Entretenha-me, Sebastian
1 Eins
Notas iniciais
Deu uma última revisada na lista de lucros da empresa daquele mês, parece que os novos produtos estavam mesmo fazendo sucesso. Sorriu; ele já tinha em mente mais alguns para entrar em fase de testes. Ao seu lado esquerdo estava uma bandeja de prata com uns scones, geleia de amoras silvestres e uma xícara de chá; tinha tocado em um ou dois pães e provado o líquido.
— Sebastian. — organizou a lista e a deixou em um canto afastado da bandeja — Venha. — estava entediado, olhou para a janela e viu pequenos pingos de chuva escorrer pelo vidro; já previa uma tempestade, a tarde inteira se passou com o tempo nublado.
A porta se abriu lentamente revelando primeiro os lustrosos sapatos negros do mordomo, assim como o próprio em sua vestimenta impecável. Discretamente arrumou as mechas de cabelo que estavam um tanto rebeldes, mas é claro que tal ação não passaria despercebida do garoto.
— O que estavas a fazer? — apertou os dedos na borda da mesa.
— Meirin acabou por esbarrar em mim no corredor. — suspirou, a ruiva não tinha jeito mesmo — Gostaria de pedir algo?
— Bom… — interrompeu-se ao ouvir o som de algo sendo quebrado, deveria vir da cozinha — Esses servos… — levou a mão até a testa — Sebastian, dispense-os por hoje.
— Sim, jovem mestre. — curvou-se e saiu da sala.
Ciel voltou a se sentar em sua cadeira, olhou para a janela e ficou observando o formato das nuvens tentando se distrair enquanto o demônio não voltava. Fechou os olhos e começou a refletir sobre o tipo de relacionamento que estava tendo com Sebastian desde aquela noite, o que fora mais ou menos há três semanas. Fitou a mesa; nem mesmo ele sabia como definir. Levantou-se da cadeira, não conseguia nem ficar quieto um momento, sentia uma agonia que não conseguia explicar; talvez nervosismo? Quem sabe…
— Jovem mestre! — Sebastian o chamou, o tom de preocupação acabou não sendo percebido pelo garoto, estava distraído demais com suas próprias reações — Está tudo bem?
— Acho que sim… — voltou a sentar, ainda se sentia incomodado, mas não o deixaria perceber.
— Está incomodado com o que? — e agora conde?
— Nada, Sebastian. — virou para a janela — Aliás, cancele tudo de minha agenda para hoje. — descansou o rosto na mão, seu braço apoiou-se no encosto de sua cadeira.
— Mas…
— É uma ordem! — a voz soou nervosa para o mordomo.
— Sim, jovem mestre.
Curvou-se e antes de sair pendeu a cabeça para o lado tentando imaginar que tipos de pensamentos se passavam naquela cabecinha “adulta” de Ciel; sorriu. Depois descobriria isso, primeiro tinha de cumprir a ordem que lhe fora dada. Saiu sem pressa.
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Andava pelo salão com o candelabro empunhado; vinha da cozinha onde tinha terminado de limpar mais uma destruição de louças que Bard e Meirin tinham causado antes do jantar. Ao menos a prataria estava intacta. Suas tarefas da noite tinham sido todas executadas com sucesso, afinal, era um mordomo e tanto. Verificou seu relógio de prata e logo se pôs a subir os degraus; era hora de por o jovem mestre para dormir.
Entrou no quarto silenciosamente e em seus leves passos, não queria incomodar o garoto. Mas qual foi a sua surpresa ao encontra-lo já dormindo na cama; deixou o candelabro no criado-mudo e levou a mão ao queixo enquanto se aproximava, inclinou-se o máximo para ver o rosto de Ciel.
— Nem mesmo me esperou para poder trocar de roupa. — sorriu — Sinto muito, jovem mestre. — cutucou-o na bochecha, mas ele apenas virou a cara. Cutucou-o novamente, Ciel se virou e puxou o lençol para sua face — Que persistente!
Levantou-se e foi até a escrivaninha ao lado da janela, havia um tinteiro e uma caneta de pena, além de vários papéis para carta e selos. A caneta ele pegou e voltou para o lado do garoto; usou a pena para passar na face rosada dele. Como era fofo, Sebastian tinha toda a razão ao dizer que Ciel parecia um gato, até mesmo suas expressões lembravam os seus amados felinos. Foi quando os olhos se abriram e fitaram um mordomo sorridente e sonhador; confuso e sonolento sentou-se até seu corpo se acostumar com a tontura, já que fazia algum tempo que estava deitado.
— O que estavas a fazer, demônio? — apertou os dedos na barra do grosso lençol.
— Apenas a acordar o jovem mestre. — curvou-se — Não podes dormir com esta roupa. — pegou no pulso do menino e puxou de leve a manga com babados — Não são trajes para a ocasião.
— Sebastian… — engoliu o resto da frase assim que o moreno ficou de pé, sua expressão era séria; ele não o deixaria descansar sem antes mudar de roupa. Suspirou derrotado e contrariado — Tudo bem, venceste, faça o que achares melhor, eu apenas quero voltar a deitar.
Sorriu vitorioso, pegou sua mão o ajudando a descer da cama, guiando-o até o banheiro. Ciel tinha noção que se tomasse banho seu sono se evaporaria, e acabaria por ordenar Sebastian a ficar em seu quarto até dormir, isso se não acabar por trocarem alguns beijos.
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Com o rosto virado para o lado era a forma como Ciel tentava evitar olhar para o mordomo; este estava ao lado da cama segurando o candelabro. Sabia da inquietude do jovem, tinha percebido seus dedos brincando nervosamente na barra do lençol.
— Está tudo bem, jovem mestre? — inclinou-se um pouco.
— Sim.
— Então por que todo esse nervosismo?
— Eu não estou nervoso. — deitou-se rapidamente.
Aproximando-se mais e lhe tocou o braço, sentiu-o arrepiar-se; sorriu. Tinha percebido que Ciel tinha ficado mais arisco com os seus toques, até mesmo no banho, tentava fugir da esponja.
— Por que foges de mim?
— Do que estás a falar?
— Estás me ignorando, nem mesmo deixa-me lhe banhar direito. — ficou sério, e o garoto entrou em alerta.
— Não estou, e se estivesse não teria lhe pedido para ficar e entreter-me… — calou-se na metade da frase e voltou a se cobrir.
— Entretê-lo? — seu sorriso aumentou e curvou-se — Sim, jovem mestre.
O fraque fora retirado rapidamente, o candelabro estava no criado-mudo. Como um gato, foi se deitando ao lado de Ciel, tirou as luvas lentamente com a ajuda da boca; este começou a ficar sem como agir ou pensar, mas ao sentir os braços do Michaelis rodear seu corpo pôde sentir um misto de arrepio e conforto lhe tomar por inteiro. Sem mesmo perceber, as suas mãos foram de encontro com as dele, seus dedos se entrelaçaram fortemente.
— Um gato todinho. — sussurrou.
— Como?
— Arisco. — acariciou as mãos que segurava — És como um gato, eu estava certo desde o começo.
— Porque eu sou fofo? — irritou-se — Ora, Sebastian! Quantas vezes eu tenho de repetir? Eu não sou fofo.
— O jovem mestre é arisco e rabugento a maior parte do tempo, mas quando estás comigo és carinhoso e carente. — esfregou sua bochecha na dele lentamente — Gosto desse teu jeito. Fascina-me.
Sorriu bobamente com a última frase; realmente ser duro e agir como adulto lhe gastava muita energia, mais ainda o seu humor, não é a toa que durante seus momentos em que se encontrava sozinho acabava por sentir falta de carinho, e no final, sempre recorre ao mordomo para lhe fazer companhia. Apertou suas mãos.
— Sebastian… — sentia-se envergonhado com as declarações dele.
— Sim, jovem mestre?
— Como tu defines esta nossa relação? — ajeitou-se melhor nos braços do moreno para ver seu rosto por inteiro, os cabelos dele que sempre escapavam para sua face.
Tinham tido uma conversa sobre isso há dois dias, mas Sebastian não tinha aceitado tal envolvimento e que aquela noite em que tinham se beijado fora apenas um dos momentos de sua fraqueza; que não poderiam mais repetir, já que Ciel estava comprometido de casamento com Elizabeth e, como mordomo, ele não poderia separar ambos para felicidade própria.
— Não é só sua felicidade, eu também estou envolvido nisso tudo, e muito mais que tu. — tinha se levantado da cadeira e apontou ao peito do mordomo — Tu és meu mordomo demônio, tens de realizar todos os meus desejos, sejam eles possíveis ou impossíveis. E se digo que “quero-te”, realize-o. Sem mais. Não quero saber de meter Elizabeth no meio, somos novos para casar, e até eu completar a idade para isso eu estarei de decisão tomada. Não casarei com uma pessoa que não amo só por causa do querer de terceiros. — e inflou as bochechas vermelhas de ar, tinha se irritado.
Sua alegria foi tamanha que quis pular na mesa e agarra-lo pelas bochechas, mas conteve-se ao máximo, seria um desrespeito tal ação.
— Sim, meu jovem mestre. Tratarei de consumar suas ordens no tempo certo.
Ponderou sobre tudo que tinha se passado até o momento, analisou seus sentimentos e os dele.
— Bom; isso é fácil. — apoiou seu corpo com o braço direito enquanto o outro se posicionou de forma que pudesse acariciar os cabelos macios de Ciel — Pode-se dizer que somos um casal homossexual. E isso é violentamente reprimido…
— Eu sei disso. — agarrou-se mais a ele — Por isso manteremos segredo, assim como o contrato. Não quero nem mesmo os servos sabendo de nosso envolvimento. — ergueu o olhar a ele novamente — E tu, sejas mais discreto para comigo, ou achas que esqueci que Bard quase nos pega ontem no corredor?
Fingindo não lembrar-se da cena, Sebastian olhou para o teto pensativo, tinha sido uma situação arriscada, mas fazer o que? Ele não conseguira segurar a vontade de beijar-lhe os lábios, nem que fosse detrás de uma enorme cortina cor de tomate.
— Mas não tive culpa, sou um demônio e a tentação foi muita para segurar.
— Tudo bem, só não repita. — fechou os olhos — E caso ocorra novamente, ao menos que sejas discreto.
— E se desconfiarem?
— Dependendo da situação, mate-os. É uma ordem! — puxou o cobertor mais para si.
— Sim, meu jovem mestre.
Em questão de segundos o garoto já se sentia sonolento, ainda mais com os longos dedos de Sebastian que lhe faziam cafuné, além dos discretos beijos na bochecha, testa e lábios que dava de vem em quando.
— Durma, amanhã terás um dia cheio, não esqueças.
— Não esquecerei, tu estás aqui lembra? — mantinha os olhos fechados — Não quero que se ausente enquanto eu ainda não estiver acordado.
— Mas, jovem mestre, e os serviços diários? Como ficarão?
— Deixe com aqueles três idiotas. — sua voz foi ficando mais baixa, o sono ia dominando-o aos poucos.
— Eles certamente irão aprontar alguma na cozinha e no jardim, sem falar na prataria e a louça que comprei da Itália. — sorriu ironicamente.
— Então lhes dê uma ordem para ficar longe dessas peças, mas faça-o de manhã bem cedo, pois quero acordar com ti aqui do meu lado. — fez biquinho de garoto mimado, os olhos se apertaram irritados.
Um pequeno selinho desfez o bico. Em segundos ele já dormia profundamente; Sebastian brincava com as mechas de seus cabelos e nem se preocupou com o tempo. Enquanto estivesse do lado de Ciel ele o protegeria com todas as forças, faria o possível e o impossível, afinal, não queria, em hipótese alguma, perder sua mais preciosa alma e amor. Ciel Phantomhive.
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Assim que começava a amanhecer, Sebastian levantou devagar para que o garoto não acordasse; vestiu o fraque e colocou as luvas, verificou o horário em seu relógio de prata e saiu sem fazer barulho. Já no salão, percebeu que nenhum dos servos ainda tinha se levantado. “Ótimo”; organizaria antecipadamente a sua parte e deixaria aos servos os seus serviços matinais, assim poderia voltar ao quarto de seu mestre e deitar-se para espera-lo acordar devidamente.
— Parece que a programação de hoje do jovem mestre será mais leve. — batia suavemente a massa de um bolo, as mangas de sua camisa branca estavam enroladas até o antebraço, as luvas cobriam suas mãos, principalmente a do contrato, não descuidava desse ponto nem quando estava sozinho no ambiente.
Lembrou-se da carta de um nobre que pretendia visitar o conde para lhe fornecer produtos de maquinário para sua empresa por um ótimo preço, dizia que acabou tendo alguns imprevistos e remarcou sua visita para daqui duas semanas. Tempo suficiente para Ciel estudar sobre essa proposta que lhe fora feita.
— Já de pé, Sebastian? — Bard entrara na cozinha, o rosto demonstrava sono — Típico do Michaelis de levantar antes de todos, até mesmo de nós, servos. — riu, e era verdade.
— Sim, um mordomo tem de estar preparando desde cedo tudo que for necessário para o desjejum do jovem mestre, além da harmonia desta mansão. — despejou a massa em uma forma já untada e rapidamente a levou ao forno; arrumou suas roupas e pegou o fraque que estava dobrado em cima da mesa limpa — Aliás, tenho algumas ordens a lhe dar antes de os outros acordarem.
— Diga-as.
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— Jovem mestre…
Ciel abriu os olhos lentamente, sentia-se quente e confortável, o que logo deu preguiça de levantar.
— Jovem mestre, está na hora de levantar.
Sentiu os dedos enluvados de Sebastian deslizar por seu rosto, a luz solar lhe cegara por alguns instantes; a cortina foi totalmente aberta. Ele estava ali e lhe abraçando, da mesma forma que dormiu, abriu um sorriso e escondeu seu rosto no peito dele.
— Bom dia, jovem mestre.
O mordomo levantou-se devagar e ajudou-o a se sentar na cama; foi até o criado-mudo e pegou a bandeja de prata com o desjejum de Ciel.
— Hoje temos bolo de frutas vermelhas, pão francês com geleia de damasco e chá de rosas selvagens. — pôs o chá na xícara com maestria — O conjunto de chá é de porcelana chinesa.
— Bolo. — serviu-se do chá.
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O dia passou rapidamente, sem muitos imprevistos, apenas algumas louças quebradas e a parede da cozinha que fora parcialmente desintegrada pela mais nova arma de Bard; nada que não fosse comum. Ciel tinha alguns ajustes a resolver com o preço dos novos produtos lançados, mas resolveu deixar o assunto para depois, já que estavam vendendo como nunca. Especialmente agora que estavam se aproximando da época natalina, e as lojas de brinquedos e outras variedades de produtos estavam borbulhando de pessoas. Olhou para a sua caneta de pena e suspirou; Sebastian acabara de entrar.
— Algum problema, jovem mestre? — aproximou-se.
— Praticamente nenhum… apenas esta correria de natal que está tendo esses dias; é muita coisa para analisar, mas, felizmente, as terminei hoje. — ajeitou-se na cadeira — Acho que deixarei o lançamento dos restantes dos produtos para depois desta época, ou terei dor de cabeça com mais papéis a analisar.
— Era realmente só isso?
— Não, eu sinto que Elizabeth irá me visitar para comemorar o natal; e isso será um incômodo. — suspirou — Ao menos queria fingir uma doença e dispensar qualquer festinha que ela inventar de fazer aqui.
— Sabes que não conseguirás fugir dela. — enfiou a mão por dentro do fraque e retirou uma caixinha de tecido aveludado azul — Aqui.
— Que é isto? — pegou desconfiado, mas abriu. Havia um pequeno anel de prata com uma rubi bem esculpido do centro — Sebastian, explique-se.
— Feliz aniversário, jovem mestre. — sorriu.
Piscou duas vezes, foi quando se deu conta da data, resmungou algo e pegou o pequeno objeto, Sebastian o colocou em seu dedo anelar da mão esquerda. Assim que o olhou nos olhos percebeu o semblante triste.
— Lembrança de seus pais, não?
— Sim, mas esqueça. — emburrou — Eu estava tão ocupado com esses novos produtos, e outras coisas, que esqueci esta maldita data. Tenho mais certeza ainda de que Elizabeth e minha tia virão ainda hoje para comemorar.
— Se quiseres eu posso inventar alguma desculpa para despista-las.
— Não precisa; por enquanto eu vou apenas aproveitar esse momento sem elas, quero descansar um pouco e me preparar mentalmente para isso. — levantou-se — Prepare um chá que me acalme por agora.
— Sim, jovem mestre. — curvou-se e saiu. Mas antes de chegar à porta sentiu um leve puxar na ponta de seu fraque — Mais alguma coisa?
Seu colarinho fora puxado levemente para baixo, fazendo-o se curvar um pouco, sentiu um leve selinho em seus lábios; sorriu. Pegou-o no colo e o abraçou fortemente, Ciel lhe dava vários beijinhos no pescoço.
— Mais tarde resolveremos estes assuntos, jovem mestre, por enquanto tenho de voltar ao trabalho.
— Silêncio, demônio. Esqueceu-se de quem dá as ordens por aqui? — fulminou-o um olhar maligno, voltando a beija-lo.
— Mas, jovem mestre… — selinho — Como eu irei preparar seu chá assim?
Largou-se de seus braços e ajeitou o laço azul de seu pescoço, o moreno ajoelhou-se e alinhou melhor a sua roupa, roubou mais um beijo e levantou-se; abrindo a porta do escritório para sair.
— Não demorarei.
— Apenas se apresse mordomo.
— Sim, meu jovem mestre.
A se ver sozinho no cômodo, Ciel voltou a se sentar na cadeira, olhou para o anel e sorriu; estava feliz. Não queria pensar no seu futuro, não por enquanto, tinha que lidar primeiro com o presente. Era seu aniversário, que era para ser uma data alegre, mas ficar lembrando-se de seu passado triste não faria bem para si. Ao menos tinha Sebastian para contornar sua tristeza; lembrou-se daquela noite com o moreno.
— Amar-te agora será minha prioridade neste momento. Prometi-lhe ficar ao teu lado para sempre, eu ficarei, nem que para isso eu tenha de lhe transformar em um demônio; isso se tiver seu consentimento, óbvio.
— Se esse for o caso, tens minha permissão.
Pensou seriamente nisso, mas deixou para falar com Sebastian depois. Pegou na caneta de pena e ia escrever algo em uma folha de carta quando ouviu aquela voz aguda que lhe doía nos tímpanos.
— Ciel!
Elizabeth chegara mais cedo do que tinha pensado, suspirou. E lá se foi o conde, preparando alguma desculpa para fugir dos abraços apertados da noiva e de seus enfeites fofos, além das reclamações de sua tia para com o seu cabelo e o de seu mordomo. E pela noite prometia como disse Sebastian.
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