Entrelinhas Percy Jackson eOs Herois do Olimpo 2
8 Percy/Nico
Notas iniciais
PERCY
Nico ficou de pé.
— Preciso ir, também, e descansar antes da primeira viagem. Vamos nos encontrar perto da estátua ao pôr do sol.
Depois que ele foi embora, Hazel franziu a testa, preocupada.
— Ele está agindo de modo estranho. Não sei se pensou direito no assunto.
— Ele vai ficar bem — disse Jason.
— Espero que tenha razão — ela passou a mão por cima do chão. Diamantes irromperam na superfície, uma Via Láctea de pedras cintilantes — estamos em uma nova encruzilhada. A Atena Partenos vai para o oeste. O Argo II, para o leste. Tomara que tenhamos tomado a decisão certa.
Percy quis dizer algo animador, mas não se sentia à vontade. Apesar de tudo pelo que haviam passado e de todas as batalhas vencidas, eles ainda não pareciam perto de derrotar Gaia. Claro, tinham libertado Tânato e fechado as Portas da Morte. Pelo menos agora podiam matar monstros e eles ficariam no Tártaro. Mas os gigantes estavam de volta. Todos eles.
— Só tem uma coisa que me incomoda — disse ele — se o Festival de Spes é daqui a duas semanas, e Gaia precisa do sangue de dois semideuses para despertar... Como foi que Clítio chamou? O sangue do Olimpo? Será que não estamos fazendo justamente o que Gaia quer, indo para Atenas? Se não formos, e ela não puder sacrificar nenhum de nós, não seria impossível para ela despertar por completo?
Annabeth segurou a mão dele. Percy ficou embevecido ao olhar para ela agora que estavam de volta ao mundo mortal, sem a Névoa da Morte, com o sol banhando seus cabelos louros, ainda que ela estivesse magra e abatida como ele, e seus olhos cinzentos parecessem atormentados por pensamentos ruins.
— Percy, as profecias são uma faca de dois gumes. Se não formos, podemos perder nossa chance de detê-la. Nossa batalha está em Atenas. Não temos como evitá-la. Além disso, tentar impedir profecias nunca funciona. Gaia pode nos capturar em algum outro lugar, ou derramar o sangue de outros semideuses.
— É, você está certa. Eu não gosto disso, mas você tem razão.
O estado de espírito do grupo ficou sombrio como o ar do Tártaro, até que Piper quebrou a tensão.
— Bem! — Ela guardou sua lâmina na bainha e deu um tapinha na cornucópia. — Foi um ótimo piquenique. Quem quer sobremesa?
Ao caminharem de volta ao navio, Percy e Annabeth se separaram em dois pequenos grupos. Enquanto ele caminhava ao lado de Jason, Leo e Frank, a namorada foi conversando com Hazel, Piper e Reyna. Mesmo que os grupos estivessem bem próximo um do outro, ele sentiu um aperto no peito ao ver a garota alguns metros de distancia. No Tártaro, ficavam juntos a todo o tempo, sempre se protegendo dos perigos assustadores que brotavam da terra, corriam pelos rios e penetravam seus pulmões. Estava mais que agradecido por terem conseguido voltar são e salvos (mais ou menos são), mas era estranho não caminhar a centímetros ao lado da namorada. Talvez ela também se sentisse dessa forma, pois lhe lançou um olhar saudoso, junto com um sorriso que iluminou o dia ainda mais.
— Cara... — Leo começou a falar. —Desculpe se isso vai parecer estranho em alguns aspectos da convivência social normal, mas... — o garoto se virou de frente para ele e lhe deu um forte abraço. Percy não provara da força de Leo até sentir as suas costelas estalarem. — Nunca mais caiam no Tártaro, por favor. — o jovem falou rapidamente. — Tipo, sei que vocês devem ter passado por uns maus bocados lá em baixo, mas sabe como nós ficamos aqui? Era como se todo o nosso grupo tivesse morrido. Eu até tentei levantar o astral dessa galera, mas foi impossível...
Percy riu e envolveu o braço no ombro do garoto amigavelmente.
— Pode deixar... — disse com certeza total na voz. — Prometo que nem eu nem Annabeth nunca mais vamos voltar lá. Nunca. — A promessa saiu de sua boca e se espalhou pela terra. — Mas fico feliz que tenham sentido minha falta. — brincou.
— É claro que sentimos. Quem mais iria ficar jogando água nos monstros marinhos que tentassem nos atacar, hein? Tudo bem que você, as vezes, pode despedaçar o coração de uma garota ou outra em ilhas desertas, mas ainda sim é parte do nosso grupo.
—O que? — Percy indagou. — Que garota?
Leo não pareceu ter notado o que dissera e desconversou.
— Não é importante.
— De qualquer forma tenho que concordar com Leo nessa... — Frank se aproximou dele também. — É bom tê-los de volta.
Percy riu mais. Era como se estivesse soltando toda a alegria que o Tártaro lhe privara. Mesmo que emocionalmente abalado pela perda de dois bravos amigos, além do fato de que ainda teriam muitos problemas pela frente, estar sob o sol quente ao lado de seus amigos tendo a visão da também sorridente namorada, que andava bem a frente, era sim um motivo para se sentir bem. Ele respirou fundo e deixou o ar puro entrar em seus pulmões, limpando o veneno do Tártaro.
— É bom estar de volta.
...
Quando chegaram no navio, o grupo, com exceção de Nico, se reuniu mais uma vez a fim de colocar os assuntos em dia. Dessa vez evitaram os tópicos do despertar de Gaia ou a guerra contra os gigantes e tentaram falar sobre coisas mais leves. O que acontecera enquanto Percy e Annabeth estiveram fora. Leo lhes entregou um jornal por cada dia para atualizá-los e, mesmo que Percy não tivesse a intenção de realmente lê-los, achou o gesto engraçado.
Aos poucos, foram se retirando para tomar banho e arrumar com mais calma os resquícios de batalhas que o Argo II enfrentara. Após a sua chuveirada, Percy foi ao seu quarto e viu, em cima da cama, uma foto dele e de Annabeth sentados sobre a areia da praia enquanto tomavam sorvetes azuis. Pegou a foto e a colocou em cima da cabeceira, recordando o momento alegre que tiveram meses atrás.
Assim que terminou de se vestir, Jason bateu à porta do seu quarto. Percy a abriu e o garoto entrou devagar.
— Oi... — disse ele com o tom usual. — Matando as saudades do quarto?
Percy assentiu.
— Pois é. Já tinha esquecido como eram as camas.
Jason riu brevemente.
— Já falou com Nico?
Percy franziu as sobrancelhas.
—Como assim? Estávamos todos reunidos perto da estátua, esqueceu? Por que a pergunta? Está tudo bem?
—Ah... sim. — Jason parecia querer falar algo, mas sua boca se recusava a dizer. — É só que ele ajudou bastante. A nos trazer aqui.
—Sei disso. — Percy falou admirado pela coragem do amigo mais novo. —E vou agradecê-lo pessoalmente. Só preciso... fazer uma coisa antes. Cumprir uma promessa.
Jason assentiu com a cabeça e lhe deu as costas, mas antes de ir, tornou a se virar:
— Leo falou a verdade. Esse grupo não funciona sem vocês. Tentem não sumir de novo.
Percy assentiu e o garoto foi embora.
Depois caminhou velozmente para o seu destino. Suas energias estavam quase que completamente esgotadas. Aguardara um pouco apenas para uma coisa...
Ele abriu a porta velozmente e entrou no aposento, fechando-a às suas costas.
Annabeth se virou num susto. Suas bochechas estavam vermelhas e sua expressão de espanto foi se normalizando ao perceber que era ele. Percy se surpreendeu ao perceber que a garota estava apenas enrolada numa toalha.
Aos poucos, a expressão de Annabeth foi se transformando em outra que ele raramente via. Semelhante à sua face de raiva, mas muito mais prazerosa. Sua face ficava levemente corada e seus lábios se contorciam no que poderia ser um sorriso, mas diferente. Os olhos demonstravam nada a menos que desejo e não foi preciso trocar palavra alguma. Os dois sabiam o que queriam.
Percy correu em sua direção e ela correu na dele. Mal ele a tocou e a toalha caiu no chão de madeira, revelando a perfeição escondida em baixo dela. A filha de Atena não estava nada parecida com o que ele vira da ultima vez. A exaustão do Tártaro e a falta de comida (ao menos que fogo líquido seja considerado alimentação) a deixaram um pouco mais magra, destacando ainda mais as curvas de seu corpo. Além disso, o cansaço ainda presente nos olhos dos dois se convertia para a paixão urgente.
Beijaram-se como não faziam a muito tempo. Ele envolveu a cintura dela num abraço enquanto a garota afagava seus cabelos com uma mão. A outra puxava sua camisa para cima vorazmente. Em apenas poucos segundos o tecido voou pelo quarto e aterrissou ao lado da cama dela. Annabeth colocou a mão no zíper de sua calça e a abriu, baixando-a lentamente. Ele pôde sentir a garota beijando-o no peito, depois na barriga, depois um pouco mais em baixo e em fim ela removera toda a sua jeans. Percy lembrou do que ela disse que faria com ele quando saíssem do Tártaro. Provavelmente Annabeth também lembrou, pois abaixou a sua cueca até o joelho e começou a masturbá-lo com a boca. Sua língua rodeava o seu membro e seus lábios o abraçavam num movimento de vai e vem. Ele sentiu suas pernas tremerem de ansiedade. Fazia tanto tempo que ele não tinha um prazer sequer próximo com aquele que ficou com medo de não aguentar muito tempo.
Puxou a garota para cima e a beijou. Annabeth retirou as pernas do chão e as cruzou em sua cintura. Ele a levou até a cama e, rapidamente, mas com cuidado, se deitou sobre a garota. Nem mesmo viu como a camisinha foi parar lá. Estavam os dois tão desesperados um pelo outro que as coisas passavam em flashes. Em alguns minutos Percy já estava penetrando-a velozmente, sentindo um prazer explosivo lutando para se libertar. Ela apertava suas costas, se segurando para não gemer muito alto. Ele também ofegava de satisfação e se continha para não berrar o nome dela repetidas vezes.
Em uma ultima doze de completo prazer, ele sentiu ejacular e se deitou ao lado da garota. Nunca tinham feito aquilo antes. O sexo sim, mas o encontro carnal sem palavra alguma havia sido perfeito. Olhou nos olhos dela e sabia o que ela dizia, sem som, pois lhe mandava a mesma mensagem: Eu te amo.
Os dois se abraçaram e fecharam os olhos por alguns minutos.
...
Nico estava no convés, separando algumas cordas para se prender à Atena Partenos durante a sua cansativa viagem pelas sombras, quando Jason chegou ao seu encontro.
— E aí? — falou o garoto loiro fingindo ser casual. Nico o ignorou enquanto enrolava as amarras. — Percy já veio conversar com você?
Ao ouvir aquilo ele sentiu o sangue gelar. Soltou as cordas amarronzadas e se voltou ao filho de Zeus.
—Como assim já veio falar comigo? — ele soou irritado, como se fosse atacar Jason a qualquer momento.
— É só que... ele disse que vinha. Deve estar ocupado ainda. Com certeza virá depois.
— Não me importa! — mentiu Nico. — Mas por que ele te diria isso?
A expressão de Jason revelou tudo. Nico espremeu os olhos transbordando de raiva.
— O que você disse? — perguntou o filho de Hades.
Jason abriu a boca tentando encontrar palavras para se explicar.
— Eu só... sugeri a Percy que deviam conversar. Não contei nada.
Nico instintivamente colocou a mão na espada presa à cintura, e Jason colocou a sua no bolso, pronto para retirar a sua moeda caso fosse preciso.
— Não tinha o direito de fazer isso, Grace.
—Eu só quis...
— Se meter! — bradou. — Não pense que só porque ouviu o que eu disse antes sabe qualquer coisa sobre mim. Não me conhece. Nenhum de vocês conhece. Nem Hazel!
— Por que você não deixa. — Jason devolveu à altura. — Prefere se enterrar no mundo interior, viajar para o tártaro ou se inscrever numa missão possivelmente suicida antes de confiar nas pessoas. Pode fazer o que quiser com a sua vida, Nico, mas não me culpe por ter tentado ser o seu amigo.
Nico se calou. Ouvir Jason falar daquela forma já era algo chocante. O garoto costumava ser muito mais quieto e quando falava com os outros. Quando se dirigia a Nico era ainda mais, mas agora... Jason jogara em sua cara tudo o que pensava desde que descobrira o seu... segredo, e pior, tudo o que falara era verdade.
— Percy não iria entender... — ele falou agora com a voz baixa e tímida, deixando a raiva de lado.
— Percy “vai” entender, Nico. Ele é um cara legal. E é o seu amigo.
Nico soltou o cabo de sua espada e deu as costas para Jason, fitando as cordas emboladas que antes separava.
— Não importaria de qualquer forma. Ele está com Annabeth e eu... Não vejo ele dessa forma. Não mais... — ele nem mesmo sabia se aquilo era verdade. Obviamente ainda sentia algo por Percy, mas não sabia o que exatamente.
— Isso é apenas outro motivo para você falar com ele. Ou, se não estiver pronto para se abrir com Jackson ainda, ao menos fale com outra pessoa. Hazel, ou Annabeth, qualquer um.
Nico deu de ombros. Baixara tanto a sua guarda que teve que segurar repentinamente uma inesperada lágrima que quase escapou de seus olhos. Não gostava de parecer tão vulnerável na frente de Jason Grace. Talvez o garoto estivesse realmente certo sobre seus problemas de confiança.
— Tudo bem! — falou relutante. — Vou falar com ele.
Jason assentiu e Nico deixou o convés, caminhando em direção ao quarto de Percy. Era como se cada passo fosse uma eternidade, e, ao mesmo tempo, uma fração de segundos. Queria que o tempo nunca passasse, ou que passasse de pressa para o momento acabar. Caminhou mais um pouco e, respirando bem fundo, bateu à porta...
...
Nada aconteceu. Bateu de novo e, mais uma vez o silencio foi o único à responder. Nico girou a maçaneta do quarto que dormira algumas noites atrás e olhou para o seu interior.
— Nico? — Nico virou assustado ao escutar o seu nome. Quando percebeu que havia sido Leo quem o pronunciara, quem estava parado fitando-o, relaxou.
— Oi.
—Cara... Acho que esse quarto é de Percy agora. O seu já esta concertado, lembra? —Leo brincou.
— Só estava procurando ele. Sabe onde ele está?
Leo deu um sorriso forçado.
— Numa situação bem melhor que nós, com certeza. — Nico não entendeu. — Não sei como é que ainda acham que podem esconder alguma coisa do gênio que construiu esse navio. Acho que Hedge é o único que não percebe essas coisas, o que, particularmente, acho bem irônico.
Nico franziu as sobrancelhas.
— Do que está falando?
— Bom... Percy está... comemorando a saída do Tártaro com Annabeth... No quarto dela.
Nico sentiu algo ascender novamente dentro de si. Era como se cada vê que estivesse pronto para se libertar da sua prisão interna algo acontecia para enterrá-lo ainda mais nas sombras. Ele não disse mais nada. Deixou Leo parado no corredor e se dirigiu ao quarto da filha de Atena. Sabia que iria se arrepender, mas precisava ter certeza.
Dessa vez, não bateu na porta, pois não queria ser notado (e não ser notado era uma de suas maiores habilidades). Girou a maçaneta com todo o cuidado, sem produzir um ruído e entreabriu a porta. A visão foi bem chocante na verdade, e imediatamente ele se arrependeu de ter espiado, mas já era tarde demais. No chão do quarto estava caída uma toalha e diversas peças de roupas, mas o que realmente chamava atenção era Percy e Annabeth tranzando entusiasmados na cama de solteiro. Os dois ofegavam e, mesmo que estivessem claramente tentando não fazer barulho, estavam sendo bem altos. O pior em ver a satisfação dos dois, que se encaixavam como um quebra cabeça excitado, era ter a certeza absoluta de como o casal era perfeito um para o outro. Nico se recuperou dos segundos paralisado e tornou a fechar a porta. Estava na hora de preparar as coisas para a sua partida.
...
Percy fitou a face de Annabeth, quase que adormecida.
— Está sem sono? — perguntou sussurrando em seu ouvido.
— Pelo o contrário... — ela respondeu baixinho. — É como se tivesse com tanto sono que estou cansada até para dormir... Além disso gosto de escutar a sua respiração. E você.
— Se eu gosto de escutar minha respiração? — Percy fingiu não entender e Annabeth riu.
— Não, idiota... — falou em tom amistoso. —Por que não esta dormindo? Temos algumas horas antes de nos reunirmos na estátua.
Percy afastou uma mecha de cabelos do rosto da garota.
—Tenho coisas melhore para fazer do que dormir...
Ela riu de novo.
— Tipo o que?
— Ver como você é bonita.
Nesse momento ela abriu os olhos cinzentos. Não importa o quão cansada ela estivesse, suas ires sempre refletiriam a inteligência que transbordava de sua mente.
— Acabou de ganhar minha atenção. — ela falou num tom mais acordado. — O que pretende fazer com ela?
Percy se aproximou da garota para um beijo. Ela retribuiu e logo estava ficando ereto novamente. Dessa vez não estavam com toda a urgência que tiveram antes. Ele colocou a mão embaixo da coberta dela e, lentamente, acariciou sua barriga, subindo aos seios. Annabeth acariciava seus cabelos com leveza, enquanto se beijavam.
Percy afastou os seus lábios dos delas para levá-los ao seu peito. Assim que beijou um de seus mamilos a garota deu um leve gemido.
— Vejo que está pronto para outra. — ela falou notando o estado do seu pênis.
— Para você estou pronto sempre.
Annabeth começou a masturbá-lo devagar e dessa vez foi ele quem gemeu. Lambeu-a novamente, com mais intensidade dessa vez. Lambuzou um de seus seios enquanto afagava os cabelos dourados dela. Depois mudou-se para o outro e retornou aos lábios. As partes do corpo iam alternando cada vez mais rapidamente, assim como os movimentos de Annabeth. Finalmente penetrou a intimidade da namorada com um dedo, fazendo-a gemer mais.
A paixão já voltava a esquentar o quarto.
Percy beijou-a no umbigo e foi descendo a língua pelo seu corpo, até encontrar a vagina apertada da garota. Quando colocou a língua nela, Annabeth não resistiu um rápido grito e ele sentiu um gosto salgado como o mar tomar conta de sua boca.
Levou alguns minutos saboreando-a até inverterem as posições. Dessa vez foi Annabeth quem colocou o seu pênis na boca e começou a chupá-lo. Percy segurou sua cabeça e, vezes induzia o movimento, vezes deixava a garota conduzir.
Ele estava deitado com a barriga para cima quando ela montou em sua frete. Pegou uma camisinha e colocou a ponta em seu membro, desenrolando-a com a boca. Depois sentou levemente em seu pênis e se penetrou. Percy sentiu uma onda de prazer se espalhar pelo o seu corpo enquanto a garota fazia o movimento de vai e vem.
Dessa vez era Annabeth quem assumira o controle, restando para ele apenas relaxar e aproveitar a sensação incrível.
Segurou os seios dela enquanto tranzavam, o ritmo ia ficando cada vez mais veloz, e mais e mais. Como já tinham feito aquilo a pouco tempo, Percy conseguiu demorar bem mais antes de finalmente gozar. Pelas expressões de Annabeth, ela também gozara algumas vezes antes dele.
Em fim, voltaram a deitar na cama, completamente exaustos...
— Estamos ficando bom nisso. — ele disse com um sorriso no rosto.
— Acho que estamos. — ela concordou. — Mais ainda deve faltar algumas coisas...
Ela falou aquilo como uma promessa, que ele ansiava para saber o resultado. Mas não seria naquela tarde. Dessa vez não apenas fecharam os olhos, mas realmente dormiram...
Quando Percy acordou, o sol já estava se aproximando do horizonte oeste. Dormira poucas horas, mas tinha a sensação que descansara cinco vezes mais do que todo o tempo que passara no Tártaro. Ele levantou da cama de Annabeth e se vestiu, pronto para agradecer a um amigo a promessa que esse cumpriu.
AO ENTARDECER, PERCY ENCONTROU NICO.
O filho de Hades estava amarrando cordas em torno do pedestal da Atena Partenos.
— Obrigado — agradeceu Percy.
Nico franziu a testa.
— Por quê?
Podia ser impressão sua, mas o garoto parecia ressentido com ele.
— Você prometeu levar os outros até a Casa de Hades — disse o filho de Poseidon — e cumpriu.
Nico amarrou as pontas das cordas juntas, fazendo uma espécie de alça.
— Você me tirou daquele jarro de bronze em Roma. E salvou minha vida novamente. Era o mínimo que eu podia fazer.
A voz dele soou firme e contida. Percy desejava saber o que fazia aquele cara demonstrar emoção, mas nunca conseguiu descobrir. Nico não era mais um garotinho nerd da Westover Hall com cartas de Mitomagia. Nem era o solitário ressentido que perseguiu o fantasma de Minos pelo Labirinto. Mas quem era ele?
— Além disso, você visitou Bob... — disse Percy.
Contou a Nico sobre a viagem pelo Tártaro. Achou que se havia alguém que pudesse entendê-lo, este era Nico.
— Convenceu Bob de que podia confiar em mim, apesar de eu nunca ter ido visitá-lo. Nunca mais pensei nele. Você provavelmente salvou nossas vidas por ter sido legal com ele.
— É, bem... — disse Nico. — Não pensar nas pessoas... isso pode ser perigoso.
— Cara, eu estou tentando agradecer.
Nico riu sem humor.
— Estou tentando dizer que não precisa. Agora tenho que terminar isto, se puder me dar um pouco de espaço.
— Claro, claro, tudo bem.
Percy deu um passo para trás enquanto Nico ajustava as alças de cordas. Jogou-as no ombro como se a Atena Partenos fosse uma mochila gigante.
Percy não conseguiu evitar ficar um pouco chateado ao ser dispensado daquele jeito. Mas afinal, Nico tinha passado por tanto. O cara tinha sobrevivido sozinho no Tártaro. Percy sabia por experiência própria quanta força foi exigida dele.
Annabeth subiu a colina para se juntar a eles. Pegou a mão de Percy, o que o fez se sentir melhor.
— Boa sorte — disse ela a Nico.
— É — ele não a olhou nos olhos — para você também.
Um minuto depois, Reyna e o treinador Hedge chegaram com armaduras completas e mochilas nos ombros. Reyna parecia muito séria e pronta para o combate. O treinador Hedge sorria como se estivesse esperando uma festa surpresa.
Reyna deu um abraço em Annabeth.
— Nós vamos conseguir — prometeu.
— Eu sei que vão — respondeu Annabeth.
O treinador Hedge apoiou seu taco de beisebol no ombro.
— É, não se preocupe. Vou chegar ao acampamento para ver minha garota! Hã, quero dizer que vou levar esta garota para o acampamento! — Ele deu um tapinha na perna de Atena Partenos.
— Ok — disse Nico — segurem as cordas, por favor. É hora de ir.
Reyna e Hedge seguraram. O ar escureceu. A Atena Partenos desmoronou para o interior de sua própria sombra e desapareceu, junto com três acompanhantes.
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