Que?

— Desculpem pelo comportamento de Héracles, é que…

— Estamos namorando. — o grego disse sorrindo abraçando a cintura do outro.

— Então… os dois também?

As bochechas do garoto ficaram tão vermelhas quanto os olhos de Sebastian, nem mesmo falar conseguia, tinham descoberto.

— Entendo… então ele é seu o demônio, certo? — sorriu enquanto afagava os cabelos castanhos do Karpusi, a esta altura o grego já dormia.

— Sim, ele me serve como mordomo.

Os dedos enluvados do Michaelis entrelaçaram-se com as do garoto, este tomou um susto e quis afastar sua mão, mas não pôde. Deixou a mão percorrer pela sua cintura e ficar mais perto ainda do mordomo.

— Que constrangedor… — escondeu o rosto nas mãos.

— Que nada. Eu sei apenas de olha-los, ambos realmente combinam, mesmo que seja um relacionamento de humano com um demônio. — Kiku pegou o gato que estava deitado na barriga do adormecido e encarou seus lindos olhos verdes — Vejamos, eu e Héracles… nós somos dois países, estamos em conflito com outros, e também com nós mesmo, mas isso não nos impede de amar. Acho que deviam fazer isso sem se esconder das pessoas, é algo tão normal quanto acham. Homossexualidade existe desde que eu me entendo como um país. — olhou para o céu, o sol estava se pondo aos poucos — Não diga que é constrangedor, amar não envergonha ninguém, apenas fortalece.

— Sábias palavras, Senhor Honda.

— Sebastian…

Ciel foi pego pelo rosto e teve um beijo roubado. Queria estar morto depois disso de tão envergonhado que ficara.

— Viram? Completamente normal. Acho que era isso que estava fazendo-lhe mal, Conde Phantomhive? Porque não queria contar, certo? — tocou-lhe a bochecha — Se for pode ficar tranquilo que esse será o nosso segredo, aliás, temos algo em comum, não achas? E tenho conhecimento do tipo de sociedade conservadora da casa do Inglaterra. Arthur deveria pensar melhor sobre isso, já que eu soube que ele e França andam com um clima amoroso. — sorriu ao lembrar-se dos surtos do inglês ao descobrir.

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— Nunca mais faça aquilo na frente de outras pessoas, é uma ordem!

Já vestido para dormir, Sebastian estendeu a xícara com leite e mel. Uma de suas camisas era usada pelo garoto, pois cobria até um pouco acima das coxas.

— Jovem Mestre, estamos na casa de Héracles, então não acho que devamos nos esconder. Sabemos que nosso relacionamento é parecido com o dele e aqui podemos nos comportar livremente. — pegou de volta a xícara já vazia — Assim como minha natureza.

— Isso eu irei pensar ainda.

— Tudo bem. — levantou-se com a bandeja e ia saindo quando ouviu a voz do garoto — Algo a mais?

— Assim que terminar… venha dormir comigo. — virou-se.

Sebastian sorriu e girou a maçaneta.

— Sim, jovem Mestre!

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Pela manhã, Ciel, já havia feito seu desjejum, um típico café da manhã da Grécia com direito a muitas frutas e iogurte grego, e agora andava junto de Sebastian pelo enorme quintal. Nos fundos da casa dava para se ver algumas ruínas da época de Império, ruínas que foram deixadas por sua mãe e que Héracles se orgulha. De longe pôde ver o moreno deitado em uma das colunas que se encontrava caído.

— Ele é um preguiçoso assim?

— Sim.

— Achei que fosse mais sério.

— E ele é. Grécia é um dos melhores filósofos do mundo, é interessante conversar com ele. — aproximou-se mais do moreno — Achei que estivesse dormindo.

— Não, estava pensando no meu futuro. — os olhos fechados, calmo como sempre.

— Novamente?

— Sim, penso se um dia essas ruínas ainda continuarão resistindo ao tempo e perpetuar a história deste lugar, deste país que minha mãe tanto lutou para erguer. — seu olhar vagueava pelos céus.

De repente ele levantou um de seus braços erguendo assim com todo o cuidado um pequeno gato branco. O rosto de Sebastian mudou na hora.

— Achei este ontem pela noite com uma das patas quebradas… eu não consegui cuidar do ferimento, tenho medo de machuca-lo ainda mais. — fez um carinho na cabeça do bichano — E Kiku saiu mais cedo.

— Não se preocupe, eu posso cuidar. — levantou-se e se pôs em frente do garoto, evitando que este se se aproxima por causa de sua alergia — Poderia nos trazer alguns materiais para higienização?

— Claro.

Vencendo seu sono, o grego levantou e rumou para sua casa a fim de procurar gases.

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Em cima da mesa, o pequeno felino estava deitado e parecia dormir, a patinha machucada estava esticada e sendo cuidada pelo mordomo. Ciel observava atento a cada movimento do outro, mas sentado em uma cadeira a alguns metros e com um lenço no nariz. Já Héracles… dormindo no tapete da sala, um de seus gatos acabara deitando em seu rosto.

— Pronto! — retirou as luvas e as jogou no lixo, assim como o algodão e as gazes sujas — Já está imobilizado e tratado, ele ficará uns dias sem se mover direito então… — virou-se e encontrou com o moreno dormindo — Talvez eu diga isso após acordar.

Um miado ao lado de Ciel o fez estremecer, o rabo longo e bastante felpudo de uma felina de pelagem cinza enroscou-se em sua perna, carente.

— Desculpe. — o grego havia despertado e a pegou no colo — Athenas é muito carente. — acariciou as patinhas — É a princesa da casa.

— Que beleza exótica! — Sebastian foi ao encontro do outro já com o gatinho nos braços. Seus olhos brilhando — Aliás, este garoto está bem agora, apenas não deixa-lo fazer muito esforço que possa sobrecarregar a pata machucada e em algumas semanas estará curado.

Héracles sorriu e agradeceu silenciosamente pela ajuda. Freya apareceu na sala carregando na boca uma frutinha que achou na cozinha e viu seu dono; o moreno mimando o gatinho. Um brilho assassino tomou conta de seus olhos e rapidamente saltou nos ombros do mordomo, as garras querendo chegar ao rosto do pobre gato que roubou seu lugar.

— Mas o que? — confuso Sebastian pegou-a mantendo-a afastada do outro o máximo possível.

— Ela é ciumenta. — os olhos verdes e sonolentos do grego foram até Ciel.

O garoto se mordia de raiva. Como aquela gata tem coragem de querer monopolizar seu mordomo? “Seu mordomo?”

“Meu mordomo!”

Levantou da cadeira e saiu da sala, ainda com o pano no rosto, resmungou até chegar a cozinha. Lá encontrou Kiku que retirava de um cesto algumas frutas e alimentos que provavelmente usaria para preparar o almoço. Grandes berinjelas foram postas no centro da mesa. Notou a presença do Phantomhive e sorriu.

— Olá conde, gostaria de um almoço tipicamente grego ou prefere sushis ao estilo japonês? Temos peixe aqui.

— Tanto faz. — observou o outro retirar cuidadosamente alguns pêssegos e os deixar separados.

— Acho que o conde gostará do almoço… — sorriu e pegou a faca e começou a limpar cortas as berinjelas.

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— Antes do prato principal teremos o Mezédes, que são entrada composta por patês, pães e uma salada de tomate, pepino, cebola, azeitona e pimentão, chamado Horiátiki.

Grécia sorriu ao ver o interesse do conde em sua culinária. Kiku tinha pegado o jeito da cozinha grega.

— Temos vinhos preparados com uvas de todas as regiões do país, mas para hoje, eu escolhi a Retsina; um vinho branco aromatizado com resina de pinheiro.

Ciel provava os patês e os pães quando Sebastian pôs no centro da mesa o prato principal. Moussaka, um tipo de lasanha de berinjela. Havia uma travessa com fatias de carne de carneiro assadas.

— A culinária grega é sem dúvida, uma das mais ricas que eu já tive oportunidade de contato. — Japão disse sorridente.

— E saudável também. — o mordomo servia um pedaço para seu Mestre.

— Ah, espero que possam vir de vez em quando para nos visitar, ficaremos felizes.

— Assim que puder Héracles. — Ciel sorriu, tinha gostado da hospitalidade.

Sebastian ficara feliz.

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Assim que voltaram para a mansão, Sebastian foi logo verificar os danos deixados pelos empregados, como sempre. Ciel seguiu para o seu quarto, exausto pela longa viagem e por ter lidado com tantos gatos em uma só casa. O que achara ser um pesadelo acabou se tornando algo agradável. Grécia agora é um dos países que gostaria de visitar assim que tivesse um pouco mais de tempo. Um lugar sossegado, onde não teria pressão de rainha alguma e muito menos esconder seu relacionamento com Sebastian.

— Pena que minha posição não facilita muita coisa… — jogou-se por cima dos lençóis.

— Falando sozinho, jovem Mestre?

O mordomo entrou e ficou de frente para o garoto. Ciel fechou os olhos cansados.

— Apenas se apresse, preciso dormir. Só de pensar nos problemas que teremos de lidar amanhã já me dão uma dor de cabeça antecipada.

Rapidamente tomou um banho, agora, já vestido em uma camisa branca de dormir, Ciel aninhou-se ao lado do mordomo, todo carente.

— Tente controlar melhor Freya, eu não esqueci aquele ataque ciumento dela. Com quem ela acha que está lidando? — resmungou, fez um bico que deu vontade do outro mordê-lo inteiro.

— Ela sempre foi assim. — sorriu.

— Culpa sua que ficou mimando demais ela.

— Falou o outro que não consegue desgrudar de mim para nada.

Levou um beliscão no ombro. Ciel emburrou e virou de lado, mesmo sentido os braços apertando-o pela cintura ele não se deixaria levar.

— Boa noite, jovem Mestre…

E um último beijo fora dado antes do garoto adormecer.

Notas finais
Bbs, meu wifi voltou, agora vou tentar retomar toda agenda das fics, vai demorar um pouco pq estou querendo terminar uma fanfic minha que acabei deixando encalhar. Vou terminar tudo e postar aos poucos.