Entretendimento Inusitado
2 Sangue Coagulado.
O Clima estava árido. O ar seco. A brisa era a mais quente possível, o morno do dia anterior dera espaço para o mormaço do dia consecutivo e era neste dia, que Chris, às 4 da madrugada dirigia seu jipe Alternative Adventure em direção ao G5 onde Claire e Leon estavam tendo, mesmo que aparentemente, problemas bizarros, a seu ver.
Sua consciência ou pensamentos encontravam-se já na cidade classificada, porém seu corpo exausto e estressado ainda encontrava-se a quilômetros de distância da mesma e foi exatamente neste momento que Chris sentira como se o jipe tivesse passado por cima de alguma coisa. Ele o parou, freou e desceu dali. Andou até um corpo aparentemente morto, “Como não o vi antes?” Pensou o moreno vendo um zumbi esmagado na estrada, olhou rapidamente ao redor, estava completamente só, ao menos era o que achava.
Um calafrio correu-lhe a espinha, sim, mesmo com toda sua força e determinação, sim, ele era humano e o medo, às vezes, o visitava. Quando seguia para o jipe, pareceu ter observado alguém ao longe correr por algumas dunas, ele encontrava-se numa espécie de deserto, não sendo exatamente um, por ter montes de barro seco ao seu redor, mas poderia-se dizer que tratava-se de um local extremamente seco, com o solo rachado.
Ch: Quem ousa correr por essas dunas? Quero dizer... serras? Uma... mulher?
Sim, ele avistara Ada, a qual por ser tão ágil e dinâmica, logo desapareceu no horizonte.
Ch: Mas... como...
W: Quanto tempo não nos vemos, Chris.
Quando o moreno virou-se para poder olhar melhor o homem alto e loiro que encontrava-se atrás de si, uma aeronave surgiu detrás da serra por onde a mulher havia ido. Era um jato particular, desenvolvido e provavelmente criado pela Umbrella, ao menos parecia ser um dos brinquedinhos que eles costumavam desenvolver. Chegava a ser covarde a diferença da tecnologia que Wesker usava em relação aos S.T.A.R.S. os quais foram excluídos do sistema.
Ch: Mas o quê?!
Chris teve de proteger os olhos devido à ventania que a nave causava ao se aproximar do solo, Wesker sinalizou e subiu numa corda que o objeto jogara para si, no comando havia uma mulher loira, semelhante à Excella, mas não era ela, não poderia ser, já que Chris e Sheva deram-lhe um final antes, mas o que ele poderia dizer de Wesker? Este sobrevivera, não foi? Sim, realmente poderia ser a Excella.
Ch: Malditos, não vou deixar que fujam!
Redfield correu até a corda que Wesker alcançou em segundos, porém ao tentar subir, a nave distanciou-se, então, de forma ágil ele pegou uma rocket laucher que carregava nas costas e direcionou para a nave, fato que fez com que Wesker saltasse dali, corresse em sua direção e lhe desse um baita chute na barriga.
W: Ora ora... sempre incomodando, Chris.
Ch: Maldito Wesker!!!!
Redfield estava ajoelhado e cuspia um pouco de sangue, realmente o golpe havia sido forte e agressivo. O loiro, diante de Redfield, estalava os dedos das mãos e o olhava de Cima com uma fisionomia sádica.
W: Sempre tentando chamar minha atenção... tsc tsc... acha mesmo que é páreo para mim?
Ch: Sendo ou não, só uma coisa que eu sei, nunca vou desistir de te matar!
E Chris elevou uma Glock mirando-a na direção do loiro, o mesmo desviou-se de praticamente todos os disparos, com a exceção de alguns que ele pegou a bala e jogou na direção de seu oponente. Uma das balas o acertou no braço, o que causou a aproximação mesmo que ao horizonte de alguns zumbis, sim, o cheiro do sangue de Redfield chamavam-lhes como se fosse convite para um churrasco.
Wesker sorria deleitosamente observando o sofrimento daquele homem diante de si enquanto a nave os sobrevoava aguardando o sinal do loiro. Chris, ajoelhado, sentiu o pescoço ser puxado para o alto, sendo fortemente exprimido e encontrava-se agora, elevado do chão e segurando com força o punho que o erguia.
W: Chris, Chris... o que devo fazer com você...
Ada olhava a situação do moreno, ao observar que Ashley estava concentrada como um robô na luta de ambos, ela pegou um Page e mandou uma mensagem para Leon, passando-lhe as coordenadas de onde todos estavam, o motivo dela tomar essa atitude, ninguém saberia tão cedo. Em minutos, Kennedy estava ali, com sua Hollydays estacionada ao lado do jipe de Chris. Desceu dali, pegou a melhor arma que tinha e se aproximou disparando-lhe variadas vezes, Wesker soltou seu ex-subordinado jogando-o ao chão e sentiu muita raiva de ter sido interrompido.
W: Tsc... logo logo voltarei para terminar o que comecei, Chris.
Ch: Blarg...
Cris cuspia muito sangue e não conseguia se levantar devido a ter sido quase sufocado a pouco, Leon atirou em alguns zumbis, em seguida, aproximou-se de Chris e o auxiliou a levantar-se, andaram em direção do jipe, Kennedy colocou sua moto na traseira do mesmo e dirigiu na direção da cidade. Chris desmaiara no assento dos passageiros, Leon nem pode auxiliá-lo, a estrada, agora, estava lotada de zumbis. Alguns ele desviava, outros ele atropelava, até que chegou numa parte que teve que frear bruscamente e atirar em alguns mortos vivos.
L: Agüenta, Chris!
E Kennedy finalmente conseguira liberar o caminho, ao chegar, ele saltou do jipe, acolheu Chris o carregando para uma espécie de pronto socorro. Logo avisaria Claire, e ele bem que imaginava o grau de preocupação da irmã mais nova do mesmo, o mínimo de surto que ela teria, tentou prever para quem ligaria primeiro, todos se preocupavam com Redfield, ele era o membro mais destacado dos S.T.A.R.S. e agora ele estava ali, deitado numa maca, semi inconsciente.
Kennedy abandonou-o aos cuidados dos médicos, sentou-se na recepção e tinha em suas mãos, o sangue avermelhado daquele outro guerreiro.
L: Tsc, que merda... Claire...
E sem mais perder tempo ligou para a jovem que logo atendeu ao telefone.
Cl: Leon, e aí? Conseguiu vasculhar a rota de contenção? Chris já deu sinal de vida, já chegou à fronteira?
L: Claire...
Ela parecia prever a tragédia, sua voz emudecera, ela, agora, suava frio.
L: Ele chegou sim, mas ceio direto para a emergência, Wesker armou-lhe uma enrascada.
Cl: MEU DEUS! TO INDO PARA AÍ!!!!
E ela saiu desnorteada dali, Cherry tomava banho e nem se deu conta da saída de praticamente sua mãe. Claire assim que chegou abraçou fortemente Leon, depois perguntou-o teimosamente sobre o estado de seu irmão, a quem ele foi direcionado, qual o nome do médico. Leon tocou-lhe a face e comentou baixo.
L: Foi um tiro no braço, mas acredito que não seja nada grave, a verdade é que ele tinha uma baita face de cansado, que não deve dormir há dias.
Cl: EU QUE O ACORDEI LEON, MEU DEUS!!!!!!!
L: A culpa não é sua, não é de ninguém...
Cl: Maaaaaaaaas......
L: Escute, Claire.
Kennedy lhe segurava a face com ambas as mãos. Falou-lhe olhando-a nos olhos e calmamente.
L: Ele é forte, vai sobreviver, e quando ele acordar... ele irá querer ver sua irmã sorrindo e dizendo-lhe que está tudo bem... e não que lhe encomendou um caixão.
Claire lhe deu um tapa na face.
Cl: Porra, isso é hora de brincar?
Uma enfermeira aproximou-se e pediu que o “casal” parasse de berrar tanto e que conversassem mais baixo, Claire se desculpou e sentou ali, numa cadeira da recepção e choramingava baixinho. Leon se sentou ao seu lado e se desculpou.
L: Eu não estava brincando, Claire. Ele precisa da sua força, da sua confiança... você confia nele não é? Então relaxa, ele vai vencer mais essa. Não duvide, tenha certeza. Se ele não morreu até aqui, não será um tirinho que irá levá-lo de nós. Tsc... até parece que não conhece seu irmão.
Leon remexeu-se na cadeira até que se levantou aproximando-se de uma janela, pensou consigo:
L: “Do jeito que ele é grande, nem vinte tirou o matariam!”
Cl: Desculpe, Leon... você tem razão. Obrigado, amigo.
E ela se aproximou abraçando-o, Kennedy também o fez, e ambos ficaram em silêncio.
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